domingo, 18 de dezembro de 2011

Jogo 23 - FC Porto, 2 x Marítimo, 0

O jogo de ontem, devo dizer que foi dos melhores que vi esta época - não estou a dizer que foi um grande jogo, apenas que foi dos melhores desta época.

No entanto, há um grave problema de finalização. Apesar de um jogo inteiro de um só sentido, apesar de estar em vantagem numérica desde os 40 minutos, apenas aos 80 minutos conseguiu marcar o primeiro de dois golos que não traduzem a posse de bola mas que demonstram a dificuldade em rematar e criar oportunidades de golo. Aliás, não tendo estatísticas presentes, diria que o FCP na primeira parte não terá feito mais que uns 2 ou 3 remates à baliza.

Para além disso, o treinador continua a demonstrar problemas de compreensão de jogo, de leitura de jogo. A substituição, mesmo que forçada, de James por Kléber, foi um erro. Como se percebeu depois, pela entrada de MessIturbe, este é que deveria ter entrado para o lugar de James. A entrada de Kléber seria normal e natural ao intervalo mas para o lugar do Maicon - coisa que o treinador só viu quase aos 60 minutos de jogo... Nos tempos de Mourinho, quando o FCP estava em vantagem numérica com um domínio de jogo como ontem, a saída de um lateral era quase imediata... E mais uma vez o jogo de Djalma é confrangedor no que respeita a eficácia - nada se aproveitou do jogo dele de ontem, como dos jogos anteriores: alguém se lembra de uma assistência ou de um golo dele? Mas eu ainda me lembro do falhanço logo aos 3 ou 4 minutos, contra o Zenit do ponto de penalti só, contra o guarda-redes...

Para além disso, tendo 2 pontas de lança - mesmo que não sejam do seu agrado, são os que há - continua a insistir no Hulk a ponta de lança, à semelhança do que fez o ano passado AVB e que, por isso mesmo, foi alvo de muitas criticas, minhas incluídas, em que muitas vezes disse que ele "devia abrir os olhos". Perde um grande avançado descaído à direita e tem apenas um ponta de lança razoável ao centro.

Mas as duas soluções de jogo que apresentam resultam sempre em poucas oportunidades. Com Hulk, nenhum golo. Com Kléber, marcou mas foi muito complicado e muito tarde, mas o jogo contra o Zenit ficou a zero.

Estas são fraquezas que o FC Porto apresenta actualmente e que, com este treinador, não vejo forma de se resolver. Julgo que lhe falta o rasgo, a "estaleca" para levar a equipa a um patamar superior, ao "next level".

Voltando ao jogo, gostei de algumas partes em que o meio campo funcionou bem, especialmente o trio Fernando-Moutinho-Belluschi. A defesa, apesar de ter estado bem, ainda nos provocou aquele califrio 2 minutos antes do nosso golo - e se aquilo era golo, não sei como a equipa iria reagir. O guarda-redes do Marítimo fez o jogo da vida dele...

Felizmente, neste momento, poderemos dizer que o pior da tempestade já passou. Mas ainda estamos na tempestade. E Janeiro começa com os lagartos e Fevereiro tem o City. Teremos já a equipa em condições físicas e anímicas para esses dois meses? Espero que sim, espero que o Danilo seja jogador para chegar e pegar de estaca na equipa - porque Maicon vai ser um bife tenrinho para os Capels e Silvas e afins. E que o Natal traga no sapatinho um bom ponta de lança e, se não for pedir muito, um trinco.

Por último, o árbitro. Que, mais uma vez, nos prejudicou. Mais uma vez, enganou-se, mas sempre contra nós - ou então, engana-se a favor dos lampiões, o que vai dar o mesmo. Duarte Gomes bem pode vir alegar que erra porque é humano. Mas um humano que erra sempre contra os mesmos, cheira-me que erra por motivos bem diferentes daqueles que levam os humanos a errarem... Andou bem PdC ao (finalmente) vir a terreiro desempenhar o seu papel e defender o clube destas arbitragens, pressionar as entidades e os jornais. A ver se o Duarte Gomes começa a errar menos...

FICHA DE JOGO

FC Porto-Marítimo, 2-0
Liga 2011/12, 13.ª jornada
17 de Dezembro de 2011
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 32.312 espectadores

Árbitro: Duarte Gomes (Lisboa)
Árbitros assistentes: Venâncio Tomé e Pedro Garcia
Quarto árbitro: Pedro Ferreira

FC PORTO: Helton (cap.); Maicon, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, João Moutinho e Belluschi; Djalma, Hulk e James
Substituições: James por Kléber (46), Maicon por Rodríguez (57) e Djalma por Iturbe (73)
Não utilizados: Bracali, Mangala, Souza e Alex Sandro
Treinador: Vítor Pereira

MARÍTIMO: Peçanha; Briguel, João Guilherme, Igor Rossi e Luís Olim; João Luiz, Roberge e Benachour; Heldon, Diawara e Sami
Substituições: Heldon por Danilo (63), Sami por Hassan (88) e Benachour por Tchô (90+2)
Não utilizados: Salin, João Diogo, Fidélis e Fábio Felício
Treinador: Pedro Martins

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Rodríguez (80), Otamendi (83)
Cartão amarelo: Fernando (37), Heldon (38), Roberge (40 e 41), Iturbe (86)
Cartão vermelho: Roberge (41)

Ponto de Situação

14 vitórias, 5 empates, 4 derrotas
49 golos marcados, 21 golos sofridos

sábado, 17 de dezembro de 2011

Curiosidades estatisticas

Um comentário de um leitor levou-me a procurar alguns dados estatísticos sobre a época do FC Porto em relação às épocas anteriores.

E aqui ficam algumas curiosidades.

Esta época, o FC Porto em 22 jogos oficias realizados tem 13 vitórias, 5 empates e 4 derrotas, com 47 golos marcados e 21 sofridos.
Apresenta, assim, um índice de vitórias de 0,59.
Uma média de 2,14 golos marcados e 0,95 golos sofridos por jogo.
Ganhou 1 em 3 títulos possíveis (ganhou a Supertaça de Portugal, foi eliminado da Taça e perdeu a Supertaça Europeia) e foi eliminado da Liga dos Campeões, sendo relegado para a Liga Europa -> índice de títulos de 0,33.

Na época passada, com André Villas Boas e a fantástica época que fizemos, realizamos 58 jogos oficiais, onde tivemos 49 vitórias, os mesmos 5 empates e 4 derrotas (que já acumulamos esta época), tendo marcado 145 golos e sofrido 42.
Apresentou, assim, um índice de vitórias de 0,84.
Teve uma média de 2,5 golos marcados e 0,72 golos sofridos por jogo.
Ganhou 4 em 5 títulos possíveis -> índice de títulos de 0,8.

Na época anterior, com Jesualdo Ferreira, realizamos 51 jogos oficiais e tivemos 36 vitórias, 7 empates e 8 derrotas, marcou 108 golos e sofreu 44 golos.
Apresentou, então, um índice de vitórias de 0,70.
Teve uma média de 2,11 golos marcados e 0,86 golos sofridos por jogo.
Ganhou 2 em 5 títulos possíveis, perdeu o campeonato -> índice de títulos de 0,4.

Em 2008/09, também com Jesualdo Ferreira, realizamos 52 jogos oficiais e tivemos 32 vitórias, 11 empates e 9 derrotas, marcou 93 golos e sofreu 46 golos.
Apresentou, então, um índice de vitórias de 0,61.
Teve uma média de 1,78 golos marcados e 0,88 golos sofridos por jogo.
Ganhou 2 em 5 títulos possíveis, mas ganhou o campeonato -> índice de títulos de 0,4.

Por último, em 2007/08, ainda com Jesualdo Ferreira, realizamos 46 jogos oficiais e tivemos 33 vitórias, 6 empates e 7 derrotas, marcou 81 golos e sofreu 24 golos.
Apresentou, então, um índice de vitórias de 0,71.
Teve uma média de 1,76 golos marcados e 0,52 golos sofridos por jogo.
Ganhou 2 em 5 títulos possíveis, mas também ganhou o campeonato -> índice de títulos de 0,4.



Ou seja, neste momento a equipa apresenta índices e médias sofriveis. Vejamos o que o quadro nos mostra:
* pior índice vitórias desta série de 5 épocas comparadas;
* 3º melhor ataque, o pior das últimas 3 épocas, ou seja, apenas melhor que as 2 primeiras épocas de Jesualdo;
* pior defesa desta serie de 5 épocas comparadas
* pior índice de títulos da série de 5 épocas.

Mesmo as medianas (medida estatística que nos dá uma informação mais correcta que a média) das épocas anteriores, comparadas com os valores desta época, são quase sempre mais fracos - apenas a mediana da média de golos marcados nessas 4 épocas é pior que a média deste ano e apenas a mediana de golos sofridos se vai igualar a das 4 épocas anteriores, sendo os restantes valores todos eles mais fracos este ano.

Ou seja, a época, tal como temos vindo a assinalar aqui, isto representa um FC Porto em sub-rendimento, abaixo daquilo que nos habituou nos últimos anos - mesmo o pior de Jesualdo Ferreira apresentou-se acima de Vítor Pereira em quase todos os parâmetros que medimos, com excepção da média dos golos marcados em 2 das 3 épocas que comandou a equipa onde o FC Porto deste ano se tem mostrado mais goleador.

Atenção que isto são meras estatísticas e não comprovam nada que não seja uma tendência que tem vindo a acontecer esta época: este FC Porto até este momento (com mais de 1/3 da época cumprida) está abaixo do que costuma conseguir fazer. E isso, convenhamos, não é uma boa notícia e explica grande parte da contestação que tem havido ao treinador, um pouco à semelhança do que aconteceu com Jesualdo Ferreira - e confirma as piores expectativas para o restante da época que eu, como muitos outros, temos vindo a manifestar.

Links para os dados das épocas em análise:
2007/08
2008/09
2009/10
2010/11

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Pavão. A vitória mais triste do FC Porto

Hoje, o iOnline dedica uma reportagem a Fernando Pascoal das Neves, mais conhecido como PAVÃO, pseudónimo pelo qual assino as minhas crónicas, exactamente em sua homenagem.



Confesso que nunca o vi jogar, pois ele faleceu em campo, no estádio das Antas, faz hoje 38 anos, a 16 de Dezembro de 1973, ao minuto 13 da jornada 13 do campeonato contra o Vitória de Setúbal, após um passe "à Pavão" a desmarcar Oliveira.

De Pavão, nos seus curtos 26 anos de idade (nascido em 1947), tinha eu pouco mais de 1 ano quando ele faleceu, só poucas imagens de TV vi. Mas ouvi o meu pai e os meus tios, todos sócios do FC Porto hoje em dia há mais de 60 anos, falarem maravilhas. Foi, talvez, um dos melhores jogadores portugueses que pisaram o relvado das Antas, assim me dizem, um médio tecnicista, com uma visão de jogo fantástica. E morrer em campo, com a camisola do Dragão ao peito, na flor da idade, transformou-o numa lenda, para sempre na memória colectiva da nação portista. Para mais, Pavão era um portista de verdade: tendo podido optar pelos lampiões para jogar, preferiu o nosso FC Porto ainda aos 18 anos, em 1965, estreando-se precisamente contra os lampiões numa vitória por 2-0, numa altura em que o clube atravessava uma das mais longas travessias sem ganhar que há memória, problema que só se resolveu 5 anos após a morte dele, em 1978 - e daí para cá, a história foi outra, como sabemos.

Fica o texto de homenagem ao Pavão:

"Fernando Pascoal das Neves. Mais conhecido por Pavão, pela maneira de correr com os braços abertos.
A alcunha cola-se-lhe aos três anos de idade, em 1950, quando mora nas Casas dos Montes, um bairro social de Chaves, e o sr. Júlio, então chefe dos bombeiros daquela cidade, o vê dar pontapés na bola para cima e para baixo naquela rua principal. “Mais pareces um pavão!” O desabafo transforma-se em alcunha que o acompanhará para sempre. Seja como empregado de comércio, jogador de andebol de sete e voleibol nas equipas da Mocidade Portuguesa ou... no futebol de onze.
Faz-se jogador no Chaves, descoberto por António Feliciano, uma das Torres de Belém na década 40. Na altura de dar o salto, aos 16 anos de idade, vai treinar ao Benfica mas prefere o FC Porto e é aí que Pavão se impõe como médio tecnicista, lançado pelo brasileiro Flávio Costa. Desde a sensacional estreia oficial com o Benfica em Setembro de 1965 (2-0 nas Antas), em que marca exemplarmente o capitão Coluna, não só nunca mais sai da equipa como ainda cresce na selecção nacional, de júnior para promessa e daí para sénior, com seis internacionalizações.
Ao serviço do FC Porto, levanta uma Taça de Portugal-1968. Muitas outras se poderiam seguir, mas uma fatalidade atravessa-se no caminho de Pavão. No domingo, 16 de Dezembro de 1973, ao 13º minuto de um FC Porto-Vitória de Setúbal para a 13ª jornada do campeonato, Pavão cai sozinho no relvado depois de desmarcar Oliveira. O médico assiste-o no campo mas não lhe devolve a vida. Aos 26 anos, Pavão desaparece do futebol, da maneira mais ingrata e inglória (com a sua mulher a assistir nas Antas). O seu nome, esse, será para sempre recordado. O i faz-lhe aqui a devida homenagem."


E um obrigado ao iOnline por este pedaço de história. O Fernando, nas bancadas do estádio lá de cima, assiste orgulhoso, com certeza, a esta homenagem.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Jogo 22 - Beira-Mar, 1 x FC Porto, 2

Mais uma noite de futebol fraco. E, desta vez, com pouca atitude, digo eu.

Durante mais de meia hora, descansaram, jogaram calmamente, sem velocidade nem ritmo, deixaram o Beira-Mar ir jogando e aproximando-se da nossa baliza.

O resultado, normal esta época, aconteceu aos 34 minutos quando um chinês no meio da área saltou, quase sem oposição, para marcar o 1-0 após mais um lance com má marcação e posicionamento defensivo.

Felizmente que desta vez tal desvantagem apenas durou breves minutos e no melhor lance da partida, o James empatou.

Já na segunda parte, mais do mesmo, tudo calmo e sem se ver grande hipóteses de resolver a partida sem que alguém puxasse um coelho da cartola - e nesta altura, os coelhos consta que foram com o pai natal no comboio ao circo... Apesar de tudo, Hulk, talvez o mais inconformado, conseguiu um bom remate e encaixar o 1-2, fazendo a remontada.

E quando pensei que a equipa ia serenar e partir para o golo seguinte, enganei-me. O treinador sentiu a equipa a emperrar e reage aos 72 minutos tirando o (quase) ineficaz Djalma do ataque para reforço o miolo defensivo com o Souza, um trinco! Vou ser sincero, num grande esforço de memória, não me consigo lembrar de nenhuma vez com 11 jogadores o FC Porto ter tirado um atacante para meter um trinco. E contra o colosso Beira-Mar...

O resultado não foi o do costume porque o Élio colaborou aos 94,5 minutos, falhando um cabeceamento de baliza aberta (literalmente, o Helton já lá não estava) e não conseguindo o empate. A sorte, pelo menos, ontem esteve do nosso lado.

Salva-se o resultado, felizmente.

Mas isto, mais dia menos dia, vai terminar mal...

FICHA DO JOGO

Beira-Mar-FC Porto, 1-2
Liga 2011/12, 12.ª jornada
10 de Dezembro de 2011
Estádio Municipal de Aveiro

Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco)
Assistentes: Luís Marcelino e Jorge Cruz
Quarto árbitro: Jorge Ferreira

FC PORTO
: Helton (cap.); Maicon, Rolando, Otamendi e Alvaro Pereira; Fernando, João Moutinho e Belluschi; Djalma, Hulk e James
Substituições: Djalma por Souza (73m), Belluschi por Varela (79m) e Hulk por Iturbe (90m+3)
Não utilizados: Bracalli, Walter, Mangala e Alex Sandro
Treinador: Vítor Pereira

BEIRA-MAR: Rui Rego; Pedro Moreira, Yohan Tavares, Hugo (cap.) e Joãozinho; Nuno Coelho, Zhang, Nildo e Artur; Cristiano e Douglas
Substituições: Hugo por Bura (50m), Douglas por Balboa (62m) e Artur por Élio (76m)
Não utilizados: Paes, Dudu, Dias e Serginho
Treinador: Rui Bento

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Zhang (33m), James (40m) e Hulk (59m)
Disciplina: cartão amarelo a Pedro Moreira (12m), Hulk (35m), Zhang (41m), Balboa (68m), João Moutinho (68m), Cristiano (79m) e Maicon (90m+1)

Ponto de Situação

13 vitórias, 5 empates, 4 derrotas
47 golos marcados, 21 golos sofridos

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Bruno Alves, obrigado pelo teu respeito!


Hoje, pelo teu comportamento, mostras-te que és um dos nossos, um adepto, um portista. Jogaste quando te mandaram, mas o teu comportamento no aquecimento, primeiro, durante os minutos de jogo em que participaste, e na rápida e discreta saída de campo, no final, mostraram que foi no FC Porto e por ele que te tornaste em quem hoje és.

O teu respeito e a tua atitude, hoje, não serão esquecidas, com certeza.

Um dia, estarás cá, outra vez...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Jogo 21 - FC Porto, 0 x Zenit, 0 - O adeus, em noite cão, à Liga dos Campeões

E pronto. O inevitável, aconteceu. É claro que podíamos ter conseguido a classificação - mas sejamos razoáveis, não foi hoje que falhamos, foi nos jogos contra o Apoel, 1 ponto em 6 possíveis contra uma equipa que, em condições normais, deveria ter perdido os dois jogos, com direito a goleada no Dragão...

A verdade é que o FC Porto não conseguiu melhor que o 3º lugar. Humilhante. E péssimo do ponto de vista económico! Desconfio que mesmo que ganhemos a Liga Europa consigamos tantas receitas como se nos tivessemos qualificado para os 8 avos de final da Champions...

Sobre o jogo de hoje - em primeiro, fui ver. Balanceado pela excelente e emotiva entrevista do Helton, fui e apoiei a equipa do primeiro ao ultimo minuto. Fui complacente com os erros, perdoei a substituição absurda do intervalo e a desesperada do minuto 81. Sempre pela equipa. O idiota do treinador pediu um estádio de inferno contra os russos e o estádio encheu-se e fez-lhe a vontade: cânticos, pressão sobre o cão, sobre o árbitro, apoio entusiástico a empurrar a equipa para a frente.

Sobre a atitude, confesso que gostei. Apesar de períodos de algum apagamento, hoje fizemos o melhor jogo da época de uma forma global, quanto a futebol jogado. Mas com um enorme senão: foi um esforço mal-orientado, sem resultados práticos. Poucas oportunidades de golo a partida toda, zero golos. Na LCE não se pode falhar quando se está de frente para a baliza, sabes, Djalma? Pois, não sabes, tu era só na Playstation, só com o idiota deste treinador é que és titular, com alguém a sério a treinar, nem sequer tinhas lugar no plantel...

E dito isto sobre o Djalma (que não tem culpa nenhuma, culpa é de quem o contratou, o manteve na equipa e agora o põe a jogar) resta-me dizer que o Maicon continua a não me convencer na posição de defesa-direito. Desconfio que o idiota do treinador ainda não perceber que este não é o do Inter de Milão...

A substituição do intervalo, não a percebi. Se o FC Porto estava em cima do Zenit, não foi por inverter o triângulo do meio campo que a coisa melhorou - o que o FC Porto precisava era de mais velocidade nas alas e de rematar mais (e, já agora, melhor) para abrir o marcador. É claro que com o passar do tempo e a ajuda do árbitro tendenciosamente escolhido a dedo, a equipa percebeu que não ia lá, podia ficar até à meia-noite que não marcava. E vai daí, já em desespero, aos 81 minutos, tira um central para colocar o ponta de lança, finalmente. Terá pensado que em 9 minutos o Kléber resolvia o que os outros, apesar do empenho, não conseguiram nos 81 anteriores.

Infelizmente, fomos eliminados, o que é péssimo desportivamente, em termos de estatuto e em termos financeiros. Mas a parte boa é que, desconfio eu, com isto, o idiota do treinador acabou de assinar a sua sentença. Não me acredito que depois disto a SAD o mantenha por muito tempo... veremos!

No resto, uma ultima palavra para as revistas na entrada do jogo. UMA VERDADEIRA PALHAÇADA! Não gosto de ser tomado como criminoso. Não gosto de ser apalpado e justificar que tenho 2 telemóveis e um caderno de desenhos sempre comigo. E não gosto de chegar tarde ao jogo por causa disso - demorei mais de 15 minutos a entrar no estádio. Mas o cumulo hoje foi quando, educadamente, protestei com o agente policial que aquilo era muito inseguro, muita gente aos empurrões e as grades a afunilarem a entrada, com pessoas quase a cair e ele diz "o problema é as pessoas ficarem a trabalhar até tarde e depois querem entrar a correr"! Palhaço! As pessoas estão a trabalhar, ainda bem, que o país bem precisa disso. E chegam quando querem e quando podem... ele é pago para trabalhar na segurança das pessoas e não para as pôr em insegurança. A parte mais engraçada é que coloquei o revistador a ir atrás de mim porque, simplesmente, avancei sempre - diz ele: espere aí! E digo eu: vá para casa revistar a sua mulher e andei... e como sempre, os Superdragões é levam os petardos lá para dentro e os revistados somos nós... palhaçada!

FICHA DE JOGO

UEFA Champions League, Grupo G, 6.ª jornada
6 de Dezembro de 2011
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 46.512 espectadores

Árbitro: Carlos Velasco Carballo (Espanha)
Árbitros assistentes: Roberto Fernández e Juan Carlos Jiménez
Quarto árbitro: Eduardo González
Árbitros assistentes adicionais: Fernando Vitienes e Javier Fernandez

FC PORTO: Helton (cap.); Maicon, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, Defour e João Moutinho; Djalma, Hulk e James
Substituições: Defour por Kléber (46m), Djalma por Varela (68m) e Otamendi por Belluschi (81m)
Não utilizados: Bracali, Fucile, Mangala e Souza
Treinador: Vítor Pereira

ZENIT: Malafeev; Anyukov (cap.), Hubocan, Lombaerts e Criscito; Denisov, Semak e Shirokov; Fayzulin, Lazovic e Danny
Substituições: Shirokov por Zyryanov (46m), Fayzulin por Bystrov (57m) e Lazovic por Bruno Alves (81m)
Não utilizados: Zhevnov, Bukharov, Rosina e Lukovic
Treinador: Luciano Spalletti

Disciplina: cartão amarelo a Anyukov (28m), Helton (38m), Fayzulin (40m), Otamendi (48m), Hulk (71m), Malafeev (76m)

Ponto de Situação

12 vitórias, 5 empates, 4 derrotas
45 golos marcados, 20 golos sofridos

domingo, 27 de novembro de 2011

Jogo 20 - FC Porto, 3 x Braga, 2

Ao 20º jogo, nova vitória, suada e sofrida, como tantas vezes esta época.



E com um futebol muito fraco, sem fio de jogo nem velocidade.

Em todo o caso, pela primeira vez em muito tempo esta época, o FC Porto não deu a primeira parte de avanço ao adversário (deu só 36 minutos...) mas mesmo assim só aos 25 minutos fez o primeiro remate, num contra-ataque de Hulk (!) numa altura do jogo em que o Braga já levava 3 remates (!!) e uma clara oportunidade de golo (!!!) salva por Maicon que descaiu para o centro nesse lance.

E por falar em Maicon, que antes dos 2 minutos já havia sido ultrapassado em velocidade pelo Paulo César, porque é que continua a jogar quando Fucile e Sapunaru já estão em condições? Juro que por mais que me esforce, não percebo a ideia de pôr alguém que já é coxo no seu lugar de origem a jogar numa posição onde nem tem rotinas, nem tem velocidade, nem tem técnica para ele...

No resto, felizmente temos Hulk. Que voou entre os centrais do Braga, qual Jardel, e contando com a saída em falso do Quim, marcou o primeiro. Até aí, o jogo estava lento, pastoso e com o Braga a pegar no jogo muito tempo e vezes. Depois do golo, finalmente, a equipa galvanizou-se um pouco e o jogo animou um pouco. Mas por pouco tempo, como veremos...

Depois do intervalo, tudo voltou à normalidade: devagar, devagarinho e parados. Quase adormeci até que por volta dos 65 minutos o jogo começou a espicaçar novamente, mas do lado errado... e o Braga cheirou o golo nesse período. Até que, num lance genial de Hulk, este remata de fora da área como só ele sabe e marcou o 2-0, que nos fez serenar - mas por pouco tempo, verdade seja dita.

Apesar de Leonardo Jardim ter ajudado quando tirou Djamal e colocou a boneca vaidosa em campo, desmontando o meio campo e perdendo a cabeça durante breves minutos em que o FC Porto conseguiu fazer o 3-0, com o recém-entrado Kléber e tendo ainda hipóteses pelo Cebola de ampliar o resultado. Por falar em Cebola, outra pergunta: porque é que o Djalma é titular e o Cebola fica no banco? Tenho dúvidas que o angolano tenha categoria para jogar no FC Porto e não tenho dúvidas que o Cebola é dos melhores extremos em Portugal. Mais uma que não percebo...

Mas o pior estava destinado para o fim.

Quando todos pensavam que tudo estava resolvido, a equipa relaxou, desconcentrou-se, abrandou e o resultado foi o do costume: erros defensivos e o Braga, a 3 minutos do fim, marca num penalti escusado cometido por Hulk - alguém me explica o que estava a fazer o ponta de lança dentro da nossa área? E se muitos pensaram que ficava assim mesmo, incluindo a equipa do FC Porto que estava em campo, o Braga não pensou assim e partiu para o ataque outra vez. E marcou o 3-2 já no 1º minuto de descontos.

Gelou o Dragão, a ver que a coisa ainda ia descambar. O que, felizmente, não aconteceu - também porque quem tem Hulk, tem um abono que quase deu o 4º golo de bandeja.

Ganhamos, que era o que importava. Mais do que vencer o Braga, vencemos o pessimismo. Estou um pouco mais confiante. Mas não confio mais no treinador hoje que no inicio da época, bem pelo contrário - quem me leu aqui desde o primeiro dia de VP que disse que se ele era a escolha da SAD, era a minha escolha também. E assim foi até meados de Setembro, momento em que percebi que ele nem tem o necessário para consumo interno, quanto mais para consumo externo.

Estamos condenados, este ano, com um pouco de sorte, a disputar o campeonato até ao ultimo jogo. Com azar, antes disso já encostámos. E não tenhamos esperanças em ter grandes jogos de futebol, porque está visto que é tudo muito sofrido e desgarrado, esta época. E enquanto a SAD mantiver a causa principal deste mau momento, que é o treinador, nada mudará. Às vezes, o medo de mudar é o pior que pode acontecer...

E agora, de calculadora numa mão e terço na outra, que venha o Zenit...

FICHA DE JOGO

FC Porto-SC Braga, 3-2
Liga Portuguesa 2011/12, 11.ª jornada
27 de Novembro de 2011
Estádio do Dragão, no Porto

Árbitro: Artur Soares Dias (Porto)
Assistentes: Rui Licínio e João Silva
Quarto árbitro: Cosme Machado

FC PORTO: Helton «cap»; Maicon, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, João Moutinho e Defour; Djalma, Hulk e James
Substituições: Djalma por Rodríguez (64m), Defour por Souza (64m) e James por Kléber (80m)
Não utilizados: Bracali, Belluschi, Fucile e Varela
Treinador: Vítor Pereira

SC BRAGA: Quim; Salino, Douglão, Ewerton e Paulo Vinícius; Djamal, Hugo Viana e Fran Mérida; Alan, Lima e Paulo César
Substituições: Fran Mérida por Mossoró (60m), Paulo César por Hélder Barbosa (70m) e Djamal por Nuno Gomes (76m)
Não utilizados: Berni, Rodrigo Galo, Vinicius e Rivera
Treinador: Leonardo Jardim

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Hulk (37m e 78m), Kléber (82m) e Lima (88m, g.p. e 90m+2)
Disciplina: cartão amarelo a Alvaro (11m), Maicon (55m), Salino (73m) e Hulk (88m)

Ponto de Situação

12 vitórias, 4 empates, 4 derrotas
45 golos marcados, 20 golos sofridos

sábado, 26 de novembro de 2011

Jogo 19 - Shaktar, 0 x FC Porto, 2

E ao fim de 3 jogos negativos, finalmente e algo milagrosamente, a vitória.


Imagem FC Porto

É certo que ganhamos, mas não fiquei nada convencido - aliás, até ao 2º golo aos 90 minutos, tive sempre o receio de o Shaktar dar a volta ao jogo!

A equipa não inspira confiança a quem vê o jogo, os falhanços defensivos sucedem-se - quer em marcações mal feitas, quer em mau posicionamento das peças defensivas, quer em erros de passes e timings de corte - pelo que o sentimento geral que fica é que, a qualquer momento, o golo adversário pode acontecer.

Para colmatar, a questão da equipa dar cada vez mais a posse de bola ao adversário é contra-producente - a cada jogo a equipa recua mais, deixa jogar (por exemplo, neste jogo nem aos 40% de posse de bola chegamos) e usa cada vez mais as famosas (jesualdianas) "transições rápidas", versão pós-moderna do "ao ataque fechadinhos lá atrás" do treinador chinês do ano... E como eu costumo dizer, por norma, quando a bola está nos pés dos nossos jogadores não costuma estar dentro da nossa baliza!

Centrando-me no jogo novamente, voltamos a oferecer os primeiros 45 minutos ao adversário. E felizmente que o Mircea Lucescu não fez o trabalho de casa e não viu o jogo contra a Académica, onde a Avenida Maicon era um convite a aprazíveis corridas em direcção à baliza de Helton - que, por sua vez, teve algumas intervenções de nível máximo e que mantiveram o marcador do bonito estádio a 0. Na primeira parte, por volta dos 15 aos 30 minutos, o sufoco foi total e o golo esteve iminente várias vezes.

Na segunda parte, se calhar devido à visita do presidente ao balneário (consta que lá foi 2 vezes nesta partida) a equipa melhorou um pouco e, talvez a primeira vez esta época, começou a correr mais que o adversário, com mais pernas e ritmo de jogo. Pelo minuto 70, e estando ainda a 0 o marcador, comecei a acreditar-me que algo poderia acontecer de bom. Entretanto, ao minuto 72, nova oportunidade tremenda dos ucranianos que não dá golo devido à melhor defesa do jogo do Hélton em dois remates consecutivos. E por fim, ao minuto 79, o milagre aconteceu mesmo! O talento natural de alguns dos nossos jogadores veio ao de cima: grande passe de Moutinho, excelente recepção em corrida para a baliza de Hulk que à saída do gaurda-redes encontra o buraco da agulha para passar a bola em direcção ao primeiro golo. A equipa, mesmo assim, não tranquilizou e as coisas continuaram complicadas na defesa, sendo que o jogo só foi sentenciado ao minuto 90 com um auto-golo ucraniano.

A sorte foi tanta que até o resultado do outro jogo do grupo nos ajudou, já que neste momento não só depende de nós mesmos passarmos de fase como ainda é possível pensar em ficar em primeiro - basta que além de ganharmos o Apoel perca...

Entretanto, no domingo, novo teste de fogo - contra o Braga - que poderá definir a carreira no campeonato nos próximos tempos. Mais uma vez, dependendo do que se passar no zoológico da 2ª circular, poderemos até acabar a jornada novamente isolados no comando - basta que empatem ou ganhem os lagartos e que o FC Porto ultrapasse o Braga, na parte que me parece mais dificil de concretizar, em especial se VP insistir em colocar Maicon à direita (que é muito tenrinho para Alan, Helder Barbosa ou Lima, por exemplo) e entregar o jogo ao adversário.

Eu, como estou em greve enquanto o VP for treinador, fico a ver o jogo no quentinho do sofá... para ver maus jogos ao vivo, poupo o dinheiro das portagens e do gasóleo e vejo em casa, já que sou assinante da Sport TV!

FICHA DE JOGO

Shakhtar Donetsk-FC Porto 0-2
Liga dos Campeões 2011/12, quinta jornada
23 de Novembro de 2011
Donbass Arena, em Donetsk
Assistência: 3275 espectadores

Árbitro: Craig Thomson (Escócia)
Assistentes: Alasdair Ross e Derek Rose
Assistentes adicionais: Steven McLean e Stephen O'Reilly

SHAKHTAR DONETSK: Rybka, Kobin, Kusher, Rakitskiy e Rat; Hubschman e Fernandinho; Eduardo, Mkhitaryan e Willian; Luiz Adriano.
Substituições: Eduardo da Silva por Jadson (59m), Willian por Alex Teixeira (69m), Kobin por Douglas Costa (87m)
Não utilizados: Tetenko, Gai e Chyzhov.
Treinador: Mircea Lucescu

FC PORTO: Helton; Maicon, Otamendi, Rolando e Alvaro Pereira; Fernando, Defour e João Moutinho; Djalma, Hulk e James Rodríguez.
Substituições: Djalma por Cristian Rodriguez (73m), James por Varela (81m), Defour por Souza (88m)
Não utilizados: Bracali, Fucile e Kléber..
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Hulk 79m; Rat 90m (pb)
Disciplina: James Rodriguez 35m, Eduardo da Silva 50m; Jadson 65m; Kobin 75m

Ponto de Situação

11 vitórias, 4 empates, 4 derrotas
42 golos marcados, 18 golos sofridos

sábado, 19 de novembro de 2011

Jogo 18 - Académica, 3 x FC Porto, 0 - Adeus, Taça, que humilhação...

O que dizer?

Sobre o jogo... a primeira parte, um zero absoluto. Zero remates, zero futebol, zero empenho, zero atitude.



A equipa inicial, mais uma vez, uma ideia peregrina que só cabe na cabeça de uma pessoa: Maicon mais uma vez a defesa-direito.

A segunda parte, o descalabro.
As substituições depois do 1º golo, patéticas. Tirar o Moutinho e mandar o Defour jogar a par do Fernando, com dois trincos, não cabia na cabeça de mais ninguém. Tirar o Varela e meter o Kléber, jogando num 4-2-4 nunca visto nos últimos anos, também não cabia na cabeça de mais ninguém. Nem o Jesualdo, que era o Jesualdo, se lembrou disso.
E o descalabro aconteceu pela direita. Surpresa? Nem por isso, o Maicon foi "comido" várias vezes e 3 desses erros resultaram em golos - e a culpa não é do Maicon, que recebeu ordens para jogar ali, a culpa é do idiota que não percebe um corno de futebol que o pôs a jogar lá.
E quando está a perder em vez de retirar o Maicon que era o elo mais fraco, e montar a equipa a partir daí (metendo um central, Mangala e encostando o Otamendi à direita) e a fazer substituição seria o Defour para o lugar do Fernando, tentando que as linhas se encostassem mais e subissem mais no terreno.
Ao inventar este esquema 4 defesas - 2 trincos - 4 atacantes, partiu a equipa, os jogadores perderam-se em campo e deixaram de ter uma organização.

Ver o FC Porto fazer o primeiro remate aos 50 minutos é bem demonstrativo do jogo mau - no seguimento dos últimos 6 ou 7 jogos - que o FC Porto fez. Durante o jogo, o FC Porto não pressionou (nem alto, nem baixo) e pouco correu - apenas podemos considerar 15 minutos após o intervalo onde a equipa passou da velocidade "parado" para a velocidade "devagarinho". Nunca chegou à velocidade "devagar" e já ninguém se lembra quando foi a ultima vez que se viu o FC Porto a toda a velocidade.

Resultado da "brincadeira": a Taça de Portugal já se foi. A Liga dos Campeões já está meio encaminha, a questão que fica é saber se ao menos nos mantemos na Liga Europa. E a Liga portuguesa, apesar de ainda estar em primeiro, todos percebem que está por um fio a liderança - e quando de lá sairmos, a hecatombe é capaz de ser grande... E a SAD a assobiar para o ar, a fazer de contas que não está a acontecer nada, na esperança que se deixar passar o tempo talvez as coisas melhorem - o problema é que não estão a melhorar, estão a piorar cada vez mais...

E não há mais hipótese de negar: Vitor Pereira não tem condições para continuar. Nem competência, como se percebeu hoje. Negar isso, manter o treinador, é continuar a ver o barco a afundar enquanto a banda toca cada vez mais desafinada.

Agora, temos jogo na 4ª feira para a Liga dos Campeões, domingo para o campeonato. A equipa, se bem se lembram, é o 3º jogo consecutivo que não ganha, o que já é a 2ª vez que acontece esta época - algo que não acontecia desde a última época de Jesualdo e antes ainda desde 2004-05...

O que será o futuro? Como estará a equipa motivada para estes dois jogos fundamentais que aí vêm? Vê-se, percebe-se, que os jogadores não estão bem mentalmente e fisicamente. Irão conseguir recuperar nestes dois campos para a próxima 4ª com uma viagem até aos confins da Europa? Receio que vá ser mais um massacre... como será o jogo com o Braga, no Dragão - pessoalmente, estou em greve, só volto ao estádio com aquele funcionário incompetente for despedido. Para ver maus espetáculos, para ser humilhado, para me chatear, prefiro ficar em casa...

E para quem já não se lembrar, a última vez que o FC Porto ganhou, foi no dia 28 de Outubro ao Paços de Ferreira...

FICHA DE JOGO

Académica-FC Porto 3-0
Taça de Portugal 2011/12, IV eliminatória
19 de Novembro de 2011
Estádio Municipal de Coimbra

Árbitro: Bruno Paixão (Setúbal)
Assistentes: António Godinho e Nuno Conceição
ACADÉMICA: Ricardo; João Dias, Berger, João Real e Hélder Cabral; Pape Sow; Adrien e Diogo Melo; Marinho, Éder e Sissoko.
Substituições: Marinho por Diogo Valente (73m); Diogo Melo por Júlio César (77m), Éder por Fábio Luís (90+1m)
Não utilizados: Peiser, Cédric, Nivaldo e Hugo Morais.
Treinador: Pedro Emanuel

FC PORTO: Bracali; Maicon, Rolando, Otamendi e Álvaro Pereira; Fernando; Moutinho e Belluschi; Hulk, Walter e Varela.
Substituições: Belluschi por James Rodriguez (59m), Varela por Kléber (68m), João Moutinho por Defour (68m)
Não utilizados: Helton, Mangala, Souza e Djalma.
Treinador: Vítor Pereira
Ao intervalo: 0-0
Golos: Marinho 64m; Adrien Silva 81m; Diogo Valente 89m

Disciplina: cartão amarelo a Otamendi 55m; Belluschi 59m, Rolando 61m, Hulk 82m; Ricardo 90+1m

Ponto de Situação

10 vitórias, 4 empates, 4 derrotas
40 golos marcados, 18 golos sofridos

Que vergonha...

Neste momento, para não me exceder nas palavras, apenas isto. Que vergonha. Que humilhante. Só espero ouvir uma palavra do pseudo-treinador na conferência de imprensa dentro de instantes: DEMITO-ME!

Que vergonha! Que humilhante!