Num fim de semana pobre futebolísticamente, pois o nosso FC Porto não compete, resta-me comentar a boa noticia que foi a apresentação das contas do clube, com uma diminuição do passivo e uma melhoria da exploração e situação corrente.
Apenas de negativo o facto de ter de recorrer a um empréstimo para a execução do novo pavilhão, que como muito bem é aqui referido, é aquilo que é possível ajustar ao espaço disponivel, um enclave entre o magnificiente Estádio do Dragão e a estruturante VCI.
Por experiência sei o que é ter de ajustar um projecto para caber num terreno minimalista. Parece-me, à partida, que a solução final encontrada é boa e ajustada ao espaço, com algumas soluções interessantes para fazer face à exeguidade do espaço.
Mas de facto, um pavilhão para 2.000 pessoas?
12.000.000 de Euros (antes da construção, o que significa que com as derrapagens poderá ir aos 15 milhões) dá qualquer coisa como 6.000 Euros por lugar. E se pensarmos num valor de pelo menos 5% ao ano para manutenção do edíficio... Bem vistas as coisas, seria melhor encontrar um terreno noutro local e fazer um bom pavilhão, 4 bancadas, 4 a 5 mil pessoas. Se bem que perderia a proximidade do estádio, da cidade e do centro comercial, com as sinergias que isso proporciona. Vou-me acreditar que tudo isto foi ponderado e analisado antes da decisão de avançar agora com esta solução.
Já do ponto de vista meramente arquitectónico, parece-me muito bom e bem enquadrado urbanisticamente, resolvendo um vazio urbano e criando novos espaços e perspectivas de cidade, além de um novo atravessamento da VCI. Sempre achei que o Plano de Pormenor das Antas é uma das melhores peças do género em Portugal e que teve a felicidade de receber um estádio único e insuperável a rematar toda a envolvente na nova cidade oriental do Porto.
sábado, 20 de outubro de 2007
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
NEM SÓ DE FUTEBOL VIVE O PORTISTA



Ontem foi aprovado o empréstimo necessário à construção do novo pavilhão. Este recinto não poderia nunca ser construído com capitais próprios, pelo que o recurso à banca é perfeitamente óbvio e necessário. Até aqui, tudo bem. Já me incomoda um pouco que o pavilhão se vá chamar Dragão Caixa. Ou, por esse facto, há contrapartidas e aí nada tenho a opor, ou então era perfeitamente escusado.
O grande senão que levanto é a capacidade do recinto. Vai estar encaixado num sítio sem espaço, pelo que a solução arquitétónica teve que ser necessariamente arrojada. Todavia, num clube como o nosso ter um pavilhão só com uma bancada central e com apenas 2000 pessoas de capacidade parece-me um disparate sem nome. Lembro-me de ser miúdo e sair dum Porto vs Lampiões nas Antas, seguido de outro clássico em basquetebol. Fiquei siderado com o Américo de Sá a rebentar pelas costuras, com um ambiente infernal que eu não sabia existir senão no futebol. No ano passado, recordo-me das semifinais do play-off de basquetebol, seguidas da final, num pavilhão de Matosinhos com bem mais de 5.000 pessoas. Até o hóquei joga em Fânzeres, que tem praticametne essa capacidade de 2.000 pessoas.
Se o conceito era re-editar os sábados ou domingos desportivos, como o pensam fazer num mini-pavilhão? Em jogos decisivos vão ficar milhares de portistas de fora? Será que nesses jogos haverá adeptos sem ser das claques? Será que é assim que pretendem captar novos adeptos para as modalidades ditas amadoras? Parece-me uma decisão catastrófica para essas modalidades. Depois da obra feita, não haverá alterações tão cedo e julgo que muitos portistas não estão sequer alertados para esta situação. Gostaria, a este propósito, de saber o que pensam os nossos leitores.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
É O SISTEMA!
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
SONHOS HÚMIDOS
Não, isto não é um blog com bolinha vermelha (deus me livre!). Mas não podia deixar de partilhar com todos os delírios eróticos e onanistas da escumalha dos avantes, que no fundo representa os secretos desejos de 6milhões + 3 milhões. Há quem se console de qualquer maneira...
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
FAITS DIVERS
Agora que não vamos ter espectáculos sonolentos durante 15 dias (a última vez que estivemos parados 15 dias deu no que deu), há que entreter os nossos fieís leitores.
Para aqueles que exultam cada vez que o Unifinta faz a unifinta e lhe corre bem, zurzindo naqueles (eu) que dizem que é das mais vergonhosas contratações de que há memória, recomendo o visionamento da sua última proeza. Não me custa nada admitir que muito poucos atingiriam este patamar de genialidade.
Entretanto e apesar de jogarmos a meio gás à espera que os adversários caiam de podre, fizemos até ao momento o pleno de vitórias no campeonato. É um dos melhores arranques de sempre, que, num país democrático e com imprensa imparcial, mereceria o devido destaque. Em Portugal, é assim.
A pergunta que fica no ar é óbvia: se tivéssemos um bom treinador e aproveitássemos melhor o dinheiro das contratações, até onde chegaria esta equipa?
Para terminar, fica a habitual anedota.
Para aqueles que exultam cada vez que o Unifinta faz a unifinta e lhe corre bem, zurzindo naqueles (eu) que dizem que é das mais vergonhosas contratações de que há memória, recomendo o visionamento da sua última proeza. Não me custa nada admitir que muito poucos atingiriam este patamar de genialidade.
Entretanto e apesar de jogarmos a meio gás à espera que os adversários caiam de podre, fizemos até ao momento o pleno de vitórias no campeonato. É um dos melhores arranques de sempre, que, num país democrático e com imprensa imparcial, mereceria o devido destaque. Em Portugal, é assim.
A pergunta que fica no ar é óbvia: se tivéssemos um bom treinador e aproveitássemos melhor o dinheiro das contratações, até onde chegaria esta equipa?
Para terminar, fica a habitual anedota.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Concordo com o MST
Inicio hoje a minha participação neste blog e pretendo expressar os pontos de vista de uma adepta ferrenha (do Futebol Clube do Porto) mas lúcida, na medida do possível claro, sobre futebol.
E começo justamente por concordar em absoluto com o Miguel Sousa Tavares que diz, na sua coluna habitual de um jornal desportivo da nossa praça que o público do FC Porto é o mais exigente e o melhor público de futebol de Portugal porque só quem se desabituou das grandes jornadas europeias, dos grandes talentos, é que se contenta em ganhar de qualquer maneira e que apesar das sucessivas vitórias no campeonato e do jogo em Istambul continuamos intranquilos e a desejar ver o que ainda não vimos: espectáculo, golos e futebol.
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Besiktas, Jesualdo, SAD, plantel...
Quem por cá nos lê sabe que este local é de livre expressão e opinião. Desde que o Dragão me convidou para participar, nunca tive dele qualquer tipo de restrição sobre o que cá publiquei. Nem podia ser de outra forma: o Dragão tem muitos defeitos, como todos nós, mas é um portista e portuense a 100%, daqueles de antes quebrar que torcer, que comigo cresceu e juntos choramos a derrota da Taça das Taças contra a Juventus, por exemplo e democrata por natureza.
Daí que ele tem toda a autoridade moral para dizer o que bem entender sobre quem quiser. O blog é dele. O blog é livre, quer para quem nele escreve, quer para quem a ele acede e o lê. As opiniões constantes neles são as opiniões de portitas que exprimem aqui o que pensam e o que sentem. E, pelo que me apercebo, são muitos os que pensam e sentem como nós.
Sobre o jogo do Besiktas, o Dragão tem toda a razão. Ganhamos porque a estrelinha da sorte esteve com o FC Porto. Ganhamos porque os turcos são, de facto, de um patamar inferior ao nosso. Ganhamos porque o Lucho falhou um passe e temos um pequeno génio que aproveitou o lance que estava perdido e transformou-o num golo. Pequeno génio esse que até nem fez nada de jeito o jogo todo. E não jogamos a ponta de um corno! E temos um treinador que, infelizmente, me faz lembrar o Ivic no seu pior: quando tenta inovar, faz merda, por isso descobriu que o melhor é ter sempre aqueles 11 do costume e não variar, levando à exaustão essa parte do plantel e criando a sensação que os outros são para encher chouriços que lá andam. Talvez seja por o treinador ser de Mirandela, não sei, que lhe dá para os enchidos... É evidente que falhou tacticamente contra os turcos como falhou tacticamente contra o Liverpool, como falhou tacticamente contra o Fátima. Ganhamos 1 jogo desses, empatos outro e perdemos outro. Não é grande saldo nem a estrelinha da sorte está muito bem calibrada. O problema é a falta de visão da SAD. Que anda perdida em busca do el-dorado das transferências. E de um treinador pretende que não crie muitas ondas às transferências e contratações de contentores, perdão, de jogadores. E que vá ganhando uns titulos. É assim com o Jesualdo, foi assim com o holandês, já o espanhol e o Couceiro não se seguraram... Falta rasgo e visão para apostar num Jorge Costa, num Domingos. Homens da casa que compensam em personalidade e empatia com a massa associativa as lacunas que ainda possam ter na sua curta experiência. Falta rasgo e visão para apostar em projectos de longo prazo. As apostas da SAD são para o período de transferências imediatamente a seguir.
De facto, o plantel é extenso, mas mostra-se curto. E mal gerido. Usa jogadores em claro défice fisico, como o unifinta. Tem os do ano passado mas não consegue introduzir novos jogadores, pelo que mesmo os suplentes mais usados já por cá andavam: João Paulo, Cech, Adriano... Prevejo uma 2ª volta muito dificil, pois com o excesso de utilização actual, o plantel vai ser penalizado nessa fase. E alguns dos reforços tardam em afirmar-se ou em terem oportunidades de se afirmarem. O Edgar passou de titular a não convocado. O Farias parecia o salvador e agora não é usado. O Kaz passou de jogador mais utilizado na pré-época para nem convocado. Isso é normal? Não, não é. Somos nós neste blog que gostamos de dizer mal? Não, nós gostamos é de dizer o que pensamos e o que sentimos. Quando as coisas não estão bem, não pomos paninhos quentes nem colocamos do spray milagroso para passar as dores. Simplesmente dizemos as verdades.
E a verdade é uma e uma só. Temos um plantel que custa 60 milhões de euros por ano há vários anos. Os nossos rivais directos têm custos na ordem da metade a 1/3 dos nossos. Nós temos por isso a obrigação de ganhar titulos e de dar espectáculo, SIMULTANEAMENTE. Não chegam nem vitórias de Pirro nem vitórias morais. O Jesualdo talvez não saiba porque só agora chegou a esta casa, mas no FC Porto trabalha-se e joga-se sempre para ganhar e ser-se superior ao adversário. Não gostamos de retranca, de jogar todos encostados ao guarda-redes, de dar a bola ao adversário. Tudo isso são coisas que à maioria da massa adepta desagrada, mesmo que ganhe. Por isso, enquanto continuar com tácticas de perder tempo em substituições aos 88 minutos quando está empatado fora, em não tirar um defesa lateral para reforçar o meio-campo ofensivo quando joga contra 10, em não procurar o 2º golo, o 3º golo, o 4º golo... Enquanto não perceber como é a cultura portista, vai ser muitas e muitas vezes aqui criticado por mim, pelo Azulão, pelo Dragão, pelo Francisco e pelos muitos comentadores que vão dizendo tambem o que pensam nos comentários aos nossos post's.
Dragão, amigo, não desanimes nem ligues ao que alguns parasitas aqui e ali dizem, és muito superior a isso tudo!
Daí que ele tem toda a autoridade moral para dizer o que bem entender sobre quem quiser. O blog é dele. O blog é livre, quer para quem nele escreve, quer para quem a ele acede e o lê. As opiniões constantes neles são as opiniões de portitas que exprimem aqui o que pensam e o que sentem. E, pelo que me apercebo, são muitos os que pensam e sentem como nós.
Sobre o jogo do Besiktas, o Dragão tem toda a razão. Ganhamos porque a estrelinha da sorte esteve com o FC Porto. Ganhamos porque os turcos são, de facto, de um patamar inferior ao nosso. Ganhamos porque o Lucho falhou um passe e temos um pequeno génio que aproveitou o lance que estava perdido e transformou-o num golo. Pequeno génio esse que até nem fez nada de jeito o jogo todo. E não jogamos a ponta de um corno! E temos um treinador que, infelizmente, me faz lembrar o Ivic no seu pior: quando tenta inovar, faz merda, por isso descobriu que o melhor é ter sempre aqueles 11 do costume e não variar, levando à exaustão essa parte do plantel e criando a sensação que os outros são para encher chouriços que lá andam. Talvez seja por o treinador ser de Mirandela, não sei, que lhe dá para os enchidos... É evidente que falhou tacticamente contra os turcos como falhou tacticamente contra o Liverpool, como falhou tacticamente contra o Fátima. Ganhamos 1 jogo desses, empatos outro e perdemos outro. Não é grande saldo nem a estrelinha da sorte está muito bem calibrada. O problema é a falta de visão da SAD. Que anda perdida em busca do el-dorado das transferências. E de um treinador pretende que não crie muitas ondas às transferências e contratações de contentores, perdão, de jogadores. E que vá ganhando uns titulos. É assim com o Jesualdo, foi assim com o holandês, já o espanhol e o Couceiro não se seguraram... Falta rasgo e visão para apostar num Jorge Costa, num Domingos. Homens da casa que compensam em personalidade e empatia com a massa associativa as lacunas que ainda possam ter na sua curta experiência. Falta rasgo e visão para apostar em projectos de longo prazo. As apostas da SAD são para o período de transferências imediatamente a seguir.
De facto, o plantel é extenso, mas mostra-se curto. E mal gerido. Usa jogadores em claro défice fisico, como o unifinta. Tem os do ano passado mas não consegue introduzir novos jogadores, pelo que mesmo os suplentes mais usados já por cá andavam: João Paulo, Cech, Adriano... Prevejo uma 2ª volta muito dificil, pois com o excesso de utilização actual, o plantel vai ser penalizado nessa fase. E alguns dos reforços tardam em afirmar-se ou em terem oportunidades de se afirmarem. O Edgar passou de titular a não convocado. O Farias parecia o salvador e agora não é usado. O Kaz passou de jogador mais utilizado na pré-época para nem convocado. Isso é normal? Não, não é. Somos nós neste blog que gostamos de dizer mal? Não, nós gostamos é de dizer o que pensamos e o que sentimos. Quando as coisas não estão bem, não pomos paninhos quentes nem colocamos do spray milagroso para passar as dores. Simplesmente dizemos as verdades.
E a verdade é uma e uma só. Temos um plantel que custa 60 milhões de euros por ano há vários anos. Os nossos rivais directos têm custos na ordem da metade a 1/3 dos nossos. Nós temos por isso a obrigação de ganhar titulos e de dar espectáculo, SIMULTANEAMENTE. Não chegam nem vitórias de Pirro nem vitórias morais. O Jesualdo talvez não saiba porque só agora chegou a esta casa, mas no FC Porto trabalha-se e joga-se sempre para ganhar e ser-se superior ao adversário. Não gostamos de retranca, de jogar todos encostados ao guarda-redes, de dar a bola ao adversário. Tudo isso são coisas que à maioria da massa adepta desagrada, mesmo que ganhe. Por isso, enquanto continuar com tácticas de perder tempo em substituições aos 88 minutos quando está empatado fora, em não tirar um defesa lateral para reforçar o meio-campo ofensivo quando joga contra 10, em não procurar o 2º golo, o 3º golo, o 4º golo... Enquanto não perceber como é a cultura portista, vai ser muitas e muitas vezes aqui criticado por mim, pelo Azulão, pelo Dragão, pelo Francisco e pelos muitos comentadores que vão dizendo tambem o que pensam nos comentários aos nossos post's.
Dragão, amigo, não desanimes nem ligues ao que alguns parasitas aqui e ali dizem, és muito superior a isso tudo!
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Confirmo e por escrito...
Após a leitura de alguns comentários e de algumas ameaças de deserção nas visitas a este blog (como se valesse de alguma coisa), cumpre-me escrever o que vai na alma, sendo certo que considero feliz o facto de ontem não ter tido hipóteses de acesso ao pc, pois acho que iria ser ainda mais rude.
Em primeiro lugar deixem-me que diga que fiquei feliz com a vitória, vitória essa caida do Céu e graças a S. Quaresma.
Quanto ao resto, considero que o Porto fez um jogo miserável, uma vergonha autêntica.
Concordo em pleno com o que o Azulão escreveu. Temos um treinador que vai ganhando internamente porque chega, mas tem estratégias miseráveis e que fazem do jogo do Porto o pontapé pra frente e valha-nos S. Quaresma.
Não temos uma jogada com princípio, meio e fim, não sabemos o que é atacar pelo centro do terreno (se alguém conseguir descortinar uma jogada que tenha sido elaborada pelo centro ofereco-lhe um óscar) e jogamos quase todo o jogo com toda a equipa atrás da linha da bola.
Para quem via o jogo, chegou a ser constrangedor ver a equipa do Porto a jogar apenas nas alas e sem qualquer referência no meio-campo ofensivo.
Jogamos com um jogador até aos 70 minutos, que andava à procura da mesquita mais próxima para rezar, pois a bola nem a via.
Quando resolve trocar alguma coisa, o Mister resolve fazer a substuição mais descabida que podia fazer para quem quer ganhar um jogo da Liga dos Campeões.
A segunda substituição faz todo o sentido, uma vez que depois de ter deixado Lisando a correr como um desalmado, sozinho, durante 75 minutos, teria de lhe dar descanso.
E a substituição aos 88, é de treinador que está contente com o resultado e faz a substituição para queimar tempo.
Foi uma vergonha que aquele golo veio limpar de alguma forma.
O que alguns vêm, é uma vitória que nos dá uma boa vantagem para as próximas jornadas da Liga dos Campeões e chamam de tudo a quem discorda, inclusivé com textos a falar de Lampionagem.
O que eu vejo, é que fazemos jogos miseráveis e que nem sempre poderemos ter a estrelinha que nos tem acompanhado.
O que eu vejo é que não temos ousadia para querer ganhar jogos, seja contra o Liverpool (e alguns falaram que não nos podiamos esquecer que era o Liverpool), nem sequer contra o Besiktas da Turquia.
E o que eu vejo é que quando deixarmos de ter a estrelinha, se calhar, acontece-nos o que nos aconteceu o ano passado, que chegamos a estar distanciados em cerca de 11 pontos e durante os intervalos da penúltima e última jornada do Campeonato estavamos em segundo.
E não, não gosto de me sentir assim a ver um jogo do Porto. Nervoso e completamente fora de mim, por estar a ver aquilo que treinador pago a peso de ouro não consegue ver, porque quem nasce para 8 não chega a 80.
E aqueles que me apelidam de Lampião, pelo facto de ter esta opinião, apenas lhes respondo que o único lampião no meio desta história toda é o treinador e não eu.
Não os vi a comentar no jogo contra o Fátima, nem o ano passado contra o Atlético.
Não os vi comentar quando o Porto estava com a corda na garganta o ano passado, sendo certo que estive em todas a apoiar o meu clube.
Por isso, àqueles que vêm dizer que não gostamos do Porto e que só sabemos dizer mal e que ameaçam deixar de passar aqui, só me apetece dizer:
PASSEM MUITO BEM!!! Este é o meu blog, para eu desabafar o que me apetecer e nem o 1.º Ministro Sócrates com os seus tiques de ditadura me fará calar...
Em primeiro lugar deixem-me que diga que fiquei feliz com a vitória, vitória essa caida do Céu e graças a S. Quaresma.
Quanto ao resto, considero que o Porto fez um jogo miserável, uma vergonha autêntica.
Concordo em pleno com o que o Azulão escreveu. Temos um treinador que vai ganhando internamente porque chega, mas tem estratégias miseráveis e que fazem do jogo do Porto o pontapé pra frente e valha-nos S. Quaresma.
Não temos uma jogada com princípio, meio e fim, não sabemos o que é atacar pelo centro do terreno (se alguém conseguir descortinar uma jogada que tenha sido elaborada pelo centro ofereco-lhe um óscar) e jogamos quase todo o jogo com toda a equipa atrás da linha da bola.
Para quem via o jogo, chegou a ser constrangedor ver a equipa do Porto a jogar apenas nas alas e sem qualquer referência no meio-campo ofensivo.
Jogamos com um jogador até aos 70 minutos, que andava à procura da mesquita mais próxima para rezar, pois a bola nem a via.
Quando resolve trocar alguma coisa, o Mister resolve fazer a substuição mais descabida que podia fazer para quem quer ganhar um jogo da Liga dos Campeões.
A segunda substituição faz todo o sentido, uma vez que depois de ter deixado Lisando a correr como um desalmado, sozinho, durante 75 minutos, teria de lhe dar descanso.
E a substituição aos 88, é de treinador que está contente com o resultado e faz a substituição para queimar tempo.
Foi uma vergonha que aquele golo veio limpar de alguma forma.
O que alguns vêm, é uma vitória que nos dá uma boa vantagem para as próximas jornadas da Liga dos Campeões e chamam de tudo a quem discorda, inclusivé com textos a falar de Lampionagem.
O que eu vejo, é que fazemos jogos miseráveis e que nem sempre poderemos ter a estrelinha que nos tem acompanhado.
O que eu vejo é que não temos ousadia para querer ganhar jogos, seja contra o Liverpool (e alguns falaram que não nos podiamos esquecer que era o Liverpool), nem sequer contra o Besiktas da Turquia.
E o que eu vejo é que quando deixarmos de ter a estrelinha, se calhar, acontece-nos o que nos aconteceu o ano passado, que chegamos a estar distanciados em cerca de 11 pontos e durante os intervalos da penúltima e última jornada do Campeonato estavamos em segundo.
E não, não gosto de me sentir assim a ver um jogo do Porto. Nervoso e completamente fora de mim, por estar a ver aquilo que treinador pago a peso de ouro não consegue ver, porque quem nasce para 8 não chega a 80.
E aqueles que me apelidam de Lampião, pelo facto de ter esta opinião, apenas lhes respondo que o único lampião no meio desta história toda é o treinador e não eu.
Não os vi a comentar no jogo contra o Fátima, nem o ano passado contra o Atlético.
Não os vi comentar quando o Porto estava com a corda na garganta o ano passado, sendo certo que estive em todas a apoiar o meu clube.
Por isso, àqueles que vêm dizer que não gostamos do Porto e que só sabemos dizer mal e que ameaçam deixar de passar aqui, só me apetece dizer:
PASSEM MUITO BEM!!! Este é o meu blog, para eu desabafar o que me apetecer e nem o 1.º Ministro Sócrates com os seus tiques de ditadura me fará calar...
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
S. QUARESMA
Em mais uma miserável exibição perante um adversário de 3ª divisão europeia, de novo S. Quaresma a disfarçar a total incapacidade de Jesualdo Ferreira em treinar uma equipa de topo.
Continua a insistir na nulidade marroquina, o Unifinta Sektioui, como que querendo dizer que só um génio como ele conseguiu descobrir um talento raro daqueles. Só num clube em que reina o desgoverno é que um jogar muçulmano, fraquíssimo e trintão, joga a titular em pleno Ramadão, totalmente limitado fisicamente. É uma constatação aberrante da inutilidade total do treinador.
Assistiu-se a uma primeira parte absolutamente vergonhosa, sem um único lance com nexo elaborado e, por conseguinte, sem um único remate à baliza. Bosingwa tentou fazer o trabalho dele e o do Unifinta e, do outro lado, só Quaresma brilhava, sendo confrangedor observar o Lisandro a correr sozinho sem tocar na bola, porque este sempre andou longe.
Por este altura, já tinha os nervos em franja, tal era a miserável prestação. Na segunda parte, mais do mesmo, salvando-se duas assistências de Lucho que foram desaproveitadas. Jesualdo, como se nós já não soubéssemos o quão triste e incompetente é, apenas mudou depois da hora de jogo, para tirar a nulidade marroquina, trocando-o por... Cech. Sintomático do seu conceito de futebol de ataque. Como se os nervos não estivessem já no limite do insuportável, a segunda substituição é de homem por homem, tirando o abono de família Lisandro, para colocar Adriano. Ah, valente! Isso é que é coragem. Por fim, já para queimar tempo, lança o miúdo, aos 87m...
Até que o milagre chega, por obra e graça de S. Quaresma. Jesualdo fica todo feliz com a vitória sobre o colossal Besiktas e convence-se que é o Mourinho da 3ª idade. Os yesmen do costume vão zurzir neste post, defendendo que contra resultados não há argumentos. E eu, nunca mais vejo o suplício que se tornou assistir a jogos do Porto terminar. Infelizmente, porque há pouca massa crítica no seio dos adeptos, que apenas vêm resultados imediatos, não estará para breve. Infelizmente, as equipas da Superliga são tão fracas, que perdem sozinhas os jogos contra nós. Infelizmente, lagartos e lampiões perdem sozinhas o campeonato. Infelizmente, começam a faltar-me adjectivos para descrever o que são os nossos jogos.
PS- é um crime manter Quaresma nesta equipa, com este treinador. Por favor, para bem do futebol e do Quaresma, deixem-no sair já em Dezembro. Ele não merece o Jesualdo.
Continua a insistir na nulidade marroquina, o Unifinta Sektioui, como que querendo dizer que só um génio como ele conseguiu descobrir um talento raro daqueles. Só num clube em que reina o desgoverno é que um jogar muçulmano, fraquíssimo e trintão, joga a titular em pleno Ramadão, totalmente limitado fisicamente. É uma constatação aberrante da inutilidade total do treinador.
Assistiu-se a uma primeira parte absolutamente vergonhosa, sem um único lance com nexo elaborado e, por conseguinte, sem um único remate à baliza. Bosingwa tentou fazer o trabalho dele e o do Unifinta e, do outro lado, só Quaresma brilhava, sendo confrangedor observar o Lisandro a correr sozinho sem tocar na bola, porque este sempre andou longe.
Por este altura, já tinha os nervos em franja, tal era a miserável prestação. Na segunda parte, mais do mesmo, salvando-se duas assistências de Lucho que foram desaproveitadas. Jesualdo, como se nós já não soubéssemos o quão triste e incompetente é, apenas mudou depois da hora de jogo, para tirar a nulidade marroquina, trocando-o por... Cech. Sintomático do seu conceito de futebol de ataque. Como se os nervos não estivessem já no limite do insuportável, a segunda substituição é de homem por homem, tirando o abono de família Lisandro, para colocar Adriano. Ah, valente! Isso é que é coragem. Por fim, já para queimar tempo, lança o miúdo, aos 87m...
Até que o milagre chega, por obra e graça de S. Quaresma. Jesualdo fica todo feliz com a vitória sobre o colossal Besiktas e convence-se que é o Mourinho da 3ª idade. Os yesmen do costume vão zurzir neste post, defendendo que contra resultados não há argumentos. E eu, nunca mais vejo o suplício que se tornou assistir a jogos do Porto terminar. Infelizmente, porque há pouca massa crítica no seio dos adeptos, que apenas vêm resultados imediatos, não estará para breve. Infelizmente, as equipas da Superliga são tão fracas, que perdem sozinhas os jogos contra nós. Infelizmente, lagartos e lampiões perdem sozinhas o campeonato. Infelizmente, começam a faltar-me adjectivos para descrever o que são os nossos jogos.
PS- é um crime manter Quaresma nesta equipa, com este treinador. Por favor, para bem do futebol e do Quaresma, deixem-no sair já em Dezembro. Ele não merece o Jesualdo.
Grande dupla por Jorge Maia no jogo de Ontem
Não podia deixar de publicar de tão fantástico que está:
"Já tinha saudades dos Marretas.
A minha personagem favorita era o urso Fozzie, talvez por me identificar com o fatalismo da figura, um cómico persistente embora sem graça, mas logo a seguir na minha lista de preferências, num honroso segundo lugar "ex aequo", estavam os dois velhotes, Waldorf e Statler. Surgiam sempre lado a lado, muitas vezes de copo na mão, sentados num camarote lateral, e criticavam acintosa, quase maldosamente, todos e cada um dos "sketches" dos outros Marretas, apontando o dedo, explorando fraquezas e rindo a bandeiras despregadas, como se não fizessem, eles próprios, parte de todo o espectáculo.
Pois bem, posso estar enganado, mas quase posso jurar que eram eles na primeira página de um diário desportivo, ontem.
Estavam diferentes, mas o tempo pode ter esse efeito.
De resto, há indícios de que podiam ser eles. Continuavam de copo na mão, a rir, a criticar e a apontar o dedo aos outros, como se não fizessem, eles próprios, parte do circo.
Falavam de mudar gente no futebol, como se não tivessem sido eles, o de bigode antes, e o outro depois, a desenhar a esquadro o elenco das duas últimas direcções da Liga. Gracejavam a propósito da necessidade de credibilidade do negócio, para a qual contribuem regularmente com críticas mais ou menos desbragadas à arbitragem de acordo com o benefício ou prejuízo instantâneo dos respectivos clubes.
Uns cómicos. A prova viva de que, seguindo a longa tradição de Bucha e Estica, de Tom e Jerry, e do Senhor Feliz e do Senhor Contente, as grandes duplas da comédia estão bem vivas e aos pontapés. "
"Já tinha saudades dos Marretas.
A minha personagem favorita era o urso Fozzie, talvez por me identificar com o fatalismo da figura, um cómico persistente embora sem graça, mas logo a seguir na minha lista de preferências, num honroso segundo lugar "ex aequo", estavam os dois velhotes, Waldorf e Statler. Surgiam sempre lado a lado, muitas vezes de copo na mão, sentados num camarote lateral, e criticavam acintosa, quase maldosamente, todos e cada um dos "sketches" dos outros Marretas, apontando o dedo, explorando fraquezas e rindo a bandeiras despregadas, como se não fizessem, eles próprios, parte de todo o espectáculo.
Pois bem, posso estar enganado, mas quase posso jurar que eram eles na primeira página de um diário desportivo, ontem.
Estavam diferentes, mas o tempo pode ter esse efeito.
De resto, há indícios de que podiam ser eles. Continuavam de copo na mão, a rir, a criticar e a apontar o dedo aos outros, como se não fizessem, eles próprios, parte do circo.
Falavam de mudar gente no futebol, como se não tivessem sido eles, o de bigode antes, e o outro depois, a desenhar a esquadro o elenco das duas últimas direcções da Liga. Gracejavam a propósito da necessidade de credibilidade do negócio, para a qual contribuem regularmente com críticas mais ou menos desbragadas à arbitragem de acordo com o benefício ou prejuízo instantâneo dos respectivos clubes.
Uns cómicos. A prova viva de que, seguindo a longa tradição de Bucha e Estica, de Tom e Jerry, e do Senhor Feliz e do Senhor Contente, as grandes duplas da comédia estão bem vivas e aos pontapés. "
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