segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

E a tulipa negra volta a atacar...

Quando tudo se torna mais fácil, eis que temos quem goste de complicar o que é fácil.
O jogo do Porto foi uma autêntica miséria, apenas palmilhada por pequenas magias individuais de algum dos maestros.
Há quem não aprenda com os erros, apesar de eles se tornarem demasiado evidentes. É cada vez mais tenho mais a certeza que estamos perante o Abominavel Homem Gaúcho II.
Ontem, na TSF, um comentador antes do jogo, disse e bem, que se havia "qualidade" que Co Adriansse havia mostrado desde a sua chegada a Portugal, era a de teimoso.
Mas para mim ele não é teimoso. É casmurro mesmo. Daqueles que insistem, insistem, mesmo que vejam que não está certo.
Assim foi com o Jorginho, agora é com a tática.
Há coisas que se vêm da bancada sem ser preciso ser treinador. 4 médios centro de uma só vez (Paulo Assunção, Raul Meireles, Ibson e Diego) dá para ver que até se vão esbarrar no meio e que descaindo nas alas, não terão as características necessárias para o efeito.
Três defesas, são certeza de que os laterais não poderão subir à sua vontade e ajudar os extremos. Assim se viu que Quaresma se encontrava muito pouco acompanhado do seu lado, bem como Lisando do lado contrário.
Acresce que, mais uma vez este holandês leva-me para o banco 2 defesas centrais, que salvo opinião fundamentada em contrário, não sei para que servirão.
E já me parece que quem defende este treinador, também o faz por casmurrice e não por qualquer outro motivo. Não é possível que defendam um treinador que muda de tática e meia equipa apenas por ter perdido um jogo, quando o esquema se mostrava já meio mecanizado, em franca evolução e pernas para andar.
Defender a revolução que fez com o Naval e que continuou com o Rio Ave, não tem o mínimo de senso.
E não posso terminar sem dizer que crucificar jogadores para encontrar justificações para um desaire, é do pior que tenho visto. É comportamento de fraco, que gosta de sacudir a água do capote.

P.S.: não vou comentar o que fizeram ao treinador à saída do Olival, porque acho que não são formas de se actuar. Que o critiquem, tudo bem, mas isto ultrapassa o razoável.

3 comentários:

GM disse...

Ok, tudo bem q a violência n resolve nada, m ao menos q dê para abrir os olhos daquela laranja podre. Já me mete nojo...O urso devia ter olhos na cara e pedir a demissão independentemente da posição do Porto na liga. E por mt respeito e reconhecimento que tenha pelo PC, todos temos o nosso prazo de validade, e o do PC, excepção feita ao "acidente" Mourinho, há muito que expirou!! Podem voltar os dois para Marraqueche, fazer companhia aos camelos que andam por lá e levar mais alguns que por cá andam.

Raul disse...

Do que se passou no Olival, só foi pena que o presidente não acompanhava o dito treinador, porque assim matava-se dois coelhos com um só tiro. Foi pena não os terem apertado bem.

Agora o presidente que lhe renove o contrato por mais um ano.

Saudações Portistas.

dragaovenenoso disse...

Completamente de acordo com o Dragão. A vida não é só futebol. Bater num carro com uma pessoa lá dentro é um acto de cobardia.

Eu não posso com este treinador, mas nunca teria tal atitude. O que podemos fazer? Responsabilizar a SAD pela escolha do treinador. e mostrar o nosso descontentamento através dos assobios. Nada mais.

De ontem só posso elogiar a vontade dos jogadores em ganhar o jogo, contra uma equipa que tudo fez para não perder. Se não ganhámos foi por falta de sorte... e falta de orientação... de treinador. Que dizer das fériazinhas de 10 dias? Que dizer de colocar o Baía no banco por causa do frango que sofreu? Se o Helton também sofrer um vai para o banco? Isso é que é um bom exemplo de competitividade! E depois voltar a insistir na juventude... sei muito bem que a equipa é muito jovem peca muitas vezes pelo exagero e ânsia de ganhar. Mas para os orientar está lá o treinador. Só vos digo, meus caros, grandes aquisições a nossa e a dos lampiões...