terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Mercado de Janeiro (I)

No último dia, finalmente, as primeiras confirmações de mexidas no plantel - com a excepção do Danilo que demorou quase 20 dias a ser confirmado mesmo depois de estar contratado desde Junho e obrigou ainda à cedência gratuíta de Fucile...

E as primeiras mexidas que o site oficial do FC Porto confirmou não foram chegadas. Foram partidas!

A SAD confirmou assim os rumores, ou melhor dizendo, a SAD foi a última a confirmar aquilo que o Inter, o Génova, o Guarin e o Belluschi já haviam, ao longo das últimas horas e desde ontem, confirmado.

Novidades só mesmo os valores dos negócios.



Guarin segue emprestado até ao final da época com uma taxa de 1,5 milhões de Euros imediata e cláusula de 13,5 milhões no final da época caso o Inter queira adquirir o passe em definitivo. Assim, o negócio poderá render 15 milhões de Euros, o que não será nada mau atendendo ao mercado em baixa e ao jogador estar claramente desvalorizado em função da má época que estava a protagonizar.





Por outro lado, e muito mais surpreendente quer por sair, quer pelo valor, é o empréstimo até ao final da época do samurai Belluschi, não rendendo nada no imediato e apenas garantindo 3,5 milhões de Euros em Junho se o Génova optar pela aquisição definitiva do argentino, sendo que este valor poderá ainda ascender até aos 5 milhões de Euros caso a equipa se qualifique para a Liga Europa. Sabendo que o samurai tem uma cláusula de 30 milhões e que custou mais que os 5 milhões que hipoteticamente pode vir a render (juntando os ordenados) parece ser um negócio ruínoso, um péssimo negócio, sem explicações - se ele não interessa, porque jogou no domingo e foi mesmo um dos melhores (ou talvez mesmo o melhor) do FC Porto?

Mais um negócio que não entendi. Cheira-me mal este, que querem?

Em todo o caso, aos dois, obrigado pelos bons momentos que nos deram aqui no FC Porto e, por mim, vejo partir com muita pena o Belluschi, que muito apreciava no estilo, capacidade técnica e entrega que dava em cada jogo. Um samurai, um dragão!

Entretanto, quanto a entradas, o Mark Janko já confirmou no seu Facebook ter assinado pelo FC Porto e o Marselha ontem já confirmou a venda de Lucho ao FC Porto. Continuamos é a aguardar que alguém da SAD se lembre de ir ao site colocar lá a notícia...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Jogo 29 - Gil Vicente, 3 x FC Porto, 1 - O galo da derrota

1 ano, 11 meses e 1 dia depois, aconteceu o que há muito se perspectivava que ia acontecer: perdemos um jogo para o campeonato.

Também aqui Vítor Pereira demonstrou falta de competência para liderar a equipa rumo ao recorde que estava perfeitamente ao seu alcance: não perder por 56 jogos consecutivos. Para tanto, bastava não perder este jogo igualando e não perder o próximo, ultrapassando o recorde...

E foi um jogo estranho que assisti na TV, este. Um FC Porto que entrou apático, triste, murcho, sem força e sem vontade de jogar - quanto mais ganhar - e com opções estranhas, no mínimo.

Helton não foi o capitão. Segundo consta, porque não pode sair da área para protestar ou arrisca-se a levar amarelo. Mas esta regra entrou em vigor este fim de semana? É que Helton é capitão há mais de dois anos e só agora se lembram disso? Isto não está bem contado. E o ar abatido dele no jogo? Não, aqui há coisa e da grossa!

Danilo continua no banco. 18 milhões que não rendem juros ali, ao contrário do que VP possa pensar. Um jogador rende em campo. E não é Maicon que lhe tira o lugar, por mais esforçado que possa ser.

Kléber continua a ser a aposta para o centro do ataque, apesar de neste momento não só demonstrar total falta de confiança nas suas já parcas capacidades como ainda tem um jogador em melhor forma e muito mais aguerrido que faria o lugar bem melhor neste momento: Cebola. Porque só foi lançado aos 73 minutos já a perder 3-0?

E Palito, que tem vindo a ser dos melhores em campo, porque estava tão apagado? E Moutinho porque não acertava um passe, ele que tem estado muito bem?

Durante o jogo, conforme a equipa se ia afundando nos seus erros e nos erros do árbitro, que fez VP? Nada. Ficou ali, como um espectador, sem nada fazer para alterar o rumo dos acontecimentos - no final, apenas criticou os jogadores...
E ao intervalo, o que terá passado pela cabeça dele para tirar Otamendi? Porque não Maicon por Danilo e colocar este na posição que todos esperam vê-lo a jogar, a dar profundidade e qualidade ao lado direito? Ao encostar Rolando ao lado esquerdo do centro, colocou-o em dificuldades e com Palito a continuar a subir numa defesa de 3 jogadores, o 3º golo aconteceu com quase naturalidade.

E só depois disso resolveu lançar Cebola, aos 73 minutos. Que juntamente com Belluschi, o melhor do Porto em campo então e com Varela que era o mais inconformado, finalmente conseguiram espaço e forma de reduzir a vantagem. Coisa que nunca mais aconteceu outra vez nos poucos mais de 15 minutos de jogo que sobraram, infelizmente.

Foi um jogo para esquecer. Em todos os sentidos. Porque há coisas que estão muito mal no balneário, não sei o que é nem o que se passa, mas deve haver problemas gravíssimos. Ordenados em atraso? Promessas de vendas não cumpridas? Braço de ferro entre facções a ver quem manda no balneário com o treinador a tomar partido por algum lado? Não sei, mais uma vez. Mas que algo está mal, muito mal, isso já eu vejo há muitos meses, desde Setembro/Outubro que sou um "profeta da desgraça" por prever e antever o que se está a passar. Lamento apenas que aquilo que eu e muitos outros perceberam há muito não tenha sido percebido por quem dirige o clube e não tenha actuado em tempo útil para estancar o problema.

Agora, choramos todos.

Mas nem todos atiram a toalha ao chão. Isso é só coisa do VP, que desistiu de lutar pelo título - só as declarações dele no final do jogo davam direito a despedimento sumário! Nem o Mourinho em 2002, nem o Couceiro em 2005, desistiram até à última jornada possível de lutar. VP é cobarde, é fraco e desistiu.

E só se justifica com o Paixão quem não quer assumir erros próprios e vê bodes expiatórios a toda a volta. Porque desde o roubo de 2001 em Campomaior, este Paixão já arbitrou seguramente mais de 10 jogos do FC Porto - e roubou sempre. E daí? Nesse período de tempo, entre Campomaior e Barcelos, nós ganhamos, ganhamos muito, ganhamos em 2003, 2004, 2006, 2007, 2008, 2009 e 2011, não contando com títulos internacionais e Taças e Supertaças de Portugal. Nós, como dizia o Nuno há uns anos atrás, SOMOS PORTO e lutamos sempre e vencemos sempre apesar de tudo e todos estarem contra nós. Por isso, só os cobardes, os fracos e os parvalhões é que se desculpam com isso - e VP é o embaixador máximo disso mesmo.

O FC Porto ontem perdia, independentemente do árbitro. O Gil Vicente não foi apenas "digno". Foi melhor. Foi mais equipa, foi mais inteligente, foi mais aguerrido, foi mais concretizador. Até nisso a arrogância de VP o deixou ficar mal nas declarações que fez.

Estou triste, hoje. Pelo que não jogamos, pelo que disse VP, pelo que a SAD não está a fazer. E o pior é que não tenho a certeza que melhores dias virão, pelo menos nos próximos tempos. Este inverno, infelizmente, parece não ter fim...


FICHA DE JOGO


Gil Vicente-FC Porto, 3-1
Liga portuguesa 2011/12, 17.ª jornada
29 de Janeiro de 2012
Estádio Cidade de Barcelos

Árbitro: Bruno Paixão (AF Setúbal)
Assistentes: António Godinho e Paulo Ramos
Quarto árbitro: Vasco Santos

GIL VICENTE: Adriano Facchini; Daniel (cap.), Halisson, Cláudio e Júnior Caiçara; Luís Manuel, Pedro Moreira e André Cunha; Rodrigo Galo, Hugo Vieira e Richard
Substituições: Richard por Guilherme (77m), André Cunha por Mauro (83m) e Rodrigo Galo por Tó Barbosa (86m)
Não utilizados: Jorge Batista, Yero, Paulo Lima e Roberto
Treinador: Paulo Alves


FC PORTO
: Helton; Maicon, Otamendi, Rolando (cap.) e Alvaro; Souza, João Moutinho e Defour; Varela, Kléber e James
Substituições: Otamendi por Danilo (46m), Souza por Belluschi (46m) e Defour por Cristian Rodríguez (73m)
Não utilizados: Bracali, Mangala, Iturbe e Vion
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 2-0
Marcadores: Cláudio (15m e 45m+1), André Cunha (52m) e Varela (77m)
Disciplina: cartão amarelo para Otamendi (45m), Defour (45m+2), Rolando (61m), Belluschi (81m) e Mauro (89m).

Ponto de Situação

18 vitórias, 6 empates, 5 derrotas
58 golos marcados, 26 golos sofridos

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Jogo 28 - FC Porto, 3 x Vitória, 1



E foi um FC Porto com duas caras, como a famosa estátua vimaranense, que enfrentou os minhotos no primeiro jogo da 2ª volta do campeonato.

Duas caras porque até ao golo esteve uma equipa em campo e depois do golo esteve outra.

Aquele FC Porto até aos 19 minutos deixou muito espaço aos vitorianos, que pressionaram alto e carregaram a baliza do FC Porto, ganhando inúmeros cantos. No momento em que Rolando marcou o seu 5º golo aos vitorianos, o jogo virou. O FC Porto controlou então o jogo, mostrando finalmente a sua superioridade.

Mesmo assim, só a espaços o jogo ganhou ritmo e velocidade, mantendo-se numa pastosidade amena de forma a não perder o controlo do jogo. O 2-0 surgiu naturalmente, logo no inicio da 2ª parte, com o melhor que Kléber fez o jogo todo: um passe de primeira e de costas para Moutinho que, dentro da área, marcou com facilidade. Serve isto também para dizer que Kléber não fez nada do que deveria ter feito: rematar e marcar golos! Nem perto disso lá andou...

A ausência de Hulk, felizmente, não se notou, porque James superou-se novamente (apesar de estar com tiques de vedeta e apenas correndo às bolas quando percebe que delas pode fazer algo) e marcou o seu 8º golo da época e deu a machada final num jogo que o Vitória já espreitava novamente no alcance de um hipotético empate depois de ter reduzido após um livre (cuja falta nem de perto nem de longe existiu) mas que culminou com uma monumental fífia e desconcentração defensiva, surgindo 2 jogadores brancos sem marcação no lado direito da área em condições de fazer a recarga - e um deles fez mesmo...

Por falar em lado direito, adivinhem quem não jogou lá? Pois claro, Danilo, o senhor 18 milhões, começou no banco (o VP deve pensar que está lá mais protegido e poderá até render juros...) e apenas entrou aos 67 minutos para o lugar de... Defour! Apesar dos poucos minutos em campo, viu-se que tem boas qualidades: um passe a rasgar para Palito na primeira vez que tocou na bola, uma recepção de elevada qualidade e remate de primeira, algumas boas movimentações com e sem bola, mostraram que ele pode ser um jogador excelente para várias posições.

Mas, quando temos pelo menos 5 jogadores de meio campo (Fernando, Moutinho, Defour, Belluschi e Souza) e mais outro (Guarin) que poderá sair - ou não - e não temos ninguém para defesa-direito (quer dizer, ter, até temos...) que possa fazer toda a ala e apoiar de forma eficaz e produtiva o ataque, então não sei porque é que o VP anda a inventar ao não o colocar lá! Lamento pelo Maicon, que faz o melhor que pode num lugar que não é seu - mas o seu melhor está bem para o Nacional, não para o FC Porto... Bolas assim para o aaaaaar também eu mandava! Adeus-ò-vai-te-embora!

E, sem saber ler nem escrever, VP está prestes a entrar para a história do clube e do futebol português - basta-lhe, para tanto, não perder os próximos dois jogos desta liga e o FC Porto sob a sua liderança (depois de passar pelo AVB e começar pelo Jesualdo) poderá estabelecer um novo recorde de jogos sem perder consecutivos, ultrapassando um clube regimental dos anos 70 que então, com a ajuda de tudo e todos lá ia conseguindo ganhar o que hoje nem na Playstation parece conseguir...

FICHA DE JOGO

FC Porto-Vitória de Guimarães, 3-1
Liga portuguesa 2011/12, 16.ª jornada
22 de Janeiro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 34.914 espectadores

Árbitro: Hugo Miguel (AF Lisboa)
Assistentes: Nuno Pereira e Hernâni Fernandes
Quarto árbitro: Hélder Malheiro

FC PORTO: Helton; Maicon, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, João Moutinho e Defour; James, Kléber e Varela
Substituições: Defour por Danilo (67m), James por Belluschi (83m) e João Moutinho por Souza (83m)
Não utilizados: Bracali, Mangala, Iturbe e Vion
Treinador: Vítor Pereira

VITÓRIA DE GUIMARÃES: Nilson; Alex, Freire, João Paulo e Anderson Santana; Leonel Olímpio, El Adoua e Nuno Assis; Paulo Sérgio, Edgar e Toscano
Substituições: Paulo Sérgio por Pedro Mendes (57m), Leonel Olímpio por Faouzi (57m) e Toscano por Soudani (84m)
Não utilizados: Douglas, Defendi, Bruno Teles e Targino
Treinador: Rui Vitória

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Rolando (19m), João Moutinho (46m), Faouzi (59m) e James (77m, pen.)
Cartões amarelos: Paulo Sérgio (24m), Kléber (56m), Fernando (58m), Anderson Santana (72m), Toscano (76m) e Edgar (80m)


Ponto de Situação


18 vitórias, 6 empates, 4 derrotas
57 golos marcados, 23 golos sofridos

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Jogo 27 - FC Porto, 1 x Estoril, 0 - A quase nulidade...


Imagem Facebook do FC Porto

Ontem à noite, perante a já esperada pior assistência da época (onde nem 16 mil pessoas assistiram ao jogo) valeu o golo de Varela para a nulidade não ser total, com um FC Porto A a fugir para o B em campo.

Houve muito Moutinho, algum Varela e Palito, pouco James e Defour e o resto nem se deu por eles em campo. Não houve ainda Danilo por questões burocráticas e Sapunaru continua proscrito, sendo que Fucile já é carta fora do baralho (apenas anunciado pelo clube brasileiro, o FC Porto estranhamento ainda não o confirmou). Estranho, muito estranho.

É certo que o FC Porto dominou em posse de bola, ataques, remates e tudo o resto. Mas durante o jogo sempre deu a sensação que apenas de bola parada o FC Porto chegaria ao golo, porque em jogadas de futebol corrido, por mais que tentasse nos flancos com cruzamentos, em tabelas dos flancos para o centro ou em tabelas próximas da área para entrar em posição de finalizar, o FC Porto não mostrava acutilância e agressividade necessária para marcar.

E foi assim que durante mais de 60 minutos o marcador se manteve em branco. Teimosamente em branco, com algumas bolas nos ferros na sequência de livres de Moutinho e James. De Kléber, novamente lançado na equipa, nada: apenas me lembro de o ver a correr sempre para o lado contrário onde a bola caia - se ele ia ao primeiro poste, a bola ia para o segundo, se ele ia ao segundo, a bola ficava curta. E lembro-me de um cabeceamento, só e perante o guarda-redes desamparado em contra-pé e que, simplesmente, defendeu enquanto corria de um lado para o outro da baliza... não só não tem killer-instinct como não atina com o futebol da equipa. E a recepção de bola, meus senhores, que coisa: é raro segurar uma bola ao primeiro toque...

19 dias depois da abertura da janela de mercado em Janeiro, meses e meses depois de detectado o problema do ataque, com as lesões de Hulk e possivelmente Cebola (que acabou o jogo diminuído fisicamente), com a ida de Djalma para o CAN (eu não gosto dele, mas para o VP ele é peça fundamental...) e com a venda/saída de Walter, o que será mais preciso para perceber que ou entra ponta-de-lança ou a época está perdida e vamos ter muitos problemas para ganhar todos os jogos em casa (com equipas fechadinhas e organizadas lá atrás) e mesmo alguns jogos fora? Todo este tempo depois, quase 3 semanas, e nem o único jogador que ia chegar, Danilo, sequer está ainda inscrito. Irra...

Ainda sobre o jogo, como habitualmente VP fez a substituição pela hora Coca-Cola Light (isto é, por volta do minuto 60) e que, verdade seja dita, nada resolveu. Souza continua a não mostrar capacidade para ser jogador do FC Porto, Maicon é voluntarioso mas isso não chega, Mangala mostra bons pormenores mas ainda está verde, como está verde ainda o Iturbe - desconfio que devia ter sido emprestado para rodar este ano, como fizeram com o Kelvin, que já tem mais futebol nas pernas... apesar de continuar a achar que se ele tivesse tido as oportunidades que o Djalma teve, neste momento seria já uma estrela na equipa. Defour não compromete, é parecido com Moutinho nos processos e movimentações, mas falta-lhe um danoninho para ser como ele... James não esteve fantástico, uns furos abaixo do habitual, mas mesmo assim, como disse logo no principio, foi dos melhores do FC Porto.

Como quase sempre, nos últimos instantes, uma desconcentração geral da equipa ia proporcionando o golo do adversário - mais um falhanço defensivo a juntar aos inúmeros desta época, não há quase jogo nenhum onde não aponte pelo menos um...

Domingo, com o Guimarães em crescendo (5 vitórias nos últimos 7 jogos e 6º no campeonato, depois de já ter sido último) vamos ter mais um jogo stressante para não perder pontos e marcar golos.

FICHA DE JOGO

FC Porto-Estoril, 1-0
Taça da Liga, Grupo D, segunda jornada
18 de Janeiro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 15.819 espectadores

Árbitro: André Gralha (Santarém)
Árbitros assistentes: Bruno Silva e Pedro Neves
Quarto árbitro: Rui Patrício

FC PORTO: Bracali; Maicon, Otamendi, Mangala e Alvaro; Souza, João Moutinho (cap.) e Defour; Varela, Kléber e James
Substituições: Souza por Rodríguez (66), James por Belluschi (73), Defour por Iturbe (78)
Não utilizados: Kadu, Fernando, Tiago Ferreira e Vion
Treinador: Vítor Pereira

ESTORIL: Vagner (cap.); Moreno, Bruno Nascimento, Steven Vitória e Tinoco; Erick, Bruno di Paula e Diogo Amado; Moreira, Carlos Eduardo e Gerso
Substituições: Bruno di Paula por Licá (60), Tino por Anderson Luís (67), Carlos Eduardo por Adilson (74)
Não utilizados: Mário Matos, Rodrigo Dantas, Gonçalo e Alexandre Hauw
Treinador: Fabiano Soares

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Varela (65)
Cartão amarelo: Moreno (36), Otamendi (54), Diogo Amado (61), Tinoco (62), Souza (63), Adilson (76) e Gerso (86)

Ponto de Situação

17 vitórias, 6 empates, 4 derrotas
54 golos marcados, 22 golos sofridos

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Jogo 26 - FC Porto, 2 x Rio Ave, 0



Nem 25 mil espectadores assistiram na gélida e molhada noite de sábado ao 54º jogo consecutivo do FC Porto sem perder para a liga portuguesa, num novo recorde do clube e a 3 jogos de bater o recorde nacional, já dos distantes anos 70 quando o futebol era muito mais que 11 jogadores de cada lado do campo.

E tão pouco público explica-se muito mais por razões futebolísticas do que meteorológicas.

O futebol jogado é fraco, a atitude não é das melhores e o facto de ter empatado em Alvalade a zero, sem mostrar vontade de vencer, veio ajudar a afastar as pessoas.

E o jogo contra os vila-condenses deu-lhes razão. Foi fraco. Em tudo. Tínhamos um jogador em campo a tentar colocar a bola na cobertura da bancada - e, sejamos justos, Maicon esteve perto de o conseguir... Minutos antes de James "desencantar" o golo da sua cartola de magias, lembro-me de ter perguntado ao meu pai se ainda se lembrava de termos tido alguma oportunidade de golo digna desse nome: respondeu ele que não. E a verdade é que foram 45 minutos onde o momento mais emocionante, para lá do golo, foi o momento da lesão do Hulk, que temi ser no joelho e, felizmente, parece ser "apenas" uma mialgia.

A segunda parte foi mais do mesmo, muito lenta, sem imaginação e onde duas das maiores ovações da noite, por incrível que pareça, foram para o Rio Ave, mais concretamente para o Kelvin (mostrou mais futebol em 70 minutos que o Djalma nos últimos 7 jogos) e para o Jorginho (que era fraco jogador mas valeu um título em Alvalade e essas coisas ficam na memória...) e para o Iturbe, que tendo entrado com vontade e "ganas", acabou por embrulhar-se muito e não lhe saiu muito bem o jogo.

Por falar em ausências - Djalma e Moutinho - felizmente não foram (muito) notadas. Em especial, Djalma, cuja ausência só foi sentida por VP que, dessa forma, não sabia quem havia de substituir pelo minuto 60... Como é evidente, Djalma não foi notado porque o seu "substituto" foi só o melhor em campo e autor de dois golos (deixa-me ver, mais... 2 do que aqueles que Djalma marcou nestes jogos todos...) e só não jogava no lugar do Djalma porque VP tem uma paranóia. Já o Moutinho, apesar de mais notada a ausência - aquela classe dele é imprescindível - foi bem substituído pelo Defour, que pegou bem no jogo e com um estilo semelhante e não comprometeu.

Que mais dizer sobre o jogo? Que a defesa não comprometeu - ou melhor dizendo, que a defesa quando comprometeu não resultou em golos, porque voltou a fazê-lo e valeu a expulsão do Rolando em vez de um golo... - e que o Maicon é um "apêndice" ali, pronto a ser removido assim que o Danilo possa jogar - e que pena não o poder ter visto ainda, tenho muitas esperanças nele - bem, ando tão cheio do Maicon que neste momento até o Jean Sony do Rio Ave me servia! No ataque, sente-se ainda e sempre o vazio deixado pelo Falcao, que o Hulk não substituiu (como já se havia visto o ano passado durante a lesão de Falcao que o afastou alguns jogos da equipa) e muito menos o Kléber. Ponta de lança, urgente, precisa-se...

E quarta-feira, no Dragão, fechado nas bancadas superiores, o Estoril vai nos defrontar, provavelmente uma equipa de suplentes e juniores, à semelhança do jogo contra o Paços de Ferreira. Veremos o que nos sai da cartola...

FICHA DE JOGO

FC Porto-Rio Ave, 2-0
Liga portuguesa 2011/12, 15.ª jornada
14 de Janeiro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 24.419 espectadores

Árbitro: Marco Ferreira (AF Madeira)
Assistentes: José Lima e Nelson Moniz
Quarto árbitro: Sílvio Gouveia

FC PORTO: Helton (cap.); Maicon, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, Defour e Belluschi; Rodríguez, Hulk e James
Substituições: Hulk por Kléber (32m), Belluschi por Iturbe (65m) e Rodríguez por Varela (76m)
Não utilizados: Bracali, Mangala, Souza e Alex Sandro
Treinador: Vítor Pereira

RIO AVE: Huanderson; Jean Sony, Gaspar (cap.), Jeferson e Tiago Pinto; Bruno China, Wires e Jorginho; Kelvin, João Tomás e Yazalde
Substituições: Jorginho por Braga (59m), Kelvin por Mendes (70m) e Yazalde por Saulo (79m)
Não utilizados: Paulo Santos, Pateiro, Zé Gomes e Éder
Treinador: Carlos Brito

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: James (42m e 80m)
Cartões amarelos: Maicon (49m), Gaspar (53m), Bruno China (61m) e Iturbe (83m)
Cartão vermelho: Rolando (94m)

Ponto de Situação

16 vitórias, 6 empates, 4 derrotas
53 golos marcados, 22 golos sofridos

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Jogo 25 - Sporting, 0 x FC Porto, 0


E pronto. Aconteceu. Não quero ser chato, mas a verdade tem de ser dita: perdemos a liderança do campeonato! Mais uma das razões que apontavam ao VP para se manter, desapareceu ao primeiro embate de 2012. Depois de eliminados de forma humilhante da Taça, depois de cairmos na Liga Europa após uma péssima prestação da Liga dos Campeões, caiu agora da liderança do campeonato nacional. Algo que estava à vista de todos que iria acontecer mais cedo, ou mais tarde. E aconteceu. E agora, voltar ao comando, vai ser um problema, com uns lampiões balanceados no colinho da imprensa e dos árbitros...

E que faz a SAD sobre isso? Nada. 4 dias depois do jogo, 4 meses depois de detectado o problema, o treinador mantém-se, continua a não haver ponta-de-lança para ocupar o vazio do Falcao e todos os dias surgem noticias de investidas do e sobre o FC Porto, dando a entender que o plantel continua em aberto e à mercê de todas as alterações possíveis (saídas de prováveis de uns) e imaginárias (compras e vendas improváveis como a de Hulk).

Do jogo, mais do mesmo. Um ataque ineficaz, poucas oportunidades criadas e nenhuma concretizada. Este é o 6º jogo em 25 (em 24% dos jogos realizados) que ficamos em branco esta época - o ano passado, foram 2 em toda a época... E é o décimo jogo que não ganhamos (40% dos jogos sem ganhar). E ainda não ganhamos nenhum jogo este ano contra clubes de primeira grandeza: os grandes de cá e clubes que ainda estejam na Liga dos Campeões. Nos momentos em que a equipa se devia transcender e superar-se, baqueou, simplesmente baqueou!

Ficou na retina a inutilidade de Djalma (alguém viu um canto, um cruzamento, uma desmarcação?) e um Maicon perdido em campo - nunca estava no local onde estava a bola, valeu Fernando e até Djalma a dobrá-lo vezes sem conta... Hulk estava desinspirado e ao centro nunca rende como quando joga na ala. Valeu Moutinho com um bom jogo, Belluschi em bom nível e Fernando a dobrar todos, mais Palito que terá feito o melhor jogo da época.

O FC Porto não merecia perder, é verdade. Mas também não fez nada para ganhar. E quando eu acho que um empate é justo, quer dizer que algo vai mal! E, voltando ao principio, a SAD ainda nada fez sobre o assunto, detectadas que estão, há muito, as fraquezas da equipa...

FICHA DE JOGO

Sporting-FC Porto, 0-0
Liga, 14.ª jornada
7 de Janeiro de 2012
Estádio de Alvalade, em Lisboa
Assistência: 48.855 espectadores

Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)
Árbitros assistentes: Tiago Trigo e Ricardo Santos
Quatro Árbitro: Hugo Miguel

SPORTING: Rui Patrício; João Pereira, Onyewu, Polga (cap.) e Insúa; Rodrigo Neto, Elias e Schaars; Carrillo, Van Wolfswinkel e Capel
Substituições: Rodrigo Neto por Matias (54), Carrillo por Izmailov (62) e Capel por Evaldo (69)
Não utilizados: Marcelo, Bojinov, Arias e Martins
Treinador: Domingos Paciência


FC PORTO
: Helton (cap.); Maicon, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, João Moutinho e Belluschi; Djalma, Hulk e Rodríguez
Substituições: Djalma por James (59), Belluschi por Defour (68) e Rodríguez por Kléber (77)
Não utilizados: Bracali, Mangala, Souza e Alex Sandro
Treinador: Vítor Pereira

Cartão amarelo: Rodrigo Neto (2), João Moutinho (27), Otamendi (30), Carillo (45), Polga (47), Fernando (63), Hulk (67), Schaars (84)

Ponto de Situação

15 vitórias, 6 empates, 4 derrotas
51 golos marcados, 22 golos sofridos

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Jogo 24 - P.Ferreira, 1 x FC Porto, 2 - Taça da Liga

Para começar a participação da Taça da Liga, ganhamos ao Paços de Ferreira, o que é bom. Mas tivemos de nos valer de Hulk para o conseguir, mais uma vez, bem como de Moutinho, que começaram ambos no banco mas tiveram de entrar para ajudar a ultrapassar o empate que se fazia sentir.

E porque estava o jogo empatado?

Porque, mais uma vez, falhamos num lance defensivo. O problema do costume que nos tem valido calafrios e uma média de quase 1 golo sofrido por jogo esta época e com Helton em excelente plano... Inadmissível!

Do jogo, fraco e sem garra, destaco a exibição de Cebola que mostra que não é no banco nem na bancada o lugar dele quando há um Djalma titular... Inadmissível!

No restante, já cheirava a rabanadas para se estarem a preocupar com o jogo. Apesar do domínio no jogo, mais uma vez não foram criadas oportunidades - e muito menos concretizadas - que chegassem para ganhar o jogo de acordo com o domínio exercido. Sinceramente, o futebol do FC Porto faz-me lembrar o da Selecção há uns 20 anos atrás: muito domínio, muito bom toque de bola, mas nos últimos 30 metros é quase inexistente...

Já agora, também não gostei das declarações e atitude do treinador para com esta competição, depois da eliminação precoce da Taça de Portugal. O mínimo que tem de fazer é tentar ganhar esta - e isso nunca compensará o facto de termos levado 3 secos da Académica... Exige-se que o treinador saiba adaptar o discurso à realidade do dia a dia, até porque o prémio de vitória não é desprezível, para mais nos tempos difíceis que correm!

Do jogo, com uma equipa mista de alguns titulares com muitos suplentes e até um júnior no banco (Tiago Ferreira) não me ficou nada de registo na memória.

Apenas a menção para que o FC Porto conseguiu, apesar do período de tormenta atravessado recentemente, conseguiu terminar o ano sem derrotas na liga portuguesa, facto raro nos tempos modernos - e com poucas derrotas o ano todo, sendo que maior parte delas foram já no consulado VP...

Fica o desejo para que em Janeiro seja sempre a melhorar e que consiga ultrapassar com sucesso o primeiro obstáculo - os lagartos - a ver se 2012 se revela de tanto sucesso desportivo como o foi 2011.

Um bom ano a todos!

FICHA DE JOGO

Paços de Ferreira-FC Porto, 1-2
Taça da Liga 2011/12
21 de Dezembro de 2011
Estádio da Mata Real, em Paços de Ferreira

Árbitro: Rui Costa (AF Porto)
Assistentes: Nuno Manso e Tomás Santos
Quarto árbitro: Hugo Pacheco

PAÇOS DE FERREIRA: Cássio; Diogo Figueiras, Javier Cohene, Fábio Faria e Luisinho; Filipe Anunciação (cap.), André Leão e Vítor; Manuel José, William e Melgarejo
Substituições: Vítor por Bacar (75m), William por Michel Lugo (83m) e Diogo Figueiras por Caetano (86m)
Não utilizados: António Filipe, Josué, Luiz Carlos e Eridson
Treinador: Henrique Calisto

FC PORTO: Bracali; Maicon, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Souza, Belluschi (cap.) e Varela; Djalma, Kléber e Rodríguez
Substituições: Maicon por João Moutinho (46m), Varela por Hulk (58m) e Souza por Fernando (79m)
Não utilizados: Kadú, Iturbe, Tiago Ferreira e Vion
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Rodríguez (2m), William (16m) e Hulk (70m, pen.)
Cartões amarelos: Mangala (64m), Fábio Faria (69m) e Luisinho (82m)

Ponto de Situação


15 vitórias, 5 empates, 4 derrotas
51 golos marcados, 22 golos sofridos

domingo, 18 de dezembro de 2011

Jogo 23 - FC Porto, 2 x Marítimo, 0

O jogo de ontem, devo dizer que foi dos melhores que vi esta época - não estou a dizer que foi um grande jogo, apenas que foi dos melhores desta época.

No entanto, há um grave problema de finalização. Apesar de um jogo inteiro de um só sentido, apesar de estar em vantagem numérica desde os 40 minutos, apenas aos 80 minutos conseguiu marcar o primeiro de dois golos que não traduzem a posse de bola mas que demonstram a dificuldade em rematar e criar oportunidades de golo. Aliás, não tendo estatísticas presentes, diria que o FCP na primeira parte não terá feito mais que uns 2 ou 3 remates à baliza.

Para além disso, o treinador continua a demonstrar problemas de compreensão de jogo, de leitura de jogo. A substituição, mesmo que forçada, de James por Kléber, foi um erro. Como se percebeu depois, pela entrada de MessIturbe, este é que deveria ter entrado para o lugar de James. A entrada de Kléber seria normal e natural ao intervalo mas para o lugar do Maicon - coisa que o treinador só viu quase aos 60 minutos de jogo... Nos tempos de Mourinho, quando o FCP estava em vantagem numérica com um domínio de jogo como ontem, a saída de um lateral era quase imediata... E mais uma vez o jogo de Djalma é confrangedor no que respeita a eficácia - nada se aproveitou do jogo dele de ontem, como dos jogos anteriores: alguém se lembra de uma assistência ou de um golo dele? Mas eu ainda me lembro do falhanço logo aos 3 ou 4 minutos, contra o Zenit do ponto de penalti só, contra o guarda-redes...

Para além disso, tendo 2 pontas de lança - mesmo que não sejam do seu agrado, são os que há - continua a insistir no Hulk a ponta de lança, à semelhança do que fez o ano passado AVB e que, por isso mesmo, foi alvo de muitas criticas, minhas incluídas, em que muitas vezes disse que ele "devia abrir os olhos". Perde um grande avançado descaído à direita e tem apenas um ponta de lança razoável ao centro.

Mas as duas soluções de jogo que apresentam resultam sempre em poucas oportunidades. Com Hulk, nenhum golo. Com Kléber, marcou mas foi muito complicado e muito tarde, mas o jogo contra o Zenit ficou a zero.

Estas são fraquezas que o FC Porto apresenta actualmente e que, com este treinador, não vejo forma de se resolver. Julgo que lhe falta o rasgo, a "estaleca" para levar a equipa a um patamar superior, ao "next level".

Voltando ao jogo, gostei de algumas partes em que o meio campo funcionou bem, especialmente o trio Fernando-Moutinho-Belluschi. A defesa, apesar de ter estado bem, ainda nos provocou aquele califrio 2 minutos antes do nosso golo - e se aquilo era golo, não sei como a equipa iria reagir. O guarda-redes do Marítimo fez o jogo da vida dele...

Felizmente, neste momento, poderemos dizer que o pior da tempestade já passou. Mas ainda estamos na tempestade. E Janeiro começa com os lagartos e Fevereiro tem o City. Teremos já a equipa em condições físicas e anímicas para esses dois meses? Espero que sim, espero que o Danilo seja jogador para chegar e pegar de estaca na equipa - porque Maicon vai ser um bife tenrinho para os Capels e Silvas e afins. E que o Natal traga no sapatinho um bom ponta de lança e, se não for pedir muito, um trinco.

Por último, o árbitro. Que, mais uma vez, nos prejudicou. Mais uma vez, enganou-se, mas sempre contra nós - ou então, engana-se a favor dos lampiões, o que vai dar o mesmo. Duarte Gomes bem pode vir alegar que erra porque é humano. Mas um humano que erra sempre contra os mesmos, cheira-me que erra por motivos bem diferentes daqueles que levam os humanos a errarem... Andou bem PdC ao (finalmente) vir a terreiro desempenhar o seu papel e defender o clube destas arbitragens, pressionar as entidades e os jornais. A ver se o Duarte Gomes começa a errar menos...

FICHA DE JOGO

FC Porto-Marítimo, 2-0
Liga 2011/12, 13.ª jornada
17 de Dezembro de 2011
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 32.312 espectadores

Árbitro: Duarte Gomes (Lisboa)
Árbitros assistentes: Venâncio Tomé e Pedro Garcia
Quarto árbitro: Pedro Ferreira

FC PORTO: Helton (cap.); Maicon, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, João Moutinho e Belluschi; Djalma, Hulk e James
Substituições: James por Kléber (46), Maicon por Rodríguez (57) e Djalma por Iturbe (73)
Não utilizados: Bracali, Mangala, Souza e Alex Sandro
Treinador: Vítor Pereira

MARÍTIMO: Peçanha; Briguel, João Guilherme, Igor Rossi e Luís Olim; João Luiz, Roberge e Benachour; Heldon, Diawara e Sami
Substituições: Heldon por Danilo (63), Sami por Hassan (88) e Benachour por Tchô (90+2)
Não utilizados: Salin, João Diogo, Fidélis e Fábio Felício
Treinador: Pedro Martins

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Rodríguez (80), Otamendi (83)
Cartão amarelo: Fernando (37), Heldon (38), Roberge (40 e 41), Iturbe (86)
Cartão vermelho: Roberge (41)

Ponto de Situação

14 vitórias, 5 empates, 4 derrotas
49 golos marcados, 21 golos sofridos

sábado, 17 de dezembro de 2011

Curiosidades estatisticas

Um comentário de um leitor levou-me a procurar alguns dados estatísticos sobre a época do FC Porto em relação às épocas anteriores.

E aqui ficam algumas curiosidades.

Esta época, o FC Porto em 22 jogos oficias realizados tem 13 vitórias, 5 empates e 4 derrotas, com 47 golos marcados e 21 sofridos.
Apresenta, assim, um índice de vitórias de 0,59.
Uma média de 2,14 golos marcados e 0,95 golos sofridos por jogo.
Ganhou 1 em 3 títulos possíveis (ganhou a Supertaça de Portugal, foi eliminado da Taça e perdeu a Supertaça Europeia) e foi eliminado da Liga dos Campeões, sendo relegado para a Liga Europa -> índice de títulos de 0,33.

Na época passada, com André Villas Boas e a fantástica época que fizemos, realizamos 58 jogos oficiais, onde tivemos 49 vitórias, os mesmos 5 empates e 4 derrotas (que já acumulamos esta época), tendo marcado 145 golos e sofrido 42.
Apresentou, assim, um índice de vitórias de 0,84.
Teve uma média de 2,5 golos marcados e 0,72 golos sofridos por jogo.
Ganhou 4 em 5 títulos possíveis -> índice de títulos de 0,8.

Na época anterior, com Jesualdo Ferreira, realizamos 51 jogos oficiais e tivemos 36 vitórias, 7 empates e 8 derrotas, marcou 108 golos e sofreu 44 golos.
Apresentou, então, um índice de vitórias de 0,70.
Teve uma média de 2,11 golos marcados e 0,86 golos sofridos por jogo.
Ganhou 2 em 5 títulos possíveis, perdeu o campeonato -> índice de títulos de 0,4.

Em 2008/09, também com Jesualdo Ferreira, realizamos 52 jogos oficiais e tivemos 32 vitórias, 11 empates e 9 derrotas, marcou 93 golos e sofreu 46 golos.
Apresentou, então, um índice de vitórias de 0,61.
Teve uma média de 1,78 golos marcados e 0,88 golos sofridos por jogo.
Ganhou 2 em 5 títulos possíveis, mas ganhou o campeonato -> índice de títulos de 0,4.

Por último, em 2007/08, ainda com Jesualdo Ferreira, realizamos 46 jogos oficiais e tivemos 33 vitórias, 6 empates e 7 derrotas, marcou 81 golos e sofreu 24 golos.
Apresentou, então, um índice de vitórias de 0,71.
Teve uma média de 1,76 golos marcados e 0,52 golos sofridos por jogo.
Ganhou 2 em 5 títulos possíveis, mas também ganhou o campeonato -> índice de títulos de 0,4.



Ou seja, neste momento a equipa apresenta índices e médias sofriveis. Vejamos o que o quadro nos mostra:
* pior índice vitórias desta série de 5 épocas comparadas;
* 3º melhor ataque, o pior das últimas 3 épocas, ou seja, apenas melhor que as 2 primeiras épocas de Jesualdo;
* pior defesa desta serie de 5 épocas comparadas
* pior índice de títulos da série de 5 épocas.

Mesmo as medianas (medida estatística que nos dá uma informação mais correcta que a média) das épocas anteriores, comparadas com os valores desta época, são quase sempre mais fracos - apenas a mediana da média de golos marcados nessas 4 épocas é pior que a média deste ano e apenas a mediana de golos sofridos se vai igualar a das 4 épocas anteriores, sendo os restantes valores todos eles mais fracos este ano.

Ou seja, a época, tal como temos vindo a assinalar aqui, isto representa um FC Porto em sub-rendimento, abaixo daquilo que nos habituou nos últimos anos - mesmo o pior de Jesualdo Ferreira apresentou-se acima de Vítor Pereira em quase todos os parâmetros que medimos, com excepção da média dos golos marcados em 2 das 3 épocas que comandou a equipa onde o FC Porto deste ano se tem mostrado mais goleador.

Atenção que isto são meras estatísticas e não comprovam nada que não seja uma tendência que tem vindo a acontecer esta época: este FC Porto até este momento (com mais de 1/3 da época cumprida) está abaixo do que costuma conseguir fazer. E isso, convenhamos, não é uma boa notícia e explica grande parte da contestação que tem havido ao treinador, um pouco à semelhança do que aconteceu com Jesualdo Ferreira - e confirma as piores expectativas para o restante da época que eu, como muitos outros, temos vindo a manifestar.

Links para os dados das épocas em análise:
2007/08
2008/09
2009/10
2010/11

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Pavão. A vitória mais triste do FC Porto

Hoje, o iOnline dedica uma reportagem a Fernando Pascoal das Neves, mais conhecido como PAVÃO, pseudónimo pelo qual assino as minhas crónicas, exactamente em sua homenagem.



Confesso que nunca o vi jogar, pois ele faleceu em campo, no estádio das Antas, faz hoje 38 anos, a 16 de Dezembro de 1973, ao minuto 13 da jornada 13 do campeonato contra o Vitória de Setúbal, após um passe "à Pavão" a desmarcar Oliveira.

De Pavão, nos seus curtos 26 anos de idade (nascido em 1947), tinha eu pouco mais de 1 ano quando ele faleceu, só poucas imagens de TV vi. Mas ouvi o meu pai e os meus tios, todos sócios do FC Porto hoje em dia há mais de 60 anos, falarem maravilhas. Foi, talvez, um dos melhores jogadores portugueses que pisaram o relvado das Antas, assim me dizem, um médio tecnicista, com uma visão de jogo fantástica. E morrer em campo, com a camisola do Dragão ao peito, na flor da idade, transformou-o numa lenda, para sempre na memória colectiva da nação portista. Para mais, Pavão era um portista de verdade: tendo podido optar pelos lampiões para jogar, preferiu o nosso FC Porto ainda aos 18 anos, em 1965, estreando-se precisamente contra os lampiões numa vitória por 2-0, numa altura em que o clube atravessava uma das mais longas travessias sem ganhar que há memória, problema que só se resolveu 5 anos após a morte dele, em 1978 - e daí para cá, a história foi outra, como sabemos.

Fica o texto de homenagem ao Pavão:

"Fernando Pascoal das Neves. Mais conhecido por Pavão, pela maneira de correr com os braços abertos.
A alcunha cola-se-lhe aos três anos de idade, em 1950, quando mora nas Casas dos Montes, um bairro social de Chaves, e o sr. Júlio, então chefe dos bombeiros daquela cidade, o vê dar pontapés na bola para cima e para baixo naquela rua principal. “Mais pareces um pavão!” O desabafo transforma-se em alcunha que o acompanhará para sempre. Seja como empregado de comércio, jogador de andebol de sete e voleibol nas equipas da Mocidade Portuguesa ou... no futebol de onze.
Faz-se jogador no Chaves, descoberto por António Feliciano, uma das Torres de Belém na década 40. Na altura de dar o salto, aos 16 anos de idade, vai treinar ao Benfica mas prefere o FC Porto e é aí que Pavão se impõe como médio tecnicista, lançado pelo brasileiro Flávio Costa. Desde a sensacional estreia oficial com o Benfica em Setembro de 1965 (2-0 nas Antas), em que marca exemplarmente o capitão Coluna, não só nunca mais sai da equipa como ainda cresce na selecção nacional, de júnior para promessa e daí para sénior, com seis internacionalizações.
Ao serviço do FC Porto, levanta uma Taça de Portugal-1968. Muitas outras se poderiam seguir, mas uma fatalidade atravessa-se no caminho de Pavão. No domingo, 16 de Dezembro de 1973, ao 13º minuto de um FC Porto-Vitória de Setúbal para a 13ª jornada do campeonato, Pavão cai sozinho no relvado depois de desmarcar Oliveira. O médico assiste-o no campo mas não lhe devolve a vida. Aos 26 anos, Pavão desaparece do futebol, da maneira mais ingrata e inglória (com a sua mulher a assistir nas Antas). O seu nome, esse, será para sempre recordado. O i faz-lhe aqui a devida homenagem."


E um obrigado ao iOnline por este pedaço de história. O Fernando, nas bancadas do estádio lá de cima, assiste orgulhoso, com certeza, a esta homenagem.