Sobre McCarthy:
"P | McCarthy teve uma conversa consigo no princípio da época e disse-lhe que queria ir embora. Posteriormente, afirmou em vários jornais estrangeiros que queria deixar o FC Porto e ir para Inglaterra. No último dia das transferências, segundo os dirigentes do West Ham, ofereceram ao FC Porto 9 milhões de euros pelo futebolista. Vai ter uma conversa com o futebolista?
R | Eu não tenho que fazer nada. Ele assinou um contrato com o FC Porto e é um grande avançado. A única coisa que tem de fazer é trabalhar duro, como um profissional, e fazer, no mínimo, 15 golos.
P | Mas não acha que o jogador pode estar a passar um momento complicado, dado que a vontade dele era deixar o FC Porto?
R | Depositamos nele uma enorme confiança, fizemos muito por ele e não vou falar com ele sobre esse assunto. Se quiser ir jogar para Inglaterra vai ter de fazer 20 golos e o Arsenal ou o Manchester United virão buscá-lo. Acho que o Benni vai ter que falar com os pés e não com a boca. Não há mais conversas, não há mais agentes, tem de jogar e trabalhar para a equipa. No final da época podemos cumprimentar-nos, dizer-lhe que ele fez um óptimo trabalho e desejar-lhe boa sorte em Inglaterra, no Manchester United."
Sobre Quaresma:
"P | Tem no grupo alguns jogadores, aos quais se costuma chamar artistas, que muitas vezes se esquecem de jogar para equipa, como por exemplo Diego ou Quaresma. Acha que os vai fazer jogar para a "máquina azul"?
R | Diego é um jogador de equipa. Já Quaresma, isso sim, é um jogador mais individualista, muito bom jogador, mas ele tem de aprender os momentos em que tem de jogar de forma individual e aqueles em que tem de actuar para a equipa. É um diamante puro, que eu tenho de ensinar a jogar como um artista, mas para a equipa. Ao contrário do que se possa pensar, eu gosto de artistas. Gosto de pintura, gosto de música, gosto de Maradona. Bergkamp ou Zidane são artistas, mas jogam para a equipa. Ele tem talento e é por isso que nos treinos eu crio exercícios para ele aprender o que tem a fazer. A minha obrigação é ajudá-lo, bem como os meus assistentes, até porque ele tem uma mente aberta para aprender."
Sobre a juventude da equipa:
"P | Não teme que o facto de ter uma equipa com muitos jogadores novos possa ser um problema nos momentos de maior pressão?
R | Temos o Vítor com uma enorme experiência e temos também o Pedro Emanuel. Nunca se sabe. Conheço muitos jogadores que são novos, mas que jogam com grande maturidade. Penso que não é uma questão de experiência, mas sim de talento. E isso ou se tem ou não se tem. Vou-lhe dar um exemplo. No treino com o Paços de Ferreira jogou um jogador da equipa B, que ainda tem idade de júnior, chamado Hélder Barbosa. Jogou na segunda parte, como número 10, na posição do Diego. Ele é muito bom. Joga como um futebolista de 22-23 anos."
Sobre César Peixoto e os laterais esquerdos:
"P | Viu DVD's de cinco defesas esquerdos diferentes e mal viu o de Marek Cech ficou imediatamente com a certeza que era aquele que pretendia. O que é que o impressionou no internacional eslovaco?
R | Jogava no Sparta de Praga e eles têm uma capacidade muito grande para descobrir talentos. São muito organizados. No passado joguei contra eles, quando orientava o Willem, e conheço bem o Sparta. Escolhi Marek porque ele tem apenas 22 anos, uma margem de progressão muito grande, é inteligente, fala inglês e quando vi o DVD dele fiquei impressionado desde o primeiro minuto. Era o jogador que eu procurava. É rápido, ataca, defende e dribla. Gosto deste tipo de jogadores e não apenas daqueles que defendem. Para isso colocava Pedro Emanuel, Ricardo Costa ou Pepe. Acho que encontrar um defesa esquerdo no mercado é a tarefa mais complicada que há.
P | Isso significa que a opção de colocar César Peixoto como defesa esquerdo pode ser apenas temporária?
R| César Peixoto está a fazer um trabalho muito, muito bom. Jogou muito bem na Holanda, jogou muito bem contra o Estrela e ontem, contra o Paços de Ferreira, voltar a estar excelente, embora tenha jogado apenas 45 minutos por causa de uma eventual lesão. Disse-lhe para não se preocupar, que estava muito satisfeito com ele e que ele era o meu homem, era o meu defesa esquerdo se continuar a trabalhar como até aqui. Leandro está lesionado e Nuno Valente foi embora. Por outro lado, tinha de equilibrar o grupo, pois só havia três esquerdinos: Leandro, César Peixoto e Ivanildo. Marek pode jogar também no meio-campo, numa posição mais recuada. Por isso, tinha todas as condições: jovem, bom preço e talento. Vamos ver. Mas penso que tem todas as condições para jogar no FC Porto e nós temos muito para lhe ensinar."
Sobre as expectativas para esta época:
"P | Após duas jornadas e depois de já ter visto praticamente todas as equipas a jogar - Adriaanse só não viu qualquer jogo em tenha participado o Nacional -, a sua convicção de que o FC Porto vai ser campeão é mais forte?
R | Sem dúvida que a minha convicção de que o FC Porto vai ser campeão está mais forte. Sei, agora, melhor as possibilidades da minha equipa como sei a qualidade dos adversários. Claro que é necessário termos sorte no caso das lesões, dos golos que podem ou não entrar ou de uma ou outra decisão dos árbitros. Tivemos alguns momentos contra o espanhol e contra a Naval como eu quero. No futuro temos de pensar em jogar 90 minutos ao mesmo nível. Claro que é uma ilusão, porque nenhuma equipa consegue jogar bem durante 90 minutos. Isso seria o jogo perfeito e isso é impossível em futebol, pois é jogado com os pés e não com a cabeça."
Meus caros Dragões, cada vez mais me convenço que este é o homem certo no lugar certo. Poderá não ser tão bom no banco como Mourinho, mas como condutor de homens, psicólogo e gestor de recursos humanos, ele não lhe fica a dever nada. Leiam o resto n'O Jogo.
sexta-feira, 2 de setembro de 2005
A EQUIPA DO QUASE...
Segundo ficamos a saber pelos pasquins lampionicos, a equipa do quase teve mais duas aquisições esta semana.
Segundo rezam as crónicas, a equipa do quase esteve para receber o jogador Quase Cissé (ex-quase-Liverpool) por troca com o Simulão (que dizem que não aceitaram os 18 milhões por ser pouco, grande anedota) e que já tinham em mão a contratação do jogador Quase Robert Pires, (ex-quase-Arsenal).
Não há dúvida que este ano estão com uma equipa fabulosa.
Para culminar a época das contratações, segundo o Avante Lagartão, o último reforço foi... imaginem... o Simulão, mas este não foi para a equipa do quase...
Segundo rezam as crónicas, a equipa do quase esteve para receber o jogador Quase Cissé (ex-quase-Liverpool) por troca com o Simulão (que dizem que não aceitaram os 18 milhões por ser pouco, grande anedota) e que já tinham em mão a contratação do jogador Quase Robert Pires, (ex-quase-Arsenal).
Não há dúvida que este ano estão com uma equipa fabulosa.
Para culminar a época das contratações, segundo o Avante Lagartão, o último reforço foi... imaginem... o Simulão, mas este não foi para a equipa do quase...
quinta-feira, 1 de setembro de 2005
Consagração, por Jorge Maia in "o Jogo"
Marek Cech não é um nome que se ouça todos os dias. Pelo menos não era. O mais recente reforço do FC Porto não é exactamente um consagrado mas isso também não é necessariamente um defeito. Quando Nuno Valente chegou ao FC Porto também não era um consagrado mas foi com esse estatuto que saiu, tal como aconteceu, de resto, com Paulo Ferreira, Maniche e, que diabos, até com José Mourinho. O que não faltam é exemplos de jogadores e treinadores que chegaram ao FC Porto como notas de rodapé e saíram com honras de primeira página. E no fundo, o que interessa ao clube é exactamente o processo que leva uma jovem promessa a transformar-se numa certeza, o mesmo processo que transforma o investimento de um milhão de euros no lucro de vários milhões de contos e que passa, invariavelmente, pelo sucesso desportivo e pela conquista de títulos. Marek Cech não é um consagrado mas quer ser e quer sê-lo no FC Porto, o que significa que tem o potencial para repetir uma história que foi contada dezenas de vezes nas últimas temporadas. Melhor do que comprar um jogador consagrado pelos títulos que conquistou noutros clubes, é vender um jogador consagrado pelos títulos que conquistou pelo FC Porto. De resto, a balança de transacções do clube está cheia de provas disso mesmo.
Ora, a contratação de um internacional eslovaco de 22 anos de idade é também uma afirmação. Uma afirmação de comprometimento por parte de Co Adriaanse em relação ao seu projecto para o FC Porto. Depois de encerrado um ciclo de grandes vitórias a nível interno e externo, o treinador holandês está a construir uma equipa de longo prazo, como prova a aposta em jogadores jovens e com larga margem de progressão. O FC Porto de Co Adriaanse não é só uma equipa para consumo imediato, é um projecto de médio e longo prazo. Um projecto para transformar promessas em certezas através do único processo com resultados garantidos: ganhar tudo e mais alguma coisa.
Ora, a contratação de um internacional eslovaco de 22 anos de idade é também uma afirmação. Uma afirmação de comprometimento por parte de Co Adriaanse em relação ao seu projecto para o FC Porto. Depois de encerrado um ciclo de grandes vitórias a nível interno e externo, o treinador holandês está a construir uma equipa de longo prazo, como prova a aposta em jogadores jovens e com larga margem de progressão. O FC Porto de Co Adriaanse não é só uma equipa para consumo imediato, é um projecto de médio e longo prazo. Um projecto para transformar promessas em certezas através do único processo com resultados garantidos: ganhar tudo e mais alguma coisa.
FC Porto B
Um breve post dedicado à equipa B do nosso glorioso clube que dão boa conta de si tem dado e alguns bons jogadores tem ajudado a formar, naquele período de transição entre a saída dos juniores e o inicio da profissionalização.
Este ano, treinado por Aloisio, espero que continue a boa senda dos resultados do ano anterior e que acabe a formação de mais alguns potenciais futuros jogadores do plantel principal como o Bruno Gama, Hélder Barbosa ou João Dias.
O F.C. Porto B inicia no próximo domingo, 4 de Setembro, a sua participação no Campeonato Nacional da 2ª Divisão B. Na 1ª jornada da competição, a equipa portista, este ano orientada por Aloísio, vai receber o FC Infesta, no Centro de Treinos Formação Desportiva PortoGaia, em jogo que está marcado para as 17h00.
Na 2ª ronda da prova, os Dragões deslocam-se até ao recinto do Aliados do Lordelo para um encontro que está previsto para 11 de Setembro, às 17h00. Aproveitando a data referente a desafios a contar para as eliminatórias da Taça de Portugal, o conjunto azul e branco vai, a 17 de Setembro, a Vieira da Leiria defrontar o Vieirense, em partida de carácter particular, agendada para as 16h00.
Uma semana depois, no dia 24 de Setembro, o F.C. Porto B vai utilizar a folga da prova para realizar mais um amigável, desta feita em Lamego, frente à formação local. O encontro disputa-se a partir das 15h30.
Plantel 2005-06
Hugo Marques - Guarda-Redes
André Queiroz - Guarda-Redes
João Dias - Defesa
Vítor Alves - Defesa
Jorge Lopes - Defesa
João Pedro - Defesa
Nuno André - Defesa
Joel - Defesa
Nuno Coelho - Médio
Diogo - Médio
Fábio Espinho - Médio
Tiago Borges - Avançado
Márcio - Avançado
Zequinha - Avançado
Bruno Gama - Avançado
Duarte - Avançado
Hélder Barbosa - Avançado
Flávio Paixão - Avançado
Marco Paixão - Avançado
Cleberson - Avançado
David - Avançado
Este ano, treinado por Aloisio, espero que continue a boa senda dos resultados do ano anterior e que acabe a formação de mais alguns potenciais futuros jogadores do plantel principal como o Bruno Gama, Hélder Barbosa ou João Dias.
O F.C. Porto B inicia no próximo domingo, 4 de Setembro, a sua participação no Campeonato Nacional da 2ª Divisão B. Na 1ª jornada da competição, a equipa portista, este ano orientada por Aloísio, vai receber o FC Infesta, no Centro de Treinos Formação Desportiva PortoGaia, em jogo que está marcado para as 17h00.
Na 2ª ronda da prova, os Dragões deslocam-se até ao recinto do Aliados do Lordelo para um encontro que está previsto para 11 de Setembro, às 17h00. Aproveitando a data referente a desafios a contar para as eliminatórias da Taça de Portugal, o conjunto azul e branco vai, a 17 de Setembro, a Vieira da Leiria defrontar o Vieirense, em partida de carácter particular, agendada para as 16h00.
Uma semana depois, no dia 24 de Setembro, o F.C. Porto B vai utilizar a folga da prova para realizar mais um amigável, desta feita em Lamego, frente à formação local. O encontro disputa-se a partir das 15h30.
Plantel 2005-06
Hugo Marques - Guarda-Redes
André Queiroz - Guarda-Redes
João Dias - Defesa
Vítor Alves - Defesa
Jorge Lopes - Defesa
João Pedro - Defesa
Nuno André - Defesa
Joel - Defesa
Nuno Coelho - Médio
Diogo - Médio
Fábio Espinho - Médio
Tiago Borges - Avançado
Márcio - Avançado
Zequinha - Avançado
Bruno Gama - Avançado
Duarte - Avançado
Hélder Barbosa - Avançado
Flávio Paixão - Avançado
Marco Paixão - Avançado
Cleberson - Avançado
David - Avançado
quarta-feira, 31 de agosto de 2005
Nem mais... O MST
"Clubes e selecção
VEJA-SE o caso de Benni McCarthy, por cujos serviços o FC Porto tanto lutou no passado e continua a lutar no presente, tendo de arrostar todos os meses com manobras destinadas a desviá-lo do clube, a preço de ocasião: dia 15 de Agosto parte ao serviço da Selecção da África do Sul, pela qual disputa um jogo particular a 17, regressando ao Porto a 18, mas lesionado; em tratamento médico, falha a primeira jornada do campeonato a 21 e a segunda a 26; é dado como recuperado a 28 e volta a partir para o serviço da Selecção sul-africana, pela qual disputará dois jogos, regressando, em princípio ao Porto a 7 de Setembro. Ou seja, e caso não volte outra vez lesionado,McCarthy terá estado três semanas indisponível para o FC Porto — ou ao serviço da sua selecção ou lesionado ao serviço dela. Durante quase um mês o FC Porto pagou-lhe o ordenado, recuperou-o das lesões e treinou-o para o serviço de outrem.
O exemplo de McCarthy vem a propósito do caso recente deNuno Valente, a propósito do qual tantos comentadores bateram forte e feio na Direcção portista — sem que, contudo, alguém tenha antes curado de ouvir as razões desta. Pois, eu vou também dizer o que penso, agora que o caso está encerrado com a partida de Nuno Valente para o Everton. E aviso desde já que aquilo que vou dizer é muito politicamente incorrecto.
Antes de mais, quero explicar que não sofro dos afrontamentos patrioteiros desencadeados pela Selecção Nacional. Não faço parte do número dos inúmeros portugueses que, a toque de caixa do seleccionador, andaram semanas a exibir patriotismo, com bandeirinhas às janelas, nos carros ou na roupa. O exibicionismo patrioteiro, seja português, francês ou americano, sempre me irritou, acredito que o orgulho e a devoção à Pátria se devem exprimir de outras formas e com outros pretextos.
Em segundo lugar, devo igualmente confessar que, desde que comecei a perceber a natureza, os métodos e a personalidade do seleccionador, a sua jamais perdoável atitude de déspota para com Vítor Baía (até hoje, não teve sequer a coragem de se explicar), o destino da Selecção Nacional de Scolari deixou de me interessar por aí além. Entendo que ela é muito mais a Selecção de Scolari do que a Selecção de Portugal — e basta esta última convocatória para o confirmar (dois guardaredes, ambos suplentes nas respectivas equipas; jogadores em clara baixa de forma, como Petit, Simão, Figo, Postiga; jogadores que ele não faz ideia como é que estejam, casos de Costinha ou Nuno Valente). Enfim, a tradicional escolha pela lei do menor esforço e pelos «direitos adquiridos».
Em terceiro lugar, esta Selecção de Scolari joga um futebol, a meu ver,mau e soporífero: na Superliga não ficaria nos lugares europeus. Reconheço, contudo, que o seleccionador é das pessoas com mais sorte que eu já vi, um excelente relações públicas quando lhe convém, e um comendador de mérito da República, que o fez Jorge Sampaio, porque cometeu a proeza de ter ficado em segundo lugar no Europeu, depois de duas vitórias, um empate e duas derrotas— o que a mim me pareceu fraca prestação para tanto investimento nacional e tão propícias condições, mas já se sabe que Jorge Sampaio se comove com pouco e condecora a torto e a direito tudo o que lhe cheira a artista popular.Este intróito para dizer, portanto, que também do ponto de vista da Direcção do FC Porto, ou do sentimento de um portista, esta Selecção Nacional de umseleccionador que tudo tem feito para enfrentar, desafiar e menosprezar o FC Porto, é uma selecção que, a nós, nos inspira muito pouco instinto patriótico.Escrevendo aqui, na sexta-feira passada, sobre o caso Nuno Valente, António de Sousa concluía que «o FC Porto perde em toda a linha: desperdiça um jogador de qualidade, vê a sua posição criticada violentamente e confronta-se com nova provocação do seleccionador nacional».
Ora, salvo o devido respeito, eu discordo em toda a linha: o «jogador de qualidade» está em fim de carreira, vem de uma grave lesão e, segundo o departamento médico portista, não aguentaria a acumulação de jogos entre o clube e a Selecção. É duvidoso que conquistasse o lugar a Leandro e é certo que, neste momento, não o conquistaria a César Peixoto. Enfim, não foi propriamente desperdiçado, mas sim vendido por dois milhões de euros a um clube onde ele poderá mostrar o seu valor e reservar lugar cativo na equipa de Scolari. As «violentas críticas» são coisa que, de tão repetidas, com um pretexto ou outro, já não aquecem nem arrefecem qualquer portista». E, quanto a ter-se posto a jeito para «nova provocação» do seleccionador, acho extraordinário que se critique, não o provocador,mas sim o provocado. Ou seja, reconhecendo que Scolari tem como divertimento habitual «provocar» o FC Porto, o articulista acha que o que o FC Porto deve fazer é não dar pretexto algum para «novas provocações ».O homem bate e a gente devia-se encolher. Talvez por patriotismo...O caso Nuno Valente, se visto com equidistância das duas posições que estiveram em confronto, é um caso difícil de resolver porque ambas as partes têm razão. E é isso que o torna um caso digno de meditação séria e não de fáceis tiradas demagógicas. No lugar do Nuno Valente, eu teria provavelmente a mesma posição que ele, porque a qualquer atleta é legítimo e só lhe fica bem querer representar o seu país. Mas, no lugar da Direcção do FC Porto eu teria provavelmente também a mesma posição que eles tiveram.Num tempo em que todos vivem a apelar para o espírito profissional e empresarial das SAD do futebol, é impossível não reconhecer as razões atendíveis da Direcção portista, neste caso. Para aqueles que, como eu, defendem que os clubes devem ser auto-suficientes e auto-sustentáveis, sem viverem eternamente do favor político, do negócio com a autarquia ou do perdão dos impostos, é obrigatório exigir, por igual, que os clubes interiorizem o dever de prestar contas aos sócios, aos titulares de lugares cativos, aos patrocinadores, a quem os sustenta, da forma como geram o seu património. Um clube que não viva de favores públicos também não se pode portar como benemérito público. E é isso que alguns clubes são hoje em relação às Selecções Nacionais, em tais termos que eu acho que os clubes portugueses deviam ponderar seriamente se, por exemplo, compensa ter ao seu serviço jogadores que são convocados habituais para selecções estrangeiras.Nuno Valente lesionou-se o ano passado ao serviço da Selecção portuguesa. Esteve sete meses afastado dos relvados, regressou a meio-gás e quando já a época estava resolvida. Durante todo esse tempo foi o FC Porto que lhe pagou o ordenado e a Segurança Social, tendo ainda tido necessidade de contratar para a sua vaga um outro jogador —Leandro — pelo qual pagou «passe» e ao qual teve e tem de pagar ordenado. Contas feitas, é provável que a sua lesão ao serviço da Selecção tenha custado ao clube mais do que aquilo por que ele foi agora vendido ao Everton.
Pergunto qual é o outro ramo de actividade ou negócio em que uma empresa privada tenha de disponibilizar os seus efectivos ao serviço do Estado, continuando a suportar todos os encargos, como se o trabalhador estivesse ao seu serviço?Ora, fazendo fé naquilo que constou, parece que o departamentomédico do FC Porto — com ou sem razão — entendeu que Nuno Valente, por causa da lesão contraída o ano passado ao serviço da Selecção, não estava em condições de aguentar uma época inteira de sobrecarga de esforço, entre o clube e a Selecção. Ou seja, o clube poderia ver-se confrontado com nova situação igual à anterior e por cujos prejuízos o clube responderia na totalidade e a Federação com nada. Sendo assim, o que deveria fazer a SAD do clube? Negociar com a Federação, disseram alguns. Talvez, mas negociar como e com quem, se, indiferente a tudo, Scolari se limitou a aproveitar para «nova provocação», convocando o jogador, sem falar com a Direcção, o departamento médico ou o treinador do FC Porto?É fácil falar de «deveres patrióticos ». Sobretudo, dos deveres dos outros. Mais difícil é reconhecer que as relações entre clubes e Selecções, aqui e lá fora, têm de ser objecto de reflexão e de revisão. Sob pena de os grandes clubes não poderem sustentar mais os grandes jogadores, face à sobrecarga de jogos oficiais das Selecções (agora até inventaram mais a Taça das Confederações) e dos inúmeros jogos particulares que se arranjam, em muitos casos apenas para financiar o nível de vida luxuoso de dirigentes federativos."
VEJA-SE o caso de Benni McCarthy, por cujos serviços o FC Porto tanto lutou no passado e continua a lutar no presente, tendo de arrostar todos os meses com manobras destinadas a desviá-lo do clube, a preço de ocasião: dia 15 de Agosto parte ao serviço da Selecção da África do Sul, pela qual disputa um jogo particular a 17, regressando ao Porto a 18, mas lesionado; em tratamento médico, falha a primeira jornada do campeonato a 21 e a segunda a 26; é dado como recuperado a 28 e volta a partir para o serviço da Selecção sul-africana, pela qual disputará dois jogos, regressando, em princípio ao Porto a 7 de Setembro. Ou seja, e caso não volte outra vez lesionado,McCarthy terá estado três semanas indisponível para o FC Porto — ou ao serviço da sua selecção ou lesionado ao serviço dela. Durante quase um mês o FC Porto pagou-lhe o ordenado, recuperou-o das lesões e treinou-o para o serviço de outrem.
O exemplo de McCarthy vem a propósito do caso recente deNuno Valente, a propósito do qual tantos comentadores bateram forte e feio na Direcção portista — sem que, contudo, alguém tenha antes curado de ouvir as razões desta. Pois, eu vou também dizer o que penso, agora que o caso está encerrado com a partida de Nuno Valente para o Everton. E aviso desde já que aquilo que vou dizer é muito politicamente incorrecto.
Antes de mais, quero explicar que não sofro dos afrontamentos patrioteiros desencadeados pela Selecção Nacional. Não faço parte do número dos inúmeros portugueses que, a toque de caixa do seleccionador, andaram semanas a exibir patriotismo, com bandeirinhas às janelas, nos carros ou na roupa. O exibicionismo patrioteiro, seja português, francês ou americano, sempre me irritou, acredito que o orgulho e a devoção à Pátria se devem exprimir de outras formas e com outros pretextos.
Em segundo lugar, devo igualmente confessar que, desde que comecei a perceber a natureza, os métodos e a personalidade do seleccionador, a sua jamais perdoável atitude de déspota para com Vítor Baía (até hoje, não teve sequer a coragem de se explicar), o destino da Selecção Nacional de Scolari deixou de me interessar por aí além. Entendo que ela é muito mais a Selecção de Scolari do que a Selecção de Portugal — e basta esta última convocatória para o confirmar (dois guardaredes, ambos suplentes nas respectivas equipas; jogadores em clara baixa de forma, como Petit, Simão, Figo, Postiga; jogadores que ele não faz ideia como é que estejam, casos de Costinha ou Nuno Valente). Enfim, a tradicional escolha pela lei do menor esforço e pelos «direitos adquiridos».
Em terceiro lugar, esta Selecção de Scolari joga um futebol, a meu ver,mau e soporífero: na Superliga não ficaria nos lugares europeus. Reconheço, contudo, que o seleccionador é das pessoas com mais sorte que eu já vi, um excelente relações públicas quando lhe convém, e um comendador de mérito da República, que o fez Jorge Sampaio, porque cometeu a proeza de ter ficado em segundo lugar no Europeu, depois de duas vitórias, um empate e duas derrotas— o que a mim me pareceu fraca prestação para tanto investimento nacional e tão propícias condições, mas já se sabe que Jorge Sampaio se comove com pouco e condecora a torto e a direito tudo o que lhe cheira a artista popular.Este intróito para dizer, portanto, que também do ponto de vista da Direcção do FC Porto, ou do sentimento de um portista, esta Selecção Nacional de umseleccionador que tudo tem feito para enfrentar, desafiar e menosprezar o FC Porto, é uma selecção que, a nós, nos inspira muito pouco instinto patriótico.Escrevendo aqui, na sexta-feira passada, sobre o caso Nuno Valente, António de Sousa concluía que «o FC Porto perde em toda a linha: desperdiça um jogador de qualidade, vê a sua posição criticada violentamente e confronta-se com nova provocação do seleccionador nacional».
Ora, salvo o devido respeito, eu discordo em toda a linha: o «jogador de qualidade» está em fim de carreira, vem de uma grave lesão e, segundo o departamento médico portista, não aguentaria a acumulação de jogos entre o clube e a Selecção. É duvidoso que conquistasse o lugar a Leandro e é certo que, neste momento, não o conquistaria a César Peixoto. Enfim, não foi propriamente desperdiçado, mas sim vendido por dois milhões de euros a um clube onde ele poderá mostrar o seu valor e reservar lugar cativo na equipa de Scolari. As «violentas críticas» são coisa que, de tão repetidas, com um pretexto ou outro, já não aquecem nem arrefecem qualquer portista». E, quanto a ter-se posto a jeito para «nova provocação» do seleccionador, acho extraordinário que se critique, não o provocador,mas sim o provocado. Ou seja, reconhecendo que Scolari tem como divertimento habitual «provocar» o FC Porto, o articulista acha que o que o FC Porto deve fazer é não dar pretexto algum para «novas provocações ».O homem bate e a gente devia-se encolher. Talvez por patriotismo...O caso Nuno Valente, se visto com equidistância das duas posições que estiveram em confronto, é um caso difícil de resolver porque ambas as partes têm razão. E é isso que o torna um caso digno de meditação séria e não de fáceis tiradas demagógicas. No lugar do Nuno Valente, eu teria provavelmente a mesma posição que ele, porque a qualquer atleta é legítimo e só lhe fica bem querer representar o seu país. Mas, no lugar da Direcção do FC Porto eu teria provavelmente também a mesma posição que eles tiveram.Num tempo em que todos vivem a apelar para o espírito profissional e empresarial das SAD do futebol, é impossível não reconhecer as razões atendíveis da Direcção portista, neste caso. Para aqueles que, como eu, defendem que os clubes devem ser auto-suficientes e auto-sustentáveis, sem viverem eternamente do favor político, do negócio com a autarquia ou do perdão dos impostos, é obrigatório exigir, por igual, que os clubes interiorizem o dever de prestar contas aos sócios, aos titulares de lugares cativos, aos patrocinadores, a quem os sustenta, da forma como geram o seu património. Um clube que não viva de favores públicos também não se pode portar como benemérito público. E é isso que alguns clubes são hoje em relação às Selecções Nacionais, em tais termos que eu acho que os clubes portugueses deviam ponderar seriamente se, por exemplo, compensa ter ao seu serviço jogadores que são convocados habituais para selecções estrangeiras.Nuno Valente lesionou-se o ano passado ao serviço da Selecção portuguesa. Esteve sete meses afastado dos relvados, regressou a meio-gás e quando já a época estava resolvida. Durante todo esse tempo foi o FC Porto que lhe pagou o ordenado e a Segurança Social, tendo ainda tido necessidade de contratar para a sua vaga um outro jogador —Leandro — pelo qual pagou «passe» e ao qual teve e tem de pagar ordenado. Contas feitas, é provável que a sua lesão ao serviço da Selecção tenha custado ao clube mais do que aquilo por que ele foi agora vendido ao Everton.
Pergunto qual é o outro ramo de actividade ou negócio em que uma empresa privada tenha de disponibilizar os seus efectivos ao serviço do Estado, continuando a suportar todos os encargos, como se o trabalhador estivesse ao seu serviço?Ora, fazendo fé naquilo que constou, parece que o departamentomédico do FC Porto — com ou sem razão — entendeu que Nuno Valente, por causa da lesão contraída o ano passado ao serviço da Selecção, não estava em condições de aguentar uma época inteira de sobrecarga de esforço, entre o clube e a Selecção. Ou seja, o clube poderia ver-se confrontado com nova situação igual à anterior e por cujos prejuízos o clube responderia na totalidade e a Federação com nada. Sendo assim, o que deveria fazer a SAD do clube? Negociar com a Federação, disseram alguns. Talvez, mas negociar como e com quem, se, indiferente a tudo, Scolari se limitou a aproveitar para «nova provocação», convocando o jogador, sem falar com a Direcção, o departamento médico ou o treinador do FC Porto?É fácil falar de «deveres patrióticos ». Sobretudo, dos deveres dos outros. Mais difícil é reconhecer que as relações entre clubes e Selecções, aqui e lá fora, têm de ser objecto de reflexão e de revisão. Sob pena de os grandes clubes não poderem sustentar mais os grandes jogadores, face à sobrecarga de jogos oficiais das Selecções (agora até inventaram mais a Taça das Confederações) e dos inúmeros jogos particulares que se arranjam, em muitos casos apenas para financiar o nível de vida luxuoso de dirigentes federativos."
terça-feira, 30 de agosto de 2005
"Não compramos por embrulho" diz Kadafi dos Pneus
Segundo o Kadafi dos Pneus, os infieis não compram por embrulho. Só compram grandes craques para entrar na equipa.
Fora estes que vemos dentro do carro e que fazem parte da equipa do "quase", temos ainda todos os restantes reforços que ocupam um lugar na 1.ª equipa (se é que lhe podemos chamar isso).
Lembro-me que o Kariaka, depois de apelidado de grande craque, depois de sucessivos orgasmos jornalisticos dos avantes, senta-se no banquinho.
Leo, o sucessor de Roberto Carlos, até tem um defesa central adaptado a fazer o lugar dele.
Enfim, ali não compram por embrulho. Compram é sacos, isso sim...
sábado, 27 de agosto de 2005
A GOLEADA PASSOU AO LADO
No dia em que a RTP, em pleno cumprimento da sua função de serviço público, ofereceu ao País a transmissão da Supertaça Europeia, disputada entre 2 clubes que muito dizem aos portugueses, sem esperar por um despacho ministerial que a obrigasse a tal, o nosso Clube disputou mais um jogo para o campeonato.
Como diria o comentador de serviço, o jogo teve um herói inesperado chamado César Peixoto. Como há muito tempo deixei de acreditar no Pai Natal, vou esperar mais dez jornadas para ver se afinal o senhor de barbas compridas existe mesmo ou se foi apenas mais um dia de sorte daquele que parece ter nascido com o traseiro virado para a Lua. O mais importante a reter foi um jogo muito melhor do que o anterior. Domínio absoluto do jogo, desde o 1º minuto, chegando esse domínio a ser avassalador. Capacidade de controlar o sofrimento, apesar dos paios dos navalistas, que nada fizeram para marcar um golo sequer. Com a lesão do Raul Meireles, o meio campo ficou como eu quero - Diego, Lucho e Ibson. Mais uns jogos e eis o melhor meio campo da europa. A acompanhar este triunvirato, um Jorginho não tão exuberante como o costume e, sobretudo, um Lisandro que, qual tractor, leva tudo à frente. É deveras impressionante como os adversários o agarram, puxam, empurram e não o derrubam. Parece mesmo o Derlei, mas ainda com mais força. O único senão - de novo Postiga. Depois do ressurgimento no final da época passada, eis que parece transformar-se de novo em Bostiga. Caso o Hugo Almeida tivesse entrado mais cedo ou se o Benni tem jogado, estaríamos certamente perante a primeira goleada do campeonato. Isto porque jogámos com dez jogadores enquanto ele esteve o campo. O mesmo havia já sucedido com o Estrela. O que é uma lástima, porque face ao caudal ofensivo que esta equipa está destinada a produzir, é necessário um matador. Foi preciso o Peixoto ensinar ao Bostiga como se cabeceia...
Um destaque individual - Diego. Uma série de fintas primorosas, passes de morte e desmarcações. Quando aprender a rematar com força, será mesmo um caso seríssimo. De pedra e cal e toda a gente a rezar para que não haja lesões.
Por último, o Mister Adriaanse. Prometeu e parece cumprir com o futebol-espectáculo de ataque. Eu não estava à espera que em 2 ou 3 jogos essa faceta funcionasse a 100%, como não está ainda a funcionar. Mas pela amostra de ontem, com mais meia dúzia de jogos, ir ao Dragão vai, de novo, ser um autêntico regalo. E depois, não tem papas na língua e diz o que pensa. Nomeadamente ontem, quando disse que a diferença certa seriam 3 ou 4 golos. Isso deixa-me descansado. O homem podia ter ficado contente apenas com a vitória. Fez a leitura correcta do jogo, logo vai tentar melhorar para a próxima. Isto apesar de, quem lê os avantes e seus sucedâneos, só vê elogios à Naval, como se esta tivesse jogado alguma coisa. Mais grave do que isso, como se um jogo que teve 8 cantos contra zero a nosso favor só em 20 minutos de jogo, tivesse sido minimamente equilibrado. Ainda mais grave, como se o Porto tivesse jogado mal. Enfim, o nojo costumeiro. O que é bom sinal.
PS - nem quero acreditar que o Calabote tenha feito, pela primeira vez na vida, uma arbitragem boa num jogo do Porto. Ainda deve estar na pré-época...
Como diria o comentador de serviço, o jogo teve um herói inesperado chamado César Peixoto. Como há muito tempo deixei de acreditar no Pai Natal, vou esperar mais dez jornadas para ver se afinal o senhor de barbas compridas existe mesmo ou se foi apenas mais um dia de sorte daquele que parece ter nascido com o traseiro virado para a Lua. O mais importante a reter foi um jogo muito melhor do que o anterior. Domínio absoluto do jogo, desde o 1º minuto, chegando esse domínio a ser avassalador. Capacidade de controlar o sofrimento, apesar dos paios dos navalistas, que nada fizeram para marcar um golo sequer. Com a lesão do Raul Meireles, o meio campo ficou como eu quero - Diego, Lucho e Ibson. Mais uns jogos e eis o melhor meio campo da europa. A acompanhar este triunvirato, um Jorginho não tão exuberante como o costume e, sobretudo, um Lisandro que, qual tractor, leva tudo à frente. É deveras impressionante como os adversários o agarram, puxam, empurram e não o derrubam. Parece mesmo o Derlei, mas ainda com mais força. O único senão - de novo Postiga. Depois do ressurgimento no final da época passada, eis que parece transformar-se de novo em Bostiga. Caso o Hugo Almeida tivesse entrado mais cedo ou se o Benni tem jogado, estaríamos certamente perante a primeira goleada do campeonato. Isto porque jogámos com dez jogadores enquanto ele esteve o campo. O mesmo havia já sucedido com o Estrela. O que é uma lástima, porque face ao caudal ofensivo que esta equipa está destinada a produzir, é necessário um matador. Foi preciso o Peixoto ensinar ao Bostiga como se cabeceia...
Um destaque individual - Diego. Uma série de fintas primorosas, passes de morte e desmarcações. Quando aprender a rematar com força, será mesmo um caso seríssimo. De pedra e cal e toda a gente a rezar para que não haja lesões.
Por último, o Mister Adriaanse. Prometeu e parece cumprir com o futebol-espectáculo de ataque. Eu não estava à espera que em 2 ou 3 jogos essa faceta funcionasse a 100%, como não está ainda a funcionar. Mas pela amostra de ontem, com mais meia dúzia de jogos, ir ao Dragão vai, de novo, ser um autêntico regalo. E depois, não tem papas na língua e diz o que pensa. Nomeadamente ontem, quando disse que a diferença certa seriam 3 ou 4 golos. Isso deixa-me descansado. O homem podia ter ficado contente apenas com a vitória. Fez a leitura correcta do jogo, logo vai tentar melhorar para a próxima. Isto apesar de, quem lê os avantes e seus sucedâneos, só vê elogios à Naval, como se esta tivesse jogado alguma coisa. Mais grave do que isso, como se um jogo que teve 8 cantos contra zero a nosso favor só em 20 minutos de jogo, tivesse sido minimamente equilibrado. Ainda mais grave, como se o Porto tivesse jogado mal. Enfim, o nojo costumeiro. O que é bom sinal.
PS - nem quero acreditar que o Calabote tenha feito, pela primeira vez na vida, uma arbitragem boa num jogo do Porto. Ainda deve estar na pré-época...
quarta-feira, 24 de agosto de 2005
MUITO BEM!
Como prova que, ao contrário dos lampiões, ainda há lagartagem séria e inteligente (como exemplo de leitor assíduo temos o Furball), eis aqui um texto irreprensível acerca do caso Nuno Valente. Basta procurar um post de 18 de Agosto. Traduz exactamente o que penso. Se o peseteiro pode ir e vir quando lhe apetece, com o beneplácito da FPF, porque é que o Porto não pode impedir o Nuno Valente?
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