quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Jogo 27 - FC Porto, 1 x Estoril, 0 - A quase nulidade...


Imagem Facebook do FC Porto

Ontem à noite, perante a já esperada pior assistência da época (onde nem 16 mil pessoas assistiram ao jogo) valeu o golo de Varela para a nulidade não ser total, com um FC Porto A a fugir para o B em campo.

Houve muito Moutinho, algum Varela e Palito, pouco James e Defour e o resto nem se deu por eles em campo. Não houve ainda Danilo por questões burocráticas e Sapunaru continua proscrito, sendo que Fucile já é carta fora do baralho (apenas anunciado pelo clube brasileiro, o FC Porto estranhamento ainda não o confirmou). Estranho, muito estranho.

É certo que o FC Porto dominou em posse de bola, ataques, remates e tudo o resto. Mas durante o jogo sempre deu a sensação que apenas de bola parada o FC Porto chegaria ao golo, porque em jogadas de futebol corrido, por mais que tentasse nos flancos com cruzamentos, em tabelas dos flancos para o centro ou em tabelas próximas da área para entrar em posição de finalizar, o FC Porto não mostrava acutilância e agressividade necessária para marcar.

E foi assim que durante mais de 60 minutos o marcador se manteve em branco. Teimosamente em branco, com algumas bolas nos ferros na sequência de livres de Moutinho e James. De Kléber, novamente lançado na equipa, nada: apenas me lembro de o ver a correr sempre para o lado contrário onde a bola caia - se ele ia ao primeiro poste, a bola ia para o segundo, se ele ia ao segundo, a bola ficava curta. E lembro-me de um cabeceamento, só e perante o guarda-redes desamparado em contra-pé e que, simplesmente, defendeu enquanto corria de um lado para o outro da baliza... não só não tem killer-instinct como não atina com o futebol da equipa. E a recepção de bola, meus senhores, que coisa: é raro segurar uma bola ao primeiro toque...

19 dias depois da abertura da janela de mercado em Janeiro, meses e meses depois de detectado o problema do ataque, com as lesões de Hulk e possivelmente Cebola (que acabou o jogo diminuído fisicamente), com a ida de Djalma para o CAN (eu não gosto dele, mas para o VP ele é peça fundamental...) e com a venda/saída de Walter, o que será mais preciso para perceber que ou entra ponta-de-lança ou a época está perdida e vamos ter muitos problemas para ganhar todos os jogos em casa (com equipas fechadinhas e organizadas lá atrás) e mesmo alguns jogos fora? Todo este tempo depois, quase 3 semanas, e nem o único jogador que ia chegar, Danilo, sequer está ainda inscrito. Irra...

Ainda sobre o jogo, como habitualmente VP fez a substituição pela hora Coca-Cola Light (isto é, por volta do minuto 60) e que, verdade seja dita, nada resolveu. Souza continua a não mostrar capacidade para ser jogador do FC Porto, Maicon é voluntarioso mas isso não chega, Mangala mostra bons pormenores mas ainda está verde, como está verde ainda o Iturbe - desconfio que devia ter sido emprestado para rodar este ano, como fizeram com o Kelvin, que já tem mais futebol nas pernas... apesar de continuar a achar que se ele tivesse tido as oportunidades que o Djalma teve, neste momento seria já uma estrela na equipa. Defour não compromete, é parecido com Moutinho nos processos e movimentações, mas falta-lhe um danoninho para ser como ele... James não esteve fantástico, uns furos abaixo do habitual, mas mesmo assim, como disse logo no principio, foi dos melhores do FC Porto.

Como quase sempre, nos últimos instantes, uma desconcentração geral da equipa ia proporcionando o golo do adversário - mais um falhanço defensivo a juntar aos inúmeros desta época, não há quase jogo nenhum onde não aponte pelo menos um...

Domingo, com o Guimarães em crescendo (5 vitórias nos últimos 7 jogos e 6º no campeonato, depois de já ter sido último) vamos ter mais um jogo stressante para não perder pontos e marcar golos.

FICHA DE JOGO

FC Porto-Estoril, 1-0
Taça da Liga, Grupo D, segunda jornada
18 de Janeiro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 15.819 espectadores

Árbitro: André Gralha (Santarém)
Árbitros assistentes: Bruno Silva e Pedro Neves
Quarto árbitro: Rui Patrício

FC PORTO: Bracali; Maicon, Otamendi, Mangala e Alvaro; Souza, João Moutinho (cap.) e Defour; Varela, Kléber e James
Substituições: Souza por Rodríguez (66), James por Belluschi (73), Defour por Iturbe (78)
Não utilizados: Kadu, Fernando, Tiago Ferreira e Vion
Treinador: Vítor Pereira

ESTORIL: Vagner (cap.); Moreno, Bruno Nascimento, Steven Vitória e Tinoco; Erick, Bruno di Paula e Diogo Amado; Moreira, Carlos Eduardo e Gerso
Substituições: Bruno di Paula por Licá (60), Tino por Anderson Luís (67), Carlos Eduardo por Adilson (74)
Não utilizados: Mário Matos, Rodrigo Dantas, Gonçalo e Alexandre Hauw
Treinador: Fabiano Soares

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Varela (65)
Cartão amarelo: Moreno (36), Otamendi (54), Diogo Amado (61), Tinoco (62), Souza (63), Adilson (76) e Gerso (86)

Ponto de Situação

17 vitórias, 6 empates, 4 derrotas
54 golos marcados, 22 golos sofridos

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Jogo 26 - FC Porto, 2 x Rio Ave, 0



Nem 25 mil espectadores assistiram na gélida e molhada noite de sábado ao 54º jogo consecutivo do FC Porto sem perder para a liga portuguesa, num novo recorde do clube e a 3 jogos de bater o recorde nacional, já dos distantes anos 70 quando o futebol era muito mais que 11 jogadores de cada lado do campo.

E tão pouco público explica-se muito mais por razões futebolísticas do que meteorológicas.

O futebol jogado é fraco, a atitude não é das melhores e o facto de ter empatado em Alvalade a zero, sem mostrar vontade de vencer, veio ajudar a afastar as pessoas.

E o jogo contra os vila-condenses deu-lhes razão. Foi fraco. Em tudo. Tínhamos um jogador em campo a tentar colocar a bola na cobertura da bancada - e, sejamos justos, Maicon esteve perto de o conseguir... Minutos antes de James "desencantar" o golo da sua cartola de magias, lembro-me de ter perguntado ao meu pai se ainda se lembrava de termos tido alguma oportunidade de golo digna desse nome: respondeu ele que não. E a verdade é que foram 45 minutos onde o momento mais emocionante, para lá do golo, foi o momento da lesão do Hulk, que temi ser no joelho e, felizmente, parece ser "apenas" uma mialgia.

A segunda parte foi mais do mesmo, muito lenta, sem imaginação e onde duas das maiores ovações da noite, por incrível que pareça, foram para o Rio Ave, mais concretamente para o Kelvin (mostrou mais futebol em 70 minutos que o Djalma nos últimos 7 jogos) e para o Jorginho (que era fraco jogador mas valeu um título em Alvalade e essas coisas ficam na memória...) e para o Iturbe, que tendo entrado com vontade e "ganas", acabou por embrulhar-se muito e não lhe saiu muito bem o jogo.

Por falar em ausências - Djalma e Moutinho - felizmente não foram (muito) notadas. Em especial, Djalma, cuja ausência só foi sentida por VP que, dessa forma, não sabia quem havia de substituir pelo minuto 60... Como é evidente, Djalma não foi notado porque o seu "substituto" foi só o melhor em campo e autor de dois golos (deixa-me ver, mais... 2 do que aqueles que Djalma marcou nestes jogos todos...) e só não jogava no lugar do Djalma porque VP tem uma paranóia. Já o Moutinho, apesar de mais notada a ausência - aquela classe dele é imprescindível - foi bem substituído pelo Defour, que pegou bem no jogo e com um estilo semelhante e não comprometeu.

Que mais dizer sobre o jogo? Que a defesa não comprometeu - ou melhor dizendo, que a defesa quando comprometeu não resultou em golos, porque voltou a fazê-lo e valeu a expulsão do Rolando em vez de um golo... - e que o Maicon é um "apêndice" ali, pronto a ser removido assim que o Danilo possa jogar - e que pena não o poder ter visto ainda, tenho muitas esperanças nele - bem, ando tão cheio do Maicon que neste momento até o Jean Sony do Rio Ave me servia! No ataque, sente-se ainda e sempre o vazio deixado pelo Falcao, que o Hulk não substituiu (como já se havia visto o ano passado durante a lesão de Falcao que o afastou alguns jogos da equipa) e muito menos o Kléber. Ponta de lança, urgente, precisa-se...

E quarta-feira, no Dragão, fechado nas bancadas superiores, o Estoril vai nos defrontar, provavelmente uma equipa de suplentes e juniores, à semelhança do jogo contra o Paços de Ferreira. Veremos o que nos sai da cartola...

FICHA DE JOGO

FC Porto-Rio Ave, 2-0
Liga portuguesa 2011/12, 15.ª jornada
14 de Janeiro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 24.419 espectadores

Árbitro: Marco Ferreira (AF Madeira)
Assistentes: José Lima e Nelson Moniz
Quarto árbitro: Sílvio Gouveia

FC PORTO: Helton (cap.); Maicon, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, Defour e Belluschi; Rodríguez, Hulk e James
Substituições: Hulk por Kléber (32m), Belluschi por Iturbe (65m) e Rodríguez por Varela (76m)
Não utilizados: Bracali, Mangala, Souza e Alex Sandro
Treinador: Vítor Pereira

RIO AVE: Huanderson; Jean Sony, Gaspar (cap.), Jeferson e Tiago Pinto; Bruno China, Wires e Jorginho; Kelvin, João Tomás e Yazalde
Substituições: Jorginho por Braga (59m), Kelvin por Mendes (70m) e Yazalde por Saulo (79m)
Não utilizados: Paulo Santos, Pateiro, Zé Gomes e Éder
Treinador: Carlos Brito

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: James (42m e 80m)
Cartões amarelos: Maicon (49m), Gaspar (53m), Bruno China (61m) e Iturbe (83m)
Cartão vermelho: Rolando (94m)

Ponto de Situação

16 vitórias, 6 empates, 4 derrotas
53 golos marcados, 22 golos sofridos

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Jogo 25 - Sporting, 0 x FC Porto, 0


E pronto. Aconteceu. Não quero ser chato, mas a verdade tem de ser dita: perdemos a liderança do campeonato! Mais uma das razões que apontavam ao VP para se manter, desapareceu ao primeiro embate de 2012. Depois de eliminados de forma humilhante da Taça, depois de cairmos na Liga Europa após uma péssima prestação da Liga dos Campeões, caiu agora da liderança do campeonato nacional. Algo que estava à vista de todos que iria acontecer mais cedo, ou mais tarde. E aconteceu. E agora, voltar ao comando, vai ser um problema, com uns lampiões balanceados no colinho da imprensa e dos árbitros...

E que faz a SAD sobre isso? Nada. 4 dias depois do jogo, 4 meses depois de detectado o problema, o treinador mantém-se, continua a não haver ponta-de-lança para ocupar o vazio do Falcao e todos os dias surgem noticias de investidas do e sobre o FC Porto, dando a entender que o plantel continua em aberto e à mercê de todas as alterações possíveis (saídas de prováveis de uns) e imaginárias (compras e vendas improváveis como a de Hulk).

Do jogo, mais do mesmo. Um ataque ineficaz, poucas oportunidades criadas e nenhuma concretizada. Este é o 6º jogo em 25 (em 24% dos jogos realizados) que ficamos em branco esta época - o ano passado, foram 2 em toda a época... E é o décimo jogo que não ganhamos (40% dos jogos sem ganhar). E ainda não ganhamos nenhum jogo este ano contra clubes de primeira grandeza: os grandes de cá e clubes que ainda estejam na Liga dos Campeões. Nos momentos em que a equipa se devia transcender e superar-se, baqueou, simplesmente baqueou!

Ficou na retina a inutilidade de Djalma (alguém viu um canto, um cruzamento, uma desmarcação?) e um Maicon perdido em campo - nunca estava no local onde estava a bola, valeu Fernando e até Djalma a dobrá-lo vezes sem conta... Hulk estava desinspirado e ao centro nunca rende como quando joga na ala. Valeu Moutinho com um bom jogo, Belluschi em bom nível e Fernando a dobrar todos, mais Palito que terá feito o melhor jogo da época.

O FC Porto não merecia perder, é verdade. Mas também não fez nada para ganhar. E quando eu acho que um empate é justo, quer dizer que algo vai mal! E, voltando ao principio, a SAD ainda nada fez sobre o assunto, detectadas que estão, há muito, as fraquezas da equipa...

FICHA DE JOGO

Sporting-FC Porto, 0-0
Liga, 14.ª jornada
7 de Janeiro de 2012
Estádio de Alvalade, em Lisboa
Assistência: 48.855 espectadores

Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)
Árbitros assistentes: Tiago Trigo e Ricardo Santos
Quatro Árbitro: Hugo Miguel

SPORTING: Rui Patrício; João Pereira, Onyewu, Polga (cap.) e Insúa; Rodrigo Neto, Elias e Schaars; Carrillo, Van Wolfswinkel e Capel
Substituições: Rodrigo Neto por Matias (54), Carrillo por Izmailov (62) e Capel por Evaldo (69)
Não utilizados: Marcelo, Bojinov, Arias e Martins
Treinador: Domingos Paciência


FC PORTO
: Helton (cap.); Maicon, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, João Moutinho e Belluschi; Djalma, Hulk e Rodríguez
Substituições: Djalma por James (59), Belluschi por Defour (68) e Rodríguez por Kléber (77)
Não utilizados: Bracali, Mangala, Souza e Alex Sandro
Treinador: Vítor Pereira

Cartão amarelo: Rodrigo Neto (2), João Moutinho (27), Otamendi (30), Carillo (45), Polga (47), Fernando (63), Hulk (67), Schaars (84)

Ponto de Situação

15 vitórias, 6 empates, 4 derrotas
51 golos marcados, 22 golos sofridos

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Jogo 24 - P.Ferreira, 1 x FC Porto, 2 - Taça da Liga

Para começar a participação da Taça da Liga, ganhamos ao Paços de Ferreira, o que é bom. Mas tivemos de nos valer de Hulk para o conseguir, mais uma vez, bem como de Moutinho, que começaram ambos no banco mas tiveram de entrar para ajudar a ultrapassar o empate que se fazia sentir.

E porque estava o jogo empatado?

Porque, mais uma vez, falhamos num lance defensivo. O problema do costume que nos tem valido calafrios e uma média de quase 1 golo sofrido por jogo esta época e com Helton em excelente plano... Inadmissível!

Do jogo, fraco e sem garra, destaco a exibição de Cebola que mostra que não é no banco nem na bancada o lugar dele quando há um Djalma titular... Inadmissível!

No restante, já cheirava a rabanadas para se estarem a preocupar com o jogo. Apesar do domínio no jogo, mais uma vez não foram criadas oportunidades - e muito menos concretizadas - que chegassem para ganhar o jogo de acordo com o domínio exercido. Sinceramente, o futebol do FC Porto faz-me lembrar o da Selecção há uns 20 anos atrás: muito domínio, muito bom toque de bola, mas nos últimos 30 metros é quase inexistente...

Já agora, também não gostei das declarações e atitude do treinador para com esta competição, depois da eliminação precoce da Taça de Portugal. O mínimo que tem de fazer é tentar ganhar esta - e isso nunca compensará o facto de termos levado 3 secos da Académica... Exige-se que o treinador saiba adaptar o discurso à realidade do dia a dia, até porque o prémio de vitória não é desprezível, para mais nos tempos difíceis que correm!

Do jogo, com uma equipa mista de alguns titulares com muitos suplentes e até um júnior no banco (Tiago Ferreira) não me ficou nada de registo na memória.

Apenas a menção para que o FC Porto conseguiu, apesar do período de tormenta atravessado recentemente, conseguiu terminar o ano sem derrotas na liga portuguesa, facto raro nos tempos modernos - e com poucas derrotas o ano todo, sendo que maior parte delas foram já no consulado VP...

Fica o desejo para que em Janeiro seja sempre a melhorar e que consiga ultrapassar com sucesso o primeiro obstáculo - os lagartos - a ver se 2012 se revela de tanto sucesso desportivo como o foi 2011.

Um bom ano a todos!

FICHA DE JOGO

Paços de Ferreira-FC Porto, 1-2
Taça da Liga 2011/12
21 de Dezembro de 2011
Estádio da Mata Real, em Paços de Ferreira

Árbitro: Rui Costa (AF Porto)
Assistentes: Nuno Manso e Tomás Santos
Quarto árbitro: Hugo Pacheco

PAÇOS DE FERREIRA: Cássio; Diogo Figueiras, Javier Cohene, Fábio Faria e Luisinho; Filipe Anunciação (cap.), André Leão e Vítor; Manuel José, William e Melgarejo
Substituições: Vítor por Bacar (75m), William por Michel Lugo (83m) e Diogo Figueiras por Caetano (86m)
Não utilizados: António Filipe, Josué, Luiz Carlos e Eridson
Treinador: Henrique Calisto

FC PORTO: Bracali; Maicon, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Souza, Belluschi (cap.) e Varela; Djalma, Kléber e Rodríguez
Substituições: Maicon por João Moutinho (46m), Varela por Hulk (58m) e Souza por Fernando (79m)
Não utilizados: Kadú, Iturbe, Tiago Ferreira e Vion
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Rodríguez (2m), William (16m) e Hulk (70m, pen.)
Cartões amarelos: Mangala (64m), Fábio Faria (69m) e Luisinho (82m)

Ponto de Situação


15 vitórias, 5 empates, 4 derrotas
51 golos marcados, 22 golos sofridos

domingo, 18 de dezembro de 2011

Jogo 23 - FC Porto, 2 x Marítimo, 0

O jogo de ontem, devo dizer que foi dos melhores que vi esta época - não estou a dizer que foi um grande jogo, apenas que foi dos melhores desta época.

No entanto, há um grave problema de finalização. Apesar de um jogo inteiro de um só sentido, apesar de estar em vantagem numérica desde os 40 minutos, apenas aos 80 minutos conseguiu marcar o primeiro de dois golos que não traduzem a posse de bola mas que demonstram a dificuldade em rematar e criar oportunidades de golo. Aliás, não tendo estatísticas presentes, diria que o FCP na primeira parte não terá feito mais que uns 2 ou 3 remates à baliza.

Para além disso, o treinador continua a demonstrar problemas de compreensão de jogo, de leitura de jogo. A substituição, mesmo que forçada, de James por Kléber, foi um erro. Como se percebeu depois, pela entrada de MessIturbe, este é que deveria ter entrado para o lugar de James. A entrada de Kléber seria normal e natural ao intervalo mas para o lugar do Maicon - coisa que o treinador só viu quase aos 60 minutos de jogo... Nos tempos de Mourinho, quando o FCP estava em vantagem numérica com um domínio de jogo como ontem, a saída de um lateral era quase imediata... E mais uma vez o jogo de Djalma é confrangedor no que respeita a eficácia - nada se aproveitou do jogo dele de ontem, como dos jogos anteriores: alguém se lembra de uma assistência ou de um golo dele? Mas eu ainda me lembro do falhanço logo aos 3 ou 4 minutos, contra o Zenit do ponto de penalti só, contra o guarda-redes...

Para além disso, tendo 2 pontas de lança - mesmo que não sejam do seu agrado, são os que há - continua a insistir no Hulk a ponta de lança, à semelhança do que fez o ano passado AVB e que, por isso mesmo, foi alvo de muitas criticas, minhas incluídas, em que muitas vezes disse que ele "devia abrir os olhos". Perde um grande avançado descaído à direita e tem apenas um ponta de lança razoável ao centro.

Mas as duas soluções de jogo que apresentam resultam sempre em poucas oportunidades. Com Hulk, nenhum golo. Com Kléber, marcou mas foi muito complicado e muito tarde, mas o jogo contra o Zenit ficou a zero.

Estas são fraquezas que o FC Porto apresenta actualmente e que, com este treinador, não vejo forma de se resolver. Julgo que lhe falta o rasgo, a "estaleca" para levar a equipa a um patamar superior, ao "next level".

Voltando ao jogo, gostei de algumas partes em que o meio campo funcionou bem, especialmente o trio Fernando-Moutinho-Belluschi. A defesa, apesar de ter estado bem, ainda nos provocou aquele califrio 2 minutos antes do nosso golo - e se aquilo era golo, não sei como a equipa iria reagir. O guarda-redes do Marítimo fez o jogo da vida dele...

Felizmente, neste momento, poderemos dizer que o pior da tempestade já passou. Mas ainda estamos na tempestade. E Janeiro começa com os lagartos e Fevereiro tem o City. Teremos já a equipa em condições físicas e anímicas para esses dois meses? Espero que sim, espero que o Danilo seja jogador para chegar e pegar de estaca na equipa - porque Maicon vai ser um bife tenrinho para os Capels e Silvas e afins. E que o Natal traga no sapatinho um bom ponta de lança e, se não for pedir muito, um trinco.

Por último, o árbitro. Que, mais uma vez, nos prejudicou. Mais uma vez, enganou-se, mas sempre contra nós - ou então, engana-se a favor dos lampiões, o que vai dar o mesmo. Duarte Gomes bem pode vir alegar que erra porque é humano. Mas um humano que erra sempre contra os mesmos, cheira-me que erra por motivos bem diferentes daqueles que levam os humanos a errarem... Andou bem PdC ao (finalmente) vir a terreiro desempenhar o seu papel e defender o clube destas arbitragens, pressionar as entidades e os jornais. A ver se o Duarte Gomes começa a errar menos...

FICHA DE JOGO

FC Porto-Marítimo, 2-0
Liga 2011/12, 13.ª jornada
17 de Dezembro de 2011
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 32.312 espectadores

Árbitro: Duarte Gomes (Lisboa)
Árbitros assistentes: Venâncio Tomé e Pedro Garcia
Quarto árbitro: Pedro Ferreira

FC PORTO: Helton (cap.); Maicon, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, João Moutinho e Belluschi; Djalma, Hulk e James
Substituições: James por Kléber (46), Maicon por Rodríguez (57) e Djalma por Iturbe (73)
Não utilizados: Bracali, Mangala, Souza e Alex Sandro
Treinador: Vítor Pereira

MARÍTIMO: Peçanha; Briguel, João Guilherme, Igor Rossi e Luís Olim; João Luiz, Roberge e Benachour; Heldon, Diawara e Sami
Substituições: Heldon por Danilo (63), Sami por Hassan (88) e Benachour por Tchô (90+2)
Não utilizados: Salin, João Diogo, Fidélis e Fábio Felício
Treinador: Pedro Martins

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Rodríguez (80), Otamendi (83)
Cartão amarelo: Fernando (37), Heldon (38), Roberge (40 e 41), Iturbe (86)
Cartão vermelho: Roberge (41)

Ponto de Situação

14 vitórias, 5 empates, 4 derrotas
49 golos marcados, 21 golos sofridos

sábado, 17 de dezembro de 2011

Curiosidades estatisticas

Um comentário de um leitor levou-me a procurar alguns dados estatísticos sobre a época do FC Porto em relação às épocas anteriores.

E aqui ficam algumas curiosidades.

Esta época, o FC Porto em 22 jogos oficias realizados tem 13 vitórias, 5 empates e 4 derrotas, com 47 golos marcados e 21 sofridos.
Apresenta, assim, um índice de vitórias de 0,59.
Uma média de 2,14 golos marcados e 0,95 golos sofridos por jogo.
Ganhou 1 em 3 títulos possíveis (ganhou a Supertaça de Portugal, foi eliminado da Taça e perdeu a Supertaça Europeia) e foi eliminado da Liga dos Campeões, sendo relegado para a Liga Europa -> índice de títulos de 0,33.

Na época passada, com André Villas Boas e a fantástica época que fizemos, realizamos 58 jogos oficiais, onde tivemos 49 vitórias, os mesmos 5 empates e 4 derrotas (que já acumulamos esta época), tendo marcado 145 golos e sofrido 42.
Apresentou, assim, um índice de vitórias de 0,84.
Teve uma média de 2,5 golos marcados e 0,72 golos sofridos por jogo.
Ganhou 4 em 5 títulos possíveis -> índice de títulos de 0,8.

Na época anterior, com Jesualdo Ferreira, realizamos 51 jogos oficiais e tivemos 36 vitórias, 7 empates e 8 derrotas, marcou 108 golos e sofreu 44 golos.
Apresentou, então, um índice de vitórias de 0,70.
Teve uma média de 2,11 golos marcados e 0,86 golos sofridos por jogo.
Ganhou 2 em 5 títulos possíveis, perdeu o campeonato -> índice de títulos de 0,4.

Em 2008/09, também com Jesualdo Ferreira, realizamos 52 jogos oficiais e tivemos 32 vitórias, 11 empates e 9 derrotas, marcou 93 golos e sofreu 46 golos.
Apresentou, então, um índice de vitórias de 0,61.
Teve uma média de 1,78 golos marcados e 0,88 golos sofridos por jogo.
Ganhou 2 em 5 títulos possíveis, mas ganhou o campeonato -> índice de títulos de 0,4.

Por último, em 2007/08, ainda com Jesualdo Ferreira, realizamos 46 jogos oficiais e tivemos 33 vitórias, 6 empates e 7 derrotas, marcou 81 golos e sofreu 24 golos.
Apresentou, então, um índice de vitórias de 0,71.
Teve uma média de 1,76 golos marcados e 0,52 golos sofridos por jogo.
Ganhou 2 em 5 títulos possíveis, mas também ganhou o campeonato -> índice de títulos de 0,4.



Ou seja, neste momento a equipa apresenta índices e médias sofriveis. Vejamos o que o quadro nos mostra:
* pior índice vitórias desta série de 5 épocas comparadas;
* 3º melhor ataque, o pior das últimas 3 épocas, ou seja, apenas melhor que as 2 primeiras épocas de Jesualdo;
* pior defesa desta serie de 5 épocas comparadas
* pior índice de títulos da série de 5 épocas.

Mesmo as medianas (medida estatística que nos dá uma informação mais correcta que a média) das épocas anteriores, comparadas com os valores desta época, são quase sempre mais fracos - apenas a mediana da média de golos marcados nessas 4 épocas é pior que a média deste ano e apenas a mediana de golos sofridos se vai igualar a das 4 épocas anteriores, sendo os restantes valores todos eles mais fracos este ano.

Ou seja, a época, tal como temos vindo a assinalar aqui, isto representa um FC Porto em sub-rendimento, abaixo daquilo que nos habituou nos últimos anos - mesmo o pior de Jesualdo Ferreira apresentou-se acima de Vítor Pereira em quase todos os parâmetros que medimos, com excepção da média dos golos marcados em 2 das 3 épocas que comandou a equipa onde o FC Porto deste ano se tem mostrado mais goleador.

Atenção que isto são meras estatísticas e não comprovam nada que não seja uma tendência que tem vindo a acontecer esta época: este FC Porto até este momento (com mais de 1/3 da época cumprida) está abaixo do que costuma conseguir fazer. E isso, convenhamos, não é uma boa notícia e explica grande parte da contestação que tem havido ao treinador, um pouco à semelhança do que aconteceu com Jesualdo Ferreira - e confirma as piores expectativas para o restante da época que eu, como muitos outros, temos vindo a manifestar.

Links para os dados das épocas em análise:
2007/08
2008/09
2009/10
2010/11

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Pavão. A vitória mais triste do FC Porto

Hoje, o iOnline dedica uma reportagem a Fernando Pascoal das Neves, mais conhecido como PAVÃO, pseudónimo pelo qual assino as minhas crónicas, exactamente em sua homenagem.



Confesso que nunca o vi jogar, pois ele faleceu em campo, no estádio das Antas, faz hoje 38 anos, a 16 de Dezembro de 1973, ao minuto 13 da jornada 13 do campeonato contra o Vitória de Setúbal, após um passe "à Pavão" a desmarcar Oliveira.

De Pavão, nos seus curtos 26 anos de idade (nascido em 1947), tinha eu pouco mais de 1 ano quando ele faleceu, só poucas imagens de TV vi. Mas ouvi o meu pai e os meus tios, todos sócios do FC Porto hoje em dia há mais de 60 anos, falarem maravilhas. Foi, talvez, um dos melhores jogadores portugueses que pisaram o relvado das Antas, assim me dizem, um médio tecnicista, com uma visão de jogo fantástica. E morrer em campo, com a camisola do Dragão ao peito, na flor da idade, transformou-o numa lenda, para sempre na memória colectiva da nação portista. Para mais, Pavão era um portista de verdade: tendo podido optar pelos lampiões para jogar, preferiu o nosso FC Porto ainda aos 18 anos, em 1965, estreando-se precisamente contra os lampiões numa vitória por 2-0, numa altura em que o clube atravessava uma das mais longas travessias sem ganhar que há memória, problema que só se resolveu 5 anos após a morte dele, em 1978 - e daí para cá, a história foi outra, como sabemos.

Fica o texto de homenagem ao Pavão:

"Fernando Pascoal das Neves. Mais conhecido por Pavão, pela maneira de correr com os braços abertos.
A alcunha cola-se-lhe aos três anos de idade, em 1950, quando mora nas Casas dos Montes, um bairro social de Chaves, e o sr. Júlio, então chefe dos bombeiros daquela cidade, o vê dar pontapés na bola para cima e para baixo naquela rua principal. “Mais pareces um pavão!” O desabafo transforma-se em alcunha que o acompanhará para sempre. Seja como empregado de comércio, jogador de andebol de sete e voleibol nas equipas da Mocidade Portuguesa ou... no futebol de onze.
Faz-se jogador no Chaves, descoberto por António Feliciano, uma das Torres de Belém na década 40. Na altura de dar o salto, aos 16 anos de idade, vai treinar ao Benfica mas prefere o FC Porto e é aí que Pavão se impõe como médio tecnicista, lançado pelo brasileiro Flávio Costa. Desde a sensacional estreia oficial com o Benfica em Setembro de 1965 (2-0 nas Antas), em que marca exemplarmente o capitão Coluna, não só nunca mais sai da equipa como ainda cresce na selecção nacional, de júnior para promessa e daí para sénior, com seis internacionalizações.
Ao serviço do FC Porto, levanta uma Taça de Portugal-1968. Muitas outras se poderiam seguir, mas uma fatalidade atravessa-se no caminho de Pavão. No domingo, 16 de Dezembro de 1973, ao 13º minuto de um FC Porto-Vitória de Setúbal para a 13ª jornada do campeonato, Pavão cai sozinho no relvado depois de desmarcar Oliveira. O médico assiste-o no campo mas não lhe devolve a vida. Aos 26 anos, Pavão desaparece do futebol, da maneira mais ingrata e inglória (com a sua mulher a assistir nas Antas). O seu nome, esse, será para sempre recordado. O i faz-lhe aqui a devida homenagem."


E um obrigado ao iOnline por este pedaço de história. O Fernando, nas bancadas do estádio lá de cima, assiste orgulhoso, com certeza, a esta homenagem.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Jogo 22 - Beira-Mar, 1 x FC Porto, 2

Mais uma noite de futebol fraco. E, desta vez, com pouca atitude, digo eu.

Durante mais de meia hora, descansaram, jogaram calmamente, sem velocidade nem ritmo, deixaram o Beira-Mar ir jogando e aproximando-se da nossa baliza.

O resultado, normal esta época, aconteceu aos 34 minutos quando um chinês no meio da área saltou, quase sem oposição, para marcar o 1-0 após mais um lance com má marcação e posicionamento defensivo.

Felizmente que desta vez tal desvantagem apenas durou breves minutos e no melhor lance da partida, o James empatou.

Já na segunda parte, mais do mesmo, tudo calmo e sem se ver grande hipóteses de resolver a partida sem que alguém puxasse um coelho da cartola - e nesta altura, os coelhos consta que foram com o pai natal no comboio ao circo... Apesar de tudo, Hulk, talvez o mais inconformado, conseguiu um bom remate e encaixar o 1-2, fazendo a remontada.

E quando pensei que a equipa ia serenar e partir para o golo seguinte, enganei-me. O treinador sentiu a equipa a emperrar e reage aos 72 minutos tirando o (quase) ineficaz Djalma do ataque para reforço o miolo defensivo com o Souza, um trinco! Vou ser sincero, num grande esforço de memória, não me consigo lembrar de nenhuma vez com 11 jogadores o FC Porto ter tirado um atacante para meter um trinco. E contra o colosso Beira-Mar...

O resultado não foi o do costume porque o Élio colaborou aos 94,5 minutos, falhando um cabeceamento de baliza aberta (literalmente, o Helton já lá não estava) e não conseguindo o empate. A sorte, pelo menos, ontem esteve do nosso lado.

Salva-se o resultado, felizmente.

Mas isto, mais dia menos dia, vai terminar mal...

FICHA DO JOGO

Beira-Mar-FC Porto, 1-2
Liga 2011/12, 12.ª jornada
10 de Dezembro de 2011
Estádio Municipal de Aveiro

Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco)
Assistentes: Luís Marcelino e Jorge Cruz
Quarto árbitro: Jorge Ferreira

FC PORTO
: Helton (cap.); Maicon, Rolando, Otamendi e Alvaro Pereira; Fernando, João Moutinho e Belluschi; Djalma, Hulk e James
Substituições: Djalma por Souza (73m), Belluschi por Varela (79m) e Hulk por Iturbe (90m+3)
Não utilizados: Bracalli, Walter, Mangala e Alex Sandro
Treinador: Vítor Pereira

BEIRA-MAR: Rui Rego; Pedro Moreira, Yohan Tavares, Hugo (cap.) e Joãozinho; Nuno Coelho, Zhang, Nildo e Artur; Cristiano e Douglas
Substituições: Hugo por Bura (50m), Douglas por Balboa (62m) e Artur por Élio (76m)
Não utilizados: Paes, Dudu, Dias e Serginho
Treinador: Rui Bento

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Zhang (33m), James (40m) e Hulk (59m)
Disciplina: cartão amarelo a Pedro Moreira (12m), Hulk (35m), Zhang (41m), Balboa (68m), João Moutinho (68m), Cristiano (79m) e Maicon (90m+1)

Ponto de Situação

13 vitórias, 5 empates, 4 derrotas
47 golos marcados, 21 golos sofridos

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Bruno Alves, obrigado pelo teu respeito!


Hoje, pelo teu comportamento, mostras-te que és um dos nossos, um adepto, um portista. Jogaste quando te mandaram, mas o teu comportamento no aquecimento, primeiro, durante os minutos de jogo em que participaste, e na rápida e discreta saída de campo, no final, mostraram que foi no FC Porto e por ele que te tornaste em quem hoje és.

O teu respeito e a tua atitude, hoje, não serão esquecidas, com certeza.

Um dia, estarás cá, outra vez...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Jogo 21 - FC Porto, 0 x Zenit, 0 - O adeus, em noite cão, à Liga dos Campeões

E pronto. O inevitável, aconteceu. É claro que podíamos ter conseguido a classificação - mas sejamos razoáveis, não foi hoje que falhamos, foi nos jogos contra o Apoel, 1 ponto em 6 possíveis contra uma equipa que, em condições normais, deveria ter perdido os dois jogos, com direito a goleada no Dragão...

A verdade é que o FC Porto não conseguiu melhor que o 3º lugar. Humilhante. E péssimo do ponto de vista económico! Desconfio que mesmo que ganhemos a Liga Europa consigamos tantas receitas como se nos tivessemos qualificado para os 8 avos de final da Champions...

Sobre o jogo de hoje - em primeiro, fui ver. Balanceado pela excelente e emotiva entrevista do Helton, fui e apoiei a equipa do primeiro ao ultimo minuto. Fui complacente com os erros, perdoei a substituição absurda do intervalo e a desesperada do minuto 81. Sempre pela equipa. O idiota do treinador pediu um estádio de inferno contra os russos e o estádio encheu-se e fez-lhe a vontade: cânticos, pressão sobre o cão, sobre o árbitro, apoio entusiástico a empurrar a equipa para a frente.

Sobre a atitude, confesso que gostei. Apesar de períodos de algum apagamento, hoje fizemos o melhor jogo da época de uma forma global, quanto a futebol jogado. Mas com um enorme senão: foi um esforço mal-orientado, sem resultados práticos. Poucas oportunidades de golo a partida toda, zero golos. Na LCE não se pode falhar quando se está de frente para a baliza, sabes, Djalma? Pois, não sabes, tu era só na Playstation, só com o idiota deste treinador é que és titular, com alguém a sério a treinar, nem sequer tinhas lugar no plantel...

E dito isto sobre o Djalma (que não tem culpa nenhuma, culpa é de quem o contratou, o manteve na equipa e agora o põe a jogar) resta-me dizer que o Maicon continua a não me convencer na posição de defesa-direito. Desconfio que o idiota do treinador ainda não perceber que este não é o do Inter de Milão...

A substituição do intervalo, não a percebi. Se o FC Porto estava em cima do Zenit, não foi por inverter o triângulo do meio campo que a coisa melhorou - o que o FC Porto precisava era de mais velocidade nas alas e de rematar mais (e, já agora, melhor) para abrir o marcador. É claro que com o passar do tempo e a ajuda do árbitro tendenciosamente escolhido a dedo, a equipa percebeu que não ia lá, podia ficar até à meia-noite que não marcava. E vai daí, já em desespero, aos 81 minutos, tira um central para colocar o ponta de lança, finalmente. Terá pensado que em 9 minutos o Kléber resolvia o que os outros, apesar do empenho, não conseguiram nos 81 anteriores.

Infelizmente, fomos eliminados, o que é péssimo desportivamente, em termos de estatuto e em termos financeiros. Mas a parte boa é que, desconfio eu, com isto, o idiota do treinador acabou de assinar a sua sentença. Não me acredito que depois disto a SAD o mantenha por muito tempo... veremos!

No resto, uma ultima palavra para as revistas na entrada do jogo. UMA VERDADEIRA PALHAÇADA! Não gosto de ser tomado como criminoso. Não gosto de ser apalpado e justificar que tenho 2 telemóveis e um caderno de desenhos sempre comigo. E não gosto de chegar tarde ao jogo por causa disso - demorei mais de 15 minutos a entrar no estádio. Mas o cumulo hoje foi quando, educadamente, protestei com o agente policial que aquilo era muito inseguro, muita gente aos empurrões e as grades a afunilarem a entrada, com pessoas quase a cair e ele diz "o problema é as pessoas ficarem a trabalhar até tarde e depois querem entrar a correr"! Palhaço! As pessoas estão a trabalhar, ainda bem, que o país bem precisa disso. E chegam quando querem e quando podem... ele é pago para trabalhar na segurança das pessoas e não para as pôr em insegurança. A parte mais engraçada é que coloquei o revistador a ir atrás de mim porque, simplesmente, avancei sempre - diz ele: espere aí! E digo eu: vá para casa revistar a sua mulher e andei... e como sempre, os Superdragões é levam os petardos lá para dentro e os revistados somos nós... palhaçada!

FICHA DE JOGO

UEFA Champions League, Grupo G, 6.ª jornada
6 de Dezembro de 2011
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 46.512 espectadores

Árbitro: Carlos Velasco Carballo (Espanha)
Árbitros assistentes: Roberto Fernández e Juan Carlos Jiménez
Quarto árbitro: Eduardo González
Árbitros assistentes adicionais: Fernando Vitienes e Javier Fernandez

FC PORTO: Helton (cap.); Maicon, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, Defour e João Moutinho; Djalma, Hulk e James
Substituições: Defour por Kléber (46m), Djalma por Varela (68m) e Otamendi por Belluschi (81m)
Não utilizados: Bracali, Fucile, Mangala e Souza
Treinador: Vítor Pereira

ZENIT: Malafeev; Anyukov (cap.), Hubocan, Lombaerts e Criscito; Denisov, Semak e Shirokov; Fayzulin, Lazovic e Danny
Substituições: Shirokov por Zyryanov (46m), Fayzulin por Bystrov (57m) e Lazovic por Bruno Alves (81m)
Não utilizados: Zhevnov, Bukharov, Rosina e Lukovic
Treinador: Luciano Spalletti

Disciplina: cartão amarelo a Anyukov (28m), Helton (38m), Fayzulin (40m), Otamendi (48m), Hulk (71m), Malafeev (76m)

Ponto de Situação

12 vitórias, 5 empates, 4 derrotas
45 golos marcados, 20 golos sofridos