"A SAD do FC Porto terminou o exercício de 2005/2006 com perdas de 30,1 milhões de euros, muito acima dos 1,1 milhões do exercício anterior, de acordo com os dados comunicados à CMVM.
Os proveitos operacionais foram de 46,2 milhões de euros, estando em linha com o verificado no exercício anterior. A grande diferença estará na diminuição das mais valias de transferências de jogadores, em 26 milhões de euros.
A SAD informa ainda que constituiu uma provisão «que prejudica o resultado do exercício em 5,35 milhões de euros, obedecendo ao princípio da prudência, pelo incumprimento dos prazos de recebimento de créditos sobre o Dínamo de Moscovo».
O clube defende ainda que fez uma opção estratégica de manutenção dos principais valores do plantel, o que teve um impacto no resultado líquido do exercício."
Esta é a notícia que está a rolar.
30,1 milhões de euros é muita areia para a camioneta do nosso clube. Em parte também se deveu ao fracasso da Liga dos Campeões, mas não justifica tamanho prejuízo.
A continuar assim, não vamos muito longe, não...
terça-feira, 10 de outubro de 2006
sexta-feira, 6 de outubro de 2006
EU AJUDO, SU.
Ora então, com mais de uma semana de antecedência,cá vai o meu 11 para defrontar o Marítimo:
Helton
Bosingwa
Pepe
João Paulo
Cech
Paulo Assunção
Anderson
Raul Meireles
Quaresma
Vieirinha
Bruno Moraes
Em alternativa, pode sempre meter 3 centrais e três trincos. Ouvi dizer que o Marítimo luta pela Taça Uefa, logo é preciso cautelas..
Helton
Bosingwa
Pepe
João Paulo
Cech
Paulo Assunção
Anderson
Raul Meireles
Quaresma
Vieirinha
Bruno Moraes
Em alternativa, pode sempre meter 3 centrais e três trincos. Ouvi dizer que o Marítimo luta pela Taça Uefa, logo é preciso cautelas..
OBRIGADO POR TUDO!!!
Jorge Costa oficializou ontem o fim da sua carreira futebolística, numa entrevista ao programa televisivo ‘Pontapé de saída’, da RTPN. O antigo internacional do FC Porto admitiu ao entrevistador e seu antigo colega de selecção Paulo Sousa que o seu futuro “irá passar obrigatoriamente pelo futebol. Só não sei se será amanhã ou daqui a dois anos... A carreira de um jogador tem um fim, mas a paixão continua”.
Numa longa entrevista de uma série que Paulo Sousa promete fazer junto de algumas personalidades ligadas ao futebol, Jorge Costa recuperou alguns dos momentos marcantes da sua carreira e reconheceu que foi José Mourinho quem o marcou mais: “Todos os treinadores me marcaram. Nem todos pela positiva... Mas não esperava aos 30 anos, quando já pensamos que sabemos muito, que fosse evoluir tanto como com o José Mourinho.”
Jorge Costa elogiou o actual técnico do Chelsea – “não só em termos tácticos como na relação com os jogadores” – recordando que foi com José Mourinho que pela primeira vez fez treino integrado.
O capitão do FC Porto relembra que a maior virtude da equipa que venceu a Taça UEFA e a Liga dos Campeões era a alegria que evidenciava, bem como o pressing alto. “Independentemente do 4x3x3, com losango ou sem losango, os princípios de jogo mantinham-se na Luz, em Alvalade ou em Manchester.”
O ‘Bicho’, como é conhecido no futebol, admitiu também a felicidade de ter trabalhado com Carlos Queirós e Nelo Vingada, quando ainda jovem deu os primeiros passos nas selecções – “foram fundamentais em termos tácticos e nos fundamentos do futebol”–, mas é a Costa Soares que deve o ingresso nas camadas jovens dos ‘dragões’: “Ao serviço do Foz, tive a felicidade de ter feito dois bons jogos com o FC Porto.”Nesta entrevista à RTPN, Jorge Costa ignorou os períodos críticos por que passou quando teve de deixar o FC Porto.
Primeiro para o Charlton, com Octávio Machado a treinador, e mais recentemente para o St. Liège (Bélgica), depois de não constar das opções de Co Adriaanse e ter declinado o convite para integrar a equipa técnica do holandês.Mas foi a quando da sua passagem das camadas jovens para os seniores, ingressando no Penafiel, que o carismático capitão cresceu como homem: “Foi um ano em que aprendi a sofrer. Vinha do FC Porto, onde tinha tudo. Passei a ter ordenados em atraso e tive de aprender a sofrer, a poupar e a contar o dinheiro... E como jogador, aprendi a lutar.”Agora, terminada uma carreira feita de mais êxitos do que infortúnios, Jorge Costa agradece o facto do seu nome continuar a ser um símbolo do FC Porto: “Sinto-me realizado por uma carreira de que me posso orgulhar”, concluiu.
José Mourinho marcou o ‘Bicho’, que não se esquece da forma como o então treinador do FC Porto preparava os jogos: “Com três a quatro semanas de antecedência, dizia: ‘tu daqui a quatro semanas vais estar castigado. Vais sair três dias com a tua família e desapareces... A família adora e nós ficamos contentes”, recorda Jorge Costa, que se sente eternamente grato ao agora técnico do Chelsea. “Um indivíduo que me dá três dias de folga, quando se está a discutir a Liga dos Campeões. Eu tenho de morrer em campo por este indivíduo... Não fazia só comigo, mas também com os outros”, recorda o capitão.
Jorge Paulo Costa Almeida nasceu no Porto a 10 de Outubro de 1971 (34 anos).
Iniciou a sua carreira de futebolista profissional no Penafiel (1990/91). Passou pelo Marítimo (1991/92) e ingressou no FC Porto em 1992 onde permaneceu até 2001. Com a entrada de Octávio Machado para treinador foi dispensado e ingressou nos ingleses no Charlton, regressando aos ‘Dragões’ no final da época (2002).
Permaneceu nas Antas 2005, ficando de fora das opções de Co Adriaanse.
Tinha contrato com o St. Liége (Bélgica).
Numa longa entrevista de uma série que Paulo Sousa promete fazer junto de algumas personalidades ligadas ao futebol, Jorge Costa recuperou alguns dos momentos marcantes da sua carreira e reconheceu que foi José Mourinho quem o marcou mais: “Todos os treinadores me marcaram. Nem todos pela positiva... Mas não esperava aos 30 anos, quando já pensamos que sabemos muito, que fosse evoluir tanto como com o José Mourinho.”
Jorge Costa elogiou o actual técnico do Chelsea – “não só em termos tácticos como na relação com os jogadores” – recordando que foi com José Mourinho que pela primeira vez fez treino integrado.
O capitão do FC Porto relembra que a maior virtude da equipa que venceu a Taça UEFA e a Liga dos Campeões era a alegria que evidenciava, bem como o pressing alto. “Independentemente do 4x3x3, com losango ou sem losango, os princípios de jogo mantinham-se na Luz, em Alvalade ou em Manchester.”
O ‘Bicho’, como é conhecido no futebol, admitiu também a felicidade de ter trabalhado com Carlos Queirós e Nelo Vingada, quando ainda jovem deu os primeiros passos nas selecções – “foram fundamentais em termos tácticos e nos fundamentos do futebol”–, mas é a Costa Soares que deve o ingresso nas camadas jovens dos ‘dragões’: “Ao serviço do Foz, tive a felicidade de ter feito dois bons jogos com o FC Porto.”Nesta entrevista à RTPN, Jorge Costa ignorou os períodos críticos por que passou quando teve de deixar o FC Porto.
Primeiro para o Charlton, com Octávio Machado a treinador, e mais recentemente para o St. Liège (Bélgica), depois de não constar das opções de Co Adriaanse e ter declinado o convite para integrar a equipa técnica do holandês.Mas foi a quando da sua passagem das camadas jovens para os seniores, ingressando no Penafiel, que o carismático capitão cresceu como homem: “Foi um ano em que aprendi a sofrer. Vinha do FC Porto, onde tinha tudo. Passei a ter ordenados em atraso e tive de aprender a sofrer, a poupar e a contar o dinheiro... E como jogador, aprendi a lutar.”Agora, terminada uma carreira feita de mais êxitos do que infortúnios, Jorge Costa agradece o facto do seu nome continuar a ser um símbolo do FC Porto: “Sinto-me realizado por uma carreira de que me posso orgulhar”, concluiu.
José Mourinho marcou o ‘Bicho’, que não se esquece da forma como o então treinador do FC Porto preparava os jogos: “Com três a quatro semanas de antecedência, dizia: ‘tu daqui a quatro semanas vais estar castigado. Vais sair três dias com a tua família e desapareces... A família adora e nós ficamos contentes”, recorda Jorge Costa, que se sente eternamente grato ao agora técnico do Chelsea. “Um indivíduo que me dá três dias de folga, quando se está a discutir a Liga dos Campeões. Eu tenho de morrer em campo por este indivíduo... Não fazia só comigo, mas também com os outros”, recorda o capitão.
Jorge Paulo Costa Almeida nasceu no Porto a 10 de Outubro de 1971 (34 anos).
Iniciou a sua carreira de futebolista profissional no Penafiel (1990/91). Passou pelo Marítimo (1991/92) e ingressou no FC Porto em 1992 onde permaneceu até 2001. Com a entrada de Octávio Machado para treinador foi dispensado e ingressou nos ingleses no Charlton, regressando aos ‘Dragões’ no final da época (2002).
Permaneceu nas Antas 2005, ficando de fora das opções de Co Adriaanse.
Tinha contrato com o St. Liége (Bélgica).
Será que o MST andou a ler "odragao.blogspot.com"?
Miguel Sousa Tavares, na sua crónica de terça-feira no Avante Lampião, fez uma análise que em tudo concordamos e até alertamos aqui. Utilizei mesmo um titulo para o post "quem tem medo compra um cão" que agora é utilizado por ele. Por entender pertinente e por assinar por baixo, aqui vai:
"A mesmíssima coisa aconteceu ao FC Porto, no seu embate perante essa multinacional que dá pelo nome de Arsenal. Tal como aqui escrevi, no próprio dia do jogo, a minha crença num bom resultado era diminuta, porque entendo que os portistas não têm equipa para competir ao nível mais allto da Europa.
Mas chegou a ser confrangedora a diferença de classe, de atitude e de capacidade técnica entre uma equipa que caça com um Thierry Henry e outra que caça com um Hélder Postiga.
Que o FC Porto iria naturalmente perder eu já sabia. Não esperava é que Jesualdo Ferreira, também ele, cometesse o eterno crime dos treinadores portugueses frente aos grandes jogos: entrar em jogo a medo, mudando a estrutura rotinada da equipa para introduzir corpos estranhos e malabarismos tácticos, cujo único sentido é sempre o de reforçar a capacidade defensiva.
Como seria de esperar, Ricardo Costa só atrapalhou, Postiga foi totalmente inócuo e Lucho González assinou mais uma exibição de valor zero, mas com direito divino a manter-se sempre em campo.
E, como era também de temer, a mensagem assim dada pelo treinador passou à equipa: o FC Porto entrou em campo borrado de medo, aproveitando o pontapé de saída para gastar minuto e meio a passar a bola de uns defesas para os outros, muito contentes porque o Arsenal ainda não tinha criado perigo.
Não admira que, ao fim de dois jogos europeus, ainda não tenha conseguido sequer marcar um golo. Ora, quem tem medo compra um cão, não vai à Liga dos Campeões.
Diga-se de passagem que ontem, em Braga, o FC Porto confirmou o que já era patente para quem tivesse estado atento, independentemente dos primeiros resultados positivos: que esta equipa do FC Porto, até ver, tem mais estatuto do que qualidade."
"A mesmíssima coisa aconteceu ao FC Porto, no seu embate perante essa multinacional que dá pelo nome de Arsenal. Tal como aqui escrevi, no próprio dia do jogo, a minha crença num bom resultado era diminuta, porque entendo que os portistas não têm equipa para competir ao nível mais allto da Europa.
Mas chegou a ser confrangedora a diferença de classe, de atitude e de capacidade técnica entre uma equipa que caça com um Thierry Henry e outra que caça com um Hélder Postiga.
Que o FC Porto iria naturalmente perder eu já sabia. Não esperava é que Jesualdo Ferreira, também ele, cometesse o eterno crime dos treinadores portugueses frente aos grandes jogos: entrar em jogo a medo, mudando a estrutura rotinada da equipa para introduzir corpos estranhos e malabarismos tácticos, cujo único sentido é sempre o de reforçar a capacidade defensiva.
Como seria de esperar, Ricardo Costa só atrapalhou, Postiga foi totalmente inócuo e Lucho González assinou mais uma exibição de valor zero, mas com direito divino a manter-se sempre em campo.
E, como era também de temer, a mensagem assim dada pelo treinador passou à equipa: o FC Porto entrou em campo borrado de medo, aproveitando o pontapé de saída para gastar minuto e meio a passar a bola de uns defesas para os outros, muito contentes porque o Arsenal ainda não tinha criado perigo.
Não admira que, ao fim de dois jogos europeus, ainda não tenha conseguido sequer marcar um golo. Ora, quem tem medo compra um cão, não vai à Liga dos Campeões.
Diga-se de passagem que ontem, em Braga, o FC Porto confirmou o que já era patente para quem tivesse estado atento, independentemente dos primeiros resultados positivos: que esta equipa do FC Porto, até ver, tem mais estatuto do que qualidade."
Helton, por Jorge Maia in O Jogo
Woody Allen costuma dizer que não só Deus não existe como também é quase impossível arranjar um canalizador ao fim-de-semana.
No futebol, onde por definição não há insubstituíveis e até estão previstas três substituições por jogo, a mitologia é uma coisa particularmente transitória e os deuses de hoje pela manhã são os falsos ídolos de mais logo à tardinha.
Ainda assim, há mitos que perduram. Vítor Baía, por exemplo, é um caso raro de longevidade no Olimpo do futebol, apesar da intifada que lhe foi movida por meia-dúzia de infiéis. Quase 20 anos ao mais alto nível e uma lista de títulos que não cabe aqui e não se repete em nenhum outro currículo são mais do que o suficiente para o colocar acima dos comuns mortais.
É claro que, de vez em quando, aparece um mortal incomum, capaz de escalar o Olimpo pelos seus próprios meios. Helton é um desses mortais. O brasileiro chegou ao FC Porto devagar, sem se colocar em bicos de pés e deixou que o trabalho falasse por si. Não chegou à titularidade por decreto, não lhe tiraram os obstáculos do caminho, conquistou tudo sozinho, inclusivamente a crítica.
Hoje, defende sem contestação a baliza do FC Porto, a mesma que desabou sobre inúmeros antecessores à mínima referência ao nome de Vítor Baía.
E é por isso que a viagem de ontem para o Kuwait, onde se vai juntar à selecção brasileira, promete ser a primeira de muitas. Porque se Helton é titular numa equipa onde Baía é opção, pode ser titular em qualquer equipa. E isso é mais do que muitos podem dizer.
Mais do mesmo:
"Vou com a vontade de mostrar o meu trabalho e fazer o mesmo que tenho feito no FC Porto: dar o máximo e ser recompensado"
Helton
No futebol, onde por definição não há insubstituíveis e até estão previstas três substituições por jogo, a mitologia é uma coisa particularmente transitória e os deuses de hoje pela manhã são os falsos ídolos de mais logo à tardinha.
Ainda assim, há mitos que perduram. Vítor Baía, por exemplo, é um caso raro de longevidade no Olimpo do futebol, apesar da intifada que lhe foi movida por meia-dúzia de infiéis. Quase 20 anos ao mais alto nível e uma lista de títulos que não cabe aqui e não se repete em nenhum outro currículo são mais do que o suficiente para o colocar acima dos comuns mortais.
É claro que, de vez em quando, aparece um mortal incomum, capaz de escalar o Olimpo pelos seus próprios meios. Helton é um desses mortais. O brasileiro chegou ao FC Porto devagar, sem se colocar em bicos de pés e deixou que o trabalho falasse por si. Não chegou à titularidade por decreto, não lhe tiraram os obstáculos do caminho, conquistou tudo sozinho, inclusivamente a crítica.
Hoje, defende sem contestação a baliza do FC Porto, a mesma que desabou sobre inúmeros antecessores à mínima referência ao nome de Vítor Baía.
E é por isso que a viagem de ontem para o Kuwait, onde se vai juntar à selecção brasileira, promete ser a primeira de muitas. Porque se Helton é titular numa equipa onde Baía é opção, pode ser titular em qualquer equipa. E isso é mais do que muitos podem dizer.
Mais do mesmo:
"Vou com a vontade de mostrar o meu trabalho e fazer o mesmo que tenho feito no FC Porto: dar o máximo e ser recompensado"
Helton
terça-feira, 3 de outubro de 2006
SOLUÇÃO: VARRIDELA GERAL
Desde a gloriosa campanha de 22003/2004, a Administração da SAD colocou cinco projectos de treinador à frente do Clube. O primeiro, Gigi del Neri, nem aqueceu o banco. Escolha acertadíssima para treinar o campeão Europeu, uma vez que dificilmente um treinador de créditos firmados aceitaria treinar tal campeão. Resultado: época perdida à partida, indemnização paga a quem nada fez. Veio Fernandez, o começo do descalabro e segunda indemnização paga na mesma época. Terminou-se com Couceiro e, vá lá, não foi precio pagar indemnização. Uma vez que a SAD aprende com os erros, contratou um holandês conhecidíismo, cuja maior façanha na vida foi levar o AZ Alkmaar ser eliminado nos descontos do prolongamento da meia final da Uefa, quando tinha duas substituições no banco por fazer. Neste entretanto, e para demonstrar a sua polivalência no que concerne a caminhar para o abismo, a SAD conseguiu desfazer a fabulosa equipa que tinha, derreter os ganhos milionários que dariam para sustentar a equipa ao mais alto nível durante uns anos e contratar mais de vinte jogadores, dos quais só se aproveitam Anderson (que só está cá a rodar), Lucho, Ibson, Quaresma, Helton, Pepe, Assunção, Raul Meireles Cech e Lisandro. Pelo meio, pérolas como Sonkaia, Tarik e Ezequias e outros que tais dos quais ninguém se lembra do nome, e o desperdício de Diego.
Em dois anos apenas, roçamos a penúria financeira, não se vê diminuição de passivo e os melhores jogadores pertencem a um obscuro fundo internacional. Em termos desportivos, voltámos para a segunda divisão europeia depois de termos sido campeões.
Não contentes, depois da bênção que foi a saída do holandês, sem ter que se pagar indemnização, a SAD desperdiçou a oportunidade de ouro de ter um homem da casa pegar na equipa, por tuta e meia. Sim, estou a falar de Rui BArros, que em apenas três jogos demonstrou ter potencialidades suficientes para ser o treinador principal. Nem inteligentes foram. Quase a começar a época, a SAD tinha a desculpa que precisava para se proteger. Correndo bem, levavam os louros. Corerndo mal, ninguém contestaria, por se tratar de Rui Barros. Mas não. Nem os resultados e exibições excelentes convenceram a SAD. Tinham que arranjar nova forma de depauperar o Clube. Vaí daí, resolvem arranjar conflito com o clube da Avenida e pagar 200.000 contos para lhes fazer o favor de lhes roubar Su Ferreira. Com esse brilhante acto de gestão, hipotecaram todas as hipóteses de despedir Su se necessário for. Repare-se: ninguém dá 200.000 contos por um treinador, para o despedir a meio da época e tornar a pagar nova indemnização. Isto significa que vamos ter que aguentar Su Ferreira toda esta época e provavelmente a próxima, a não ser que ele faça o mesmo que o H3N1.
Podia continuar a dar exemplos da gestão ruinosa da actual SAD. Dos cinco projectos de treinador, apenas um treinou a equipa que escolheu - o H3N1. Nenhum dos outros conhecia os jogadores ou escolheu quem quer que fosse. É com muita tristeza que vejo isto acontecer. Isto explica que, dos 6 ou 7 amigos que partilhavam lugar anual comigo, este ano apenas o Dragão tenha renovado o lugar. Se calhar para o ano deixo-o sozinho, porque comigo não vão contar mais.
O actual estado de coisas só muda com uma varridela geral. O Clube precisa de sangue novo. Nas próximas eleições deveria surgir um projecto vencedor diferente, com caras novas e ideias novas. Estas já cheiram a bafio.
Em dois anos apenas, roçamos a penúria financeira, não se vê diminuição de passivo e os melhores jogadores pertencem a um obscuro fundo internacional. Em termos desportivos, voltámos para a segunda divisão europeia depois de termos sido campeões.
Não contentes, depois da bênção que foi a saída do holandês, sem ter que se pagar indemnização, a SAD desperdiçou a oportunidade de ouro de ter um homem da casa pegar na equipa, por tuta e meia. Sim, estou a falar de Rui BArros, que em apenas três jogos demonstrou ter potencialidades suficientes para ser o treinador principal. Nem inteligentes foram. Quase a começar a época, a SAD tinha a desculpa que precisava para se proteger. Correndo bem, levavam os louros. Corerndo mal, ninguém contestaria, por se tratar de Rui Barros. Mas não. Nem os resultados e exibições excelentes convenceram a SAD. Tinham que arranjar nova forma de depauperar o Clube. Vaí daí, resolvem arranjar conflito com o clube da Avenida e pagar 200.000 contos para lhes fazer o favor de lhes roubar Su Ferreira. Com esse brilhante acto de gestão, hipotecaram todas as hipóteses de despedir Su se necessário for. Repare-se: ninguém dá 200.000 contos por um treinador, para o despedir a meio da época e tornar a pagar nova indemnização. Isto significa que vamos ter que aguentar Su Ferreira toda esta época e provavelmente a próxima, a não ser que ele faça o mesmo que o H3N1.
Podia continuar a dar exemplos da gestão ruinosa da actual SAD. Dos cinco projectos de treinador, apenas um treinou a equipa que escolheu - o H3N1. Nenhum dos outros conhecia os jogadores ou escolheu quem quer que fosse. É com muita tristeza que vejo isto acontecer. Isto explica que, dos 6 ou 7 amigos que partilhavam lugar anual comigo, este ano apenas o Dragão tenha renovado o lugar. Se calhar para o ano deixo-o sozinho, porque comigo não vão contar mais.
O actual estado de coisas só muda com uma varridela geral. O Clube precisa de sangue novo. Nas próximas eleições deveria surgir um projecto vencedor diferente, com caras novas e ideias novas. Estas já cheiram a bafio.
O BAPTISMO DE JESUALDO
Jesualdo Ferreira, depois de bater em mortos na quatro primeiras jornadas do campeonato (melhor dito, na 2ª à 4ª, porque se viu aflito com o Leiria), teve 3 baptismos de fogo. Daqueles que queimam mesmo. No primeiro, com Tariks e Alans e Ezequias, não conseguiu ganhar ao CSKA. Apesar de tudo, quase conseguiu. No segundo, comportando-se como treinador do Olivais e Moscavide, perdeu apenas por dois com o Arsenal. Deve ter ficado contente, pois não foi goleado. Agora, contra o Majestoso e Imponente Braga, repetiu a façanha. Dois trincos em simultâneo nunca fizeram mal a ninguém. O resultdo: o mesmo de Londres. Vendo-se a perder, tirou então um trinco e meteu o Lisandro. Empatando, deixa-se estar sossegadinho, que um pontinho é bem bom. Mas não é que os malandros do Braga resolvem meter mais um golo? Ora, volta a estar a perder, volta a mexer.
Saldo final. Saíu chamuscado num jogo,queimado em dois. Os adeptos já perderam a ilusão e têm sensação de dejà vu. Qual era mesmo o treinador a caminho da 3ª idade, sem títulos, que ganhou a lotaria ao vir treinar o Porto e que nunca ganhou um jogo decisivo? De facto, as semelhanças entre Adriaanse e Jesualdo são tantas que, e já que falamos de baptismos, que a partir deste momento Jesualdo merece ter um petit nom também, tal como o holandês. Assim, a partir deste momento e para mim, Jesualdo Ferreira passa a ser Su Ferreira. Deve pronunciar-se Zu, de Jesualdo, mas lido com S também lhe assenta bem. É um diminutivo amaricado, a condizer com a forma aterrorizada com que ele encara adversários de maior valia.
Saldo final. Saíu chamuscado num jogo,queimado em dois. Os adeptos já perderam a ilusão e têm sensação de dejà vu. Qual era mesmo o treinador a caminho da 3ª idade, sem títulos, que ganhou a lotaria ao vir treinar o Porto e que nunca ganhou um jogo decisivo? De facto, as semelhanças entre Adriaanse e Jesualdo são tantas que, e já que falamos de baptismos, que a partir deste momento Jesualdo merece ter um petit nom também, tal como o holandês. Assim, a partir deste momento e para mim, Jesualdo Ferreira passa a ser Su Ferreira. Deve pronunciar-se Zu, de Jesualdo, mas lido com S também lhe assenta bem. É um diminutivo amaricado, a condizer com a forma aterrorizada com que ele encara adversários de maior valia.
segunda-feira, 2 de outubro de 2006
Jogo importante...
Considero o jogo de logo à noite muito importante. Trata-se do priemeiro testa a sério ao Campeão Nacional na Superliga.
O Braga tem uma excelente equipa e um bom treinador, na minha óptica.
O Mágico Porto tem uma série interminável de lesões, quase todas eles provenientes de lesões musculares e não de traumatismos, que, sou-vos sincero, considero bastante estranhas.
Pelo que, hoje à noite temos um primeiro teste de peso ao nosso Mágico Porto.
A ver vamos como corre...
O Braga tem uma excelente equipa e um bom treinador, na minha óptica.
O Mágico Porto tem uma série interminável de lesões, quase todas eles provenientes de lesões musculares e não de traumatismos, que, sou-vos sincero, considero bastante estranhas.
Pelo que, hoje à noite temos um primeiro teste de peso ao nosso Mágico Porto.
A ver vamos como corre...
terça-feira, 26 de setembro de 2006
Quem tem medo compra um cão...
Este foi o título que acabei por por neste post. Mas outros poderiam ser.
Desde logo também poderia ser: "Jesualdo, típico treinador português".
E posta esta introdução, vou passar a explicar porquê.
Ainda vinha nas filas de trânsito quando ouvi a constituição da equipa do Porto. Logo nesse momento enviei um sms ao Azulão e ao Grande Portista do seguinte teor "puto de treinador" e porquê? Porque tal qual os treinadores das equipas adversárias do Porto no campeonato nacional, apresentamos uma equipa defensiva, cheia de medo, à espera do 0-0 e do massacre do adversário.
Alteramos a tática num jogo em que a deviamos ter mantido e em que deviamos ter mantido os jogadores, embora eu até não concorde com o Hélder Bostiga, tal como é público.
Mais, com uma táctica que é criticada por todos nós, em relação aos nossos adversários quando actuam no Dragão, o Porto entrou logo a perder.
Porquê inventar desde logo com um jogador que não tem lugar num jogo da Liga a defesa esquerdo, Ricardo Costa de seu nome. Porquê meter um jogador muito fraco para o Porto, tal como sempre o disse e que mais uma vez o provou?
Assim, desde logo perdemos uma peça influente no meio-campo, até porque Marek Chec tinha de vir sempre ajudar o coxo do Ricardo Costa.
Assim se transmitiu o medo aos jogadores. O medo de jogar contra uma equipa inglesa, como se fossem uns papões. E apenas o foram tanto porque assim o quisemos.
Jesualdo provou neste jogo que, como qualquer um, serve para os confrontos internos, mas que é um daqueles portuguesinhos de segunda que tremem mal vêm um estrangeiro pela frente, só porque ele tem aspecto de mau.
Para culminar a sua brilhante actuação, manteve Lucho em campo os 90 minutos, típico de treinador que fazem primas-donas nas equipas, mesmo que estejam a fazer o seu pior jogo. Assim previ quando meteu de imediato na equipa, sem qualquer jogo de pré-época, quando o Ibson havia feito um início de época brilhante.
Depois, qual leitura perfeita de jogo, tira o Anderson, que entre os maus, ainda havia sido aquele que mais lutou por mais qualquer coisa.
Por último, e apesar de pensar que tal atitude também foi devido à imagem transmitida pelo treinador, uma desanca completa nos jogadores. Não correram, não quiseram, não lutaram, numa atitude indigna para quem ostenta tão nobre símbolo.
O Grande Portista que está em Espanha e viu o jogo pelo Canal Plus espanhol, disse-me que os jornalistas espanhois estavam chocados. Que não imaginavam um Porto tão fraco e com tão pouca atitude. Disseram mesmo que "a jogar assim não merecem continuar na Liga dos Campeões".
E talvez tenham razão. O nosso Mágico Porto não merece este comportamento de segunda.
Enfim, uma miséria autêntica...
P.S. - só após publicar este post verifiquei que o Azulão já havia escrito. Pelos vistos em sintonia até no facto de chamarmos coxo ao Ricardo Costa. Vimos o mesmo jogo, de certeza...
Desde logo também poderia ser: "Jesualdo, típico treinador português".
E posta esta introdução, vou passar a explicar porquê.
Ainda vinha nas filas de trânsito quando ouvi a constituição da equipa do Porto. Logo nesse momento enviei um sms ao Azulão e ao Grande Portista do seguinte teor "puto de treinador" e porquê? Porque tal qual os treinadores das equipas adversárias do Porto no campeonato nacional, apresentamos uma equipa defensiva, cheia de medo, à espera do 0-0 e do massacre do adversário.
Alteramos a tática num jogo em que a deviamos ter mantido e em que deviamos ter mantido os jogadores, embora eu até não concorde com o Hélder Bostiga, tal como é público.
Mais, com uma táctica que é criticada por todos nós, em relação aos nossos adversários quando actuam no Dragão, o Porto entrou logo a perder.
Porquê inventar desde logo com um jogador que não tem lugar num jogo da Liga a defesa esquerdo, Ricardo Costa de seu nome. Porquê meter um jogador muito fraco para o Porto, tal como sempre o disse e que mais uma vez o provou?
Assim, desde logo perdemos uma peça influente no meio-campo, até porque Marek Chec tinha de vir sempre ajudar o coxo do Ricardo Costa.
Assim se transmitiu o medo aos jogadores. O medo de jogar contra uma equipa inglesa, como se fossem uns papões. E apenas o foram tanto porque assim o quisemos.
Jesualdo provou neste jogo que, como qualquer um, serve para os confrontos internos, mas que é um daqueles portuguesinhos de segunda que tremem mal vêm um estrangeiro pela frente, só porque ele tem aspecto de mau.
Para culminar a sua brilhante actuação, manteve Lucho em campo os 90 minutos, típico de treinador que fazem primas-donas nas equipas, mesmo que estejam a fazer o seu pior jogo. Assim previ quando meteu de imediato na equipa, sem qualquer jogo de pré-época, quando o Ibson havia feito um início de época brilhante.
Depois, qual leitura perfeita de jogo, tira o Anderson, que entre os maus, ainda havia sido aquele que mais lutou por mais qualquer coisa.
Por último, e apesar de pensar que tal atitude também foi devido à imagem transmitida pelo treinador, uma desanca completa nos jogadores. Não correram, não quiseram, não lutaram, numa atitude indigna para quem ostenta tão nobre símbolo.
O Grande Portista que está em Espanha e viu o jogo pelo Canal Plus espanhol, disse-me que os jornalistas espanhois estavam chocados. Que não imaginavam um Porto tão fraco e com tão pouca atitude. Disseram mesmo que "a jogar assim não merecem continuar na Liga dos Campeões".
E talvez tenham razão. O nosso Mágico Porto não merece este comportamento de segunda.
Enfim, uma miséria autêntica...
P.S. - só após publicar este post verifiquei que o Azulão já havia escrito. Pelos vistos em sintonia até no facto de chamarmos coxo ao Ricardo Costa. Vimos o mesmo jogo, de certeza...
ALGUÉM LHE DIGA QUE ISTO NÃO É O BRAGA...
...e a competição não é a Taça de Portugal.
Vira o disco e toca o mesmo. Estou até à ponta dos cabelos com treinadores de segunda apanha sem perfil para treinar o Porto.
Quem começa com três centrais e dois laterais só merece um destino - perder o jogo. A figura que fizemos hoje é a figura que faz o Penafiel quando vai ao Dragão. Aceitava-se perfeitamente que tivesse algumas cautelas face ao poderio adversário. Essas cautelas passariam por, relativamente ao último onze, trocar Bostiga e Adriano por Lisandro e Raul Meireles. Povoava assim mais o meio campo, que é onde se ganham jogos, com um jogador combativo, que recupera bolas, mas que não descura o ataque, aparecendo muitas vezes em posição frontal para mandar um dos seus balázios. Ainda por cima, Meireles é o único jogador do plantel forte na meia distância. Com a entrada de Lisandro, jogávamos com três jogadores velozes no ataque - para além do Argentimo, Quaresma e Anderson.
Este tipo de treinadores cagarolas, sem qualquer experiência ou coragem fez o que faria qualquer treinador de fundo de tabela. Meteu um terceiro central que nunca jogara, fingindo que era lateral e fingindo que Marek Cech era centro campista. Ou seja, Jesualdo foi duplamente cobarde. Primeiro porque meteu cinco defesas. Depois porque não o assumiu. Com a brilhante inovação, usou um fraco central como fraquíssimo lateral e um bom lateral como sabe-se lá o quê. No momento da verdade, víamos o Arsenal central bolas para Henry, no meio de cinco defesas.
Quando se viu a levar no pêlo - porque seria? - colocou a equipa que devia ter jogado de início. Com a substancial diferença que já só tinha uma parte, estava a perder e esgotara duas substituições. O Arsenal marcou o segundo e o que Jesualdo fez? O que faz qualquer treinador do seu nível. Meteu mais um ponta de lança à toa, armando-se em macho de barba rija quando o jogo estava perdido, para poder dizer que arriscou tudo.
Disto já vi anos a fio e cheirou-me a engenheiro. Que diabo, o Porto é respeitado por esse mundo fora. Custa assim tanto jogar para ganhar? Coloque o melhor onze, mande jogar o que sabem e se perdermos encolhemos os ombros, damos os parabéns ao adversário e ficamos resignados. Agora assim todos nós percebemos que começamos a perder antes do jogo começar.
Se alguma alma caridosa fizer estatísicas de quantos jogos estes treinadores de segunda ganham nestas circunstâncias, ou até empatam, chegaremos a resultados confrangedores. Mas eles insistem. Está-lhes na massa do sangue. Entram petrificados de medo, com receio de perder por muitos. E depois ficam secretamente à espera dum milagre. Ora, quando o milagreiro dá pelo nome de Hélder Postiga, o Unigolo, e quando o Unigolo já esgotou para um ano o que sabe fazer, tal não seria um milagre. Seria magia negra.
Todos nós sabemos que Ricardo Coxo é mau. Que entre ele e o Bruno Alves venha o diabo e escolha e só temos que rezar para o Pedro Emanuel e o João Paulo recuperarem depressa. Mas estes treinadores é que sabem. Hão de ter estudado por algum manual secreto que lhes diga como transformar um mau central sem ritmo de jogo num fabuloso defesa esquerdo.
Também todos nós vemos que o único extremo no plantel capaz de secundar Quaresma é Vieirnha. Mas Jesualdo consegue ver que este não tem talento sequer para ser convocado, porque há um génio marroquino de 29 anos que um dia destes, em pleno Ramadão, há de soltar a magia que há em si. Apesar de o ter tentado enquanto jovem no Marítimo, tendo sido dispensado. E porque há também outro estrondoso extremo vindo do mesmo clube e que um dia há de acordar e perceber o que é uma bola anda a fazer no relvado que ele pensa que serve apenas para correr.
Todos nós vemos que Lisandro neste momento é o melhor avançado do Porto. E por aí fora.
Enfim, resignemo-nos desde já. Este plantel chega e sobra para ganhar o campeonato, apesar de Jesualdo não repetir um onze e até dá para o Unigolo e o Unifinta jogarem. Até para o Bruno ALves parecer que é bom central. Que diabo, apesar de tudo, este treinador não é tau mau como o H3N1. Todavia, para a Liga dos Campeões estamos conversados. Com treinadores formatados desta maneira nunca ganharemos a uma grande equipa fora de casa e raramente empataremos. Não vale a pena sequer ter ilusões...
Pode ser que daqui a dezassete anos apareça outro Mourinho.
PS - quase me esquecia. Fantástica a substituição de Anderson por Adriano.
Vira o disco e toca o mesmo. Estou até à ponta dos cabelos com treinadores de segunda apanha sem perfil para treinar o Porto.
Quem começa com três centrais e dois laterais só merece um destino - perder o jogo. A figura que fizemos hoje é a figura que faz o Penafiel quando vai ao Dragão. Aceitava-se perfeitamente que tivesse algumas cautelas face ao poderio adversário. Essas cautelas passariam por, relativamente ao último onze, trocar Bostiga e Adriano por Lisandro e Raul Meireles. Povoava assim mais o meio campo, que é onde se ganham jogos, com um jogador combativo, que recupera bolas, mas que não descura o ataque, aparecendo muitas vezes em posição frontal para mandar um dos seus balázios. Ainda por cima, Meireles é o único jogador do plantel forte na meia distância. Com a entrada de Lisandro, jogávamos com três jogadores velozes no ataque - para além do Argentimo, Quaresma e Anderson.
Este tipo de treinadores cagarolas, sem qualquer experiência ou coragem fez o que faria qualquer treinador de fundo de tabela. Meteu um terceiro central que nunca jogara, fingindo que era lateral e fingindo que Marek Cech era centro campista. Ou seja, Jesualdo foi duplamente cobarde. Primeiro porque meteu cinco defesas. Depois porque não o assumiu. Com a brilhante inovação, usou um fraco central como fraquíssimo lateral e um bom lateral como sabe-se lá o quê. No momento da verdade, víamos o Arsenal central bolas para Henry, no meio de cinco defesas.
Quando se viu a levar no pêlo - porque seria? - colocou a equipa que devia ter jogado de início. Com a substancial diferença que já só tinha uma parte, estava a perder e esgotara duas substituições. O Arsenal marcou o segundo e o que Jesualdo fez? O que faz qualquer treinador do seu nível. Meteu mais um ponta de lança à toa, armando-se em macho de barba rija quando o jogo estava perdido, para poder dizer que arriscou tudo.
Disto já vi anos a fio e cheirou-me a engenheiro. Que diabo, o Porto é respeitado por esse mundo fora. Custa assim tanto jogar para ganhar? Coloque o melhor onze, mande jogar o que sabem e se perdermos encolhemos os ombros, damos os parabéns ao adversário e ficamos resignados. Agora assim todos nós percebemos que começamos a perder antes do jogo começar.
Se alguma alma caridosa fizer estatísicas de quantos jogos estes treinadores de segunda ganham nestas circunstâncias, ou até empatam, chegaremos a resultados confrangedores. Mas eles insistem. Está-lhes na massa do sangue. Entram petrificados de medo, com receio de perder por muitos. E depois ficam secretamente à espera dum milagre. Ora, quando o milagreiro dá pelo nome de Hélder Postiga, o Unigolo, e quando o Unigolo já esgotou para um ano o que sabe fazer, tal não seria um milagre. Seria magia negra.
Todos nós sabemos que Ricardo Coxo é mau. Que entre ele e o Bruno Alves venha o diabo e escolha e só temos que rezar para o Pedro Emanuel e o João Paulo recuperarem depressa. Mas estes treinadores é que sabem. Hão de ter estudado por algum manual secreto que lhes diga como transformar um mau central sem ritmo de jogo num fabuloso defesa esquerdo.
Também todos nós vemos que o único extremo no plantel capaz de secundar Quaresma é Vieirnha. Mas Jesualdo consegue ver que este não tem talento sequer para ser convocado, porque há um génio marroquino de 29 anos que um dia destes, em pleno Ramadão, há de soltar a magia que há em si. Apesar de o ter tentado enquanto jovem no Marítimo, tendo sido dispensado. E porque há também outro estrondoso extremo vindo do mesmo clube e que um dia há de acordar e perceber o que é uma bola anda a fazer no relvado que ele pensa que serve apenas para correr.
Todos nós vemos que Lisandro neste momento é o melhor avançado do Porto. E por aí fora.
Enfim, resignemo-nos desde já. Este plantel chega e sobra para ganhar o campeonato, apesar de Jesualdo não repetir um onze e até dá para o Unigolo e o Unifinta jogarem. Até para o Bruno ALves parecer que é bom central. Que diabo, apesar de tudo, este treinador não é tau mau como o H3N1. Todavia, para a Liga dos Campeões estamos conversados. Com treinadores formatados desta maneira nunca ganharemos a uma grande equipa fora de casa e raramente empataremos. Não vale a pena sequer ter ilusões...
Pode ser que daqui a dezassete anos apareça outro Mourinho.
PS - quase me esquecia. Fantástica a substituição de Anderson por Adriano.
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