quarta-feira, 28 de setembro de 2011

118 anos. Parabéns, Futebol Clube do Porto!



Faz hoje 118 anos que um senhor no Porto lhe apeteceu jogar um match football. E se lhe apeteceu, assim o fez com mais uma série de amigos portugueses e ingleses.

A história da cidade mudou depois disso. Passou a ter no Futebol Clube do Porto mais arco triunfal, como bem diz o hino, pois o livro de honra está recheadas de vitórias que levaram mais longe, mais alto, o nome da cidade que deu nome a Portuhal.

Assim o espero hoje também, que o plantel continue, tão longe daqui, a cumprir o hino e o lema: sempre a vencer desde 28 de Setembro de 1893, pois esse é o nosso destino.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Os galináceos ainda se queixam...

Jogo 9 - FC Porto, 2 x SLB, 2



E aconteceu. Desde os tempos de Jesualdo que não tinhamos dois jogos seguidos sem ganhar. À 6ª jornada, depois de empatar na Vila da Feira, voltamos a empatar o jogo em casa com os lampiões.

É assim que se perdem campeonatos, já o disse na semana passada, a desperdiçar pontos com adversários mais fracos...

O FC Porto entrou com a melhor equipa (possível) e dominou absolutamente a primeira parte. Os números de jogo não mentem: 60% de posse de bola, 2 faltas cometidas para 16 sofridas, 1 remate sofrido para 12 efectuados, 3 cantos contra zero. O resultado de 1-0 foi apenas lisonjeiro, pecou por defeito.

Verdade seja dita: o árbitro, apesar de tendencioso e proteger os lampiões, não foi influente ao ponto de se dizer que o empate se deve a ele - tenho para mim que foi mais por falta de objectividade e qualidade do FC Porto que por qualquer outro motivo. Mas também temos de ver que Artur acabou o jogo imaculado disciplinarmente e na primeira parte poderia ter sido expulso - quer directamente quando levantou os pés com os pitões ao Guarin (se o árbitro considerasse "conduta violenta") ou pelo menos com o amarelo por "imprudência" (ver Lei 12 das Leis do Futebol em "Negligência, imprudência, força excessiva") e se tivesse visto o amarelo mais do que merecido pelo tempo que perdeu até ao golo do FC Porto aos 37 minutos (mais coisa, menos coisa, demorou quase 4 minutos a marcar os pontapés de baliza, cerca de 30 a 40 segundos por norma).

A segunda parte começou muito mal. Uma entrada amorfa, sem velocidade. Guarin estava cansado, Hulk ajudava cada vez menos e perdia e perdia-se cada vez mais em campo. As substituições deveriam ter ocorrido mais cedo, de forma a segurar o jogo com pulmão e não com passividade como foi a opção. Os lampiões, com o lançamento de duas galinholas frescas, conseguiram a recuperação. O FC Porto, atingido na dignidade, voltou ao comando, mas depois as pernas não ajudaram e o empate aconteceu como todos estavam a ver que ia acontecer.

A saída de Kléber, se foi por lesão, compreende-se. Mas temo que isso seja uma "história"... porque nem o vi pedir para sair (como vi pedir o Sapunaru quando entrou o Djalma para o seu lugar contra o Shaktar) nem me pareceu que estivesse a mancar ou agarrado a alguma perna. Começo a acreditar, isso sim, que há vacas sagradas no plantel...

Enfim, que na 4ª voltemos ao percurso habitual, é tudo o que peço e desejo - ganhar! E temos de recuperar no campeonato o tempo perdido nestas 2 jornadas...

FICHA DE JOGO

FC Porto-Benfica, 2-2
Liga 2011/12, 6.ª jornada
23 de Setembro de 2011
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 49.511 espectadores

Árbitro: Jorge Sousa (Porto)
Assistentes: Bertino Miranda e José Ramalho
Quarto árbitro: Rui Costa

FC PORTO: Helton «cap.»; Fucile, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, Guarín e João Moutinho; Hulk, Kléber e Varela
Substituições: Guarín por Belluschi (77m), Kléber por Rodríguez (80m) e Varela por Walter (86m)
Não utilizados: Bracalli, Maicon, Souza e Defour
Treinador: Vítor Pereira

BENFICA: Artur; Maxi Pereira, Luisão «cap.», Garay e Emerson; Javi Garcia e Witsel; Nolito, Aimar e Gaitán; Cardozo
Substituições: Nolito por Bruno César (69m), Aimar por Saviola (69m) e Cardozo por Matic (90+1m)
Não utilizados: Eduardo, Rúben Amorim, Rodrigo e Jardel
Treinador: Jorge Jesus

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Kléber (37m), Cardozo (47m), Otamendi (51m), Gaitán (82m)
Disciplina: cartão amarelo a Otamendi (9m), Luisão (40m), Javi Garcia (40m), Fucile (43m), Cardozo (43m), Alvaro (57m), Kléber (77m), Fernando (78m), Bruno César (89m) e João Moutinho (90+2m)

Ponto de Situação

6 vitórias, 2 empates, 1 derrota
18 golos marcados, 9 golos sofridos

domingo, 25 de setembro de 2011

Falcão disse que era o momento de sair...

Messi deu-lhe o banho de realidade...



Agora ele já sabe a diferença entre pertencer a um grande clube e a um clube médio...
Vejam a cara dele aos 3.05 deste vídeo...

Um empate com sabor amargo e injusto...


Mas a determinada altura adivinhou-se que ele iria acontecer.
A meu ver, mais uma fraca leitura de jogo de Vitor Pereira permitiu que os lampiões chegassem ao empate...
Mas comecemos pelo início. A equipa inicial nada de novo trouxe. A equipa que entrou em campo deveria ser aquela (assalta-me a dúvida da entrada de Defour de início, mas não é por aí) e como tal encostamos os lampiões às cordas. Uma primeira parte sem um único remate dos lampiões e um 1 a zero muito lisonjeiro para nós...

A 2.ª parte trouxe aquilo que já se sabe. Um golpe de sorte dos lampiões e o empate à entrada e o desfazer da igualdade logo de seguida.
Pensei que o jogo restava ganho e deveria estar. Mas uma fraca leitura de jogo de VP não permitiu ao Porto circular a bola e por os lamps a cheira-la... Perdemos a bola muitas vezes e pusemo-nos à mercê de um golpe de sorte lampiónico, em que eles são exímios, visto que não valem um charuto...

Quanto à arbitragem, que foi elemento justificativo para alguns jogadores e para o treinador,para mim não justifica o empate. Se bem que a diferença de tratamento entre a expulsão do James na semana passada e da possível expulsão do Cardoso, são exactamente aquilo que sabemos, um tratamento lampiónico, o Porto teria que os dizimar à mesma. E esta é que é a verdade mais que absoluta.

O Porto é melhor. Joga melhor e jogava em casa. Por isso o discurso de Vitor Pereira no final me fez lembrar um pouco o discurso de Jesualdo Ferreira que eu nunca me revi. O discurso do Calimero em que todos são culpados menos ele.

Não ganhamos porque não fomos a equipa de top que deveríamos ser na última meia hora e porque Vitor Pereira não soube mexer na equipa.

Espero que VP não continue a enviar a culpa para os árbitros e se esqueça do seu trabalho. 4 pontos em 6 dias foram deitados fora por falta de astúcia a mexer na equipa.
Ainda está a tempo de mudar... E mesmo que não mude, basta para ser campeão...
Não dará é para altos voos, o que até é pena, em função do plantel que temos, no meu ponto de vista bem melhor do que o do ano passado (excepção ao ponta de lança, é claro).

E termino perguntando: porque é que fisicamente a equipa está fraca e porque é que o ITURBE nem sequer é convocado???

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Walter...



Sim, ele não é nenhum Falcao, Jardel ou Gomes. Mas, sempre que foi chamado, cumpriu os "mínimos olímpicos". Basta atentar para os seus números o ano passado: 656 minutos jogados na Liga, 6 golos, mais alguns na Taça da Liga e na Taça de Portugal.

A questão que agora coloco é: porque não foi inscrito na Liga dos Campeões e não jogou contra o Feirense no passado Domingo?

Penso que as respostas cruzam-se.

Não jogou contra o Feirense porque não está inscrito na Liga dos Campeões. Passo a explicar: Vítor Pereira não apostou nele ao não inscrever o jogador, talvez num braço de ferro com a SAD para obter um novo atacante. E agora, para demonstrar que não conta com ele e para evitar que ele marque golos e justifique a sua presença, não o põe a jogar, mesmo quando não tem soluções para a equipa como no jogo contra o Feirense.

O grave da situação é que isto tem todo o ar de ser um braço de ferro entre VP e a SAD. Porque o empresário veio hoje dizer n'O Jogo que o FC Porto recebeu não uma, como se falou, mas sim 5 propostas para o Walter (2 do Brasil, 2 de França e 1 da Alemanha) e que o clube recusou todas elas. Ou seja, o VP não conta com ele, como parece ser ainda mais evidente que com o AVB o ano passado. Mas a SAD não o dispensa.

E quando há um braço de ferro entre a SAD e um treinador, há dois perdedores. Um, é o treinador. O outro, é o clube, que perde tranquilidade, liderança, harmonia e acaba por entrar numa espiral negativa com prejuízos desportivos muito grandes.

Eu sei que a causa principal da não inscrição de Walter na Liga dos Campeões é a falta de jogadores oriundos da formação no plantel, que ocupam assim as 21 posições disponiveis. Mas é preciso ultrapassar esse drama rapidamente - porque o FC Porto não pode jogar só com Kléber, que terá altos e baixos de forma, lesões e castigos que o impedirão de jogar muitas vezes na época - e só há Walter para o seu lugar, logo ele tem de jogar quando tiver de jogar, independentemente das opções técnicas que levaram à sua não inscrição na Liga dos Campeões.

Este vai ser, pelo menos até 31 de Dezembro, o maior problema do FC Porto. E não sei como VP vai resolver este caso bicudo... e isso preocupa-me, neste momento, mais do que a questão de ele ter ou não visão de jogo ou ter ou não o medo típico dos treinadores portugueses!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Iturbe...

Porque será que Iturbe, o astro argentino, intitulado como novo Messi na América do Sul, nem sequer entra nas contas do treinador???
Será por ser jovem??? Raul entrou na equipa do Real aos 17 e não me consta que a carreira lhe tenha corrido mal... Messi no Barcelona igual...
Será porque ainda é recente na equipa??? Varela é madurinho, e não dá duas para a caixa... E outros reforços já entraram na equipa.
Será por nervosismo do miúdo??? O rapaz já passou por muitas situações de pressão... E depois se não o meterem não saberemos o que vale...
Será por receio dos adeptos? Todos depositamos grandes esperanças nele e apoiaríamos o miúdo tal como fazemos a todos, ainda para mais quando é uma promessa...

Ou será que é porque o VP é o típico treinador português, que tem de deixar os miúdos, por melhores que eles sejam, a ambientar aos relvados dos campos de treino durante meses até entrar na equipa 5 minutos num jogo de taça contra o "caga na saquinha de cima", apesar de eles terem uma tremenda qualidade???
Jesualdo também deu uma tremenda estadia na bancada a Anderson... Depois só o conseguimos ver meia dúzia de vezes...

VP tem idade para ter juízo... Oxalá o tenha...
E que esta semelhança seja apenas pontual... Porque o Jesualdo tem provado muito bem aquilo que eu sempre disse dele...

Ou se calhar o rapaz é que é fraquinho e todo o mundo exagera... A começar pela SAD que lhe "espetou" com uma clausula de 50 milhas...

domingo, 18 de setembro de 2011

Jogo 8 - Feirense, 0 x FC Porto, 0

É assim que se perdem campeonatos, devo começar por aí. Os jogos "interpares" não são os que definem o campeão no final da época, por norma, mas sim os pontos que se perdem contra os clubes mais fracos e de "outros" campeonatos...

Começando pelo principio do jogo. A equipa inicial surpreendeu-me e não foi pela positiva. Porque supunha, como disse no Facebook, que estivesse sem ritmo depois de uma lesão e a entrada de Mangala para o lugar do Otamendi. E, ainda, a ausência de Fernando (ou Souza) abdicando do trinco. Como já aqui o disse, acho que é possível jogar sem o trinco mas isso depende muito de factores como a forma como a equipa adversária se coloca em campo (quando abdica claramente do ataque) e dos jogadores que estão no meio campo - e aqui penso que só quando o Moutinho e o Defour jogam pode tal ser feito, colocando um Belluschi ou um James numa clássica posição 10.

Ora o FC Porto começou a perder os pontos nesse momento. O Mangala não é mau jogador pelo que mostrou, mas ainda não é melhor que o Otamendi, para além de que não tem ainda rotinas de equipa e tem dificuldades, naturais, de comunicação. O Guarin mostrou-se trapalhão e desconcentrado, alheado do jogo, ainda não está na melhor forma. E a forma como a equipa começou a jogar, sem uma entrada forte, com o meio campo trapalhão e pouco dinâmico, veio piorar as coisas.

Honra seja feita ao Feirense, já agora, que não estacionando o autocarro na frente da baliza e marcando bem à zona, com boa pressão e muito dinamismo, soube complicar ainda mais o jogo ao FC Porto.

O intervalo chegou e o jogo prometia já ser muito difícil, mas a saída do Kléber para a entrada do Varela veio complicar ainda mais. Porque o problema do ataque era o jogo não chegar lá, e o jogo não chegava lá porque o meio campo simplesmente não carburava - Guarin só complicava, James não engrenava, Moutinho não podia estar atrás e à frente ao mesmo tempo e Belluschi não encontrava espaços para jogar. Este foi, por isso, o 2º erro do Vítor Pereira.

Que com o decorrer do jogo não emendou, pois Walter (que até foi convocado) não entrou e a equipa mostrava que andava à procura de um homem de área nos seus cruzamentos constantes.

É evidente que também teve azar com mais 2 bolas aos ferros da baliza adversária - e aí vão 7 em 3 jogos - mas também podia ver o árbitro marcar um penalti aos 15 minutos contra nós que não era escândalo nenhum.

Não sou (ainda) tão pessimista como o Dragão sobre o nosso treinador Vítor Pereira. Penso que ele já mostrou alguns dotes e alguma percepção do jogo noutros jogos (por exemplo, soube ver como o Barcelona ia jogar e encontrar forma de contrariar o jogo deles, boa leitura no último jogo contra o Setúbal ao tirar o trinco, etc) e a equipa já mostrou bons momentos de futebol este ano - devemos nos lembrar que o ano passado o FC Porto só começou a engrenar algures em Novembro, contra os lampiões e contra o Rapid, na Áustria, pois até aí as coisas ainda se mostravam algo desajustadas e inseguras.

Penso que o Vítor Pereira, que não me parece burro nenhum - ao contrário do Jesualdo que até de aspecto me inspirava desconfiança - deverá ter aprendido algumas lições hoje. Teremos a prova já na sexta feira.

No final, era escusada a expulsão do James - que sentiu claramente a pressão de ter ser o único "génio" em campo, com a ausência forçada (ou não?) do Hulk. Será que não era mais seguro ter o Hulk no banco, como foi feito contra o Setúbal? Infelizmente, o Presidente tem razão: Hulk é insubstituível. E, pelo que vamos vendo para já, o Falcao também...

Nota final - Para desanuviar o ambiente, lembrem-se que faz hoje 15 anos que o FC Porto foi humilhar os lampiões à luz, na Supertaça, com os famosos 0-5, no dia de aniversário do Jardel que jogou apenas parte do segundo tempo e nem marcou... a ver se na sexta-feira há mais!



FICHA DE JOGO

Feirense-FC Porto, 0-0
Liga 2011/12, quinta jornada
18 de Setembro de 2011
Estádio Municipal de Aveiro

Árbitro: Bruno Esteves (Setúbal)
Assistentes: António Godinho e Mário Dionísio
Quarto Árbitro: Jorge Tavares

FEIRENSE: Paulo Lopes; Pedro Queirós, Henrique, Luciano «cap.» e Mika; Sténio e Varela; Miguel Pedro, Diogo Cunha e Fonseca; Rabiola
Substituições: Sténio por Cris (57m), Miguel Pedro por Ludovic (66m) e Diogo Cunha por André Fontes (78m)
Não utilizados: Pajetat
Treinador: Quim Machado

FC PORTO: Helton «cap.»; Supunaru, Rolando, Mangala e Fucile; João Moutinho, Guarín e Belluschi; James, Klébler e Rodríguez
Substituições: Kléber por Varela (46m), Rodríguez por Defour (70m) e Sapunaru por Djalma (81m)
Não utilizados: Bracalli, Walter, Fernando e Otamendi
Treinador: Vítor Pereira

Disciplina: cartão amarelo a Diogo Cunha (16m), Pedro Queirós (29m), Fucile (44m), Mangala (66m), Rolando (72m) e Rabiola (90m); cartão vermelho a James (90m)

Ponto de Situação


6 vitórias, 1 empate, 1 derrota
16 golos marcados, 7 golos sofridos

Vitor Pereira tem tiques de Jesualdo...

Depois do jogo de hoje, já não me restam quaisquer dúvidas... Vitor Pereira não tem unhas para tocar a nossa viola...
No jogo de hoje conseguiu, vezes sem conta, complicar aquilo que seria mais fácil... Tirou sempre quem se poderia posicionar em frente à baliza e não foi capaz de meter o Walter.
E aqui reside a primeira de muitas questões. Se Walter não é para jogar, porque carga de água é ele convocado???? Se quando precisamos de marcar golos tiraos avançados e metemos médios, para que raio é convocado o Walter, jogador que até tem uma boa média de golos em face dos minutos jogados na época passada??
Com as substituições que fez, Vitor Pereira não só demonstrou que não tem coragem, como demonstrou que é dos típicos treinadores portugueses que aguarda pelos últimos minutos para mandar toda a gente para a frente, sendo certo que aos médios faltou-lhes sempre uma referência de área...
Nõa, não é Hulk que justifica tudo. Não é o Kléber ser verde, mas sim a insistência do treinador nele, quando poderia apostar no Walter...
Não... VP... Aprendeste muito com o Jesualdo... Assim não vamos longe...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Jogo 7 - FC Porto, 2 x Shaktar Donetsk, 1 - Jornada 1 da Liga dos Campeões



No regresso da Liga dos Campeões a um dos seus redutos mais habituais, o nosso fantástico Estádio do Dragão, aconteceu o que normalmente acontece nesta casa: o FC Porto ganha!

E assim é que é bonito, jogue bem ou menos bem, ganhamos - nada de vitórias morais!

Ponto prévio - os ucrano-brasileiros são um adversário muito dificil e só um grande FC Porto seria capaz de os ultrapassar. E foi isso que aconteceu.

Porque temos, para além de grandes jogadores, uma grande equipa, unida e coesa e a praticar um futebol tiki-taka de grande qualidade.

O FC Porto dominou sempre e mesmo o falhanço do penalti, em conjunto com o falhanço do Helton, não desmoralizaram nem a equipa, nem o público, que de forma fantástica percebeu que seria apenas uma questão de tempo até virar o jogo. E assim foi.

Primeiro, com um golo fantástico de livre directo do Hulk, num remate a mais de 100 à hora! É um daqueles momentos que fazem valer a pena ir a um estádio. Depois, com um momento de magia de James Rodriguez. O puto fez uma obra de arte pela esquerda, culminando num passe com mel e açucar que até o Postiga marcava, quanto mais o Kléber! O FC Porto ficou ainda a dever mais um golo, pelo menos, ao público e ao adversário! Um remate perigoso de Moutinho de fora da área, outro de Defour da esquina da pequena área e uma bola ao ferro num livre soberbo do James - sem contar com o penalti falhado e outra bola ao ferro ainda na primeira parte...

Mais uma vez, soube a pouco. Foram 5 golos nos últimos 2 jogos, mas poderiam e deveriam ter sido uns 10...

Em todo o caso, provou-se uma coisa hoje, que eu digo há muito, muito tempo: um erro na Liga dos Campeões é, quase sempre, sucedido de um golo. O erro do Helton, numa bola onde normalmente nem costuma falhar, resultou num golo do adversário. Falhou, sofreu. Felizmente, eles falharam mais... ou nós somos mesmo melhores, o que preferirem.

Parabéns ao Vítor Pereira que não teve medo em arriscar novamente a jogar sem trinco, reforçando tecnicamente e ofensivamente o meio-campo com a alteração Fernando-Belluschi. Já agora, gostei de ouvir o Fernando no final dizer que estava arrependido, mas não chega. Quero ver isso em campo...

Últimas palavras para Defour, um Moutinho 2. E para James, em grande forma. Varela está a perder espaço, infelizmente, porque faz falta. Djalma não tem pedal para estas andanças, jogar no Dragão e na LCE é muito diferente de Angola e do Marítimo... a escola faz falta. E para Moutinho, um grande jogador, dá gosto ver jogar!

FICHA DE JOGO

FC Porto-Shakhtar Donetsk, 2-1
UEFA Champions League, grupo G, primeira jornada
13 de Setembro de 2011
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 36.612

Árbitro: Felix Brych (Alemanha)
Assistentes: Thorsten Schiffner e Mark Borsch
Quarto árbitro: Günter Perl
Assistentes adicionais: Peter Sippel e Christian Dingert

FC PORTO: Helton «cap.»; Fucile, Otamendi, Maicon e Alvaro; Fernando, Defour e João Moutinho; Hulk, Kléber e James
Substituições: Fernando por Belluschi (61m), Kléber por Djalma (69m) e Hulk por Varela (78m)
Não utilizados: Bracali, Mangala, Souza e Cristian Rodríguez
Treinador: Vítor Pereira

SHAKHTAR DONETSK: Rybka; Srna «cap.», Chygrynskiy, Rakitskiy e Rat; Eduardo, Fernandinho Mkhitaryan e Willian; Jadson e Luiz Adriano
Substituições: Eduardo por Kucher (42m), Jadson por Alex Teixeira (64m) e Willian por Hübschman (82m)
Não utilizados: Pyatov, Douglas Costa, Kobin, e Seleznyov
Treinador: Mircea Lucescu

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Luiz Adriano (12m), Hulk (28m) e Kléber (51m)
Disciplina: cartão amarelo para Luiz Adriano (26m), Chygrynskiy (31m e 80m), Srna (34m) e Moutinho (34m); cartão vermelho directo para Rakitskiy (40m) e, por acumulação de amarelos, para Chygrynskiy (80m)

PONTO DE SITUAÇÃO

6 vitórias, 1 derrota
16 golos marcados, 7 golos sofridos