sábado, 31 de março de 2007

Campo das velas

Rezemos para que não nos metam num canto como se fossemos sardinhas enlatadas, somos orgulhosos Dragões! Acendamos uma vela...

Rezemos para que o mouro juiz seja imparcial e anti-apitos dourados, que se limite a arbitrar o que vir e não nos tire o penalti da ordem ou deixe em campo um dos carniceiros encarnados que tudo farão, como se sabe, para deixar mais um Dragão no estaleiro! Acendamos duas velas...

Rezemos para que o Postiga e o Adriano estejam inspirados, para que a trivela do Quaresma esteja em forma, para que o Helton seja aquele que chegou a titular da selecção do Brasil, para que o Anderson possa trocar olhos aos vesgos encarnados! Acendamos três velas...

Rezemos para que o Jesualdo não invente, para que o Santos invente, para que o orelhas fique com elas a arder, para que o mágico FC Porto ganhe o jogo! Acendamos 4 velas...

E já agora, com tanta vela acesa, já alguém se terá lembrado do "eu só quero lisboa a arder..."? É que era um bonito espectáulo quando eu sobrevoasse marrocos ao chegar de Angola a caminho de Portugal e pudesse ver tantos infieis a serem queimados na fogueira das vaidades, em pleno campo das velas...

segunda-feira, 26 de março de 2007

Isto cá entre nós...

  • Na "Sábado" da semana passada, revista que não costumo ler, mas, por acaso folheei o último número enquanto aguardava o troco de outras publicações adquiridas, deparei com um inquérito de perguntas de resposta rápida feitas ao Manuel Serrão. Pediam-lhe que em síntese caracterizasse a "carolina do sul". Respondeu e anotei: «é benfiquista, comunista, desleixada, fumadora, facciosa e mentirosa. Ainda por cima agora só anda em más companhias». Foi meigo o Serrão. Faltaram-lhe alguns epítetos que, a meu ver, ajudariam a classificar melhor a "fraldiqueira". É reles, mesquinha, mal-formada, oportunista, desavergonhada, vingativa e ressabiada. Em duas palavras : "puta reles". E dizer que um homem anda nas bocas do mundo por causa de uma gaja destas!

  • Hoje ao passar uma vista de olhos no Café pelo avante lampião deparo com uma entrevista de três páginas a Ricardo Costa. Pensei tratar-se do nosso defesa, mas, afinal, é o presidente do CD da Liga. Pretendia justificar o injustificável, relativamente à falta de punição do "grego assassino" que, numa jogada perfeitamente normal, inutilizou a época do Anderson e a sua versão na dualidade de critérios quanto às punições do Nuno Gomes, comparadas com a do Quaresma. Tão santinho e justo que aparece o "passarinho"! Só lhe faltam asas. Nós, por acaso, somos todos burros e mal intencionados! Outra " morgadinha"! Quando eu era pequeno havia uma lenga-lenga que dizia:«assim se amassa, assim se peneira, assim se dá volta ao pão da masseira!» Estamos na mesma. O ilustre presidente também terá tirado o curso na Universidade Independente?

  • A propósito da "morgadinha dos pardais e ouitros que tais" alguém me poderá informar se o "correio da manha" ou outros jornais procuraram averiguar alguma coisa sobre as revelações feitas no Pato, relativamente às famigeradas investigações?

  • No sábado passado, aquando do hino de Portugal, o locutor de serviço, ao deparar nas imagens televisivas com a presença de Figo e Rui Costa ao lado um do outro a cantarem, teve esta saída digna de um tribuno de grande eloquência «até metem os cabelos em pé!». Francamente, senhor locutor, o senhor vai ao orgasmo com muita facilidade! Um conselho amigo: aprenda a falar português e deixe-se de facciosismos doentios e serôdios que só lhe ficam mal. E já agora, achei muito estranho que, apesar de enaltecer o grande jogo do Quaresma e do C. Ronaldo, o senhor precisasse de trazer constantemente à colação o apuro de forma do "simulão". Estão com medo de quê, senhor locutor e senhor Tadeia? Que o "Shulari" não "meta"o vosso menino?Tanto gabanço fizeram ao "simulão" que, a determinada altura, até fiquei convencido que ele estava a jogar! Assim se trabalha na nossa TV. Com isenção e tudo.

domingo, 25 de março de 2007

Destrutivismo ou amor ao Futebol Clube do Porto?

Isto de se escrever em blogs é engraçado, particularmente quando atingem a dimensão deste, que já serviu até para dar títulos a notícias de jornais.

De facto, é tão fácil dizer “que só escrevem quando se perde e só deitam abaixo, não há uma ideia construtiva” como dizer que a própria atitude de dizer que “o rei vai nú” é por si própria construtiva, como muito bem explica a história. E basta ler o que aqui se escreveu na época vitoriosa da Liga dos Campeões para saber como isso é falso. Mas adiante…

Quantas e quantas vezes para construir não é preciso destruir o que está feito, quer porque as suas fundações são fracas, quer porque o que existe não cumpre já o propósito para que foi construído. Um exemplo literal é o nosso fabuloso Estádio do Dragão, construído parcialmente sobre os escombros do velhinho e decrépito Estádio das Antas.

Serve este intróito para esclarecer algumas coisas.

Para esclarecer que, pelo menos no meu caso pessoal, o que escrevo tem a ver com a paixão que sinto – que sentimos – pelo nosso clube. As paixões são irracionais, não se explicam, tocam nos extremos do amor-ódio como qualquer livro de psicologia barata será capaz de explicar. O “apaixonado” perde, por isso mesmo, muitas das vezes a noção do que é critica simples da critica construtiva, pela simples razão que não estando na posse da totalidade da razão, aquilo que diz é muito mais a voz da alma e da paixão que fala, muito menos a voz da razão.

Para esclarecer que, apesar de por vezes estar cego pela dor de ver o nosso clube ou de representantes do nosso clube fazerem, dizerem ou actuarem de forma que menos me agrada, tento e esforço-me por manter sempre alguma razoabilidade no sentido de colocar sempre uma alternativa, uma solução, um caminho, uma direcção ou, simplesmente, admitir a minha ignorância não sabendo como faria para resolver essa situação que estou a criticar. O que não implica que não fale dela.

Tudo isto para chegar a alguns comentadores de comentadores, isto é, a alguns nossos leitores que vêm naquilo que escrevemos aqui no blog uma fonte de instabilidade e de critica fácil, sem apresentar alternativas.

Ora bem, tenho para mim que o que se passa é que já muitas vezes apresentamos aqui alternativas – desde jogadores a treinadores, passando até por dirigentes, desde metodologias de treino a calendários de trabalho, desde sistemas tácticos à aposta na formação. Mas, tendo costas largas, admitimos sempre que algo mais poderia ser feito e dito e sugerido e continuamos e insistimos nos nossos escritos.

O momento do nosso clube é muito grave, talvez só ao nível de comparação com aquele que o clube viveu imediatamente antes do actual presidente assumir o poder com o sucesso que se sabe.

Temos uma direcção de clube – e de SAD – que está manietada pela justiça, que não tem credibilidade junto das entidades financeiras e que está sob o fogo cerrado da imprensa, que atira a matar sobre qualquer pequena falta nem que seja da vida e foro pessoal do dirigente. Temo muito pelo futuro imediato do clube – e da SAD – se rapidamente os seus dirigentes não voltarem a dirigir. E de forma eficaz, refira-se, coisa que não tem acontecido nos últimos anos.
Esta equipa directiva, mais nome menos nome, já estava em dificuldades claras desde 2000, primeiro de 3 anos consecutivos sem nada ganhar de relevante. O problema, tenho para mim, já vinha de trás, desde a duvidosa opção de Fernando Santos para suceder a Bobby Robson. Depois de um dos melhores jogadores da história do FC Porto (Oliveira) e de um dos melhores treinadores de sempre em Portugal (Robson), um Zé-ninguém cujo melhor do currículo era ser engenheiro… Depois disso, nunca mais acertou: Octávio, Del Neri, Fernandez, Couceiro, Adriaanse, tudo trunfos sem valor, palha-seca! Pelo meio, um tiro certeiro – Mourinho – mas que foi incapaz de segurar e, tanto quanto eu saiba, não era aposta pessoal do Presidente mas uma imposição à presidência por parte de accionistas da SAD.
Também a situação da SAD deverá ser rapidamente clarificada. Sou a favor da existência de uma SAD. Um pouco de rigor empresarial e gestão moderna não faz mal a ninguém, muito menos a um clube de futebol moderno e vitorioso que movimenta milhões de euros como o FC Porto. Mas deverá clarificar funções e mandatos com total transparência. Quem manda na SAD? Quem são os accionistas com maior poder de voto? E o que ganham os grandes accionistas, sabendo-se que por lei as SAD não podem distribuir dividendos aos accionistas, devendo o lucro ser sempre reinvestido? Nunca percebi porque a Amorim ou a Riopele estão (ou estiveram) envolvidas na SAD portista a não ser como o meu caso, accionista por amor ao clube com as suas 100 acções que valem 1 voto em AG caso me apeteça lá ir um dia. É fundamental saber quem controla acções, quem controla o poder de decisão. Quem contrata? Quem manda executar? Quem assina os cheques e contratos? Como é feita a decisão no Conselho de Administração? E qual o papel do Clube na SAD? Ainda manda alguma coisa ou apenas dá o nome e as cores?
Nos velhos tempos, os directores do clube eram antigos atletas que passavam por seccionistas e só mais tarde ascendiam a directores – ver o caso do próprio Presidente. Hoje há Anteros, Caldeiras e outros que tais de que nunca ouvi falar a não ser quando chegaram à direcção do clube – e da SAD. Qual é o papel de Antero Henriques no FC Porto SAD? E o do Caldeira? E o do Gomes? E o do Pinheiro? E, já agora, do Reinaldo Teles e do Pinto da Costa? Até há 10 anos atrás eu sabia o que cada dirigente fazia no FC Porto. Hoje não sei, muito honestamente.

Temos uma equipa de futebol com muita juventude e alguns jogadores cuja formação foi concluída no clube mas com pouco aproveitamento real da formação – no onze inicial do último jogo, por exemplo, não havia nenhum jogador que tivesse começado nos infantis do FC Porto e o melhor que havia era jogadores como o Ricardo Costa e o Bruno Alves que terminaram a formação de juniores no FC Porto. Já não há Baia’s, Jorge Costa’s ou Domingos, que entraram nos iniciados… Para que servem os escalões de formação se não há um total aproveitamento desses jogadores? Porque será que vamos recorrentemente comprar jogadores nas formações jovens ao Guimarães (Vieirinha, Maradona), ao Braga (João Dias, Bruno Gama), ao Boavista (Ricardo Costa) e a muitos outros clubes e não apostamos na nossa própria formação? Serão os jovens habitantes do Porto menos aptos que os outros? Ou serão os nossos treinadores e preparadores físicos e psicólogos menos aptos que os de pequenos clubes regionais que nos têm abastecido o plantel principal?

Temos uma equipa técnica onde a “mística” ganhadora está presente, com João Pinto e Rui Barros presentes. Mas faltam os preparadores físicos que saibam olhar para o calendário da época e gerir a carga física em função desta vertente. Falta o treinador de guarda-redes que faz evoluir os guarda-redes e não se limita a mandar bolas para ele voar. Sempre que o FC Porto teve bons treinadores de guarda-redes (lembro-me do Mly e do Silvino) o Baia teve algumas das melhores épocas de sempre de guarda-redes na história do clube, do campeonato e até da Europa. Aliás, ainda hoje está por explicar a saída do Mly. Ou do Roger Spry. Ou do Dr. Domingos Gomes, que desde que deixou o departamento médico do clube nunca mais tivemos épocas sossegadas de lesões com a excepção daquelas traumáticas realmente graves que eram as que aconteciam no seu tempo.

O plantel é extenso, a folha de contratos julgo ser ainda superior a cinquenta jogadores, mas mesmo assim há carências inexplicáveis. Não há um BOM defesa esquerdo. Não há um BOM defesa direito. Não há um BOM ponta de lança. E reparem que não peço um excepcional, não quero um Cafu ou um Roberto Carlos ou um Jardel. Contentava-me com uma réplica do João Pinto, com uma réplica do Inácio ou com uma réplica do Domingos, por exemplo. Isto é, contentava-me com um TITULAR INDISCUTÍVEL mesmo que não seja um jogador de eleição ou selecção, que fazem história no futebol mundial. Preocupa-me saber que todos os anos são investidos largos milhares de euros na formação e neste momento é capaz de não haver nenhuma ligação entre este sector e o plantel principal para preparar jogadores especificamente para essas posições. Porque nos escalões de formação não interessa vencer nem contabilizar títulos. Interessa formar jogadores para posições específicas das quais o plantel principal está carente. E há quantos anos nos falta um defesa esquerdo? Eu ajudo, o último que tivemos foi o Branco… E há quantos anos estamos carentes de um defesa direito? Desde que o João Pinto abandonou, com a excepção dos dois breves anos do Paulo Ferreira. Quanto gastou o FC Porto em contratações só para esses lugares nestes últimos anos? Ibarra, Seitaridis, Leandro, Esquerdinha, Ezequias, Rossato, Areias e mais uns tantos outros que nem me recordo agora…

As compras dos últimos anos também são duvidosas e criticáveis, mas já não são de hoje. Já no tempo do Robson se contratavam argentinos e africanos em contentores (quem não se lembra do Walter Paz, Mogrovejo, Ntsunda, Quinzinho…) e brasileiros sempre foram em quantidades de produção industrial (praticamente não há época nenhuma onde o numero de brasileiros não seja cerca de uma dezena), alguns dos quais nem chegam a suar a camisola no final da época. Entretanto, alguns jogadores portugueses das camadas jovens do FC Porto fizeram carreira no futebol e muitos outros apareceram e foram preteridos em função de estrangeiros duvidosos. Por exemplo, e só nomeando alguns que têm chegado à selecção A de Portugal e cujas noticias deram o FC Porto como interessado neles: Pedro Barbosa, Pauleta, Fernando Meira, Quim, Jorge Ribeiro, Nelson, Tiago…

Tudo isto somado, todas estas situações e ainda outras que poderiam aqui estar descritas mas de menor importância, fazem-me sentir que algo tem de ser mudado – e claramente que esse “algo” é a estrutura directiva!

Ainda para mais, depois de ter conseguido e alcançado o impossível – isto é, ser campeão e vencer a Liga dos Clubes milionários Europeus depois de no ano anterior ter ganho a prova menor da UEFA – e de com isso ter conseguido arrecadar em duas épocas consecutivas receitas impressionantes para a nossa realidade desportiva e de aparentemente as ter desbaratado sem consolidar as contas do clube que continuam a ser muito vermelhas.

Depois de tantas criticas, perguntam-me os mesmos do costume: “SOLUÇÕES”?

Pois bem, elas estão aí nessas mesmas linhas. As críticas, demolidoras por vezes, têm por vezes indicadas a solução, a politica a seguir, a estratégia a utilizar. Mas para que não se fiquem em meias palavras, vamos lá sumariar algumas soluções.

1) O FC Porto deve investir com muita força na formação para formar de facto jogadores – não com o intuito de os vender como fazem os lagartos, mas com o objectivo único e ultimo de suprir carências do plantel principal. Se os jogadores formados forem de facto bons, bem trabalhados técnica/física/tacticamente nos escalões de formação, com toda a certeza vão atrair atenções e acabarão por ser vendidos, rentabilizando assim a formação. Mas esta só vale a pena se for para este fim – SUPRIR CARÊNCIAS DO PLANTEL PRINCIPAL! Para isso precisa, quanto a mim, de 3 coisas – um dirigente/equipa directiva dedicada em exclusivo a esta tarefa, técnicos conceituados que dominem a parte cientifica e psicológica do treinamento de jovens e muitos campos de treino para os miúdos e acompanhamento escolar pois o miúdo de hoje é o homem de amanha e tenho para mim que um jogador mais instruído é um jogador mais evoluído (para mim o exemplo máximo disso está no andebol, o nosso treinador Carlos Resende).

2) O FC Porto deve investir com muita força numa “escola” de técnicos onde deverá incluir formação na componente física, na componente técnica e na componente psicológica. Não me interessa nada os cursos de treinadores que possam frequentar para obter a carteira profissional. Interessa-me muito mais que estudem com as escolas superiores de desporto, de saúde, de psicologia... Acho que o FC Porto já deveria ter estabelecido algum tipo de protocolo com escolas superiores / universidades para dar formação aos seus técnicos todos. E não falo só na componente física. Falo também na psicologia adaptada ao desporto. Na alimentação adaptada ao desporto. Não falo só nos técnicos de campo. Falo também nos outros como o cozinheiro, o médico, o massagista. Numa equipa altamente profissional nenhum factor deve ser descurado e nenhum elemento é menos importante na engrenagem do que outro, independentemente do seu posto, ordenado ou notoriedade.

3) O FC Porto deve encontrar rapidamente um técnico novo. O Prof. Jesualdo até pode ficar, mas junto das camadas jovens e em ligação ao plantel principal, nunca como técnico principal para o que não tem, claramente, aptidão. Cada um deve saber ver os seus limites. Espero que ele ainda consiga ver os dele e saia no final da época. Técnicos portugueses, neste momento, para ocupar essa vaga, há poucos. Quanto a mim, a opção deveria passar pelo Jorge Costa ou pelo Domingos. Ou, se quiserem ser ainda mais arrojados, pelo Vítor Baia. Não provaram quase nada como treinadores? Se calhar não, um deles ainda é até jogador! Mas provaram muito como capitães de equipa – como diz o Mourinho, extensões de treinadores dentro de campo – e têm um capital de carinho dos adeptos e de amor provado ao clube que lhes permitirá assumir um desafio destes com muitas hipóteses de sucesso.

4) O FC Porto precisa de um novo presidente, um novo vice-presidente e um novo homem para as finanças. Acho que o Dr. Rui Moreira podia ser um bom presidente. Acho que o Fernando Gomes ou o Frasco poderiam ser bons vice-presidentes. Acho que muitos advogados / economistas / gestores na casa dos 40 anos a exercerem as suas profissões na cidade do Porto e/ou empresas do Porto poderiam cumprir bem funções jurídicas/económicas, como o Dr. Lobo Xavier, por exemplo. Há tanta gente com qualidade que podia – tenho para mim que quer – ocupar a estrutura directiva que se há coisa da qual não tenho medo é de ver sair Pinto da Costa e ver um vazio directivo ou, mais grave, de ver um qualquer Vale e Azevedo ou Luís Filipe Vieira assumir o poder.

5) O FC Porto deve excluir da folha salarial depressa todos aqueles elementos que não têm qualquer interesse para o clube. Os Areias, os Ezequias, os Tariks e outros que tais não devem pesar no orçamento do plantel nem faz qualquer sentido que estejam ligados ao clube. Não o podendo fazer legalmente nem sem perder a honra e dignidade de os colocar a treinar à parte, deverá fazer um esforço de marketing para colocar esses jogadores no mercado com sucesso – oferecer um prémio na venda acima do normal, por exemplo, sei lá, há muitas estratégias que podem ser seguidas para convencer um empresário a encontrar colocação para um determinado jogador. Como regra, o FC Porto só deveria ter sob contrato os jogadores do plantel principal e jogadores saídos da formação em rodagem com expectativas de regressarem ao plantel no espaço de dois anos – tempo que jogadores como Rui Barros, Jorge Costa ou Fernando Couto, por exemplo, precisaram de rodar antes de se afirmarem na equipa principal do FC Porto. É preferível perder um jovem com valor cuja adaptação é incerta do que manter um peso orçamental mensal enorme com montes de jovens até aos vinte e quatro anos que nunca chegarão a vestir a camisola do plantel principal. Ou tem valor, e até aos 21 anos tem de o provar, ou não interessa!

E pronto, como vai longo o artigo, termino aqui, por agora. Mas que não digam que O Dragão, O Azulão, o Francisco ou o Pavão apenas criticam por criticar.
Porque isso é falso!
Criticamos porque amamos o clube, irracionalmente, se assim o quiserem.
Criticamos porque queremos o melhor para o clube e pensamos que num dado momento a forma utilizada não é melhor, estejamos a falar da politica económica, da politica de contratações, da táctica a usar ou usada num jogo ou dos dias de férias do plantel.
Criticamos porque num clube moderno e ambicioso a critica é vista como positiva e como forma única de se evoluir em busca de se ser melhor, mais forte, chegar mais alto, chegar mais longe do que aquilo que já se conseguiu.
E haja liberdade de pensamento e de expressão e criticarei sempre. Porque o que eu quero é festejar as nossas vitórias amanhã, para o mês que vem, para o ano que vem, com o meu filho que ainda nem sequer foi “produzido” ou com o meu neto, tal como o meu pai comemorou comigo e antes o meu avô comemorou com ele.

É por isso a critica em busca da vitória, da glória e do bem maior que é o nosso clube.

É por tudo isto que não percebo, mas aceito, que ainda haja quem defenda a manutenção do Presidente mais tempo no poder.
É por tudo isto que não percebo, mas aceito, que ainda haja quem ache que o treinador é um coitado que está só e que nada pode fazer com um plantel que não escolheu. Ele já sabia o que o esperava quando saiu do Boavista, ou então é ingénuo e burro – e eu não o tenho nem como uma coisa, nem como outra.

É por tudo isto que tenho sempre a pequena esperança de ajudar a alterar o rumo das coisas, de ajudar a alertar consciências. Pois se já chegamos aos jornais, quem sabe não chegamos também aos administradores da SAD e aos órgãos do Clube?

Quanto mais não seja, é uma forma que tenho de desabafar as minhas mágoas e deitar para trás tristezas. E só por isso já vale a pena escrever aqui e partilhar com quem nos quiser ler estas linhas de pensamento que apenas visam termos um FC Porto ainda mais forte, ainda melhor, ainda mais vitorioso!

sexta-feira, 23 de março de 2007

A MINHA ADENDA

Depois do que o Francisco tão eloquentemente escreveu, pouco mais há a acrescentar. Fico contente que este espaço seja um espaço apreciado por muitos para discutirmos de forma elevada aquilo que apaixinadamente nos une.
Uma coisa realço. É preciso não esquecer que não somos pagos para escrever, não é esta a nossa vida e, por isso, muitas vezes escrevemos de cabeça quente quando as coisas não correm bem. É natural, nessas alturas, o exagero e até algum défice de escrita. É o coração a falar...

Isto posto e para que não restem dúvidas sobre o que preconizo (de forma a não ser acusado de mensagens inuteis), cá vai:

Administradores da SAD e Direcção do Clube: demissão imediata no fim desta época e convocatória de eleições. Já acabou o tempo em que isto era banda de um homem só. Nesses saudosos tempos, o "homem só" chegava e sobrava para as encomendas. Desportivamente, acertava nos treinadores e era um sagaz negociador. Comprava barato e bom e vendia por milhões. Em simultâneo, zurzia na corja anti-portista encabeçada pela (des)comunicação social.
Chegámos ao tempo das SADs. O tempo dos milhões a circular e das comissões. O tempo dos prémios chorudos pelas mais valias criadas, estatutariamente legais e tranasparentes. O bando de abutres apertou o cerco e o Presidente deixou de mandar sozinho. O que foi uma bênção dos céus - a conquista da europa e do mundo, foi desbaratada, ao pior estilo amador, em poucos meses. Sejamos claros. Naquelas condições, com o dinheiro que se ganhou, quer com a conquista, quer com a venda de jogadores, criaram-se as condições para estarmos no topo da Europa uns anos largos. O mais difícil estava feito. O que sucedeu? Escolha tão inacreditável quanto desastrosa de 3 treinadores numa época, contratação de contentores de jogadores sem categoria. O dinheiro evaporou-se, perdeu-se ingloriamente um campeonato para os principais rivais e perdeu-se a equipa e a mísitca. Em meses, repita-se. Pelo meio corre-se vergonhosamente com o maior símbolo do Clube - Jorge Costa. Contrata-se mais duas nulidades de treinadores. Está o caos instalado. Os inimigos, cientes da fragilidade inaudita, apertam o cerco do Apito Dourado. Manietam, dessa forma, o Presidente, que, verdade seja dita, já há muito apenas se preocupava com viagra e rameiras. Os outros membros da Administração ninguém sabe quem são nem como falam. Tirando, claro está, o tio Reinaldo, de quem apenas soubemos notícias recentemente. Notícias que mais uma vez envergonham o Clube.
Resumindo: foram-se os símbolos, foi-se a mística, vão-se os títulos, escoa-se a credibilidade, oferece-se o flanco aos inimigos. Demitir-se, sem grande alarido no final da época é manterem uma réstia de dignidade e deixar o barco para timoneiros com sangue fresco que saibam e, sobretudo, queiram conduzi-lo a bom porto.




Jesualdo Ferreira: treinador com um pé na pré reforma. Sabemos que é das cores do inimigo. Quando representava tais cores, deixa como cartão de visita uma deslocação ao Estádio das Antas, num jogo em que se apanha a ganhar logo de início e em que expulsam um nosso jogador. A ganhar, com um a mais, perde o jogo 2-1. De resto, andou pelo Braga e, por algum motivo, correram com ele. Nunca demonstrou um lampejo de classe extra, nenhum título ou lançamento de bons jogadores. O falhanço era previsível. Deviam estar escaldados com Gigi, Fernandez, Couceiro e Co. Não estavam. Se também tiver dignidade, depois de eliminado da taça pelo Atlético, depois de provavelmente perder o campeonato quando dobrou a 1ª volta com sete pontos de avanço e depois de falhar uma ocasião soberana de ganhar ao Chelsea, obviamente só lhe resta um caminho.

Sangue novo, meus amigos, sangue novo e depressa.

Em jeito de resposta...

O Nuno lançou-me um desafio na crítica que faz ao meu “post”, entendendo que a minha “carta aberta ao Prof. Jesualdo Ferreira” é pouco explícita e adiantando até que as observações (minhas e de outros como eu), quando as fazemos, são feitas pela negativa sem que, para tal, se esteja na posse de todos os dados. Assim, e relativamente a muitas das análises em causa, nunca poderá ser feita uma avaliação « justa e justificada».
Começo por declarar que, efectivamente, muitos dos desabafos que surgem neste “blog”, “postes” e "comentários" são feitos a quente, frutos de uma frustração ou de um desencanto inesperado e, se calhar, algumas vezes até, com laivos de possível injustiça. É onde nos leva a paixão pelo clube que amamos.Admito esse possível pecado e, por conseguinte, como se dizia na “confissão” eu, como dragão apaixonado, tenho que confessar uma culpa de que não estou isento.
Quero, porém, acrescentar que muitos dos desabafos, muitas das denúncias, não são feitas de ânimo leve e só pretendem pôr os portistas a reflectir sobre o estado do nosso clube. Como já disse uma série de vezes, tenho para mim que estes “blogs”, os nossos “blogs portistas" são o espaço ideal para confrontar opiniões (muitas vezes contraditórias, injustas talvez, mas de boa-fé e sentidas) sobre o pulsar do nosso FCdo PORTO. Execrável é que adversários, pejados de rancor e ódio, se intrometam onde não são chamados.
Quanto à sugestão do Nuno e reconhecendo embora que todos somos um pouco treinadores de bancada, antes de quaisquer outras considerações quero lembrar que comparando as minhas análises com a da maior parte dos comentadores e analistas dos nossos “media”, sem falsas modéstias, declaro “urbi et orbi”, isto é, “a toda a gente e em qualquer lado”que não tenho nada a aprender com eles. Pelo contrário.
E, posto isto, vamos ao Prof. Jesualdo Ferreira:
Não deixa de ser verdade que tomou conta da equipa sem ter nada a ver com as contratações efectuadas no tempo do treinador anterior. Mas, pergunto eu: Também não teve nada a ver com as contratações de Inverno? Para que serviram? Foram fruto das reais necessidades da equipa? O treinador, de igual modo, não tem nada a ver com a insistência em utilizar o Postiga? (eu sei que o Hélder é uma aposta pessoal do presidente, mas francamente!… ). Será que não teve nada a ver com a insistência em querer mandar embora o Adriano, o qual só não desandou, por teimosia própria? Também não teve nada a ver com a manutenção até à exaustão de um jogador handicapado, como o Sokota, contratado apenas por aposta pessoal e disparatada do presidente? Será que não teve ou não tem nada a ver com a utilização sistemática de um jogador em défice evidente de como é o caso do Lucho Gonzalez? Será que não tem nada a ver com as desajustadas substituições no decorrer dos prélios? Que não teve nada a ver com as prolongadas e catastróficas férias concedidas aos jogadores? Que não teve ou não tem nada a ver com o desastroso trambolhão de uma equipa que no fim da 1ª volta está com um avanço considerável e rapidamente está em risco de perder tudo?
No passado sábado, após a primeira arremetida da nossa equipa, o primeiro contra-ataque leonino só não foi letal, devido a uma grande defesa do Helton. Logo aí, e principalmente a partir daí, foi notório que Fucile, sem apoio, não seria capaz de dar conta do recado. Que fez o treinador para de imediato colmatar a situação? O pobre do Paulo Assunção se acorria à esquerda, destapava o meio, se ia para o meio deixava o uruguaio sozinho…e o treinador impávido! Não é de criticar esta postura? É ser mau portista? É ser derrotista? Francamente, acho que não e é preciso dizer as coisas.
Admito perfeitamente que o problema do Bosingwa seja de natureza disciplinar. Julgo, no entanto, que deve haver outros meios de punição diferentes do preconizado.
É estranho o que se passa com o João Paulo. E outros…e outros…
Relativamente ao Alan, considero que não é um jogador dispensável. Só que nunca deve entrar de início. Um observador atento já teria reparado nisso. Etc. Etc.
Esta conversa seria interminável.
É por isso que ponho em causa o treinador. Como ponho em causa os dirigentes e a SAD, a começar pelo presidente.
Desculpem, prezados consócios e simpatizantes do meu amado clube, mas este presidente já não é a figura de prestígio a que nos habituou. Mudou radicalmente. E nem inteligente tem sabido ser. Isto é que eu penso.
Uma pergunta final: por acaso deram-se conta com quantos jogadores leoninos, formados nas escolas do clube, jogou no pretérito sábado a equipa de Alvalade? E no nosso F. C. do PORTO?
Que é que isso interessa? Vão-se buscar fora Renterias e Mareques… Assim é que está bem. E, se criticarmos, somos desestabilizadores. Não é verdade?

Eu não assinei!

Para que não haja dúvidas. O meu nome não consta nem poderá constar nesta lista de apoiantes à recandidatura do actual Presidente.

Discordo que continue. Discordo que accione a clausula que lhe permite continuar mais um ano.

Defendo que deve terminar a época.

Mas que deve sair no final da época. Renovação é precisa. Urgente. De toda a estrutura da SAD, logo de toda a estrutura directiva do Clube.

Se houvesse algum abaixo assinado para ele não se recandidatar e sair no final da época e não estivesse eu em Angola, até assinaria.

Carta Aberta ao Prof. Jesualdo Ferreira

Il.mo Senhor Professor


Imprevistos e inadiáveis compromissos familiares só agora me permitem dirigir a V. Ex.cia, no rescaldo da “brilhante” exibição da equipa por si treinada, aquando do jogo do passado fim-de-semana.
Começo por humildemente lhe pedir escusa por vir roubar um naco do seu tão precioso tempo, certamente consumido em atento, minucioso e escalpelizado estudo das estratégias dos jogos, passados e futuros, da sua equipa (dizem os seus biógrafos que o professor tem sido ao longo de toda a sua já longa carreira de treinador um “profundo estudioso de tudo quanto ao futebol diz respeito” e quem sou eu para poder duvidar de tão excelsa proclamação, só que me parece que das duas uma: ou essa supra ciência se volatiliza com demasiada facilidade, já que ninguém a percebe ou é tão sábia e tão profunda que também ninguém a entende, pelo menos nós os mais comezinhos dos mortais).
De qualquer modo, devo confessá-lo, os seus jogadores também não devem estar à altura dos seus sublimes méritos e pergaminhos, pois, pelos vistos, não conseguem pôr em prática o fruto de tão insignes lucubrações…
Ainda pensei que o problema se prendesse com “falta de comunicação” e dei comigo a pensar que eu devia estar equivocado quanto à terra natal de V. Ex.cia. Confessei até para os meus botões: «querem ver que eu julgava que ele tinha nascido em Mirandela, e afinal nasceu, sim, em Miranda do Douro. Expressa-se em “mirandês” e, claro, os jogadores não o entendem!» O pobre do Rui Barros, como arranhava umas de inglês, mesclado com italiano, francês e “espanholês”, lá ia ajudando o Adriaanse como podia, mas “mirandês”é capaz de não estar à altura.!...
Mas afinal não estava enganado. Apesar de lampião e vermelho, V. Ex.cia sempre é de Mirandela, como eu calculava. Logo os jogadores devem perceber o que diz.
Se calhar não percebem é o que quer. Assim como nós. Ou talvez saibamos. Mas creia, distinto professor, que, em qualquer caso, V. Ex.cia não fica bem na fotografia.
Como não fica quem o foi buscar.
Creia-me, sem consideração

quinta-feira, 22 de março de 2007

UMA FELIZ NOTÍCIA

Andava eu preocupado em saber se os Administradores da SAD estão vivos ou mortes, face ao desaparecimento total dos mesmos, quando ontem tive uma feliz nova. Afinal, pelo menos um deles está vivo e bem vivo. Na verdade, tem tanta saúde que, depois de, seguramente, passar a esmagadora parte do seu tempo diário a labutar na Torre das Antas, ainda lhe sobra ânimo para um inócuo entretenimento lá para as bandas de Espinho.
Já que não os vejo a falar dos nossos jogos, vejo-os a serem falados por causa do jogo. Nos tempos que correm e no que toca à nossa SAD, é o melhor que se arranja. E vivam as p..., o vinho verde e os casinos!

terça-feira, 20 de março de 2007

DITO POR QUEM SABE

Nada que não soubéssemos, mas aqui vai a opinião de quem sabe da poda e é da casa:

«Onze dias de férias no Natal prejudicaram claramente a equipa», observa Hernâni Gonçalves

Hernâni Gonçalves, antigo preparador físico e actual sócio do FC Porto, considerou hoje que os onze dias que proporcionaram ao plantel do clube umas mini-férias no Natal, contribuíram para o notório abaixamento da forma de alguns jogadores.




«A pausa foi prejudicial. Eu pessoalmente integrado numa equipa técnica não daria onze dias de férias de Natal aos jogadores. Tal não era possível acontecer quando andava envolvido no futebol. Lembro-me que num ano, em que Artur Jorge era o treinador do FC Porto, os jogadores o máximo que tiveram foram dois dias», declarou esta tarde Hernâni Gonçalves à Renascença.

Para o ex-preparador físico do FC Porto, «a alteração de hábitos, sobretudo alimentares e competitivos pode ter alguma influência na retoma da competição». O prof. Hernâni Gonçalves lembra «que é amigo de Jesualdo Ferreira há mais de trinta anos e trata-se de um excelente técnico».

«Jesualdo é um excelente técnico, mas há qualquer coisa que efectivamente causou uma oscilação na forma desportiva da equipa, na realidade há claramente um ou outro elemento em notório abaixamento de forma», concluiu."

In Avante Lampião

3 dias para preparar o próximo jogo

O que parece um contra-senso, pois o jogo é só no dia 1 de Abril, portanto a mais de 10 dias de distância!

No entanto, graças às selecções e às lesões, este é o tempo que o treinador vai ter para preparar os jogadores especificamente para esse jogo.

E o que mais precisa de fazer, que é trabalho fisico com o onze principal, não o poderá fazer pois 7 jogadores habitualmente titulares estão nas selecções dos seus países. Restam os outros não seleccionados e resta o trabalho táctico e de bola parada, por exemplo, de forma a não sofrermos mais golos desta forma e antes (re)começarmos nós a marcar aos adversários.

Como se sabe, nestes embates por vezes e muitas vezes o resultado é de apenas 1-0 (ou 0-1, como dolorosamente nos lembramos de sábado passado...) pelo que todas as oportunidades devem ser aproveitadas e as bolas paradas são essenciais neste processo, como se sabe.

Por isso, o meu pequeno conselho ao treinador, se é que ele ainda precisa disso: trabalhar separadamente bolas paradas ofensivas e defensivas, trabalhar individualmente indices fisicos de resistência dos jogadores, desenvolver actividades de treino tendentes a serem aproveitadas em situações de jogo e ele próprio ver muitas horas dos ultimos jogos dos lampiões para estudar movimentos tipo atacantes, identificar posições-chave a ocupar em campo e identificar os melhores jogadores do FC Porto para desempenhar cada lugar neste embate que temos, obrigatoriamente, de ganhar.