Ainda com uma lágrima furtiva no canto do olho e com o coração palpitante, não podia deixar de vir aqui deixar as minhas impressões acerca de mais este feito histórico da equipa do sistema. Provavelmente obrigámos hoje o velho caquético a ser desterrado para um asilo, talvez no beliche do Dias da Cunha. Afinal a senilidade de ambos é a mesma e nem os banhos de bola a curam. A resposta de luva branca foi dada por Mourinho na sua conferência de imprensa e pelos bravos no campo. Agora, recordando a faixa da claque no ano passado, aquando do jogo com a Lazio, deixem-nos sonhar. Uma equipa que desfalcada do Ninja, do César Peixoto, do Pedro Mendes (nosso melhor jogador desde há 3 meses) e que perdendo o Bicho logo após o golo adversário mesmo assim consegue dar a volta ao marcador, só nos pode por a pensar no caneco. E que bem soube o golo do Ministro, naquela altura em que é impossível dar a volta!!! Quando o árbitro marcou a falta, tive o pressentimento que ia ser golo. Esta equipa tinha que fazer história mais uma vez e colocar justiça no marcador da eliminatória. A verdade é só uma. Merecemos amplamente no conjunto da eliminatória ganhá-la. E é preciso não esquecer que eliminamos só o clube mais rico do mundo pelo 7º ano consecutivo. Clube esse que não tinha sofrido qualquer golo em casa este anos na Liga dos Campeões. Que nos últimos 8 anos chegou sempre aos quartos de final. Fomos a 1ª equipa lusa a pontuar em Old Trafford. A isto juntamos o empate em Madrid para percebermos que temos candidato. Obrigado Porto, por mais este dia que não esquecerei.
Por último, não queria deixar de exortar o povo a inundar o e-mail da RTP com protestos veementes. É inadmissível que, na televisão paga por todos e contra a nossa vontade, tenham desligado a emissão logo após o apito final, sem sequer termos direito às flash interviews. Isto para dar um concurso pré-gravado que não interessa a ninguém. Que foi considerado serviço público em vez da celebração dos nossos homens e das conferências de imprensa. Isto, claro, para não falar da pouca convicção com que o Lampião Delgado sussurrou o golo do Ministro. Nunca mais ganham vergonha na cara. Lembram-se no ano transacto em que não transmitiram nenhum dos nossos recitais caseiros da Taça uefa, porque não era serviço público? Claro que amanhã somos o orgulho de Portugal e blá, blá, blá. Mas no sábado vai voltar a funcionar o sistema. Ou algum jogador lagarto ou lampião vai fazer extensões no cabelo (vejam a capa do Avante Lagartão de hoje).
PS - Depois de secar duas vezes Ronaldo, outras duas Drogba, mais duas secou Nistelrooy. Falo claro do Ricardo Carvalho. Mas claro, na selecção de todos eles, só por decreto começou a ser convocado. Para se sentar no bnco. É porque os que jogam são os melhores centrais da Via Láctea, já que o nosso é o melhor do Mundo.
terça-feira, 9 de março de 2004
GANHAMOS.................
ALLEZ PORTO ALLEZ,
NÓS SOMOS A TUA VOZ,
QUEREMOS ESTA VITÓRIA,
CONQUISTA-A POR NÓS..........
VENHAM OS PRÓXIMOS...
ATÉ AO FIM, NÃO TEMOS MEDO DE NINGUÉM!!!!
POOOOOORRRRRRRRRRRRTTTTTTTTTTTTTTTTTTTOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
NÓS SOMOS A TUA VOZ,
QUEREMOS ESTA VITÓRIA,
CONQUISTA-A POR NÓS..........
VENHAM OS PRÓXIMOS...
ATÉ AO FIM, NÃO TEMOS MEDO DE NINGUÉM!!!!
POOOOOORRRRRRRRRRRRTTTTTTTTTTTTTTTTTTTOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
segunda-feira, 8 de março de 2004
MÁGICO PORTO À CONQUISTA DA EUROPA
O Mágico Porto está em Manchester para mais uma jornada Europeia.
Enquanto uns se preocupam com o segundo lugar na Superliga e outros por não serem abalados do terceiro e não serem goleados por uma equipa Italiana, nós vamo-nos preocupar com a passagem à fase seguinte da Liga dos Campeões.
O Mágico Porto venceu o jogo de sexta-feira com a maior das facilidades e geriu a equipa para o jogo de amanhã.
Precisamos de um Porto ao seu nível para eliminar o Manchester. Sabemos que é difícil, mas também temos a certeza que não é impossível. Esta equipa já nos habituou a tudo e por isso também nos deixa grande esperança para um grande resultado amanhã em Inglaterra.
Sem Pedro Mendes, sem Derlei e sem César Peixoto, sabemos que podemos contar com os nossos para carimbar a passagem à fase seguinte. Os Média têm dito e redito que o Manchester não é o colosso de outros tempos, etc, etc, tentando tudo por tudo diminuir a vitória do Mágico Porto na primeira mão. Nós até não nos importavamos que tal fosse verdade. Era sinal que a nossa missão era mais fácil.
No entanto, sabemos que o objectivo deles é criar não só na opinião pública mas também nos jogadores, a ideia de que o Manchester é fácil, que não é nada do outro para entramos no jogo menos concentrados. Porém, o Mágico Porto e os Portistas sabem onde querem chegar. Por um lado é dizer, no caso do Porto os eliminar, que afinal não era tão difícil, que eles até estão em baixa, etc, etc, desvalorizando a nossa vitória. No caso de eliminação do Porto, é dizer que fomos eliminados por uma equipa perfeitamente ao nosso alcance, que já não é o que era.
A intenção final será sempre a mesma. Desvalorizar o Mágico Porto. Essa será a intenção.
Mas nós Portistas já os conhecemos há muito e por isso não entramos por essas coisinhas. Sim, porque até ao jogo da 1.ª mão, os comentadores deste blog que são do Futebol Clube Contra o Porto sempre disseram que esperariam que o "grande" Manchester nos espetasse 4 ou 5 e que econtra eles é que haviam de se rir com a nossa banalização, etc, etc. Mas a partir daí ficaram calados como ratos.
Mais, comentadores de outros blogs e sites e pertencendo ao mesmo clube (o Futebol Clube Contra o Porto) agora vêm dizer isso mesmo, ou seja, dizem que o Manchester já não é colosso, que não vale nada, etc, etc. A gente já conhece todo este circo e por isso não lhes dá credibilidade.
Somos do Mágico Porto, somos inteligentes e não nos enganamos com comentários feitos por adeptos de três à coroa.
Continuem a tentar, que a gente também se gosta de rir um pouco...
E volto a terminar da mesma maneira:
Acreditem que o Estrela também acredita que vai ficar na Superliga...
Enquanto uns se preocupam com o segundo lugar na Superliga e outros por não serem abalados do terceiro e não serem goleados por uma equipa Italiana, nós vamo-nos preocupar com a passagem à fase seguinte da Liga dos Campeões.
O Mágico Porto venceu o jogo de sexta-feira com a maior das facilidades e geriu a equipa para o jogo de amanhã.
Precisamos de um Porto ao seu nível para eliminar o Manchester. Sabemos que é difícil, mas também temos a certeza que não é impossível. Esta equipa já nos habituou a tudo e por isso também nos deixa grande esperança para um grande resultado amanhã em Inglaterra.
Sem Pedro Mendes, sem Derlei e sem César Peixoto, sabemos que podemos contar com os nossos para carimbar a passagem à fase seguinte. Os Média têm dito e redito que o Manchester não é o colosso de outros tempos, etc, etc, tentando tudo por tudo diminuir a vitória do Mágico Porto na primeira mão. Nós até não nos importavamos que tal fosse verdade. Era sinal que a nossa missão era mais fácil.
No entanto, sabemos que o objectivo deles é criar não só na opinião pública mas também nos jogadores, a ideia de que o Manchester é fácil, que não é nada do outro para entramos no jogo menos concentrados. Porém, o Mágico Porto e os Portistas sabem onde querem chegar. Por um lado é dizer, no caso do Porto os eliminar, que afinal não era tão difícil, que eles até estão em baixa, etc, etc, desvalorizando a nossa vitória. No caso de eliminação do Porto, é dizer que fomos eliminados por uma equipa perfeitamente ao nosso alcance, que já não é o que era.
A intenção final será sempre a mesma. Desvalorizar o Mágico Porto. Essa será a intenção.
Mas nós Portistas já os conhecemos há muito e por isso não entramos por essas coisinhas. Sim, porque até ao jogo da 1.ª mão, os comentadores deste blog que são do Futebol Clube Contra o Porto sempre disseram que esperariam que o "grande" Manchester nos espetasse 4 ou 5 e que econtra eles é que haviam de se rir com a nossa banalização, etc, etc. Mas a partir daí ficaram calados como ratos.
Mais, comentadores de outros blogs e sites e pertencendo ao mesmo clube (o Futebol Clube Contra o Porto) agora vêm dizer isso mesmo, ou seja, dizem que o Manchester já não é colosso, que não vale nada, etc, etc. A gente já conhece todo este circo e por isso não lhes dá credibilidade.
Somos do Mágico Porto, somos inteligentes e não nos enganamos com comentários feitos por adeptos de três à coroa.
Continuem a tentar, que a gente também se gosta de rir um pouco...
E volto a terminar da mesma maneira:
Acreditem que o Estrela também acredita que vai ficar na Superliga...
sexta-feira, 5 de março de 2004
UM LAMPIÃO QUE AINDA ACREDITA...
Um lampião que ainda acredita naquela banda de música da lampiolândia escreveu no fim-de-semana passado o seguinte:
"Sábado, Fevereiro 28, 2004
Lá vai ser mais fácil
Depois do massacre de quinta-feira, fica a certeza de que temos uma grande equipa, que só necessita de amadurecer. Na Noruega, o Rosenborg vai ter a confirmação da nossa superioridade.
# posted by politicos da mae @ 01:06""
Não há dúvida que tinha razão... Foi efectivamente a confirmação da superioridade de uma banda de música...
Acreditem, que o Estrela também acredita que vai ficar na Superliga...
"Sábado, Fevereiro 28, 2004
Lá vai ser mais fácil
Depois do massacre de quinta-feira, fica a certeza de que temos uma grande equipa, que só necessita de amadurecer. Na Noruega, o Rosenborg vai ter a confirmação da nossa superioridade.
# posted by politicos da mae @ 01:06""
Não há dúvida que tinha razão... Foi efectivamente a confirmação da superioridade de uma banda de música...
Acreditem, que o Estrela também acredita que vai ficar na Superliga...
quinta-feira, 4 de março de 2004
O Santos Neves????????? No Avante??????
Ainda vai ser despedido...
"Obra de arte
O tratado de como jogar futebol que o F. C. Porto acaba de oferecer ao Manchester United é obra de arte. Nenhuma dúvida de que no infernal Old Trafford poderá acontecer a desforra; mas uma coisa de cada vez, e, para já, o campeão de Portugal deu lição de cátedra a uma das melhores equipas do mundo. Verdade que também o Sporting esta época ganhou ao Manchester United — num jogo particular para inauguração do novo estádio de Alvalade, quando as diabruras de Cristiano Ronaldo valeram cheque de 15milhões de euros. A enorme diferença é que nas Antas foi bem a doer, no arranque dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. O F. C. Porto de José Mourinho, conquistador da Taça UEFA, não pára de surpreender a Europa. Há um ror de clubes com mão cheia de craques cotados muito acima dos portistas; mas, como equipa, nenhuma na Europa joga melhor que o F. C. Porto! Esta exibição de requinte colectivo exponenciado por primores individuais, absolutamente ao nível dos 4-1 à Lazio na corrida para a final de Sevilha, merecia o escândalo de idêntica goleada. Para isso faltou Derlei? Passando ao lado de tal especulação, impressionante é a arte portista a resolver o berbicacho de, a meio da época, ficar sem o jogador mais decisivo. A mesma que há muito mandou às malvas a ideia de Deco dependência... E que trabalhão dá atingir este nível de arte! Nenhuma equipa na Europa joga colectivamente melhor que o F. C. Porto porque nenhuma o bate em organização de jogo e força mental. Há ali muito e magnífico treino, incluindo o psíquico, e... jogadores escolhidos a dedo. O futebol portista chega a ser delícia de consistência, dinâmica, inteligência, convicção, criatividade. Modelar na organização de jogo para constante e eficaz circulação da bola e de... jogadores (brilhante jogo de compensações!), equilibra a alto nível segurança e audácia. Frente ao Manchester, um pormenor da solidez táctica: a dois senhores pontas-de-lança, Nistelrooy e Saha, o F. C. Porto respondeu com apenas dois defesas-centrais, ainda por cima dando grande ímpeto atacante aos laterais. Suicídio? De todo não, porque, para além da qualidade de Jorge Costa e Ricardo Carvalho, o ritmo e a segurança de compensações entre defesas-laterais e médios foram um primor! Que confiança no inesgotável vaivém de Paulo Ferreira, fortíssima personalidade perante Ryan Giggs! Não houve Costinha, que Pedro Mendes, um pilar! (sem surpresa para quem o viu com atenção no V. Guimarães...). Maniche sempre em alta rotação, pertíssimo de centro-campista completo (como Mourinho o fez evoluir!). Alenitchev a puxar pelos galões de internacional russo. Pois,Deco... não soltou magia mas nunca parou de tentar reencontrá-la jogando para a equipa. Os fabulosos golos de McCarthy (sim, a impressionante elevação para imparável cabeçada!; e o grau de dificuldade no pontapé de primeira em rotação de corpo?!). Mais o génio a prometer ganhar consistência do jovem Carlos Alberto que parece não ser outro... Roger—aliás, Mourinho foi vê-lo ao Brasil, o jogador não lhe caiu no prato da sopa... Este F. C. Porto de firme carácter (sofre golo e reage a sério), sólido e criativo no seu futebol sempre para ganhar, joga taco-a-taco com as mais cotadas equipas do mundo. Por isso é vencedor da Taça UEFA que ainda mais avança na montra da Europa. Com José Mourinho à frente... "
"Obra de arte
O tratado de como jogar futebol que o F. C. Porto acaba de oferecer ao Manchester United é obra de arte. Nenhuma dúvida de que no infernal Old Trafford poderá acontecer a desforra; mas uma coisa de cada vez, e, para já, o campeão de Portugal deu lição de cátedra a uma das melhores equipas do mundo. Verdade que também o Sporting esta época ganhou ao Manchester United — num jogo particular para inauguração do novo estádio de Alvalade, quando as diabruras de Cristiano Ronaldo valeram cheque de 15milhões de euros. A enorme diferença é que nas Antas foi bem a doer, no arranque dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. O F. C. Porto de José Mourinho, conquistador da Taça UEFA, não pára de surpreender a Europa. Há um ror de clubes com mão cheia de craques cotados muito acima dos portistas; mas, como equipa, nenhuma na Europa joga melhor que o F. C. Porto! Esta exibição de requinte colectivo exponenciado por primores individuais, absolutamente ao nível dos 4-1 à Lazio na corrida para a final de Sevilha, merecia o escândalo de idêntica goleada. Para isso faltou Derlei? Passando ao lado de tal especulação, impressionante é a arte portista a resolver o berbicacho de, a meio da época, ficar sem o jogador mais decisivo. A mesma que há muito mandou às malvas a ideia de Deco dependência... E que trabalhão dá atingir este nível de arte! Nenhuma equipa na Europa joga colectivamente melhor que o F. C. Porto porque nenhuma o bate em organização de jogo e força mental. Há ali muito e magnífico treino, incluindo o psíquico, e... jogadores escolhidos a dedo. O futebol portista chega a ser delícia de consistência, dinâmica, inteligência, convicção, criatividade. Modelar na organização de jogo para constante e eficaz circulação da bola e de... jogadores (brilhante jogo de compensações!), equilibra a alto nível segurança e audácia. Frente ao Manchester, um pormenor da solidez táctica: a dois senhores pontas-de-lança, Nistelrooy e Saha, o F. C. Porto respondeu com apenas dois defesas-centrais, ainda por cima dando grande ímpeto atacante aos laterais. Suicídio? De todo não, porque, para além da qualidade de Jorge Costa e Ricardo Carvalho, o ritmo e a segurança de compensações entre defesas-laterais e médios foram um primor! Que confiança no inesgotável vaivém de Paulo Ferreira, fortíssima personalidade perante Ryan Giggs! Não houve Costinha, que Pedro Mendes, um pilar! (sem surpresa para quem o viu com atenção no V. Guimarães...). Maniche sempre em alta rotação, pertíssimo de centro-campista completo (como Mourinho o fez evoluir!). Alenitchev a puxar pelos galões de internacional russo. Pois,Deco... não soltou magia mas nunca parou de tentar reencontrá-la jogando para a equipa. Os fabulosos golos de McCarthy (sim, a impressionante elevação para imparável cabeçada!; e o grau de dificuldade no pontapé de primeira em rotação de corpo?!). Mais o génio a prometer ganhar consistência do jovem Carlos Alberto que parece não ser outro... Roger—aliás, Mourinho foi vê-lo ao Brasil, o jogador não lhe caiu no prato da sopa... Este F. C. Porto de firme carácter (sofre golo e reage a sério), sólido e criativo no seu futebol sempre para ganhar, joga taco-a-taco com as mais cotadas equipas do mundo. Por isso é vencedor da Taça UEFA que ainda mais avança na montra da Europa. Com José Mourinho à frente... "
MST...
"O orgulho da Nação
1. É nestas alturas que eu chego a ter dó de todos os arautos do «sistema», dos que vivem uma vida inteira a insinuar, a dizer, a repetir até à náusea, que são eles a melhor equipa, é deles o melhor futebol e só não são campeões crónicos porque o malfadado «sistema» está deturpado para desvirtuar a verdade e fazer do FC Porto um eterno «campeão de secretaria» — sem valor, nem mérito, nem categoria que o justifique. E tenho pena deles, porque em teoria podemos sempre continuar a discutir, sem jamais chegar a consenso algum, questões subjectivas como a de saber quem é habitualmente mais prejudicado pelas arbitragens e quem é mais beneficiado. Por absurdo, entre nós, até se conseguem discutir os factos estatísticos, como o de saber quem foi contemplado com mais penalties a favor, mais expulsões dos adversários, mais e mais longos castigos decretados pelo CD da Liga. Mas, quando chega a altura em que o FC Porto mostra que é capaz de jogar a um nível igual ou superior a uma Lazio, um Milan, um Celtic, um Marselha, um Real Madrid ou um Manchester United, quando mostra que é capaz de regularmente ultrapassar a primeira fase da Liga dos Campeões ou levar até ao fime até à glória a maratona da Taça UEFA, quando vemos os outros a baterem-se desesperadamente pelo segundo lugar no Campeonato porque ele, graças aos pontos conquistados pelo FC Porto, pode dar acesso à Liga dos Campeões, nessas alturas o que resta de argumentos às carpideiras de sempre? O que resta do «sistema», quando vemos o F C Porto reagir a um golo injusto do Manchester, resultante de um livre inexistente e, mesmo assim, continuar, como se nada fosse, a lutar com «coragem e alegria» pela vitória, como nenhuma outra equipa portuguesa seria capaz de fazer (este fim-de-semana, o «despudorado sistema» também fabricou um livre inexistente que permitiu ao Sporting vencer o Marítimo, mas isso é outra conversa...). Quem viu a exibição do FC Porto contra o Manchester e, mesmo assim, continua a insistir na nauseante explicação do sistema para justificar a superioridade interna do Porto, ou é desonesto intelectualmente ou é um caso patológico de inveja incurável. Quarta-feira passada, como tantas outras vezes ao longo dos últimos anos, o FC Porto foi o orgulho da nação futobolística e só os medíocres e os cegos de inveja é que o não reconhecem. Estamos a falar de um futebol a outro nível, ao nível mais alto, um futebol de uma galáxia que não tem nada a ver com as maledicências, as questiúnculas e as mediocridades armadas em grandes senhorias que por cá vegetam.
2. Há oito dias atrás, eu desejei e previ que, face à hecatombe de indisponíveis para o sector atacante, José Mourinho se atrevesse a romper com os cânones habituais da «escola táctica» portuguesa e ousasse apostar no «miúdo» Carlos Alberto. Felizmente, ele pensou o mesmo que eu e o resultado ficou à vista para todos, excepto para os comentadores da RTP, que não se cansaram de dizer que o Carlos Alberto estava a «emperrar todo o jogo ofensivo do FC Porto». Lá fora, porém, não se enganaram na análise: os ingleses escreveram que o Carlos Alberto pôs a cabeça em água à defesa do Manchester, o L’Équipe chamou-lhe «o prodígio brasileiro» e a Marca escreveu que ele «empurrou todo o jogo de ataque do FC Porto».Há coisas tão evidentes que até custa a compreender como é que «especialistas » as não vêem.
3. Outra coisa evidente, para mim, foi o empenho, o desejo, a esperança, que a nossa comunicação social pôs em que Mourinho castigasse «exemplarmente » o McCarthy pela sua noitada em Vigo. Queriam, porventura, um novo caso Jorge Costa, com o qual Octávio acabou de liquidar a então equipa do FC Porto. Tanta insistência no castigo interno a McCarthy não era inocente, mas Mourinho não se deixou ir na conversa, soube resolver o problema internamente e McCarthy mostrou contra o Manchester que valeu a pena não ceder ao canto das sereias. Com um simples jogo, mas visto por uns 200 milhões de pessoas no Mundo inteiro, ele e Carlos Alberto passaram de ilustres desconhecidos a apetecíveis troféus de caça dos tubarões mundiais.
4. O FC Porto-Manchester United, na RTP, fez 32,2 de audiência, 49,6 de share, esmagando tudo à volta. Durante a época em curso, aliás, dos seis jogos mais vistos na televisão portuguesa, cinco tiveram a participação do FC Porto. Dois tiveram a participação do Benfica — a inauguração do novo estádio e o jogo contra o FC Porto. E um, entre os vinte primeiros, teve a participação do Sporting — o jogo das Antas, contra o FC Porto... Aqui fica uma lição para quem, como a RTP ou a Sport TV, entendeu que a transmissão dos jogos caseiros do FC Porto durante a campanha empolgante da Taça UEFA (incluindo a meia-final contra a Lazio), não era serviço público ou não merecia o interesse do público... Pois, uns têm seis milhões de adeptos e outros são os Grandes Senhores do futebol português. Mas, quando chega a altura de ver futebol a sério, as audiências preferem o tal clube do «sistema». Seremos todos estúpidos?
5. Talvez um dia me ocupe a comentar o texto que, sem me nomear, Miguel Ribeiro Teles me dedicou no penúltimo número da revista Doze e que, francamente, me entristeceu. Por ora, limitar-me-ei a dizer que o «fanatismo » de que ele me acusa é sempre fatalmente fanático aos olhos de outro fanático. Quando, por exemplo, ele me lança a gravíssima acusação de usar esta coluna para «degradar ainda mais o ambiente no futebol português», eu - que tenho apenas responsabilidades de adepto, nem de jornalista, nem de dirigente—pergunto-lhe se ele acha que as declarações incontinentes do presidente do seu clube contribuem para dignificar o ambiente? E dou-lhe outro exemplo sobre a bilateralidade das coisas e o «fanatismo» encapotado: no mesmo número da revista em que ele escreve, topei com nada menos do que três textos quase a lamentar que o Benfica-FC Porto tinha sido «um jogo sem casos nem polémicas». Pois não: o único caso que houve, e que as imagens televisivas mostraram claramente, foi o Argel a agarrar o Jorge Costa dentro da área, impedindo-o de cabeçearà baliza — ou seja, um estúpido penaltizinho por marcar. Mas como o prejudicado foi o FC Porto, a coisa passou à categoria de fait-divers, não-notícia, de facto menor destinado ao desaparecimento definitivo dos arquivos da história. Portanto, de facto, não houve caso e não houve polémica, apenas porque o Benfica não tinha caso e o FC Porto, que o tinha, prescindiu da polémica e ainda bem. Mas, pergunto: e se tem sido ao contrário? (Ainda esta semana vi, no Benfica-Moreirense, duas jogadas eloquentes, dentro da área do Benfica: na primeira, o Argel— que, pelos vistos já se acha impune — a agarrar descaradamente pela cintura um avançado contrário, até que o Moreira segurasse a bola; na outra, o Manuel a fintar o Ricardo Rocha para ficar isolado e a ser rasteirado por ele. Comentários do comentador de serviço: «Empate na disputa entre Argel e Manuel» e «temos aqui um lance em que o pé de Ricardo Rocha prende o pé de Manuel». E nada mais, nem mais uma palavra sobre o assunto. Dois penaltizinhos por marcar, dois fait-divers. Fanatismo? Não, o jornalismo desportivo lisboeta na sua versão habitual. Mas quando são os portistas a chamar a atenção para estas coisas é fanatismo. Porque será, pergunto ainda, que todos, todos sem excepção — jogadores ou treinadores— que chegaram ao FC Porto depois de terem passado pelos grandes de Lisboa, afirmam unanimemente três coisas: que no FC Porto se trabalha mais e melhor; que a organização é incomparávelmente melhor; e que, apesar disso, é muito mais difícil ganhar campeonatos no FC Porto do que no Sporting e no Benfica? "
1. É nestas alturas que eu chego a ter dó de todos os arautos do «sistema», dos que vivem uma vida inteira a insinuar, a dizer, a repetir até à náusea, que são eles a melhor equipa, é deles o melhor futebol e só não são campeões crónicos porque o malfadado «sistema» está deturpado para desvirtuar a verdade e fazer do FC Porto um eterno «campeão de secretaria» — sem valor, nem mérito, nem categoria que o justifique. E tenho pena deles, porque em teoria podemos sempre continuar a discutir, sem jamais chegar a consenso algum, questões subjectivas como a de saber quem é habitualmente mais prejudicado pelas arbitragens e quem é mais beneficiado. Por absurdo, entre nós, até se conseguem discutir os factos estatísticos, como o de saber quem foi contemplado com mais penalties a favor, mais expulsões dos adversários, mais e mais longos castigos decretados pelo CD da Liga. Mas, quando chega a altura em que o FC Porto mostra que é capaz de jogar a um nível igual ou superior a uma Lazio, um Milan, um Celtic, um Marselha, um Real Madrid ou um Manchester United, quando mostra que é capaz de regularmente ultrapassar a primeira fase da Liga dos Campeões ou levar até ao fime até à glória a maratona da Taça UEFA, quando vemos os outros a baterem-se desesperadamente pelo segundo lugar no Campeonato porque ele, graças aos pontos conquistados pelo FC Porto, pode dar acesso à Liga dos Campeões, nessas alturas o que resta de argumentos às carpideiras de sempre? O que resta do «sistema», quando vemos o F C Porto reagir a um golo injusto do Manchester, resultante de um livre inexistente e, mesmo assim, continuar, como se nada fosse, a lutar com «coragem e alegria» pela vitória, como nenhuma outra equipa portuguesa seria capaz de fazer (este fim-de-semana, o «despudorado sistema» também fabricou um livre inexistente que permitiu ao Sporting vencer o Marítimo, mas isso é outra conversa...). Quem viu a exibição do FC Porto contra o Manchester e, mesmo assim, continua a insistir na nauseante explicação do sistema para justificar a superioridade interna do Porto, ou é desonesto intelectualmente ou é um caso patológico de inveja incurável. Quarta-feira passada, como tantas outras vezes ao longo dos últimos anos, o FC Porto foi o orgulho da nação futobolística e só os medíocres e os cegos de inveja é que o não reconhecem. Estamos a falar de um futebol a outro nível, ao nível mais alto, um futebol de uma galáxia que não tem nada a ver com as maledicências, as questiúnculas e as mediocridades armadas em grandes senhorias que por cá vegetam.
2. Há oito dias atrás, eu desejei e previ que, face à hecatombe de indisponíveis para o sector atacante, José Mourinho se atrevesse a romper com os cânones habituais da «escola táctica» portuguesa e ousasse apostar no «miúdo» Carlos Alberto. Felizmente, ele pensou o mesmo que eu e o resultado ficou à vista para todos, excepto para os comentadores da RTP, que não se cansaram de dizer que o Carlos Alberto estava a «emperrar todo o jogo ofensivo do FC Porto». Lá fora, porém, não se enganaram na análise: os ingleses escreveram que o Carlos Alberto pôs a cabeça em água à defesa do Manchester, o L’Équipe chamou-lhe «o prodígio brasileiro» e a Marca escreveu que ele «empurrou todo o jogo de ataque do FC Porto».Há coisas tão evidentes que até custa a compreender como é que «especialistas » as não vêem.
3. Outra coisa evidente, para mim, foi o empenho, o desejo, a esperança, que a nossa comunicação social pôs em que Mourinho castigasse «exemplarmente » o McCarthy pela sua noitada em Vigo. Queriam, porventura, um novo caso Jorge Costa, com o qual Octávio acabou de liquidar a então equipa do FC Porto. Tanta insistência no castigo interno a McCarthy não era inocente, mas Mourinho não se deixou ir na conversa, soube resolver o problema internamente e McCarthy mostrou contra o Manchester que valeu a pena não ceder ao canto das sereias. Com um simples jogo, mas visto por uns 200 milhões de pessoas no Mundo inteiro, ele e Carlos Alberto passaram de ilustres desconhecidos a apetecíveis troféus de caça dos tubarões mundiais.
4. O FC Porto-Manchester United, na RTP, fez 32,2 de audiência, 49,6 de share, esmagando tudo à volta. Durante a época em curso, aliás, dos seis jogos mais vistos na televisão portuguesa, cinco tiveram a participação do FC Porto. Dois tiveram a participação do Benfica — a inauguração do novo estádio e o jogo contra o FC Porto. E um, entre os vinte primeiros, teve a participação do Sporting — o jogo das Antas, contra o FC Porto... Aqui fica uma lição para quem, como a RTP ou a Sport TV, entendeu que a transmissão dos jogos caseiros do FC Porto durante a campanha empolgante da Taça UEFA (incluindo a meia-final contra a Lazio), não era serviço público ou não merecia o interesse do público... Pois, uns têm seis milhões de adeptos e outros são os Grandes Senhores do futebol português. Mas, quando chega a altura de ver futebol a sério, as audiências preferem o tal clube do «sistema». Seremos todos estúpidos?
5. Talvez um dia me ocupe a comentar o texto que, sem me nomear, Miguel Ribeiro Teles me dedicou no penúltimo número da revista Doze e que, francamente, me entristeceu. Por ora, limitar-me-ei a dizer que o «fanatismo » de que ele me acusa é sempre fatalmente fanático aos olhos de outro fanático. Quando, por exemplo, ele me lança a gravíssima acusação de usar esta coluna para «degradar ainda mais o ambiente no futebol português», eu - que tenho apenas responsabilidades de adepto, nem de jornalista, nem de dirigente—pergunto-lhe se ele acha que as declarações incontinentes do presidente do seu clube contribuem para dignificar o ambiente? E dou-lhe outro exemplo sobre a bilateralidade das coisas e o «fanatismo» encapotado: no mesmo número da revista em que ele escreve, topei com nada menos do que três textos quase a lamentar que o Benfica-FC Porto tinha sido «um jogo sem casos nem polémicas». Pois não: o único caso que houve, e que as imagens televisivas mostraram claramente, foi o Argel a agarrar o Jorge Costa dentro da área, impedindo-o de cabeçearà baliza — ou seja, um estúpido penaltizinho por marcar. Mas como o prejudicado foi o FC Porto, a coisa passou à categoria de fait-divers, não-notícia, de facto menor destinado ao desaparecimento definitivo dos arquivos da história. Portanto, de facto, não houve caso e não houve polémica, apenas porque o Benfica não tinha caso e o FC Porto, que o tinha, prescindiu da polémica e ainda bem. Mas, pergunto: e se tem sido ao contrário? (Ainda esta semana vi, no Benfica-Moreirense, duas jogadas eloquentes, dentro da área do Benfica: na primeira, o Argel— que, pelos vistos já se acha impune — a agarrar descaradamente pela cintura um avançado contrário, até que o Moreira segurasse a bola; na outra, o Manuel a fintar o Ricardo Rocha para ficar isolado e a ser rasteirado por ele. Comentários do comentador de serviço: «Empate na disputa entre Argel e Manuel» e «temos aqui um lance em que o pé de Ricardo Rocha prende o pé de Manuel». E nada mais, nem mais uma palavra sobre o assunto. Dois penaltizinhos por marcar, dois fait-divers. Fanatismo? Não, o jornalismo desportivo lisboeta na sua versão habitual. Mas quando são os portistas a chamar a atenção para estas coisas é fanatismo. Porque será, pergunto ainda, que todos, todos sem excepção — jogadores ou treinadores— que chegaram ao FC Porto depois de terem passado pelos grandes de Lisboa, afirmam unanimemente três coisas: que no FC Porto se trabalha mais e melhor; que a organização é incomparávelmente melhor; e que, apesar disso, é muito mais difícil ganhar campeonatos no FC Porto do que no Sporting e no Benfica? "
terça-feira, 2 de março de 2004
O Sistema não desiste...
O Mágico Porto até no ranking da CNN domina o sistema...
1 (1) Arsenal England 105
2 (2) AC Milan Italy 98
3 (3) Real Madrid Spain 83
4 (-) Porto Portugal 70
5 (4) Juventus Italy 58
6 (7) Cruzeiro Brazil 50
7 (-) Chelsea England 38
8 (5) Man Utd England 33
9 (6) Werder Bremen Germany 32
10 (-) River Plate Argentina 21
CNN
1 (1) Arsenal England 105
2 (2) AC Milan Italy 98
3 (3) Real Madrid Spain 83
4 (-) Porto Portugal 70
5 (4) Juventus Italy 58
6 (7) Cruzeiro Brazil 50
7 (-) Chelsea England 38
8 (5) Man Utd England 33
9 (6) Werder Bremen Germany 32
10 (-) River Plate Argentina 21
CNN
segunda-feira, 1 de março de 2004
McCarthy e Carlos Alberto no onze da Sky Sports
"O brasileiro Carlos Alberto e o sul-africano Benni McCarthy incluem o "onze da semana" do canal "Sky Sports" referente à jornada dos quartos-de-final da Liga dos Campeões. A presença dos jogadores do FC Porto é claramente justificada pela exibição que fizeram contra o Manchester United. McCarthy foi o responsável pela reviravolta no resultado ao apontar os dois golos dos dragões, enquanto que o jovem brasileiro deixou a cabeça em água aos defesas ingleses com os seus dribles estonteantes. Um situação valorizada pela personalidade e tranquilidade com que encarou a estreia na liga milionária.
Da lista elaborada pela Sky Sports apenas faz parte um elemento do Real Madrid (o guarda-redes Casillas), sendo o FC Porto e Chelsea, com os defesas Glen Johnson e John Terry, os clubes mais representados.
O brasileiro Edu, autor de dois dos três golos com que o Arsenal venceu na Corunha, não podia deixar de marcar presença, enquanto que Pizarro (Bayern Munique) completa a dupla de avançados."
Dois jogadores do ataque do Mágico Porto foram eleitos. O sentido do jogo e o ataque constante a isso levou.
Sintomático é que da equipa dos peseteiros do saco do Carlos Queiros apenas tenha sido o guarda-redes. Será que foi pelo facto de os ter livrado de uma goleada? E este saco ainda tem a lata de defender a não penalização do Roberto Carlos pela agressão que teve, motivada no facto de o árbitro não ter visto. É o fair-play que ele tanto apregoa...
Da lista elaborada pela Sky Sports apenas faz parte um elemento do Real Madrid (o guarda-redes Casillas), sendo o FC Porto e Chelsea, com os defesas Glen Johnson e John Terry, os clubes mais representados.
O brasileiro Edu, autor de dois dos três golos com que o Arsenal venceu na Corunha, não podia deixar de marcar presença, enquanto que Pizarro (Bayern Munique) completa a dupla de avançados."
Dois jogadores do ataque do Mágico Porto foram eleitos. O sentido do jogo e o ataque constante a isso levou.
Sintomático é que da equipa dos peseteiros do saco do Carlos Queiros apenas tenha sido o guarda-redes. Será que foi pelo facto de os ter livrado de uma goleada? E este saco ainda tem a lata de defender a não penalização do Roberto Carlos pela agressão que teve, motivada no facto de o árbitro não ter visto. É o fair-play que ele tanto apregoa...
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