sábado, 17 de fevereiro de 2007

TOMÁMOS A DEVIDA NOTA

Depois do Conselho de (In)Justiça da F.P.F. ter designado a pretérita sexta-feira para se reunir e deliberar sobre várias matérias, logo os vassalos jornaleiros começaram a sua sórdida tarefa, com o Rascord (Avante LAgartão) à cabeça. Um qualquer iluminado escriba escrevinhou algo sobre "estranheza" no seio da Liga, motivada por tal celeridade. Sim, porque celeridade na justiça, é coisa que ninguém quer... A ideia era lógica e simples - seria para despenalizar Ricardo Quaresma. Não importa que houvesse outros pontos na agenda, como por exemplo o recurso do Zé Pedro. Não, a reunião, segundo os jornais, seria tão somente para decidir o recurso de Quaresma.
Ora, o que fez então o CJ? O que todos sabemos. Deliberou sobre todos os pontos da agenda, menos o recurso de Quaresma. Mesmo o recurso de Zé Pedro, que podia ter sido decidido para a próxima semana, uma vez que o jogo a retirar seria precisamente esse e não o deste fim de semana, foi decidido. Do ponto de vista legal, não há qualquer legitimidade. Não podem os Senhores Juízes (sim, são Juízes de tribunais superiores) pura e simplesmente não deliberar. Do ponto de vista da justiça (sim, os Juízes existem para fazer justiça), esse conceito supremo que deve sobrepor-se à mera legalidade, o desagendamento é ainda mais escandaloso. Se fosse uma questão de sobrecarregamento de agenda, torna-se evidente que o recurso de Quaresma devia ter prioridade sobre o do Zé Pedro.
Ainda mais grave, a não justificação. Todas as decisões judiciais, disciplinares, contra-ordenacionais, ou outras quaisquer, têm que ser justificadas, de forma a haver transparência e controle. Uma decisão não justificada não é uma decisão. É uma arbitrariedade cometida por quem menos a pode cometer.
Tudo isto que acabo de escrever são, obviamente, dissertações sobre moral e justiça. Não tenho a veleidade de insinuar que o CJ foi arbitrário e cometeu uma ilegalidade. Não, eu vou mais longe.
Afirmo claramente que tudo isto foi um cenário premeditado. Depois de se criar uma alínea de exclusão nas leis do jogo, mais concretamente no artigo que regulamente a marcação de grandes penalidades, de forma a que tal castigo não seja aplicado a favor do Futebol Clube do Porto, a mensagem de toda esta encenação é simples - "vocês não têm qualquer direito". Marcaram assim, mais rapidamente do que é habitual a reunião, de propósito para poderem fazer o que fizeram e passar claramente a mensagem que, nem no relvado, nem na justiça desportiva, há qualquer comtemplação ou aplicação igualitária das Leis. Tomámos a devida nota, Srs. Drs.



PS - não me admirará rigorosamente nada que Quaresma seja despenalizado.

4 comentários:

Dragão Maronês disse...

O Seara, no programa "Dia Seguinte" de Segunda-feira passada,depois de insinuar que a reunião do CJ era para despenalizar o Quaresma, lá mais para diante lá foi adiantando que não haveria decisão nenhuma. A "coisa" já estaqva cozinhada, com todos os temperos necessários. Ele sabe do que fala, porque provavelmente é um dos "ajudantes de cozinheiro".A suprema trampa do Gomes da Silva foi embora, mas ela continua bem entrincheirada nos orgãos de justiça quer da Liga quer da Federação.
Tenho a impressão que andam todos a a ser medicados pelo departamento médico do benfas.
Saudações

Bracarense disse...

Isto parece a 5ª dimensão!!! Alguém sabe os nomes desses inergúmenos que adiaram a decisão sobre o caso? Não, não é pra os perseguir. è que convém pôr nomes aos bois, para referência futura...

Barcelos disse...

Este país apapoilado mete nojo!Contra tudo e contra todos!!enterrem mais umas pázadas de dinheiro em lisboamerda e fechem as urgências e as maternidades todas aqui do Norte!!só lá vai com uma revolta geral !

dragaorevoltado disse...

Pelo menos já aparecem algumas vozes a tentar abrir os olhos...a cegos!
Um jornalista despudorado teve a ousadia de dizer em pleno relato do FCPorto - Naval que os "...árbitros estão condicionados pelo apito dourado...por via das dúvidas apitam sempre de modo a não favorecer o FCPorto...".

Parabéns desportistas da brigada do reumático. Tanto querem levar o vosso clube - o benfas - à ribalta como aconteceu na altura de Salazar, que arranjaram esta tramóia do apito furado para pressionar os árbitros. Quão ardilosa foi a vossa forma de subornar, digo, subjugar os árbitros. Tenho pena de quem não consegue ganhar troféus sem ser deste modo. E pena só se tem dos cães. Para bom entendedor...