sexta-feira, 29 de julho de 2005

BENVINDO SEJA ESTE FUTEBOL DE ATAQUE

Os argentinos do Boca juniors, com o Rei Maradona a assistir, levaram que contar. Quase a começar o seu campeonato, no jogo desta noite não tugiram nem mugiram.
Já tinha saudades deste futebol, muito embora não se deva já embandeirar em arco. Agora, que isto nada tem a ver com Gigis e Fernandez, não tem. Quatro homens sempre no ataque 90 minutos, dá gosto ver. Todos eles com disponibilidade para defender e pressionar. Nomeadamente o Lisandro, que parece um 2º Derlei na entrega ao jogo. Quando as pernas puderem acompanhar a cabeça, teremos grande equipa. Isto desde que a defesa esteja certinha como hoje. O turco Sonkaya já deu um arzinho da sua graça, a defender e a atacar. Quanto ao seu companheiro da outra lateral, pela primeira vez vi-o a defender bem.
Se tivermos em conta que no banco estavam o Ibson e o Quaresma e o Diego, Bicho e Nuno Valente ficaram em terra, dá para percebermos a miséria que esta equipa pode fazer. A ver vamos se se confirma isto contra o Arsenal já no Domingo.

PS - para se ver que nos outros países há comunicação social isenta (coisa difícil de imaginar para um amante do desporto português), leia-se o que escreve o Clarin acerca do jogo:

"

Boca fue pura impotencia contra el Porto

El equipo de Basile no tuvo ideas y cayó ante los portugueses. Lucho González y Jorginho marcaron los goles.




Boca seguía con su preparación de cara al torneo Apertura. El rival de turno era el Porto de Portugal.

Tras la parte asiática de la gira previa al inicio del campeonato argentino, Alfio Basile tenía la misión de terminar de definir los titulares. Sin Hugo Ibarra, lesionado, el Coco parecía estar definiendo a los once que arrancarán en el certamen local.

Enfrente estaba el conjunto portugués con el debut de Lucho González, acompañado por otro argentino, Lisandro López.

Porto arrancó mejor, desbordando por las puntas y complicando con los envíos aéreos ante un Boca que, pese a contar con jugadores de buena talla, perdía por arriba.

Postiga estuvo cerca de abrir el marcador pero un buen cruce de Schiavi impidió el tanto. Enseguida, una floja salida de Abbondanzieri volvió a traerle sobresaltos al equipo de Basile, que recién avisó a los 15 con un remate de Barros Schelotto que se fue por arriba.

No extrañó que los portugueses se pusieran en ventaja. Una buena combinación en ataque a los 18 encontró un remate de Postiga que se desvió en la espalda de Lucho González y se coló por arriba del Pato Abbondanzieri. Boca pagaba muy cara la falta de iniciativa de sus volantes.

El tanto de los europeos no logró hacer reaccionar al conjunto argentino. Insúa no encontraba la pelota mientras que Palermo y Barros Schelotto quedaban muy aislados en el ataque.

Porto siguió manejando el juego y pudo estirar la diferencia a los 35, cuando Benni Mc Carthy le pegó al primer palo. A los 42, un remate de Raúl Meireles al segundo palo se fue muy cerca. El final del primer tiempo llegó como una bendición para los xeneizes, que tuvieron una etapa inicial para el olvido.

El Coco metió mano en el equipo de cara al complemento: puso a Silvestre, Vargas y Cardozo por Cagna, Insúa y Schiavi. Esas modificaciones llevaron a Boca a tener más movilidad, aunque sin crear mucho peligro en el arco de Vitor Baia.

Porto era más efectivo y lo demostró a los 28. Gran contragolpe, cabezazo para bajarla al centro del área y solitaria definición de Jorginho para establecer el 2-0.

No era la tarde de Boca y quedó demostrado cuando un cabezazo claro de Palermo no quiso entrar. La cara de resignación del delantero al ver que la pelota no entraba lo decía todo: pura impotencia para un equipo muy deslucido.

El ingreso de Rodrigo Palacio no cambió las cosas. Boca siguió siendo una sombra y terminó el partido sin ideas. La derrota con el Porto fue, sin dudas, un paso atrás en la era Basile.

En el otro partido del cuadrangular que se jugó hoy, el Arsenal inglés le ganó 1-0 al Ajax con un gol de Lupoli a 3 minutos del final. "

quarta-feira, 27 de julho de 2005

A última...

Motivado pelo anúncio da recandidatura de Mário Soares à Presidência da República, Kadafi dos Pneus interrompeu as negociações com (inspirar) Robinho, Tomasson, Saviola, Lisandro Lopez, Kezman, Maxi Lopez, Larsson, Lovenkrands(ufffffffffffff).
Segundo o Kadafi dos pneus, tendo em conta que ninguém pretende representar o Recreativo dos Benfas e também dado que não têm dinheiro para mandar cantar um cego, vão tomar o exemplo dos políticos que suportam o Recreativo, recuperando o Eusébio para jogar na frente de ataque.
Assim, deixam de ter um cola em todas as deslocações do Benfas e dão ao holandês o ponta-de-lança que este precisa.
Questionado sobre o assunto "O Dragão", o administrador referiu-nos que começava "ficar preocupado, pois Eusébio é efectivamente um reforço para o Recreativo. Se atentarmos bem ao que eles lá têm, não tenho a mínima dúvida que ficarão mais fortes. Co Adriansse deverá mesmo começar a testar um esquema de jogo com marcação individual ao Eusébio quando jogarmos contra eles".

segunda-feira, 25 de julho de 2005

Algumas fotos da apresentação do CAMPEÃO DO MUNDO






Para ser uma festa com final ainda mais feliz, só faltava a notícia da dispensa do César Chuleco Peixoto...

sexta-feira, 22 de julho de 2005

E os elos mais fracos são...

...Léo Lima, Bonfim, Areias e Sandro!

Pelo menos para já. Quanto às minhas análises, apenas falhei na questão do Sandro que pensei que ficasse uma vez que acabou de ser contratado e seria o 3º trinco... De resto, apesar de pensar que o Ivanildo e o Hugo Almeida pudessem ser empresatados, pensava que tinham hipóteses de ficarem. E o Bonfim, apesar de considerar ter hipoteses de ficar, o mais natural seria ir rodar noutro clube. Falhei ainda na previsão do César Peixoto que não pensei que ficasse no plantel; mas vamos ainda a ver se fica ou não...

Então, pelo menos até domingo, o plantel do FC Porto para 2005/06 é assim composto:

V. Baia
Helton
Paulo Ribeiro

Sonkaya
Bosingwa
Jorge Costa
Ricardo Costa
Pedro Emanuel
Bruno Alves
Pepe
Nuno Valente
Leandro

Paulo Assunção
Ibson
Raul Meireles
Quaresma
Alan
Ivanildo
César Peixoto
Lucho Gonzalez
Jorginho
Lisandro
Diego

Postiga
McCarthy
Sokota
Hugo Almeida

quarta-feira, 20 de julho de 2005

Vitesse - FC PORTO, 2-0

Exame com duas ratoeiras
O F.C. Porto respondeu às perguntas mais complicadas do teste holandês desta quarta-feira, mas não foi capaz de lidar com as trapaças do próprio jogo e com o azar que pode decidir tudo para o lado errado. A equipa de Co Adriaanse começou por jogar um futebol bem interessante, desenhou alguns lances perfeitos, mas não logrou abanar a rede do Vitesse. Se tivesse festejado e vencido, receberia um estímulo extra para a preparação. O caminho, todavia, continua a ser o correcto.
Hélder Postiga, de cabeça, na sequência de um canto da esquerda logo ao segundo minuto, começou por criar um sinal de perigo inicial para os azuis e brancos e por provar que o F.C. Porto estava em Angeren para jogar ao ataque, para pressionar e colocar em campo os ensinamentos desenvolvidos em Doorwerth.
Pouco depois, Bosingwa foi forçado a deixar o relvado, entrando Ricardo Costa para o seu lugar, e surgiram os desenhos mais perfeitos do desafio. No primeiro, Quaresma combinou com Ibson e este rematou colocado, com muito perigo, fazendo a bola passar pertíssimo do ferro. No segundo, Pedro Emanuel lançou Quaresma, que rematou com aparato para grande defesa do guarda-redes do Vitesse, de resto um dos melhores da formação de Arnhem.
O Vitesse marcaria o seu primeiro golo sem necessitar de rematar, num infortúnio da defesa do F.C. Porto. O azar, contudo, teria resposta adequada. Lucho correu com a bola e lançou Lisandro. O remate na passada foi excelente, a defesa do guardião holandês de uma eficácia irritante.
Ao intervalo já se sentia um certo sabor a injustiça no marcador. O F.C. Porto tinha sido mais produtivo, oferecera os melhores pedaços de futebol de pré-época à assistência e dominara grande parte dos minutos. Não merecia perder metade da corrida e, muito menos, sentir-se agradado com um segundo golo do Vitesse, logo ao minuto 46 e num lance fortuito.
Sempre bem apoiado por um ruidoso grupo de emigrantes, o Dragão procurou reagir, mantendo-se fiel aos seus princípios de jogo e encolhendo os ombros a uma certa agressividade exagerada do adversário e algumas más decisões do árbitro. Como é evidente, o cansaço não permitiu exprimir de forma perfeita as ideias que têm sido assimiladas. O F.C. Porto está na Holanda para trabalhar duro e não para ganhar jogos amigáveis. Ainda hoje treinou duro, poucas horas antes deste amigável.
Depois de ter vencido o NEC e o Bennekom, a equipa de Co Adriaanse perdeu com o Vitesse, ao terceiro jogo na Holanda. No sábado segue-se o Brugge, na Bélgica. Até lá, ordem para trabalhar.
FICHA DO JOGO
Sportpark Angeren (Holanda)
Árbitro: Eric Braanhaar
Vitesse: Wapenaar; Vreven, Van den Berg, Dingsdag e Frankel; Van der Schaaf, Yakubu e Knopper «cap.»; Benson, Amoah e RojerJogaram ainda: Essajas, Swerts e HersiTreinador: Edward Sturing
F.C. Porto: Paulo Ribeiro; Bosingwa, Jorge Costa «cap.», Pedro Emanuel e Nuno Valente; Lucho Gonzalez, Ibson e Lisandro; Quaresma, Hélder Postiga e Ivanildo
Jogaram ainda: Ricardo Costa, Vítor Baía, Pepe, Paulo Assunção e César Peixoto
Treinador: Co Adriaanse
Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Pedro Emanuel (23m, p.b.) e Amoah (46m)

São lindos, mas são nossos...

...
Foto gentilmente cedida por Kiko & John's



E deixem-me dar esta achega. Li hoje no Avante Lagartão que:
"A imprensa britânica de ontem deu conta de uma abordagem do Benfica ao avançado dinamarquês Peter Lovenkrands, citando mesmo o agente do futebolista do Glasgow Rangers. "Houve interesse do benfica mas rejeitámos. O Peter quer ir para Espanha ou Inglaterra", afirma Iven Benes, o empresário do nórdico.
Curiosa é a forma como o Daily Record lança a notícia.
Depois de adiantar que dirigentes do Benfica entraram em contacto com o representante, com o conhecimento do clube escocês, o periódico arrisca que o negócio falhou por duas razões: porque o Benfica queria envolver a troca de um jogador; e porque o atleta se diz "muito bom" para jogar no Benfica."
Agora percebemos porque é que eles dizem que são os mais famosos do Mundo... Só se for por esta fama, e aí, deixem-no seguir...

terça-feira, 19 de julho de 2005

ASSIM SE VÊ O "GLORIOSO" SLB...

"Os pais de Féher, o ex-jogador do Benfica que faleceu em campo, em Janeiro de 2004, deram entrada com uma acção de processo comum no Tribunal do Trabalho de Lisboa contra o Benfica, no início de 2005. Em causa está a alegada falta de pagamento de 14 dias de férias a que o jogador húngaro terá direito. Por pagar estão pouco mais de 33 mil euros, aos quais acrescem juros e custas judiciais.

Segundo os dados do processo a que o PortugalDiário teve acesso, o Benfica contesta esse mesmo pagamento. Depois de várias tentativas, levadas a cabo pelos herdeiros legais do jogador, o Benfica terá recusado pagar o montante em dívida. Os pais do jogador decidiram então pôr um processo por incumprimento de contrato de trabalho. As averiguações estão ainda no início pelo que apenas decorre a audição de testemunhas e das partes interessadas.

Segundo é explicado no processo o contrato do jogador implicava que em cada mês o clube pagasse a Féher parte do subsídio de férias. Na época em causa, 2003/2004, Féher cumpriu sete meses de trabalho, tendo por isso direito a subsídio referente a 14 dias. O Benfica por sua vez alega questões processuais pendentes para não dar seguimento ao pagamento. Em contacto com o escritório de advogados dos pais do jogador foi confirmada a existência do processo e a «não compreensão» pela atitude vinda do clube da Luz.

O PortugalDiário contactou diversas vezes o Benfica e o seu advogado no sentido de apurar qual a posição do clube, mas a única resposta foi um simples «não comentamos» o caso Féher. Na defesa do processo, o Benfica «pede a suspensão» da acção e apresenta uma defesa por impugnação, requerendo também a apreciação de uma condenação anterior, proferida pela Comissão Arbitral, que obriga o clube da luz a pagar 600 mil euros ao FC Porto e que dizem respeito à formação do jogador."

In PortugalDiario, 19/07/2005

sábado, 16 de julho de 2005

Benekom-F.C. Porto, 0-7

Goleada para moralizar

Momentos interessantes, oportunidades de golo, boa circulação e pressão. O segundo teste holandês resultou em goleada (0-7) e ofereceu mais alguns indicadores positivos para o trabalho que Co Adriaanse está a desenvolver neste estágio. O Bennekom não foi o adversário mais exigente, mas o sucesso baseou-se em qualidade e empenho.

Tal como tinha anunciado, Co Adriaanse principiou este desafio com uma equipa totalmente diferente daquela que lançara frente ao NEC. Na mente do treinador estava a vontade de dar rodagem a todo o plantel, tanto a nível físico, como no que diz respeito à transferência para jogo de tudo o que tem sido assimilado em Doorwerth.

O F.C. Porto assumiu cedo o controlo dos acontecimentos e instalou-se num piscar de olhos no meio-campo contrário, despejando no relvado a circulação de bola, as trocas de posição e a pressão que têm sido trabalhadas nos últimos dias. Hugo Almeida começou por ser o rematador de serviço e esteve perto de marcar logo no minuto sete, valendo ao Bennekom a boa defesa do seu guarda-redes.

Aos 12 minutos, com toda a naturalidade, o F.C. Porto chegou ao golo, graças a uma grande penalidade sobre Ivanildo que Bomfim converteu de forma precisa. Em vantagem, a equipa de Co Adriaanse manteve a vontade de jogar bom futebol, empurrando o adversário para terrenos recuados. Com Sandro teoricamente ao lado de Bruno Alves, mas sempre a colar-se ao meio-campo quando em ataque, o colectivo do Dragão não deu chances ao oponente e conquistou muitas bolas em zonas de perigo.

Os golos de Alan e Ivanildo, este último num chapéu perfeito após lance individual, espelharam um pouco melhor o resultado que se registava ao intervalo. O F.C. Porto estava na frente no marcador e muito na frente nos argumentos futebolísticos.

No reatamento, uma máquina com peças diferentes. O F.C. Porto mudou de rostos, mas continuou a segurar o jogo e a agradar aos espectadores que lotaram o pequeno estádio do Bennekom. Os golos e os melhores momentos azuis e brancos foram mesmo aplaudidos por todos, prova da qualidade que atingiram.

Quaresma, Pepe, Sokota e Hugo Almeida desenharam o resto da goleada e reforçaram uma superioridade inequívoca. O teste foi positivo e a vitória moralizadora.

FICHA DO JOGO

Sportpark De Eikelhof, em Bennekom (Holanda)

Árbitro: D. Van Aken
Assistentes: R. Middelman e C. Onstenk

Bennekom: Lucke; Drenth, Marcus, Kaba e Brands; Splinter «cap.», Van der Sommen, Aikawa e Zniderwijk; Ven den Berg e Heimgartner
Jogaram ainda: Folmer, Wijner e Van de Brink
Treinador: Erik Assink

F.C. Porto: Helton; Bosingwa, Sandro, Bruno Alves «cap.» e Leandro; Raul Meireles, Leo Lima e Bomfim; Alan, Hugo Almeida e Ivanildo
Jogaram ainda: Paulo Ribeiro, Ricardo Costa, Pepe, Areias, Paulo Assunção, Quaresma, Ibson, Jorginho, César Peixoto e Sokota
Treinador: Co Adriaanse

Ao intervalo: 0-3
Marcadores: Bomfim (12m, g.p.), Alan (28m), Ivanildo (45m), Quaresma (51m), Pepe (69m), Sokota (72m) e Hugo Almeida (80m)