segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

O GANG DO KADHAFI - OU UM ATENTADO À INTELIGÊNCIA

O kadhafi dos pneus, também conhecido como Orelhas, aterrou hoje na aerogare de Marraquexe, exultante por trazer consigo o guarda-redes que sempre desejou - O Toldo do Sado. Claro que a confiança que apresentava se devia sobretudo ao facto de estarem seis capangas à espera do obscuro emigrante amigo (?) do dito Toldo dos pobres para o mimarem com uma chapadinha carinhosa. Tudo isto perante as câmaras da televisão. Ora, com a desfaçatez que se lhe reconhece, Kadhafi perante as mesmas câmaras conta uma qualquer história sobre agressões por ele sofridas no Brasil (e que, curiosamente ninguém testemunhou) pelo referido emigrante (ao que se saiba, esse sujeito não trazia mais cinco armários com ele). Tudo ao melhor estilo dos tempos da Lei Seca estadunidense e seguramente a dar inteira razão ao mote várias vezes papagueado de que "quem não é benfiquista não é bom chefe de família". Claro que, no conceito de tão boa e numerosa gente, "família" tem o mesmo sentido da palavra "famiglia" dos nossos amigos sicilianos. Quanto a chefe, depois do que vi hoje e depois de recentemente ter revisto a triologia de Francis Ford Copolla, percebi finalmente que na 2ª circular há mesmo relações estreitas com Palermo e, portanto, devemos ler "padrinho" em vez de "chefe". Por fim, ao cabo de mais de 30 anos, entendi o significado exacto do mote salazarista. Quanto ao Toldo de Vera Cruz, o moço tem jeito para a paródia. Segundo nos conta, sempre quis ir fazer parte da "família". Todavia, vá-se lá saber com que espécie de magia negra, de repente viu-se, contra a sua vontade e certamente de forma involuntária, na Torre das Antas. Com o recurso à hipnose e sem o deixar assistir a todos os canais televisivos que só falavam da sua ida para a Palermo lusitana, convenceram-no que aí já não o queriam e que o seu destino era ser suplente do Baía, do Helton e do Bruno Vale. Culminando os seus desígnios obscuros e criminosos, os dirigentes do Porto pegaram na sua mão à força e fizeram-no assinar um qualquer acordo escrito. Mas, com o que os dirigentes azuis/brancos não contavam era com a sua resistência heróica quando o quiseram forçar a aceitar um cheque de 100.000€. Chegou a uma altura em que estiveram quase a sucumbir e não fora a preciosa ajudo de Alexandrino, que o pôs firme e hirto, não tinham conseguido colocar-lhe o cheque no bolso.
Liberto das garras maléficas do clube do Dragão, em Portugal ninguém lhe soube explicar que afinal era desejado pelo Kadhafi. Só descobriu esse facto no Brasil, após ler os 3 diários desportivos aí existentes. Aí, arrependido por ter soçobrado à tortura, voou para os braços do chefe de(a) famíla. Devidamente escoltado por seis bisarmas, claro, ou não fora ele a melhor contratação de todos os tempos neste rectângulo à beira-mar plantado, só assim se compreendendo tanta guerra por ele...

1 comentário:

Raul disse...

Só posso dizer que tudo isto é uma grande palhaçada, fico contente por o Moreto ter ido para o slb. Um jogador que nem sequer tem o minimo de educação, palavras dele "estive com o Pinto da Costa, com o Angelino Ferreira e com o Caldeira". Será que estes senhores andaram com ele na escola para ele os tratar por tu, aja educação. Depois tudo isto é brincadeira, toda a comunicação social dizia que o slb pôs à porta de Moreto 1 ou 2 seguranças para que ninguém se aproxima-se dele, depois foram busca-lo, não vá a criancinha mudar de ídeias. Toda a gente sabe que o lfv só quer protagonismo, e ao chegar ao aeroporto com o Moreto e contando uma qualquer história seria desde logo um heroi. Haverá alguém que se acredite que se o FCP desse o dobro ele iria para o slb. Eu nem sei porque carga de água o FCP queria o Moreto, 1º temos os 2 melhores guarda-redes do campeonato, e 2º o futuro guarda-redes do FCP é o Bruno Vale. Ou seria só para chatear?