quarta-feira, 19 de setembro de 2007

A GESTÃO DO DINHEIRO E OS AVALES DE JESUALDO

Se a memória não me falha, desde que Jesualdo Ferreira chegou ao Porto, contratou-se os seguintes jogadores, obviamente avalizados por ele:

- Lucas Mareque
- Renteria
- Nuno
- Lino
-Stepanov
-Bolatti
- Kaz
-Leandro Lima
- Mariano Gonzalez
- Edgar
- Farias
- Luis Aguiar
- Fernando
- Eliézio

Isto perfaz um total de 14 jogadores, ou seja uma equipa e três suplentes. 3 destes jogadores (Eliézio, Fernando e Luis Aguiar) foram de imediato emprestados a outros clubes, sndo que o primeiro nem sequer pisou a relva do Dragão.
Quanto a Renteria e Lucas Mareque, foram contratados em Dezembro de 2006. Supostamente, este período intermédio de contratações serve para se ajustar o plantel, ou seja, para se contratar jogadores que peguem de estaca no onze. Meio ano depois foram sumariamente dispensados.
Com isto sobram 9 jogadores. Destes, os portentosos Lino e Edgar nem convocados são. Sobram 7 - KAz, que ora é convocado ora não e mais 6, que estão sistamaticamente no banco, sendo que só Mariano e Leandro Lima são suplentes regularmente utilizados.
Conclui-se assim que em ano e meio, aquele a quem chamam treinador do Porto, avalizou ou pediu a contratação de 14 jogadores e não utiliza um único a titular. Joga assim, com a mesma equipa do ano passado, desfalcada de Pepe e Anderson. Obviamente, o onze está mais fraco.
Em termos de gestão financeira, gastou-se só este ano 13 milhões de euros (aos quais se soma 6,5 milhões do restante passe de Lucho). A esse valor acrescem os passes de Eliézio, Mareque e Renteria, dos quais desconheço o valor. Devemos estar a falar num total de 16 ou 17 milhões de euros gastos, para tirar uma rentibilidade igual a zero.
Este é o balanço da política conjunta da SAD e da visão única de Jesualdo - plantel pior que o do ano passado, apesar das condições financeiras únicas face às vendas efectuadas. Pelo meio, as dispensas de Ibson (um crime) e recentemente de Jorginho, passando pela tentativa de dispensar Adriano, o salvador, em Dezembro último.
É a realidade que temos. Em qualquer outro ramo de actividade, Jesualdo Ferreira há muito estava a receber subsídio de desemprego, com uma acção cível em cima por gestão ruinosa de recursos. Eu acrescentaria a tal acção um pedido de indemnização por danos morais, causados pelo paupérrimo futebol praticado e pela triste imagem de coitadinhos cheios de medo que sistematicamente passamos na Liga dos Campeões.

Porque será que não queremos ganhar???

A pergunta que pus no título, diz bem aquilo que se me passou pela cabeça durante o jogo de ontem. Afinal o treinador não mudou a tática mantendo tudo na mesma. Começamos bem e pressionamos nos primeiros minutos. A partir do momento em que sofremos o golo do empate tudo ficou estático, sem reação e com medo... Então na segunda parte, tudo parecia bem e sem necessidade de alterações. Após a expulsão de Pennant, o treinador deveria dar um sinal para dentro do campo. Um sinal de confiança e de motivação para a vitória. O que aconteceu foi que se manteve tudo calmo e sereno. A equipa do Porto atacava com seis homens atrás da linha da bola, tentando meter as bolas nas alas, único local por onde se tentava atacar, rezando a S. Quaresma e a S. Zé Bosingwa. Faltava um organizador, um pensador, um homem que fizesse a posição 10. Notava-se ao longe. Junto a mim, no estádio, comentava-se a cada jogada do Porto que fazia falta alguém naquele local, ainda para mais quando se jogava contra dez. Naquela altura, olhando para o banco, tinhamos o Kamikaze, o Bolatti, o Marek Chec e o Stepanov. Quatro homens que não serviam. Mas olhei para a bancada e via o pequeno Leandro Lima, que daria um jeito bestial, mas que não sei porque estava no banco da bancada e não nos suplentes. Ou melhor, até sei, porque temos um treinador que não foi feito para guiar um Ferrari e que é capaz de dizer que foi um resultado positivo. Faltou ambição!!! o Treinador nem sequer mandou avançar a equipa (jogamos até final sempre com seis jogadores atrás da lonha da bola), não mandou pressionar, como tirou Raul Meireles que estava a fazer um grande jogo em termos de pressão ao meio-campo defensivo do Liverpool. Se verificarem bem, durante todo o jogo não tivemos uma jogada com cabeça, tronco e membros que nos tivesse dado uma grande ocasião de golo (excepto a do penalti). Aos 2 minutos foi uma entrega do adversário. A do Quaresma na segunda parte é um ressalto. Parece-me por mais evidente que perdemos uma grande oportunidade para mandar o Liverpool para casa de cabeça baixa. Foi muito pouco. E não se pense que estou com a mania das grandezas, que devemos ganhar a tudo e todos. Devemos é ter postura para tal e, conforme decorreu o jogo ontem, deveriamos ter tentado, ter tido ambição, a ambição que se notava nas bancads entreos adeptos mas que o treinador não consegue assimilar e que lhe deve advir de tantos anos a sofrer pelos lampiões. Mais uma vez perdemos uma grande oportunidade. Porque quem se contenta com 8, nunca chega a oitenta. E revolta-me ouvir alguns jogadores e o próprio treinador a dizer que foi um resultado positivo. Porque este é um comodismo que me incomoda e que revela falta de ambição. A ambição de ganhar, mesmo quando todos os outros são melhores. Queria mais, poderiamos ter feito mais e deveriamos ter feito mais. No entanto, com este treinador, já sei que não posso aspirar a mais, pois quem diz (como ele disse) "não ganhamos, mas também não perdemos", revela muito bem o que pretendia do jogo de ontem. Nas bancadas, queria-se mais... Eu queria mais... Começo a ficar resignado, o que não é bom sinal...

O DESTAQUE DO PORTO vs LIVERPOOL

Esteve uma belíssima noite para a prática da modalidade. Infelizmente, a modalidade não foi praticada.

CRÓNICA DO PORTO vs LIVERPOOL

Confrangedor.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Começam os jogos a sério...

Hoje o Mágico Porto dá o pointapé de saída na Liga dos Campeões contra o Liverpool.
No meio de notícias de uma nova revelação no futebol lampionês, de nome Rui Bosta, e as queixinhas aos árbitros por parte dos lagartos, o Mágico Porto lá vai levando a água ao seu moinho.

Apesar de exibições pouco conseguidas e, a meu ver, de erros de palmatória do treinador, lá vamos ganhando os joguinhos necessários para nos matermos em primeiro. Mas hoje tudo será diferente. O nosso adversário é uma grande equipa, com grandes executantes (Gerard é um jogador que regala as vistas) e muito venenosa.
Trata-se de uma equipa que defende muito bem e que ataca muito rápido.

Pelo que vi hoje, parece-me que o treinador vai dar mais uma das suas, mudando o sistema tático, ao estilo do velho treinador português.
Assim espero que não aconteça, porque sempre que tal é feito o resultado é sempre o mesmo: não ganhamos o jogo.

O treinador tem de se habituar que o discurso que apregoa tem de ser levado à prática. Que o Porto joga para ganhar e impor o seu jogo contra qualquer equipa. Não digo que não deveremos ter as cautelas defensivas necessárias, mas tal não pode acontecer com a alteração do sistema tático e com entrada de mais um jogador para o miolo. Só confunde a equipa e, normalmente, dá desastre.

A ver vamos. A esperança no azul é sempre muita.
Aguardo serenamente o jogo... Lá estarei com todas as minhas forças...
FORÇA CAMPEÃO...

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

OS LOBOS, OS RATINHOS E O ESCROTO LUSITANO

É certo que o rugby é um desporto elitista, como muito bem refere Miguel Sousa Tavares. Não é menos verdade que na sua esmagadora maioria, os jogadores nacionais são oriundos de famílias ricas, o que lhes permite poder praticar a modalidade sem pensar na questão financeira. Todavia, a forma como entoaram, ou urraram o hino nacional não foi comprada nem aprendida nas universidades finas em que eles estudaram. Veio-lhes do fundo da alma e comoveu toda uma nação. Aí, um País adormecido aprendeu o que é amor ao desporto e amor a Portugal. O troféu mais importante já o ganharam. Depois de nos oferecerem uma presença histórica no Mundial, ofereceram-nos este momento inesquecível. Obragado Lobos.
Quase sem darem por eles, os Ratinhos passaram de joguete e bombo da festa do Euro, na imprensa espanhola, para equipa que pratica bom basquetebol e com uma alma e uma garra sem limites. Para quem conhece a dita imprensa, isto trata-se de um enorme elogio. E de facto, merecem-no. Depois da qualificação histórica, pude, realizando um sonho de sempre, apreciar a selecção nacional de basquetebol ombrear com as melhores selecções - aquelas que antes víamos na televisão jogarem umas com as outras, de repente estavam a jogar com Betinho e Cª. E, da mesma forma sorrateira como entraram no Euro, por lá continuaram, até ao dia em que cilindraram Israel - a histórica Israel. Com afundanços, triplos de toda o lado e alley-oops. Saíram de Madrid com o nono lugar e perante a quase total e vergonhosa indiferença dos órgãos de comunicação portugueses, mais preocupados com o SENHOR Camacho.
E eis que chegam os dias de jogo do Escroto Lusitano. Capitaneados pelo Abominável Homem Gaúcho, vinham moralizados pelo precioso empate arrancado a ferros na capital da poderosísma Arménia. As contas Escarrolarianas batiam certo - emapte fora, vitória em casa. Eis que senão, o Aviário do Montijo torna a escancarar a capoeira. Perante a corda no pescoço, afinal pudémos constatar, nos Avantes, que os frangos de Ricardo afinal são... frangos. 4 anos depois, finalmente abrem os olhos. E, heresias das heresias, Cristiano Ronaldo não jogou nada! Terei lido bem? Quaresma deve jogar de início? O tempore...
Culminando a quarta exibição miserável consecutiva, com os lugares cativos do costume, eis que finalmente o Abominável se revelou (para os apoiantes da equipa de todos eles, porque para mim já se tinha revelado há muito) e "tapeou" um sérvio. Com a cara de pau costumeira e que eles antes aplaudiam, mentiu, disfarçou e sacudiu a água do capote. Teve azar - já não os tem do lado dele. Ficamos a aguardar agora serenamente o que Madaíl vai fazer. Ele que, recentmente, castigou um miúdo de 19 anos, por ter arrancado os cartões ao árbitro, com 12 meses de suspensão. E assim vai o Escroto Lusitano, a gloriosa equipa de todos eles. O verdadeiro orgulho da nação!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Uma grande Homenagem...

aos nossos bravos do Raguebi!!!
Só pela forma como cantaram o hino, já nem precisavam de jogar...
Que vontade, que garra, que exemplo...
A minha sincera homenagem...

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Eis o que a Equipa do Apito Minado considera uma testemunha credível e fundamental:

"Carolina acusada de fogo posto e ofensas corporais
Ex-companheira de Pinto da Costa vai requerer a abertura da instrução

Carolina Salgado foi acusada pelo DIAP do Porto (Departamento de Investigação e Acção Penal) por um crime de incêndio e um crime de ofensa à integridade física qualificada, na forma tentada.

A notícia foi avançada pelo semanário «Sol», na edição electrónica, e confirmada ao PortugalDiário pela defesa da arguida, que pretende requerer a abertura da instrução.

Em causa estão os incêndios ocorridos nos escritórios de Pinto da Costa e de um seu advogado, Lourenço Pinto, bem como de um solicitador, em Junho de 2006.

Carolina é ainda acusada por uma tentativa de ofensas corporais graves ao médico Fernando Póvoas.

Segundo a acusação, Carolina Salgado deslocou-se à casa de Pinto da Costa, em Vila Nova de Cerveira, quando já se encontravam separados, com dois indivíduos. A intenção era retirar dali alguns objectos de valor.

Mas, ao verificar que o carro do presidente do FCP e o do médico Fernando Póvoas se encontravam estacionados, terá incitado os indivíduos a incendiarem a casa, tendo os mesmos recusado.

Mais tarde terá convencido os mesmos indivíduos a agredirem o médico à saída do escritório, na zona das Antas. Os dois indivíduos chegaram a deslocar-se às imediações do consultório, mas convencendo-se de que teriam sido filmados, acabaram por desistir. A ideia era simular um assalto.

Um deles terá acedido porque, segundo a acusação, na altura mantinha uma relação amorosa com a arguida, o outro porque aquela lhe teria prometido um dose de estupefacientes.

Por seu lado, os incêndios nos escritórios de Lourenço Pinto, Pinto da Costa e Jorge Vieira Pinto (solicitador) teriam sido motivados pelo facto de Carolina ter sido informada de que o presidente do FCP possuía documentos assinados por si em que esta admitia ter recebido dinheiro emprestado para adquirir o carro e o apartamento.

Segundo a acusação, Paulo Lemos incendiou os escritórios, mas não provocou grandes estragos. O prejuízo é estimado em 5000 euros e colocou em risco bens no valor de um milhão de euros.

De acordo com a defesa de Carolina Salgado, esta arguida foi a única acusada no processo.

A autora de «Eu, Carolina» está sujeita a termo de identidade e residência, a mais branda medida de coacção, mas o Ministério Público já pediu ao Tribunal de Instrução Criminal que fixe outra medida de coacção. "

EIS O CONCEITO DE MARIA JOSÉ OCTÁVIO MORGADO PARA IDONEIDADE...

ESTATÍSTICA INTERESSANTE

Acabo de ler esta reportagem
Deveras interessante, sem dúvida. Li com especial atenção, e tomei a devida nota, acerca do "dízimo" que a FPF, desta forma, entrega aos clubes de Lisboa. Seria agora interessante também saber os montantes das receitas desses jogos.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

A CENSURA

Este não é um espaço para se falar de política. Por esse motivo, não vou discorrer sobre o clima de medo que se vive nalguns (todos) sectores da sociedade. Apenas me debruço sobre o futebol.
Como todos sabemos e sentimos diariamente, 90% da comunicação social generalista e desportiva presta nojenta e caduca vassalgem aos clubes da capital, e, verdade se diga, 90% desses 90% ao ex Clube do Império. Como meio para alcançar tal desiderato, utilizam as estafadas armas do costume: exacerbar sem qualquer pudor qualquer feito, ou suposto feito que, noutro clube qualquer não redundaria senão numas linhas em rodapé. Veja-se, por exemplo as capas de hoje dos suspeitos do costume. Isto relativamente aos seus. Relativamente aos "outros", leia-se Futebol Clube do Porto, o inverso. Ausência de primeiras páginas e branqueamento dos feitos gloriosos, já que estes estão exclusivamente e por direito divino, reservados ao "Glorioso". Isto, como disse, já sabemos há muito tempo, e é uma realidade com a qual aprendemos a viver e da qual extraímos às vezes forças para suplantar as adversidadades. Os não portistas não sabem, nem podem saber, o pulsar dum dragão e a alegria redobrada que sentimos quando somos campeões. É um genuíno "contra tudo e contra todos".
Todavia, a censura e a vassalagem de que falei conseguiu minar todos os pilares da democracia. O futebol é importante, é o ópio do povo, mas não passa dum desporto. Apesar deste facto, o ódio acumulado desde o dia 25 de Abril de 74, que coincidiu com a reviravolta no panorama desportivo português, culminou numa cegueira histérica que se alastrou a magistrados, agentes da PJ e mais jornalistas. Todos juntos, usados por um cadastrado, cozinharam o infame "apito dourado". Procuradores e agentes da PJ direccionaram um inquérito que de isento nada tem, pisando todas as normas processuais, penais e constitucionais vigentes. Este inquérito é uma autêntica inquisição e, tal como esta, apenas serve para queimar na fogueira os inimigos ímpios da fé (vermelha, claro está). Pelo caminho afastam-se os agentes e magistrados isentos, nomeando-se a Torquemada de serviço. Portugal perdeu o seu estatuto de Estado de Direito, acabou-se a confiança na Justiça e começou um período negro de terror. Agora, ninguém está seguro. Hoje é o Futebol Clube do Porto, amanhã serão os morenos, os loiros ou os anões. Ou os de partido estranho.
O mais grave, porventura, é que ninguém se incomoda com isso. Como a bruxa que pretendem queimar é Pinto da Costa, o ódio do povo, o país bate palminhas enquanto se espuma. Coitados, não alcançam os bons chefes de família que amanhã poderão ser eles.
Enquanto os órgãos de polícia criminal vilipendiam tudo o que de bom alcançaram em muitos anos e lá vão, cantando e rindo, outro dos pilares básicos de qualquer democracia fecha os olhos e assobia para o lado. A imprensa livre já não o é. E não falo da imprensa desportiva. Falo das televisões, dos semanários e dos diários. Se são céleres a trucidar todo e qualquer segredo de justiça, publicando escutas e peças processuais do "apito douado", de repente perdem o acesso ás fontes jornalísticas do "apito encarnado.". O que vem no documento anónimo é de gravidade extrema. Há que investigar e apurar a verdade. Mas, jornalisticamente falando, deveria ser uma "bomba". Porque lá se fala na condenação anterior do Chefe de Família - Mor. Porque vêm lá nomes reais, factos concretos e comparações de actuação da PJ e Ministério Público. Porque se fala em tráfico de influência e de estupefacientes.
Uma coisa, todavia, não podem calar. A Persistência dos Dragões. Ajudados por essa arma de liberdade chamada internet, podemos todos ter acesso ao que se escreve na denúncia anónima. É um dever de portista, de português e de democrata espalhar esse conteúdo. Para que as armas sejam iguais. Para que os pratos da balança se equilibrem. Para que se expurgue a Inquisição. Dentro desta óptica, devemos substituir-nos à televisão paga por nós, e a todos os jornalistas deste País que venderam a alma ao diabo por muito menos que treze dinheiros.
Eis aqui o que eles escondem.