...que lá os iremos encontrar e receber logo de seguida. Tenho boas memórias do Manchester - aliás, todos nós temos - porque fizeram parte da nossa última gloriosa caminhada até ao topo da Europa em 2004 e por memoráveis jogos ao longo dos últimos 30 anos - todos se lembram do célebre jogo nos idos de 70 em que o Seninho, o Duda e o Oliveira, entre outros, fizeram misérias por lá.
Mas acima de tudo gostei da reacção e entrevista do Jesualdo - nem parecia ele! Uma reacção positiva, que vai motivar os jogadores, de respeito pelo adversário mas de confiança na equipa, relembrando que temos tão bom - ou até melhor! - currículo internacional que o Manchester e que, em 2 jogos e no campo, toda a realidade dos milhões e dos nomes sonantes pode ser ultrapassada. Já o foi tantas vezes que mais esta não seria um feito especial.
Estou, por isso, confiante. Só não queria o Barcelona pois o seu ataque tem sido demolidor nas caracteristicas em que o nosso FC Porto mais falha. Dos outros, viesse o diabo e escolhesse. Saiu o Manchester. Pior para eles! :) Respeito o adversário, o treinador e os jogadores, mas acredito que um FC Porto inspirado e concentrado pode bater-se com eles. O problema vai ser o primeiro jogo em Manchester, que se for ultrapassado com um bom resultado, poderá deixar tudo em aberto para que no Dragão a superioridade que temos demonstrado há largos anos contra quase todos os oponentes (perdemos um jogo de má memória contra uns checos desconhecidos e alguns, poucos, empates, tendo batido em casa vários dos "colossos" europeus) que se nos deparam.
Mas importante, importante, é o jogo do Estrela da Amadora no domingo, que nos poderá garantir mais uma final da Taça de Portugal.
sexta-feira, 20 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
Faltam 21 pontos
E o tetra está ali à frente. Não descurando a liga dos Campeões (e sexta sabemos o que nos calha em sorte) o titulo nacional está a sorrir-nos com a ajuda dos nossos adversários que se afundam por si próprios.
Espero que esta nova paragem de duas semanas no campeonato sirva apenas para retemperar forças e para unir as tropas, criar mais mecanismos de trabalho defensivos e ofensivos, mais rotinas de jogo. Porque a realidade é que estas paragens de que a nossa liga é pródiga têm, salvo raras excepções, corrido muito mal no recomeço e o próximo jogo, como se viu no sábado na Luz, não nos trará um adversário dócil e fácil, bem pelo contrário.
Sobre o jogo de ontem, uma primeira parte de qualidade, que pecou, como habitualmente, pelo único golo marcado contra os muitos desperdiçados. Já a segunda parte dormi sobre o assunto, pelo que só hoje de manhã descobri que marcamos mais outro golo e que terá sido mais do mesmo... Incluindo os roubos de igreja - pel'O Jogo só ontem foram mais 3 penaltis, pelo menos o do Lisandro logo no principio do jogo foi mais do que evidente: o guarda-redes falhou a bola e ao tocar no Lisandro provocou a sua queda e com isso impediu-o de continuar a jogada, pelo que seria penalti e expulsão por ser situação de golo eminente. A do toque no ombro pareceu-me menos evidente, mas já vi marcarem penaltis por menos que isso aos lagartos e lampiões. O último sobre o Cissoko estava a dormir profundamente...
Espero que esta nova paragem de duas semanas no campeonato sirva apenas para retemperar forças e para unir as tropas, criar mais mecanismos de trabalho defensivos e ofensivos, mais rotinas de jogo. Porque a realidade é que estas paragens de que a nossa liga é pródiga têm, salvo raras excepções, corrido muito mal no recomeço e o próximo jogo, como se viu no sábado na Luz, não nos trará um adversário dócil e fácil, bem pelo contrário.
Sobre o jogo de ontem, uma primeira parte de qualidade, que pecou, como habitualmente, pelo único golo marcado contra os muitos desperdiçados. Já a segunda parte dormi sobre o assunto, pelo que só hoje de manhã descobri que marcamos mais outro golo e que terá sido mais do mesmo... Incluindo os roubos de igreja - pel'O Jogo só ontem foram mais 3 penaltis, pelo menos o do Lisandro logo no principio do jogo foi mais do que evidente: o guarda-redes falhou a bola e ao tocar no Lisandro provocou a sua queda e com isso impediu-o de continuar a jogada, pelo que seria penalti e expulsão por ser situação de golo eminente. A do toque no ombro pareceu-me menos evidente, mas já vi marcarem penaltis por menos que isso aos lagartos e lampiões. O último sobre o Cissoko estava a dormir profundamente...
sábado, 14 de março de 2009
A criminalidade aumentou desmesuradamente???
Mas alguém duvidava???
Com um Governo que congela a entrada de novos agentes, para combater o défice e ao mesmo constitui uma equipa para andar atrás do bluff apito dourado, onde se gastam milhões de euros, inclusivé para proteger uma testemunha que leva com processos crime por falsas declarações, o que esperavam???
Certo é que o pouparam no Freeport e entretêm-se a gastar milhões para perseguir um homem...
É esta a Justiça em Portugal... A Alternadeira, porque já lá vão cinco anos, pode perfeitamente dizer que já não se lembra de tudo...
Já o Tio do Sócrates pode-se esquecer dos pormenores porque já lá vão cinco anos...
Depois admiram-se... Até põem o Orelhas a falar em directo para Cabo Verde com o Pinóquio...
Com um Governo que congela a entrada de novos agentes, para combater o défice e ao mesmo constitui uma equipa para andar atrás do bluff apito dourado, onde se gastam milhões de euros, inclusivé para proteger uma testemunha que leva com processos crime por falsas declarações, o que esperavam???
Certo é que o pouparam no Freeport e entretêm-se a gastar milhões para perseguir um homem...
É esta a Justiça em Portugal... A Alternadeira, porque já lá vão cinco anos, pode perfeitamente dizer que já não se lembra de tudo...
Já o Tio do Sócrates pode-se esquecer dos pormenores porque já lá vão cinco anos...
Depois admiram-se... Até põem o Orelhas a falar em directo para Cabo Verde com o Pinóquio...
sexta-feira, 13 de março de 2009
VOU REPRODUZIR O TEXTO DO AZULÃO NOVAMENTE,
Porque hoje, mais que nunca, se impõe:
ESSE PAÍS CHAMADO PORTUGAL
Portugal, esse País que a comunidade internacional entende como democrático, tem, legalmente instituído, um órgão a quem compete ser um dos garantes da legalidade e da democracia - o Ministério Público. Estatutariamente, está definido o Ministério Público da seguinte forma:
Artigo 1.º
Definição
O Ministério Público representa o Estado, defende os interesses que a lei determinar, participa na execução da política criminal definida pelos órgãos de soberania, exerce a acção penal orientada pelo princípio da legalidade e defende a legalidade democrática, nos termos da Constituição, do presente estatuto e da lei.
Artigo 2.º
Estatuto
1 - (...)
2 - A autonomia do Ministério Público caracteriza-se pela sua vinculação a critérios de legalidade e objectividade e pela exclusiva sujeição dos magistrados do Ministério Público às directivas, ordens e instruções previstas nesta lei.
Artigo 3.º
Competência
1 - Compete, especialmente, ao Ministério Público:
a) (...)
b) (...)
c) Exercer a acção penal orientada pelo princípio da legalidade;
d) (...)
e) (...)
f) Defender a independência dos tribunais, na área das suas atribuições, e velar para que a função jurisdicional se exerça em conformidade com a Constituição e as leis;
g) (...)
h) (...)
i) (...)
j) (...)
l) (...)
m) (...)
n) (...)
o) Recorrer sempre que a decisão seja efeito de conluio das partes no sentido de fraudar a lei ou tenha sido proferida com violação de lei expressa;
p) (...)
Resulta então claro da Lei que os critérios de actuação do Ministério Público, contrariamente à ideia que o leigo tem, formada por anos e anos de visionamento de excelentes séries e filmes americanos, se baseiam estritamente na legalidade. Em termos práticos, e falando de processos criminais, o Ministério Público, de forma simplista, deve perseguir os culpados, batendo-se pela sua condenação. Mas deve também pugnar até ao fim pela absolvição dos inocentes, quando se aperceba que não houve qualquer prática de crime. Contrariamente ao district attorney norte americano, o Procurador-adjunto não tem, a qualquer custo, sob pena de exoneração política, apresentar resultados. Sendo resultados, o maior número de condenações que conseguir.
Ora, o Ministério Público ainda era por mim visto com um dos últimos baluartes da justiça, da legalidade e, por conseguinte, da democracia. Precisamente porque o seu único escopo é (era), não interesses estatísticos condenatórios, não interesses privados, políticos ou de opinião pública, mas sim a legalidade.
Para não falar de outros aspectos que para aqui não importam (Freeport, por exemplo)o Apito Dourado é a demonstração cabal da falta de independência do Ministério Público, subjugada a obscuros interesses ainda por deslindar na sua globalidade. Como todos nos recordamos, o primeiro acto de Pinto Monteiro foi nomear Morgado única e exclusivamente paa reabrir os processos já arquivados por outros Procuradores. Não foi para reapreciar. Foi, antes mesmo de serem analisados, para serem reabertos, mesmo que estivessem bem arquivados. Para tanto, conferem imunidade à meretriz que primeiro se colocou à disposição. Imunidade essa que é ilegal, por não prevista no nosso ordenamento jurídico, mas contornada, por exemplo, quando esta, assumindo ter ordenado as agressões a Bexiga, vê o processo ser arquivado. Apesar de ter obrigação de saber que a credibilidade de tal testemunha em Tribunal pouco mais do que zero valeria, baseiam todo um conjunto de reabertura de processos única e exclusivamente com o seu depoimento. Depoimento esse alterado ao sabor do vento e com a passividade do Ministério Público.
Como normal desenrolar dos processos e porque o processo penal não é um concerto inquisitório a solo por parte do MP, já que existem advogados, testemunhas e juízes a ter a palavra final, estes últimos concluem simplesmente que a meretriz mentiu, e que a existência de apenas duas ou três escutas que em teoria seriam comprometedoras em meses e meses de escutas gravadas demonstram cabalmente a inexistência de qualquer esquema de corrupção reiterado. E o que fez o Procurador Geral? Fazendo tábua rasa dos critérios de justiça e legalidade e abstraindo-se da obrigação de recorrer apenas quando "a decisão seja efeito de conluio das partes no sentido de defraudar a lei ou tenha sido proferida com violação de lei expressa", obriga os Procuradores-Adjuntos a recorrer, a priori, de toda e qualquer decisão desfavorável. Ora, insista-se, desfavorável não é quando uma acusação não vinga por si só. É quando está perante uma decisão que não considere justa. Para que se compreenda a implicação prática disto, o MP pode e deve recorrer duma condenação ou decisão instrutória que conduza um arguido a julgamento, se ficar convencido pela prova por este produzida que o mesmo está inocente.
Até aqui, o Ministério Público já estava muito mal na fotografia. Como os desenvolvimentos desta semana, não é disparate dizer-se que o MP português ambiciona americanizar-se de vez e que a sua principal preocupação não é nem a legalidade nem a justiça, mas a condenação a todo o custo daqueles que, seja por que motivos forem, decidem terem que ser condenados.
Esta semana, negra para a democracia em Portugal, a meretriz gémea, arrolada como testemunha de defesa, resolve faltar, alegando sentir-se mal. Sabemos agora que, às portas do julgamento, tem um rebate de consciência e resolve "repor a verdade". Sendo que a "verdade" é que foi comprada com uma choruda avença mensal por parte, claro, de Pinto da Costa. Ora, às portas do julgamento, em Gaia, onde podia "repor a verdade" e ajudar a fazer justiça em tal julgamento, o que faz ela? Inventa má disposição e dirige-se para Lisboa(???) onde é atendido por um procurador à meia noite e meia!!! Querem, portanto, fazer-nos crer que um magistrado está a trabalhar na procuradoria a essa hora, e que a mesma atende público fora de horas... É evidente que a inversão foi combinada e tal inquirição previamente agendada. Com que interesse, a não ser o de juntar, como tentou o procurador de Gaia, tais declarações, de forma a tentar credibilizar as atoardas da meretriz original e, em simultâneo, assassinar o carácter dum dos arguidos? Tudo sem contraditório, que é a arma que o Ministério Público e a Comissão Disciplinar mais têm apostado nesta cruzada. E com o patrocínio de quem? Quem agendou com o Procurador em questão, essa inquirição? Esta manobra é tão mais repudiável, porque é uma repetição grosseira do que fizeram com a 1ª meretriz. Esta, tal com a gémea, assume perante um Procurador a prática de vários crimes de falsas declarações, e o Magistrado não extrai certidão para o procedimento criminal competente. Limita-se a enviar um fax para o seu colega de Gaia poder tentar credibilizar o outro testemunho...
A minha preocupação não se prende apenas com o futebol e com o meu Clube. Prende-se com o facto de, a partir de aqui, ser tudo expectável em termos de processos crime. Os interesses a defender não são mais os da justiça e legalidade. E pais sem Ministério Público que pugne por estes ideias, a meu ver, não é democrático.
ESSE PAÍS CHAMADO PORTUGAL
Portugal, esse País que a comunidade internacional entende como democrático, tem, legalmente instituído, um órgão a quem compete ser um dos garantes da legalidade e da democracia - o Ministério Público. Estatutariamente, está definido o Ministério Público da seguinte forma:
Artigo 1.º
Definição
O Ministério Público representa o Estado, defende os interesses que a lei determinar, participa na execução da política criminal definida pelos órgãos de soberania, exerce a acção penal orientada pelo princípio da legalidade e defende a legalidade democrática, nos termos da Constituição, do presente estatuto e da lei.
Artigo 2.º
Estatuto
1 - (...)
2 - A autonomia do Ministério Público caracteriza-se pela sua vinculação a critérios de legalidade e objectividade e pela exclusiva sujeição dos magistrados do Ministério Público às directivas, ordens e instruções previstas nesta lei.
Artigo 3.º
Competência
1 - Compete, especialmente, ao Ministério Público:
a) (...)
b) (...)
c) Exercer a acção penal orientada pelo princípio da legalidade;
d) (...)
e) (...)
f) Defender a independência dos tribunais, na área das suas atribuições, e velar para que a função jurisdicional se exerça em conformidade com a Constituição e as leis;
g) (...)
h) (...)
i) (...)
j) (...)
l) (...)
m) (...)
n) (...)
o) Recorrer sempre que a decisão seja efeito de conluio das partes no sentido de fraudar a lei ou tenha sido proferida com violação de lei expressa;
p) (...)
Resulta então claro da Lei que os critérios de actuação do Ministério Público, contrariamente à ideia que o leigo tem, formada por anos e anos de visionamento de excelentes séries e filmes americanos, se baseiam estritamente na legalidade. Em termos práticos, e falando de processos criminais, o Ministério Público, de forma simplista, deve perseguir os culpados, batendo-se pela sua condenação. Mas deve também pugnar até ao fim pela absolvição dos inocentes, quando se aperceba que não houve qualquer prática de crime. Contrariamente ao district attorney norte americano, o Procurador-adjunto não tem, a qualquer custo, sob pena de exoneração política, apresentar resultados. Sendo resultados, o maior número de condenações que conseguir.
Ora, o Ministério Público ainda era por mim visto com um dos últimos baluartes da justiça, da legalidade e, por conseguinte, da democracia. Precisamente porque o seu único escopo é (era), não interesses estatísticos condenatórios, não interesses privados, políticos ou de opinião pública, mas sim a legalidade.
Para não falar de outros aspectos que para aqui não importam (Freeport, por exemplo)o Apito Dourado é a demonstração cabal da falta de independência do Ministério Público, subjugada a obscuros interesses ainda por deslindar na sua globalidade. Como todos nos recordamos, o primeiro acto de Pinto Monteiro foi nomear Morgado única e exclusivamente paa reabrir os processos já arquivados por outros Procuradores. Não foi para reapreciar. Foi, antes mesmo de serem analisados, para serem reabertos, mesmo que estivessem bem arquivados. Para tanto, conferem imunidade à meretriz que primeiro se colocou à disposição. Imunidade essa que é ilegal, por não prevista no nosso ordenamento jurídico, mas contornada, por exemplo, quando esta, assumindo ter ordenado as agressões a Bexiga, vê o processo ser arquivado. Apesar de ter obrigação de saber que a credibilidade de tal testemunha em Tribunal pouco mais do que zero valeria, baseiam todo um conjunto de reabertura de processos única e exclusivamente com o seu depoimento. Depoimento esse alterado ao sabor do vento e com a passividade do Ministério Público.
Como normal desenrolar dos processos e porque o processo penal não é um concerto inquisitório a solo por parte do MP, já que existem advogados, testemunhas e juízes a ter a palavra final, estes últimos concluem simplesmente que a meretriz mentiu, e que a existência de apenas duas ou três escutas que em teoria seriam comprometedoras em meses e meses de escutas gravadas demonstram cabalmente a inexistência de qualquer esquema de corrupção reiterado. E o que fez o Procurador Geral? Fazendo tábua rasa dos critérios de justiça e legalidade e abstraindo-se da obrigação de recorrer apenas quando "a decisão seja efeito de conluio das partes no sentido de defraudar a lei ou tenha sido proferida com violação de lei expressa", obriga os Procuradores-Adjuntos a recorrer, a priori, de toda e qualquer decisão desfavorável. Ora, insista-se, desfavorável não é quando uma acusação não vinga por si só. É quando está perante uma decisão que não considere justa. Para que se compreenda a implicação prática disto, o MP pode e deve recorrer duma condenação ou decisão instrutória que conduza um arguido a julgamento, se ficar convencido pela prova por este produzida que o mesmo está inocente.
Até aqui, o Ministério Público já estava muito mal na fotografia. Como os desenvolvimentos desta semana, não é disparate dizer-se que o MP português ambiciona americanizar-se de vez e que a sua principal preocupação não é nem a legalidade nem a justiça, mas a condenação a todo o custo daqueles que, seja por que motivos forem, decidem terem que ser condenados.
Esta semana, negra para a democracia em Portugal, a meretriz gémea, arrolada como testemunha de defesa, resolve faltar, alegando sentir-se mal. Sabemos agora que, às portas do julgamento, tem um rebate de consciência e resolve "repor a verdade". Sendo que a "verdade" é que foi comprada com uma choruda avença mensal por parte, claro, de Pinto da Costa. Ora, às portas do julgamento, em Gaia, onde podia "repor a verdade" e ajudar a fazer justiça em tal julgamento, o que faz ela? Inventa má disposição e dirige-se para Lisboa(???) onde é atendido por um procurador à meia noite e meia!!! Querem, portanto, fazer-nos crer que um magistrado está a trabalhar na procuradoria a essa hora, e que a mesma atende público fora de horas... É evidente que a inversão foi combinada e tal inquirição previamente agendada. Com que interesse, a não ser o de juntar, como tentou o procurador de Gaia, tais declarações, de forma a tentar credibilizar as atoardas da meretriz original e, em simultâneo, assassinar o carácter dum dos arguidos? Tudo sem contraditório, que é a arma que o Ministério Público e a Comissão Disciplinar mais têm apostado nesta cruzada. E com o patrocínio de quem? Quem agendou com o Procurador em questão, essa inquirição? Esta manobra é tão mais repudiável, porque é uma repetição grosseira do que fizeram com a 1ª meretriz. Esta, tal com a gémea, assume perante um Procurador a prática de vários crimes de falsas declarações, e o Magistrado não extrai certidão para o procedimento criminal competente. Limita-se a enviar um fax para o seu colega de Gaia poder tentar credibilizar o outro testemunho...
A minha preocupação não se prende apenas com o futebol e com o meu Clube. Prende-se com o facto de, a partir de aqui, ser tudo expectável em termos de processos crime. Os interesses a defender não são mais os da justiça e legalidade. E pais sem Ministério Público que pugne por estes ideias, a meu ver, não é democrático.
SEMANA PERFEITA
Numa semana em que a ignominiosa campanha de ódio concertada pelos pasquins e televisões atingiu um ponto inédito neste País (até para eles), nada melhor que uma jornada de Liga dos Campeões para pôr tudo in su sitio.
Esse dejecto chamado Correio da Manhã fez parangonas com a execrável manobra de última hora dum MP completamente enredado numa teia de interesses ocultos, umas atrás das outras. O Símio Seboso Rui Santos insinuou, com todas as letras, que o Porto havia pago o frete de 3 jogadores do Leixões, com a liquidação de salários em atraso. Comparado com tudo isto, os 5 anos de "Donos da Bola" não passaram duma brincadeira de crianças.
Ora, esses pobres coitados que congeminam estas coisas ainda não aprenderam que tais manobras, connosco, equivalem a querer abater um elefante com uma fisga. E que costumam ter o efeito contrário. Dito e feito, um dos seus estandartes foi copiosa e vergonhosamente humilhado em Munique, enquanto nós eliminávamos com classe os castelhanos. Pela primeira vez na era Jesualdo. E no ano em que os lampiões e os seus desbotados aliados tudo fizeram para nos colocar fora da competição, via secretaria. É caso para dizer, continuem a tentar. Força ai, Correio da Manhã. Mais um bocadinho e ainda ganhamos a Lia dos Campeões.
Quanto ao jogo propriamente dito (aquele em que somos especialistas, o do rectângulo verde), há muito (desde a gloriosa campanha de 2004) que não tinha uma sensação tão boa. Apoio ímpar do Estádio, a criar um ambiente único desconhecido do resto do País, só possível nesta competição. Adrenalina no máximo, graças ao ambiente de fervor portista e às emoções do jogo, que nos ofereceram uma segunda parte do melhor que tenho visto no Porto dos últimos tempos. Graças a um abençoado Leo Franco, a adrenalina durou até chegar a casa. Como cereja no topo do bolo, o peseteiro traidor Assunção e o asqueroso Simulão foram eliminados em nossa casa, depois de 90 minutos com as orelhas a arder. Ao contrário, Maniche, um Senhor jogador e um cavalheiro fora dos relvados levou a homenagem que merece daqueles que nunca hão de esquecer tudo o que nos deu e o que ainda nos dá, mediante tanta manifestação de respeito e amor. Obrigado Maniche. Tenho fé de te voltar a ver de azul e branco.
PS - Nós (e o Chelsea, já agora) estamos nos quartos de final. E tu, José Mourinho?
Esse dejecto chamado Correio da Manhã fez parangonas com a execrável manobra de última hora dum MP completamente enredado numa teia de interesses ocultos, umas atrás das outras. O Símio Seboso Rui Santos insinuou, com todas as letras, que o Porto havia pago o frete de 3 jogadores do Leixões, com a liquidação de salários em atraso. Comparado com tudo isto, os 5 anos de "Donos da Bola" não passaram duma brincadeira de crianças.
Ora, esses pobres coitados que congeminam estas coisas ainda não aprenderam que tais manobras, connosco, equivalem a querer abater um elefante com uma fisga. E que costumam ter o efeito contrário. Dito e feito, um dos seus estandartes foi copiosa e vergonhosamente humilhado em Munique, enquanto nós eliminávamos com classe os castelhanos. Pela primeira vez na era Jesualdo. E no ano em que os lampiões e os seus desbotados aliados tudo fizeram para nos colocar fora da competição, via secretaria. É caso para dizer, continuem a tentar. Força ai, Correio da Manhã. Mais um bocadinho e ainda ganhamos a Lia dos Campeões.
Quanto ao jogo propriamente dito (aquele em que somos especialistas, o do rectângulo verde), há muito (desde a gloriosa campanha de 2004) que não tinha uma sensação tão boa. Apoio ímpar do Estádio, a criar um ambiente único desconhecido do resto do País, só possível nesta competição. Adrenalina no máximo, graças ao ambiente de fervor portista e às emoções do jogo, que nos ofereceram uma segunda parte do melhor que tenho visto no Porto dos últimos tempos. Graças a um abençoado Leo Franco, a adrenalina durou até chegar a casa. Como cereja no topo do bolo, o peseteiro traidor Assunção e o asqueroso Simulão foram eliminados em nossa casa, depois de 90 minutos com as orelhas a arder. Ao contrário, Maniche, um Senhor jogador e um cavalheiro fora dos relvados levou a homenagem que merece daqueles que nunca hão de esquecer tudo o que nos deu e o que ainda nos dá, mediante tanta manifestação de respeito e amor. Obrigado Maniche. Tenho fé de te voltar a ver de azul e branco.
PS - Nós (e o Chelsea, já agora) estamos nos quartos de final. E tu, José Mourinho?
quinta-feira, 12 de março de 2009
Top 8!
Que já faziamos parte do Grupo dos 14, já se sabia. Que somos recordistas em participações na LC, que é a 3ª vez consecutiva que passamos a fase de grupos, também.
Novidade, novidade mesmo, é passarmos novamente os oitavos de final e entrarmos assim no restrito grupo dos 8 melhores clubes da Europa.
Antes de mais, e para começar pelo principio, parabens ao treinador por ter superado esta barreira. Agora sim, entra para a história do clube e entra no restrito clube dos treinadores que fizeram feitos únicos na Europa e no campeonato. A par de Mourinho, Robson, Oliveira, Artur Jorge, Morais, Pedroto. E agora Jesualdo, desde que ganhe o campeonato nacional e se sagre tri-campeão.
Depois, os jogadores. De todos, Raul Meireles, enorme em campo ontem. Para mim, cada vez mais, a pedra de toque no meio campo. Adoro o Lucho, um jogador clássico, de classe. Mas o Meireles deixa-o ser assim, com aquele pulmão enorme que galga metros em cada jogo, em cada lançe, com o sentido posicional perfeito, compensando colegas desposicionados, com um olho no burro e outro no cigano, com aqueles passes a rasgar defesas, com o remate de meia distancia. E o Lisandro, aquele poço de energia e garra e querer e vontade de suar a camisola do primeiro ao ultimo minuto. E os virtuosos, como o Cebola e o Hulk.
Por último, os adeptos, incansáveis no apoio à equipa. Como foi pedido, como era necessário, como tinha de ser. E foi!
Agora, esperemos pelo dia 20 para saber quem nos calha em sorte (ou azar) e depois sonhar um pouco mais...
Novidade, novidade mesmo, é passarmos novamente os oitavos de final e entrarmos assim no restrito grupo dos 8 melhores clubes da Europa.
Antes de mais, e para começar pelo principio, parabens ao treinador por ter superado esta barreira. Agora sim, entra para a história do clube e entra no restrito clube dos treinadores que fizeram feitos únicos na Europa e no campeonato. A par de Mourinho, Robson, Oliveira, Artur Jorge, Morais, Pedroto. E agora Jesualdo, desde que ganhe o campeonato nacional e se sagre tri-campeão.
Depois, os jogadores. De todos, Raul Meireles, enorme em campo ontem. Para mim, cada vez mais, a pedra de toque no meio campo. Adoro o Lucho, um jogador clássico, de classe. Mas o Meireles deixa-o ser assim, com aquele pulmão enorme que galga metros em cada jogo, em cada lançe, com o sentido posicional perfeito, compensando colegas desposicionados, com um olho no burro e outro no cigano, com aqueles passes a rasgar defesas, com o remate de meia distancia. E o Lisandro, aquele poço de energia e garra e querer e vontade de suar a camisola do primeiro ao ultimo minuto. E os virtuosos, como o Cebola e o Hulk.
Por último, os adeptos, incansáveis no apoio à equipa. Como foi pedido, como era necessário, como tinha de ser. E foi!
Agora, esperemos pelo dia 20 para saber quem nos calha em sorte (ou azar) e depois sonhar um pouco mais...
quarta-feira, 11 de março de 2009
MATAMOS O BORREGO...
Já lá estamos.
O Raul Meireles é muito grande, sendo muito mais indispensável neste Porto que o Lucho.
Os laterais estiveram muito bem.
Enfim, um jogo à antiga, que explanarei melhor amanhã. Hoje só me apetece ver os resumos...
E que bem que me sabe ver o peseteiro e o Simulão Mariana a cair aos nossos pés...
E também o meu tributo a um jogador do Adversário. Obrigado por tudo GRANDE MANICHE:
«Este clube, o F.C. Porto, diz-me muito. Agradeço o apoio e as palavras de todos os adeptos portistas. Espero que o Porto chegue longe na Liga dos Campeões e, se possível, vença a competição. Há muitas equipas fortes e é necessário ter muita sorte também, mas o F.C. Porto tem uma grande equipa.»
P.S.: Vamos sair mal na fotografia dos media, como habitualmente, pela violência junto ao Estádio. Se houver isenção, que digam o que esses bastardos castelhanos fizeram... FDP
O Raul Meireles é muito grande, sendo muito mais indispensável neste Porto que o Lucho.
Os laterais estiveram muito bem.
Enfim, um jogo à antiga, que explanarei melhor amanhã. Hoje só me apetece ver os resumos...
E que bem que me sabe ver o peseteiro e o Simulão Mariana a cair aos nossos pés...
E também o meu tributo a um jogador do Adversário. Obrigado por tudo GRANDE MANICHE:
«Este clube, o F.C. Porto, diz-me muito. Agradeço o apoio e as palavras de todos os adeptos portistas. Espero que o Porto chegue longe na Liga dos Campeões e, se possível, vença a competição. Há muitas equipas fortes e é necessário ter muita sorte também, mas o F.C. Porto tem uma grande equipa.»
P.S.: Vamos sair mal na fotografia dos media, como habitualmente, pela violência junto ao Estádio. Se houver isenção, que digam o que esses bastardos castelhanos fizeram... FDP
Colchoneros?
Só no tempo do Futre e depois disso nunca mais foram os mesmos.
Agora, depende do nosso FC Porto continuar as coisas como elas são naturalmente: o FC Porto no pelotão de topo da Europa e os colchoneros no seu lugar subalterno, na Europa como em casa deles.
Metade do trabalho já o fizemos há 15 dias, e relativamente bem feito - perfeito era ter mais golos marcados (o que podia ter acontecido) e menos sofridos (o que devia ter acontecido).
Hoje, falta a segunda metade que, como bem frisou o Dragão, tem sido a metade mais dificil. Mas com o apoio dos associados no estádio hoje, imbuidos da forte união que estão a demonstrar (pelo menos na blogosfera) tenho a certeza que hoje vai dar Azul e Branco, afinal de contas, a unica cor do nosso coração! Eu acredito e a 7000 km de distancia, nesta Angola cujo presidente está/esteve aí por Portugal estes dias, eu e milhares de outros portistas e portugueses estaremos a vibrar também com o nosso mágico FC Porto!
Agora, depende do nosso FC Porto continuar as coisas como elas são naturalmente: o FC Porto no pelotão de topo da Europa e os colchoneros no seu lugar subalterno, na Europa como em casa deles.
Metade do trabalho já o fizemos há 15 dias, e relativamente bem feito - perfeito era ter mais golos marcados (o que podia ter acontecido) e menos sofridos (o que devia ter acontecido).
Hoje, falta a segunda metade que, como bem frisou o Dragão, tem sido a metade mais dificil. Mas com o apoio dos associados no estádio hoje, imbuidos da forte união que estão a demonstrar (pelo menos na blogosfera) tenho a certeza que hoje vai dar Azul e Branco, afinal de contas, a unica cor do nosso coração! Eu acredito e a 7000 km de distancia, nesta Angola cujo presidente está/esteve aí por Portugal estes dias, eu e milhares de outros portistas e portugueses estaremos a vibrar também com o nosso mágico FC Porto!
ESSE PAÍS CHAMADO PORTUGAL
Portugal, esse País que a comunidade internacional entende como democrático, tem, legalmente instituído, um órgão a quem compete ser um dos garantes da legalidade e da democracia - o Ministério Público. Estatutariamente, está definido o Ministério Público da seguinte forma:
Artigo 1.º
Definição
O Ministério Público representa o Estado, defende os interesses que a lei determinar, participa na execução da política criminal definida pelos órgãos de soberania, exerce a acção penal orientada pelo princípio da legalidade e defende a legalidade democrática, nos termos da Constituição, do presente estatuto e da lei.
Artigo 2.º
Estatuto
1 - (...)
2 - A autonomia do Ministério Público caracteriza-se pela sua vinculação a critérios de legalidade e objectividade e pela exclusiva sujeição dos magistrados do Ministério Público às directivas, ordens e instruções previstas nesta lei.
Artigo 3.º
Competência
1 - Compete, especialmente, ao Ministério Público:
a) (...)
b) (...)
c) Exercer a acção penal orientada pelo princípio da legalidade;
d) (...)
e) (...)
f) Defender a independência dos tribunais, na área das suas atribuições, e velar para que a função jurisdicional se exerça em conformidade com a Constituição e as leis;
g) (...)
h) (...)
i) (...)
j) (...)
l) (...)
m) (...)
n) (...)
o) Recorrer sempre que a decisão seja efeito de conluio das partes no sentido de fraudar a lei ou tenha sido proferida com violação de lei expressa;
p) (...)
Resulta então claro da Lei que os critérios de actuação do Ministério Público, contrariamente à ideia que o leigo tem, formada por anos e anos de visionamento de excelentes séries e filmes americanos, se baseiam estritamente na legalidade. Em termos práticos, e falando de processos criminais, o Ministério Público, de forma simplista, deve perseguir os culpados, batendo-se pela sua condenação. Mas deve também pugnar até ao fim pela absolvição dos inocentes, quando se aperceba que não houve qualquer prática de crime. Contrariamente ao district attorney norte americano, o Procurador-adjunto não tem, a qualquer custo, sob pena de exoneração política, apresentar resultados. Sendo resultados, o maior número de condenações que conseguir.
Ora, o Ministério Público ainda era por mim visto com um dos últimos baluartes da justiça, da legalidade e, por conseguinte, da democracia. Precisamente porque o seu único escopo é (era), não interesses estatísticos condenatórios, não interesses privados, políticos ou de opinião pública, mas sim a legalidade.
Para não falar de outros aspectos que para aqui não importam (Freeport, por exemplo)o Apito Dourado é a demonstração cabal da falta de independência do Ministério Público, subjugada a obscuros interesses ainda por deslindar na sua globalidade. Como todos nos recordamos, o primeiro acto de Pinto Monteiro foi nomear Morgado única e exclusivamente paa reabrir os processos já arquivados por outros Procuradores. Não foi para reapreciar. Foi, antes mesmo de serem analisados, para serem reabertos, mesmo que estivessem bem arquivados. Para tanto, conferem imunidade à meretriz que primeiro se colocou à disposição. Imunidade essa que é ilegal, por não prevista no nosso ordenamento jurídico, mas contornada, por exemplo, quando esta, assumindo ter ordenado as agressões a Bexiga, vê o processo ser arquivado. Apesar de ter obrigação de saber que a credibilidade de tal testemunha em Tribunal pouco mais do que zero valeria, baseiam todo um conjunto de reabertura de processos única e exclusivamente com o seu depoimento. Depoimento esse alterado ao sabor do vento e com a passividade do Ministério Público.
Como normal desenrolar dos processos e porque o processo penal não é um concerto inquisitório a solo por parte do MP, já que existem advogados, testemunhas e juízes a ter a palavra final, estes últimos concluem simplesmente que a meretriz mentiu, e que a existência de apenas duas ou três escutas que em teoria seriam comprometedoras em meses e meses de escutas gravadas demonstram cabalmente a inexistência de qualquer esquema de corrupção reiterado. E o que fez o Procurador Geral? Fazendo tábua rasa dos critérios de justiça e legalidade e abstraindo-se da obrigação de recorrer apenas quando "a decisão seja efeito de conluio das partes no sentido de defraudar a lei ou tenha sido proferida com violação de lei expressa", obriga os Procuradores-Adjuntos a recorrer, a priori, de toda e qualquer decisão desfavorável. Ora, insista-se, desfavorável não é quando uma acusação não vinga por si só. É quando está perante uma decisão que não considere justa. Para que se compreenda a implicação prática disto, o MP pode e deve recorrer duma condenação ou decisão instrutória que conduza um arguido a julgamento, se ficar convencido pela prova por este produzida que o mesmo está inocente.
Até aqui, o Ministério Público já estava muito mal na fotografia. Como os desenvolvimentos desta semana, não é disparate dizer-se que o MP português ambiciona americanizar-se de vez e que a sua principal preocupação não é nem a legalidade nem a justiça, mas a condenação a todo o custo daqueles que, seja por que motivos forem, decidem terem que ser condenados.
Esta semana, negra para a democracia em Portugal, a meretriz gémea, arrolada como testemunha de defesa, resolve faltar, alegando sentir-se mal. Sabemos agora que, às portas do julgamento, tem um rebate de consciência e resolve "repor a verdade". Sendo que a "verdade" é que foi comprada com uma choruda avença mensal por parte, claro, de Pinto da Costa. Ora, às portas do julgamento, em Gaia, onde podia "repor a verdade" e ajudar a fazer justiça em tal julgamento, o que faz ela? Inventa má disposição e dirige-se para Lisboa(???) onde é atendido por um procurador à meia noite e meia!!! Querem, portanto, fazer-nos crer que um magistrado está a trabalhar na procuradoria a essa hora, e que a mesma atende público fora de horas... É evidente que a inversão foi combinada e tal inquirição previamente agendada. Com que interesse, a não ser o de juntar, como tentou o procurador de Gaia, tais declarações, de forma a tentar credibilizar as atoardas da meretriz original e, em simultâneo, assassinar o carácter dum dos arguidos? Tudo sem contraditório, que é a arma que o Ministério Público e a Comissão Disciplinar mais têm apostado nesta cruzada. E com o patrocínio de quem? Quem agendou com o Procurador em questão, essa inquirição? Esta manobra é tão mais repudiável, porque é uma repetição grosseira do que fizeram com a 1ª meretriz. Esta, tal com a gémea, assume perante um Procurador a prática de vários crimes de falsas declarações, e o Magistrado não extrai certidão para o procedimento criminal competente. Limita-se a enviar um fax para o seu colega de Gaia poder tentar credibilizar o outro testemunho...
A minha preocupação não se prende apenas com o futebol e com o meu Clube. Prende-se com o facto de, a partir de aqui, ser tudo expectável em termos de processos crime. Os interesses a defender não são mais os da justiça e legalidade. E pais sem Ministério Público que pugne por estes ideias, a meu ver, não é democrático.
Artigo 1.º
Definição
O Ministério Público representa o Estado, defende os interesses que a lei determinar, participa na execução da política criminal definida pelos órgãos de soberania, exerce a acção penal orientada pelo princípio da legalidade e defende a legalidade democrática, nos termos da Constituição, do presente estatuto e da lei.
Artigo 2.º
Estatuto
1 - (...)
2 - A autonomia do Ministério Público caracteriza-se pela sua vinculação a critérios de legalidade e objectividade e pela exclusiva sujeição dos magistrados do Ministério Público às directivas, ordens e instruções previstas nesta lei.
Artigo 3.º
Competência
1 - Compete, especialmente, ao Ministério Público:
a) (...)
b) (...)
c) Exercer a acção penal orientada pelo princípio da legalidade;
d) (...)
e) (...)
f) Defender a independência dos tribunais, na área das suas atribuições, e velar para que a função jurisdicional se exerça em conformidade com a Constituição e as leis;
g) (...)
h) (...)
i) (...)
j) (...)
l) (...)
m) (...)
n) (...)
o) Recorrer sempre que a decisão seja efeito de conluio das partes no sentido de fraudar a lei ou tenha sido proferida com violação de lei expressa;
p) (...)
Resulta então claro da Lei que os critérios de actuação do Ministério Público, contrariamente à ideia que o leigo tem, formada por anos e anos de visionamento de excelentes séries e filmes americanos, se baseiam estritamente na legalidade. Em termos práticos, e falando de processos criminais, o Ministério Público, de forma simplista, deve perseguir os culpados, batendo-se pela sua condenação. Mas deve também pugnar até ao fim pela absolvição dos inocentes, quando se aperceba que não houve qualquer prática de crime. Contrariamente ao district attorney norte americano, o Procurador-adjunto não tem, a qualquer custo, sob pena de exoneração política, apresentar resultados. Sendo resultados, o maior número de condenações que conseguir.
Ora, o Ministério Público ainda era por mim visto com um dos últimos baluartes da justiça, da legalidade e, por conseguinte, da democracia. Precisamente porque o seu único escopo é (era), não interesses estatísticos condenatórios, não interesses privados, políticos ou de opinião pública, mas sim a legalidade.
Para não falar de outros aspectos que para aqui não importam (Freeport, por exemplo)o Apito Dourado é a demonstração cabal da falta de independência do Ministério Público, subjugada a obscuros interesses ainda por deslindar na sua globalidade. Como todos nos recordamos, o primeiro acto de Pinto Monteiro foi nomear Morgado única e exclusivamente paa reabrir os processos já arquivados por outros Procuradores. Não foi para reapreciar. Foi, antes mesmo de serem analisados, para serem reabertos, mesmo que estivessem bem arquivados. Para tanto, conferem imunidade à meretriz que primeiro se colocou à disposição. Imunidade essa que é ilegal, por não prevista no nosso ordenamento jurídico, mas contornada, por exemplo, quando esta, assumindo ter ordenado as agressões a Bexiga, vê o processo ser arquivado. Apesar de ter obrigação de saber que a credibilidade de tal testemunha em Tribunal pouco mais do que zero valeria, baseiam todo um conjunto de reabertura de processos única e exclusivamente com o seu depoimento. Depoimento esse alterado ao sabor do vento e com a passividade do Ministério Público.
Como normal desenrolar dos processos e porque o processo penal não é um concerto inquisitório a solo por parte do MP, já que existem advogados, testemunhas e juízes a ter a palavra final, estes últimos concluem simplesmente que a meretriz mentiu, e que a existência de apenas duas ou três escutas que em teoria seriam comprometedoras em meses e meses de escutas gravadas demonstram cabalmente a inexistência de qualquer esquema de corrupção reiterado. E o que fez o Procurador Geral? Fazendo tábua rasa dos critérios de justiça e legalidade e abstraindo-se da obrigação de recorrer apenas quando "a decisão seja efeito de conluio das partes no sentido de defraudar a lei ou tenha sido proferida com violação de lei expressa", obriga os Procuradores-Adjuntos a recorrer, a priori, de toda e qualquer decisão desfavorável. Ora, insista-se, desfavorável não é quando uma acusação não vinga por si só. É quando está perante uma decisão que não considere justa. Para que se compreenda a implicação prática disto, o MP pode e deve recorrer duma condenação ou decisão instrutória que conduza um arguido a julgamento, se ficar convencido pela prova por este produzida que o mesmo está inocente.
Até aqui, o Ministério Público já estava muito mal na fotografia. Como os desenvolvimentos desta semana, não é disparate dizer-se que o MP português ambiciona americanizar-se de vez e que a sua principal preocupação não é nem a legalidade nem a justiça, mas a condenação a todo o custo daqueles que, seja por que motivos forem, decidem terem que ser condenados.
Esta semana, negra para a democracia em Portugal, a meretriz gémea, arrolada como testemunha de defesa, resolve faltar, alegando sentir-se mal. Sabemos agora que, às portas do julgamento, tem um rebate de consciência e resolve "repor a verdade". Sendo que a "verdade" é que foi comprada com uma choruda avença mensal por parte, claro, de Pinto da Costa. Ora, às portas do julgamento, em Gaia, onde podia "repor a verdade" e ajudar a fazer justiça em tal julgamento, o que faz ela? Inventa má disposição e dirige-se para Lisboa(???) onde é atendido por um procurador à meia noite e meia!!! Querem, portanto, fazer-nos crer que um magistrado está a trabalhar na procuradoria a essa hora, e que a mesma atende público fora de horas... É evidente que a inversão foi combinada e tal inquirição previamente agendada. Com que interesse, a não ser o de juntar, como tentou o procurador de Gaia, tais declarações, de forma a tentar credibilizar as atoardas da meretriz original e, em simultâneo, assassinar o carácter dum dos arguidos? Tudo sem contraditório, que é a arma que o Ministério Público e a Comissão Disciplinar mais têm apostado nesta cruzada. E com o patrocínio de quem? Quem agendou com o Procurador em questão, essa inquirição? Esta manobra é tão mais repudiável, porque é uma repetição grosseira do que fizeram com a 1ª meretriz. Esta, tal com a gémea, assume perante um Procurador a prática de vários crimes de falsas declarações, e o Magistrado não extrai certidão para o procedimento criminal competente. Limita-se a enviar um fax para o seu colega de Gaia poder tentar credibilizar o outro testemunho...
A minha preocupação não se prende apenas com o futebol e com o meu Clube. Prende-se com o facto de, a partir de aqui, ser tudo expectável em termos de processos crime. Os interesses a defender não são mais os da justiça e legalidade. E pais sem Ministério Público que pugne por estes ideias, a meu ver, não é democrático.
Hoje, três notas...
Hoje temos o jogo da Liga dos Campeões. Lá estarei no Dragão para ser mais um con sentido de contrariar a tradição. Essa maldita tradição de sermos eliminados quando jogamos o primeiro jogo fora. Já o tenho aqui escrito no Dragão. Não há uma só eliminatória nos ultimos 25 anos em que apanhamos equipas de algum valor do lado contrário, em que quando jogamos o primeiro jogo fora tenhamos passado a eliminatória.
Relebro o o ano de 1984 em que chegamos à final da Taça das Taças, em que os quartos e as meias, respectivamente contra ShaKtar Donetsk e Aberdenn jogamos primeiro em casa.
Em 85 fomos eliminados no célebre jogo contra o Wrexham com a primeira mão a disputar-se fora.
Em 86 fomos eliminados pelo Barcelona, com a segunda mão em casa, com um roubo de igreja em Camp Nou e de uma brilhante noite de Juary nas Antas, em que marcou três golos.
Relembro o glorioso ano de 1987, em só contra o Vitkovice é que tivemos a primeira mão fora.
Relembro o ano seguinte em que fomos eliminados pelo Real Madrid em que o primeiro jogo foi fora.
Relembro a Caminhada para a Taça Uefa, que apenas o jogo contra a equipa de Viena (que não me recordo o nome) foi primeiro fora. Relembro a caminhada triunfal da Champions em que fizemos todos os primeiros jogos em casa.
E ultimamente relembro a eliminação contra o Chelsea e contra o Schalke 04, em que jogamos primeiro fora e a segunda mão em casa.
Hoje temos uma oportunidade de ouro para matar o borrego... Mas que penso nesta tradição e fico um pouco apreensivo, lá isso fico...
A ver vamos...
Outra nota rápida: as 7 bojardas dos Lagartos. Uma clara vergonha, demonstrando claramente quem merece andar na Europa do futebol e quem não merece.
E ainda anda muita gente a tentar menosprezar o nosso papel no futebol europeu, alegando as supostas corrupções e tudo o mais. Para se tirar ilações, basta só este ano. Aquilo que uns fazem e aquilo que o nosso Porto faz.
Só isso deveria fazer corar de vergonha quem tenta menosprezar as nossas vitórias.
A última nota, tem a ver, em parte, com o a tentativa de menosprezar as nossas vitórias. A última tentativa são as declarações da irmã da alternadeira-escritora. Sem me querer pronunciar sobre os factos vertido no auto de declarações (isso deixo ao vosso critério), apenas algumas curiosidades:
- Ninguém se levantou a solicitar inquéritos contra o segredo de justiça;
- A mana apenas se arrependeu à porta do Tribunal de Gaia e em vez de testemunhar, comunicou ao Tribunal que não estava em condições para o fazer e rumou a Lisboa, à PGR e prestou declarações (veja-se bem) às 00.30h do dia 4 de Março.
- Nenhum jurista ou advogado que eu conheço conseguiu pôr um cliente seu a fazer declarações à 00.30h do dia que fosse perante um Magistrado do Ministério Público, que não tivesse começado durante o dia.
- Ninguém acha estranho que estas declarações hajam sido feitas em Lisboa, junto da PGR e não junto do Tribunal de Gaia.
- As declarações das restantes testemunhas sobre o Leonor Pinhão e o Orelhas passaram em todos os pasquins para segundo plano, porque na opinião destes média impolutos, o PC é que compra tudo e todos.
E tudo é normal e ninguém acha mal.
Sejamos nós, mais uma vez, contra tudo e contra todos, dentro do campo, a demonstrar o que é ser grande e o ORGULHO DA NAÇÃO (palavra esta, tal como Pátria, que está esquecida e quase riscada da boca dos portugueses, como se tivessemos orgulho nela).
Por isso, hoje, nem um assobio, todos em uníssono, gritemos contra todos e também contra a tradição acima referida.
Porrrrrrrrrrrrrrrtttttttttooooooooooooooooooooooooo
Relebro o o ano de 1984 em que chegamos à final da Taça das Taças, em que os quartos e as meias, respectivamente contra ShaKtar Donetsk e Aberdenn jogamos primeiro em casa.
Em 85 fomos eliminados no célebre jogo contra o Wrexham com a primeira mão a disputar-se fora.
Em 86 fomos eliminados pelo Barcelona, com a segunda mão em casa, com um roubo de igreja em Camp Nou e de uma brilhante noite de Juary nas Antas, em que marcou três golos.
Relembro o glorioso ano de 1987, em só contra o Vitkovice é que tivemos a primeira mão fora.
Relembro o ano seguinte em que fomos eliminados pelo Real Madrid em que o primeiro jogo foi fora.
Relembro a Caminhada para a Taça Uefa, que apenas o jogo contra a equipa de Viena (que não me recordo o nome) foi primeiro fora. Relembro a caminhada triunfal da Champions em que fizemos todos os primeiros jogos em casa.
E ultimamente relembro a eliminação contra o Chelsea e contra o Schalke 04, em que jogamos primeiro fora e a segunda mão em casa.
Hoje temos uma oportunidade de ouro para matar o borrego... Mas que penso nesta tradição e fico um pouco apreensivo, lá isso fico...
A ver vamos...
Outra nota rápida: as 7 bojardas dos Lagartos. Uma clara vergonha, demonstrando claramente quem merece andar na Europa do futebol e quem não merece.
E ainda anda muita gente a tentar menosprezar o nosso papel no futebol europeu, alegando as supostas corrupções e tudo o mais. Para se tirar ilações, basta só este ano. Aquilo que uns fazem e aquilo que o nosso Porto faz.
Só isso deveria fazer corar de vergonha quem tenta menosprezar as nossas vitórias.
A última nota, tem a ver, em parte, com o a tentativa de menosprezar as nossas vitórias. A última tentativa são as declarações da irmã da alternadeira-escritora. Sem me querer pronunciar sobre os factos vertido no auto de declarações (isso deixo ao vosso critério), apenas algumas curiosidades:
- Ninguém se levantou a solicitar inquéritos contra o segredo de justiça;
- A mana apenas se arrependeu à porta do Tribunal de Gaia e em vez de testemunhar, comunicou ao Tribunal que não estava em condições para o fazer e rumou a Lisboa, à PGR e prestou declarações (veja-se bem) às 00.30h do dia 4 de Março.
- Nenhum jurista ou advogado que eu conheço conseguiu pôr um cliente seu a fazer declarações à 00.30h do dia que fosse perante um Magistrado do Ministério Público, que não tivesse começado durante o dia.
- Ninguém acha estranho que estas declarações hajam sido feitas em Lisboa, junto da PGR e não junto do Tribunal de Gaia.
- As declarações das restantes testemunhas sobre o Leonor Pinhão e o Orelhas passaram em todos os pasquins para segundo plano, porque na opinião destes média impolutos, o PC é que compra tudo e todos.
E tudo é normal e ninguém acha mal.
Sejamos nós, mais uma vez, contra tudo e contra todos, dentro do campo, a demonstrar o que é ser grande e o ORGULHO DA NAÇÃO (palavra esta, tal como Pátria, que está esquecida e quase riscada da boca dos portugueses, como se tivessemos orgulho nela).
Por isso, hoje, nem um assobio, todos em uníssono, gritemos contra todos e também contra a tradição acima referida.
Porrrrrrrrrrrrrrrtttttttttooooooooooooooooooooooooo
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