domingo, 13 de fevereiro de 2011

Partir pedra...

...na pedreira, que é como quem diz, no Estádio AXA.

Porque, à imagem da primeira volta e dos jogos das últimas épocas, não vai ser nada fácil.

Como bem diz o AVB, nada vai ficar decidido no final do jogo, independentemente do resultado. Mas ganharmos será um enorme passo para chegarmos ao título, visto que esta é uma das mais complicadas deslocações que teremos até ao final da época.

Desta vez o Walter foi convocado, restando saber se merecerá a confiança do AVB ou não. Eu continuo a achar que devia jogar, porque perdemos mais com o Hulk nesse lugar ou, se preferirem, ganhamos mais com o Hulk encostado à direita e a flectir para o centro, mais livre.

O Fucile está convocado mas o Sapunaru e o Sereno parecem estar recuperados das lesões. Será que o AVB vai ser sensível aos poucos minutos em que no último jogo Fucile actuou e da dinâmica que criou, dando a profundidade ao lado esquerdo que este não tinha desde a lesão do Rafa?

E o Fernando, manterá o lugar ou será substituído pelo Guarin que está em muito melhor forma?

A minha equipa para amanhã seria: Helton, Sapunaru, Rolando, Otamendi, Fucile, Guarin, Moutinho, Belluschi, Hulk, Walter e Varela. Mas acho que o AVB deve ser mais "tradicional" e fiel a si próprio e deve surgir com o habitual onze: Helton, Sapunaru, Rolando, Otamendi, Sereno, Fernando, Moutinho, Belluschi, Varela, Hulk e James. Em todo o caso, o que interessa é que os 11 que começarem o jogo o façam com presença e pressing, com posse de bola e remates, com golos. Porque meio caminho andado para vencer é marcar primeiro e cedo...

É com esta alma que vamos ganhar amanhã, num difícil jogo e perante um dificílimo adversário e um muito competente treinador - tanto que esteve em vias de ser ele hoje o treinador do FC Porto...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Parabéns, Falcao



25 anos. Que marques muitos golos, muitos anos, com esta nossa camisola! Felicidades, volta depressa!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O outro Djalma!

O FC Porto, apesar de eu ainda não ser nascido à época, teve outro Djalma, antes deste que aí vem.

Foi nos anos 60, era brasileiro, veio do Guimarães e era um avançado fantástico!

O "Mais Futebol" fez uma peça notável, a ler aqui, aqui e aqui.



«Se tiver menos de 40 anos é provável que a personagem lhe seja estranha. Djalma Nascimento de Freitas, glória do F.C. Porto entre 1966 e 1969, e muito provavelmente o maior boémio de sempre do futebol português. Por alturas do último Clássico no Dragão, redescobrimos os seus feitos, regados com porções monstruosas de álcool e emoldurados numa inconsciência kamikaze.

Heróico nos relvados, louco fora deles. A personagem, digna de um qualquer melodrama tragicómico da Sétima Arte, cativou-nos. São tantos e tantos os relatos de molecagem e rebeldia, tantas e tantas as afrontas à sensatez, que Djalma podia muito bem ter saltado directamente das páginas de um romance carnavalesco de Jorge Amado para o argumento da vida real.

A muito custo, o Maisfutebol apanhou-o no Bairro da Várzea, cidade de Recife, a meio de um jogo de baralho no restaurante favorito. «Passo aqui as minhas tardes», diz seu Djalma, bon vivant reformado, na voz trémula de 70 anos cansados. Custa a acreditar ter sido mesmo ele o responsável pela preocupação de tantos pais portugueses em relação à seriedade donzelesca das filhas.


De cabeça perdida e atrás do árbitro


O desassossego começou em 1965. Djalma chegou nesse Verão ao V. Guimarães. Tinha 27 anos, mas a direcção dos minhotos entendeu por bem retirar-lhe cinco. Dava-lhe um ar mais jovem e prometedor. Antes de chegar a Portugal tinha sido detido pela polícia brasileiro já dentro do avião.

«Disseram que tinha abandonado a minha mulher com um filho», recorda, mais preocupado com os colegas que jogam às cartas na mesa ao lado.

As diabruras no Minho duraram apenas um ano. Em dois jogos contra o Sp. Braga marcou 11 golos (6-2 na Cidade-Berço, 3-5 na segunda volta). Guimarães rendeu-lhe homenagens várias, Djalma deixou de pagar o que quer que fosse nos estabelecimentos comerciais da urbe onde Portugal germinou.

«Apanhei seis jogos de castigo e só por isso não fui o melhor marcador. [n.d.r. Eusébio (Benfica) e Figueiredo (Sporting) fizeram 26 golos, Djalma marcou 18]», lamenta, interrompido aqui e ali por uma tosse traiçoeira.

Atrás de cada frase vem uma recordação. Seis jogos de castigo? «Agredi um adversário [contra o Salgueiros] porque ele simulou ter sido agredido. Eu não tinha feito nada e perdi a cabeça. Bati nele e depois fui atrás do árbitro.»

Seis jogos, pois.


A bebida, muitos filhos e ainda mais mulheres


Num dia de excessos, Djalma fugiu do estágio para ir ver a namorada. Pegou no Austin que o V. Guimarães lhe oferecera e (ironia das ironias) em frente ao estádio do Sp. Braga atropelou um homem de etnia cigana. Mais problemas.

«Tudo se resolveu. Fiquei com muito medo e comecei a dar-lhe dinheiro todos os meses», confirma, meio embaraçado. «Adorava a bebida e as mulheres. A minha vida era um carro alegórico. Tinha cor, álcool, meninas e ritmo. Deixei sete filhos em Portugal, todos de mães diferentes. No Brasil tenho mais cinco. Estou feliz porque já conheci todos e posso acabar os meus dias em paz.

A obsessão pela farra, a postura indolente e indisciplinada, o desrespeito pela mais elementar das regras levaram a direcção do Vitória ao desespero. No final da época 1965/66, Djalma saiu para o Estádio das Antas, desafiado pelo áspero código de conduta professado por José Maria Pedroto. «Só ele me conseguia controlar», confessa ao Maisfutebol, 45 anos volvidos.

Em três temporadas fez 72 jogos e 42 golos pelo F.C. Porto. Números magnânimes, testemunhas abonatórias de um talento sem fim. Djalma ganhou muito dinheiro. 60 contos (300 euros) no primeiro ano, 70 no segundo e 80 na última. Fazia vida de rico, desprendido de obrigações e afectos familiares, interessado apenas pelo risco. Quase sempre máximo.

No próprio balneário das Antas, às escondidas de Pedroto, sorveu com sofreguidão caixas e caixas de vinho rosé. «Uma empresa oferecia as bebidas ao marcador do primeiro golo. Quando era para mim eu bebia tudo logo depois do jogo. Não tinha noção de nada», diz, num grito de arrependido. Afinal, nem Pedroto o conseguiu domar.

«Mereci todos os castigos. Fui um grande goleador, mas podia ter sido ainda melhor.»

Damas no chão, Djalma a celebrar o espectáculo

Djalma nunca foi campeão nacional. Venceu só uma Taça de Portugal, em 1968, depois de ter feito quatro golos ao Benfica nas meias-finais. Os episódios de deleite pela afronta compensam, em larga medida, a ausência de troféus concretos. Nem o malogrado Vitor Damas escapou.

Num duelo contra o Sporting, Djalma avisou os jornalistas: «Vou marcar ao Damas. Mas antes de marcar, vou fazer-lhe uma finta e deixá-lo no chão.» Assim foi. «Adorava o espectáculo. O F.C. Porto era maravilhoso, ainda há poucos anos visitei o clube. Em 1969 estivemos quase a ganhar o campeonato [o Porto perdeu nas Antas com a Académica e U. Tomar, acabando por ser ultrapassado pelo Benfica].»

Pedroto entrou em conflito com a direcção. Djalma e outros mais seguiram o exemplo do treinador e saíram do clube. Acabava ali o período dourado do avançado brasileiro.

18 dias em coma e a homenagem no Riopele

Anos mais tarde, estava Djalma no Sp. Espinho, a morte bateu-lhe à porta. Um almoço bem regado na zona da Granja precipitou um acidente de viação gravíssimo. A caminho do Café Velasquez, na zona das Antas, a condução vertiginosa foi abalroada por um camião. Djalma foi operado durante 12 horas e ficou 18 dias em coma no Hospital de Santo António.

Dois dedos da mão esquerda foram-lhe amputados, a perna direita ficou mais curta uns valentes centímetros. «A cicatriz está aqui, para ninguém pensar que estou a mentir.» Quando acordou, percebeu onde estava e esperou pelas 23 horas. Fugiu de pijama, em busca do conforto da sua segunda casa: o Tamariz, uma das casas de alterne mais afamadas da Invicta.

«É, é mesmo verdade. Estava há 18 dias sem beber. Acordei com a garganta seca», explica, numa gargalhada. «Um empregado de lá viu-me e ligou para o hospital. Foram buscar-me e prenderam-me à cama, de cadeado.»

Quase deficiente, fez-se de teimoso e ainda voltou aos campos. As dores tornaram-se insuportáveis e um médico ameaçou-o com a amputação da perna carcomida. Desistiu. Na miséria, recebeu uma festa de homenagem do F.C. Porto, no estádio do Riopele.

Voltou ao Brasil com «cento e poucos contos» no bolso.

«O tempo voa. Não me lembro de muita coisa. Mas disso nunca me esquecerei.»

A tragédia não sai da cabeça de Djalma. O sentimento de culpa também não. Tudo começou numa mentira e acabou numa desgraça. O brasileiro não resistiu ao apelo de uma amante e convenceu o médico do Belenenses que estava lesionado. Não podia, por isso, embarcar na digressão para Angola. Camacho Vieira acreditou-se.

Começou a beber numa sexta-feira, continuou estupidamente ébrio no sábado e matou três pessoas no domingo da manhã. Perdeu o controlo do Alfa Romeo quando ia buscar uma encomenda de vinho à Estação de Santa Apolónia. Djalma bateu no fundo do poço, mas só o soube muitas horas mais tarde. Em plena ressaca.

«Ainda fugi. Um homem, que até era polícia, deu-me boleia para casa. Deitei-me completamente bêbedo e acordei no dia seguinte já na esquadra», descreve ao Maisfutebol, sem mais pormenores.

Nem a intervenção de Américo Tomás, fervoroso belenense e à altura Presidente da República, lhe valeu. Foi condenado a 15 meses de prisão. Cumpriu a pena no Montijo e depois em Sintra.

Da cadeia para as Antas

Libertado em meados de 1970, Djalma seguiu directamente para o aeroporto. O treinador Meirim contava com ele para o jogo nas Antas, contra o seu F.C. Porto. Acabou por não jogar e dividiu o seu tempo entre a Barbearia Albino e o clube Tamariz.

Em duas épocas fez nove jogos e dois golos pelo Belenenses. Era a descida aos infernos, com passagens por Oriental e Marinhense. Reergueu-se no Sp. Espinho, campeão nacional da II divisão em 1973/74. Um acidente gravíssimo antecipou-lhe o fim de carreira.

No Brasil fez de tudo um pouco ao longo das últimas décadas. Foi telegrafista, motorista privado do compadre de Carlos Alberto Silva (ex-treinador do F.C. Porto) e colaborador fiel do Sport Recife.

«Gozei muito. Era a doideira da juventude. Agora levo uma vida pacata no meu bairro.» As cartas chamavam.

Seu Djalma volta ao jogo de baralho.

Djalma saiu do V. Guimarães e passou por F.C. Porto, Belenenses, Oriental, Marinhense e Sp. Espinho até 1974.»












Que este tenha metade do talento e o dobro de responsabilidade (talvez mais ainda, só o dobro deve ser pouco...) e teremos um grande jogador!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Valeram os 3 pontos...

...porque o jogo foi muito fraco!

Destaco a má forma do Fernando, só passa para o lado e para trás, perde muitas bolas e faz muitas faltas em locais perigosos, uma delas no final quase valeu o golo do empate, foi um susto.

Destaco ainda a intermitência de vários jogadores, capazes de serem os bons jogadores que reconhecemos e no instante seguinte cometerem erros infantis, como o Varela e o Rubén Micael.

Destaco a diferença que o futebol da equipa apresentou após a entrada do Fucile. Profundidade, velocidade nas alas, procura da linha de fundo. Parecia outra coisa...

Por último, destaco a falta de um jogador posicional para ponta de lança, que o Hulk não é, nota-se cada vez mais a cada jogo que passa. Não percebo como podemos fazer a época com apenas 2 jogadores para esse lugar, neste momento era melhor o Orlando Sá ou o Rabiola do que não ter ninguém como actualmente. Porque o Hulk não sabe jogar de costas para a baliza e não tem as rotinas de um ponta de lança, para termos um ponta de lança razoável perdemos o melhor extremo da Europa...

Temos agora menos de uma semana para preparar a difícil deslocação a Braga já com o pensamento à ainda mais difícil deslocação a Sevilha. Tempos difíceis, os próximos e que irão definir o resto de época, com toda a certeza!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Vem aí Djalma (Marítimo)



Depois de, segundo a imprensa, ter garantido dois jovens sul-americanos de ainda 17 anos e imenso potencial, Iturbe (Argentina) e Kelvin (Brasil) para a próxima época, segundo O Jogo de hoje garantiu um dos mais antigos namoros do clube, o angolano Djalma, extremo do Marítimo e que está na rota do FC Porto há várias épocas.

Segundo o diário desportivo, chegará também na próxima época a custo zero, em final de contrato e, provavelmente, elevando os níveis de tensão entre os dois clubes.

Este extremo é forte fisicamente, rápido e com bom remate, marcando amiúde. Sempre me agradou e acho que tem todas as possibilidades de se afirmar no nosso plantel. Mas acima de tudo estou satisfeito por ver a SAD a trabalhar com calma a próxima época, é extremamente importante isso, porque os bons planteis trabalham-se a longa distancia e não em cima da hora e do joelho.

Off-topic 1
Para amanhã uma tarefa sempre complicada, o Rio Ave de Carlos Brito, uma equipa sempre bem organizada e com um bom conjunto de jogadores, mescla de jovens e final de carreira, de forma que só o melhor FC Porto poderá entrar em campo para vencer o jogo, que será fundamental para voltar a moralizar depois do decepcionante encontro de 4ª passada rumo ao tão almejado título de campeão nacional.

Off-topic 2
Video de jogo Argentina x Chile, no campeonato de Sub20 sul-americano a decorrer, onde Iturbe marca um golo fantástico (minuto 2:05):

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Paranço cerebral (colectivo)

Antes de mais, o responsável maior do descalabro hoje: AVB!



Sou o primeiro a apoiar e a elogiar o AVB, mas hoje, falhou! Como se diz por aqui, "falhou como o cão do Teixeira"! Os "mind games" não resultaram e a equipa não entendeu as ideias de colocar o Sereno à esquerda e não colocar o Walter nem no banco. Começamos a perder o jogo por aí, a defesa estava nervosa e insegura.

Se pudesse, gostava de fazer uma pergunta só ao AVB: porque é que o Fucile e o Walter nem no banco estavam? E se o Otamendi estava bem, porque não jogou ele?

Foi deprimente ver a equipa partida na defesa e no ataque. Hulk fugia para as alas e constantemente se via alguém com a bola nas alas a procurar um jogador no centro da área. Maicon estava inseguro e foi a causa do primeiro golo. Helton estava mal colocado e reagiu tarde em ambos os golos. Fernando só jogava para trás e para o lado. Varela na primeira parte pedia licença a um pé para mexer o outro. Há algumas peças fora de forma há já alguns jogos: Varela, Maicon e Fernando; ter insistido neles hoje foi contra-producente. Ver o Guarin a fazer de ponta de lança não é normal.

Acho que o AVB tem muita matéria para estudar hoje. Fez mais erros tácticos hoje que em todos os jogos disputados esta época! Domingo quero ver melhorias na equipa, é o único "mind game" que admito nesta altura... e espero que em Abril o FC Porto seja capaz de desfazer este erro de hoje e assegurar nova presença no municipal de Oeiras!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

3º round



Depois das vitórias da Supertaça e do campeonato, temos hoje mais uma ronda nesta batalha sem fim que se anuncia este de 5 jogos entre os maiores rivais do futebol português, desta vez para a 3ª competição diferente esta época, a Taça de Portugal.

E prognósticos só no final... do post!

Mas adianto um já: o da equipa para logo. Deverá ser Helton, Sapunaru, Rolando, Maicon, Fucile, Fernando, Moutinho, Belluschi, James, Varela e Hulk. Não me acredito que nem Otamendi, nem Falcão, joguem de inicio. E Guarin tambem deve ser preterido no meio campo, com AVB a apostar no tridente que melhor tem dado conta do recado. A minha maior dúvida prende-se com James, não sei se o AVB não irá apostar no outro Rodriguez, veremos.

Espero que seja um bom jogo de futebol, um bom espectáculo. A casa vai estar cheia - e eu estarei lá! - e as declarações dos treinadores, afastando um pouco as polémicas e prometendo espectáculo, fazem prever um jogo com muitos golos.

E agora o prognóstico: eu aposto num 2-0, com um bis do Hulk, o homem do momento e que tem sempre mais "ganas" de marcar e vergar os visitantes.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Mercado de Inverno



Pela primeira vez nos últimos anos, a janela de transferências de Janeiro não trouxe caras novas ao plantel do FC Porto, já que a inscrição do Mariano não é novidade.

Não sei se terá sido bom ou mau.

O historial das contratações de Inverno diz que normalmente não têm sido grande aposta. Mas quando é excepção à regra, é excelente.

Analisando apenas o plantel do FC Porto, continuo a pensar que há ali umas posições algo mais pobres de possibilidades e que mereciam alguma atenção por parte desta janela de transferências. Em especial, com as lesões de Palito, Rafa e Falcão. Acho que esses desequilíbrios, que se vão continuar a notar no resto da longa época pela frente (ainda temos Fevereiro, Março, Abril, Maio e inicio de Junho pela frente, espero eu) com jogos do campeonato (12 jogos), Liga UEFA (pelo menos 2 jogos) e Taça de Portugal (pelo menos 2 jogos), serão ainda 16 jogos em pouco mais de 4 meses onde os castigos e as lesões se vão começar a sobrepor.

Por isso um defesa-esquerdo e um ponta de lança pareciam-me peças que poderiam ainda equilibrar o plantel e dar alguma folga física aos habituais titulares dessas posições.

Mas não houve nada de novo.

Em relação aos nossos adversários, a conclusão é que todos estão mais fracos. Os lagartos venderam o melhor ponta de lança deles, não entrando ninguém para o seu lugar. Os lampiões venderam o melhor central, entrando um Jardel que evita golos em vez de os marcar como fazia o nosso, mas sem a qualidade para um clube de topo. O Braga vendeu um dos melhores atacantes e manteve um jogador que está em colisão com o treinador, está cada vez mais fora do baralho.

Por último, vamos desmistificar o "bom" negócio dos lampiões ao vender o caniche ao Chelsea. Eles só detinham 75% do passe e em dinheiro foram 20 milhões, logo só 15 milhões são para eles e o caniche custou 4 milhões. Lucro: 11 milhões. Não foi o "grande" negócio que apregoam... ainda têm muito que andar para fazer negócios à FC Porto!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Foi galo!

Nem tanto o resultado, que quanto a mim até se mostrou adequado ao que ambas as equipas fizeram. O nosso FC Porto foi mais perigoso mas o Gil andou sempre a cheirar o golo com aquela dupla atacante e a defesa estava muito estática. E até porque com a vitória do Nacional em Aveiro, era indiferente o desfecho de hoje. Não perdemos o jogo, não foi mau. Mas preferia ter perdido o jogo a perder o Rafa o resto da época!



Mas o maior galo foi mesmo a lesão do Rafa. Mesmo no final do encontro, num lance fortuito. E logo na altura me pareceu grave, muito grave. Talvez fractura exposta da tíbia e perónio, com um pouco de sorte, menos grave que isso. Mas provavelmente irá impedir o Rafa de jogar durante muito tempo, talvez até ao final da época.

O que significa que o FC Porto tem 2 dias para contratar alguém para o local, ou ficamos restringidos ao Fucile - o Sereno, provou-o hoje, não tem pedalada para as alas.

A hipótese mais óbvia é o Sílvio do Braga. Mas desconfio que deve ser mesmo do mercado estrangeiro que virá alguém. Veremos...

Entretanto, para na 4ª ver os visitantes serem aviados novamente, já comprei o meu bilhete!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Basta!

Basta de fazer de contas que nada se passa com as claques e basta com o apoio encapotado das mesmas pelo clube.

Porque se é agradável a festa e colorido que emprestam ao jogo (por vezes...) todo o historial de violência e descontrolo das mesmas têm custado ao FC Porto ao longo dos anos muito dinheiro.

E pior do que pagar as multas à FPF e à Liga por causa do comportamento completamente absurdo e selvático de alguns selvagens, é ter de pagar aos rivais. Desde ontem que uma das noticias do dia é que o FC Porto foi "condenado a pagar 17 mil euros por danos causados em autocarro" do clube visitante.

E isso a mim irrita-me profundamente, até porque agora eles vão estar sempre com isso na ponta da língua para nos atirar à cara. Eu sei que eles já nos destruíram um autocarro, mas isso para eles não conta, em memória selectiva são eles campeões!

Por isso, espero que o FC Porto faça a única coisa que deveria já ter sido feita, que é processar os responsáveis da claque e solicitar a verba a eles. Aliás, não só essa como todas as outras que têm sido pagas por causa deles. Ainda no jogo contra o Beira Mar atiraram coisas para o relvado e isso vai, com toda a certeza, valer mais uma multa ao clube. Porque há-de ser o FC Porto a pagar? Paguem os prevaricadores. Aliás, a haver alguma culpa do clube, para além do apoio encapotado dado às claques, é a de não usar os meios tecnológicos para apanhar os culpados destes actos selvagens: lembro-me de reportagens no Euro2004 a mostrar um sistema de câmaras de vigilância com zoom que podiam, em tempo real e por gravação, ver ao pormenor o que se passava nas bancadas. Porque não usam isso?

Eu estou farto de ser tratado como um criminoso cada vez que vou ao estádio. São os "picas" do Metro na chegada, são os "apalpadores" no acesso ao estádio, são os gradeamentos altos na entrada do estádio. EU NÃO SOU CRIMINOSO, CRIMINOSOS SÃO ALGUNS MEMBROS DAS CLAQUES!