quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Três decisivos pontos...

Antes de dar a minha opinião sobre o jogo, deixem-me desde já dizer, para gaúdio de muitos que Tarik, fez ontem uma grande primeira parte, tendo sido o melhor jogador do Porto nesse período tendo merecido os aplausos na sua substituição, mesmo que não tivesse marcado aquele golo.

Posto isto (e vistos que muitos já aqui estiveram para ver o que escreveria sobre o jogo e mais particularmente sobre Tarik, tanto que o primeiro comentário de um anónimo foi realizado ainda decorria o jogo) efectuarei a minha análise ao jogo.

Como já ontem escrevia, teríamos dificuldades em encontrar um homem para substituir Lucho, no entanto, após ter verificado a acção de um jogador ontem mais ao pormenor, entendo que está encontrado se assim o treinador o quiser e não pretender efectuar mais adaptações, daquelas que nunca correm bem. Bollatti é o jogador. Entrou no jogo, equilibrou o meio-campo e pôs a balança descaida, coisa que Chec nunca conseguiu apesar de ser esforçado e abnegado.

O jogo de ontem, principalmente na primeira parte, foi mau demais para ser verdade. Não fosse aquele momento mágico que protagonizou Tarik e acabaria a primeira parte sem se saber para que lado atacava cada equipa.
Um Zé Bosingwa completamente debilitado fisicamente, um Stepanov desastrado, um Helton a prometer uma gracinha à equipa adversária (um dia destes acontece mesmo), um Chec sem capacidade, um Paulo Assunção que correu Kms e varreu todo o meio-campo defensivo, um Raul Meireles assim-assim, um Harry Potter a menos 10 negativos e o lutador do costume, Lisandro Lopez, que não sabe jogar mal.

Assim, a equipa não fez, não quis fazer ou não teve capacidade para o fazer. Não há uma jogada com cabeça, tronco e membros. O futebol é directo, de pontapé pra frente, directo às alas, sem se verificar uma ligação entre o meio-campo e o ataque.
Já venho dizendo há muito que o Porto se dá muito mal com a pressão alta, tal como sucedeu com o Belenenses.

Nos instantes iniciais temi pelo que nos poderia acontecer, em virtude daqueles contra-ataques iniciais. No entanto, também verifiquei que o Marselha não demonstrava grande vontade de jogar, estando contente com o empate.

A segunda-parte começou com aquele golo do Marselha, em que Stepanov (mais uma vez) fica mal na fotografia e todos tememos pelo empate, até porque Quaresma cada vez jogava pior e perdia confiança.

A partir da entrada de Bollatti, o Porto equilibra a equipa e passamos a aparecer mais na área do adversário, não muito, mas mais vezes.
E Quaresma acerta dois cruzamentos: um dá bola na trave e outro dá golo e a felicidade de todos no Estádio.

Um fraco jogo, mas que valeu pela vitória. E com este resultado, já estamos com um pé e meio na fase seguinte. Só falta um pontinho em Liverpool.

P.S.: Regressava eu a casa, depois do jogo ouvindo a rádio, quando eu e o amigo que me acompanhava concluiamos o bom que era chegar a casa e ver o resumo dos jogos da Liga dos Campeões, com os golos do Porto e a nossa vitória e ver o resumo alargado da melhor equipa dos últimos 20 anos do clube dos seis milhões a serem mandados borda fora de vez e o Kadafi a nem aparecer nos ecrãs.
Sabe mesmo bem...
É que sabe mesmo bem...

1 comentário:

Miguel disse...

Peço aos administradores deste blog para promoverem o Tarik a Tarik "Bifinta" Sektioui. Acho que merece.