sexta-feira, 19 de setembro de 2003

O CIRCO CONTINUA... E OS PALHAÇOS, CLARO, SÃO OS MESMOS...

Os bonecos da CD da Liga, aplicaram 1 jogo de castigo ao Ricardo Silva...
Será que é pelo facto do Presidente da Liga ser do Clube do infractor ou será que é pelo facto de o 2.º jogo não coincidir com o dos lampiões?
Ou será que foi pela alegação do clube da Avenida no seu comunicado, que aqui transcrevo e fala por si: "Analisado o lance em causa pelo Departamento Jurídico desta SAD, constatamos tratar-se de uma reacção inadvertida e instintiva, determinada pela vontade de o jogador Ricardo Silva ultrapassar os seus adversários, que em obstrução o impediam de controlar a bola".
Pelo castigo aplicado e tendo em conta o interveniente, se calhar foi...
E porque é que só ao Ricardo Silva é que lhe foi aplicado o processo sumaríssimo e a outros tantos casos que aconteceram e já aqui relatados, não?
E será que não são diferentes os casos? O McCarthy foi agredido e o lance aconteceu durante a disputa da bola, enquanto que Ricardo Silva não foi atingido nem estava a disputar a bola com ninguém. Será que isto foi valorado? Ou valoraram como uma resposta à agres..., perdão, obstrução.
É a prova irrefutável, mas não necessária (uma vez que todos já sabemos como isto funciona), de que o Mágico Porto quando ganha, tem de ser contra tudo e contra todos.
E o que mais me revolta neste cantinho à beira mar plantado, é que toda a gente fale da credibilidade e imparcialidade do Juiz Rui Teixeira na análise de provas no processo da Casa Pia, quando é um Juiz de 1.ª Instância e jovem e não se tem qualquer prova ou facto que lhe dimunua a capacidade de julgar e não se fale da conduta de Juízes Desembargadores, que são de instâncias superiores, já experientes, reconhecidos e promovidos ao longo dos anos, que atropelam tudo quanto é lei e regulamento, julgando em função da qualidade do interveniente.
É que, embora para a nossa vida em nada contribua os castigos da bola, não podemos deixar de avaliar a forma e capacidade de julgar destes Juízes nos Tribunais Civis, através do que fazem em sede de futebol.
Porque príncipios éticos e deontológicios, são príncipios éticos e deontológicos. E ou se tem ou se não tem. E estes decididamente não têm. O que me preocupa é a seguinte questão: será que não é à base destes príncipios que nos julgam nos Tribunais Civis?
Eu tenho a certeza que sim. Porque quem não é sempre da mesma forma, em todos os momentos e locais, é hipócrita, não tem ética e é falso. E quem não tem ética, é hipócrita e falso não serve para Juiz, muito menos para Juiz de instâncias superiores.
Tal significa que a Justiça está entregue a uma cambada de palhaços hipócritas, vendidos em função do interveniente. Levam-me a crer que na análise de um Recurso para o Tribunal da Relação, se conhecerem o Advogado de uma das partes ou mesmo a parte, não pedirão a escusa como exemplares cidadãos que deveriam ser e, ainda por cima, julgarão o caso a favor destes em detrimento do indefeso cidadão que apenas recorreu à Justiça para defesa dos seus direitos.
Meditem nisto... Meditem, porque isto não é só bola...

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