segunda-feira, 12 de julho de 2010

O melhor clube português!

Quem fala assim, não é gago. Podia ser o Gago, mas também não é. É o novo reforço, James Rodriguez, que diz à boca cheia o que muitos têm vergonha de dizer.

Por isso, fica a vénia e devido registo.
E como em campo parece ser capaz de fazer coisas boas tão bem ou melhor que nas conferências de imprensa, acho que "temos homem". Mesmo que só faça hoje 19 anos...

Sobre o primeiro jogo, mais importante que o resultado, interessa-me nesta altura saber como estão a reagir os jogadores aos novos métodos e ideias do treinador.

Segundo O Jogo, aqui ficam as apreciações dos jogadores:
Novos:
Kieszek - Estreia infeliz com a camisola do FC Porto. Sofreu um golo - sem que tivesse grandes possibilidades de defesa - no único remate que a equipa do Preussen fez durante o tempo em que esteve em campo.

Sereno - Dois erros graves mancharam-lhe a exibição. No primeiro, não conseguiu impedir Guvensik de cruzar para a área, na jogada que daria o golo do Preussen (23'); mais tarde, um mau domínio de bola permitiu que a equipa alemã dispusesse de uma grande oportunidade para marcar (35').

Souza - Surgiu na equipa titular à frente da defesa, mas o jogo de ontem deu para perceber que é diferente de Fernando. Mais alto, melhor toque de bola, mas aparentemente menos rápido e agressivo do que o compatriota. Com a bola nos pés, decidiu sempre bem, embora não tenha arriscado muito ao nível do passe.

James - Demonstrou capacidades capazes de o transformar, a curto prazo, numa das surpresas desta equipa. Tem uma técnica excelente, atrevimento para arriscar nas jogadas individuais e uma enorme vontade de se mostrar - andou quase sempre de braço no ar a pedir a bola. Ainda teve duas oportunidades para marcar, mas acabou por ver o guarda-redes adversário negar-lhe o golo. Uma nota menos positiva: faltou-lhe alguma explosão no arranque, provavelmente provocada pelo desgaste dos treinos.

Emídio Rafael - Menos de 24 horas depois de chegar à Alemanha, entrou no primeiro jogo pelo FC Porto nervoso e acumulou pequenos erros técnicos que com o passar do tempo desapareceram. Preocupou-se em emprestar profundidade ao ataque, sem grandes efeitos práticos.

Moutinho - Três grandes passes para Falcao finalizar são o melhor exemplo daquilo que o médio pode acrescentar a esta equipa. Apareceu entrosado com os companheiros, sobretudo o colombiano, e sem problemas para assumir o jogo da equipa, tendo acabado por ser um dos melhores em campo.

André Pinto - Fez uma boa dupla com Maicon.

Castro - Excelente atitude competitiva. Mostrou raça e vontade de agarrar o jogo a meio-campo.

Ukra - Assumiu as iniciativas individuais sem problemas, mas preferiu jogar mais para a equipa.

Antigos:
Miguel Lopes - Grande disponibilidade física para percorrer todo o corredor direito. Apareceu bem e integrou-se com facilidade nas acções ofensivas.

Stepanov - No golo do Preussen, não conseguiu resolver da melhor forma um cruzamento que caiu no seu raio de acção.

Addy - Exibição muito discreta. Eficaz a defender, mas pouco atrevido em termos ofensivos.

Belluschi - O argentino surgiu na equipa titular, mas voltou a cometer os mesmos erros do passado: conseguiu alternar pormenores interessantes com alguns erros infantis.

Rúben Micael - Envergou pela primeira vez a braçadeira de capitão mas esteve ausente do jogo. Nunca conseguiu pegar na equipa a meio-campo.

Hulk - Abriu o jogo com um grande golo: arranque da direita, dois passos para dentro e remate indefensável ao ângulo mais distante. Foi o mais perigoso da equipa.

Farías - Poucos minutos depois do início do jogo denotou grandes dificuldades físicas para ir buscar uma bola relativamente acessível.

Helton - Fez a defesa da tarde já em cima do intervalo, numa intervenção por instinto a interceptar um remate à entrada da pequena área.

Tomás Costa - Voltou a jogar a trinco, longe da posição que mais gosta, e teve a preocupação de sair a jogar.

Sapunaru - Podia ter acrescentado um golo à tranquilidade defensiva que demonstrou, mas o remate saiu por cima.

Maicon - Trouxe à equipa a serenidade defensiva que faltou na primeira parte.

Falcao - Três oportunidades para marcar redundaram em dois remates à barra. O instinto goleador continua intacto.

Ventura - Trinta minutos em campo sem trabalho digno de registo.

Fernando - Trouxe maior estabilidade ao sector defensivo e acrescentou-lhe ainda uma enorme vontade de corresponder às novas exigências do treinador.

Pipo - Encostou-se à esquerda e sobressaiu pela vontade que emprestou a todos os lances.


Portanto, as principais conclusões a retirar é que Addy, Stepanov e Sereno não convenceram e que Moutinho e Castro, bem como James que mostra qualidades desde já, são opções para o imediato. Para além disso há a realçar a ausência do Cebola, com uma contusão. E esse poderá ser um problema, visto que a pré-época para jogadores como ele, dada a sua constituição fisica, é fundamental.

Esperemos que a equipa continue a treinar bem e a assimilar as ideias do técnico, que como ontem referiu, quer manter os hábitos de vitória - que é a única forma de convencer talentos como o aniversariante James Rodriguez a trocar propostas tantas vezes mais vantajosas financeiramente, mas como é fácil de perceber, desvantajosas do ponto de vista desportivo.

1 comentário:

maniche disse...

COMPARADO COM OUTROS BLOGS ALEGADAMENTE AFECTOS ÀS NOSSAS CORES, O OPTIMISMO AQUI DEMONSTRADO MERECE REALCE. PARABÉNS! AINDA QUE HAJA ALGO NA FAMÍLIA QUE NÃO NOS DÊ ORGULHO, NUNCA SERÁ CASO PARA DESDENHARMOS DELA. PARA ISSO LÁ ESTARÃO OS NOSSOS ADVERSÁRIOS...CONTINUEM ASSIM, QUE DE PESSIMISMO E AUTO-MUTILAÇÃO NINGUÉM SE ALIMENTA.