Foi um jogo de emoção controlada. Confiava que a equipa não falharia no momento crucial da época, mas há sempre aquele nervoso miúdinho.
Felizmente, para todos nós, o FC Porto não falhou. Ganhou e celebrou, justamente, o 27º título nacional.
Do jogo, diria que foi fraco, com muitos passes falhados, um Paços na expectativa, um FC Porto que se ia assenhoriando do jogo aos poucos e cada vez mais próximo, mas mais confusamente, da baliza do Paços. Até que aconteceu o lance capital do jogo.
Do pénalti, a primeira impressão que tive (eu, a maior parte das pessoas e dos relatadores de rádio e comentadores de tv) é que foi penalti. Houve um toque em James, o próprio defesa o admitiu. Mas foi fora da área, coisa que só a repetição o permitiu esclarecer. O insuspeito árbitro (de Lisboa e conotado com os lampiões) marcou pénalti porque foi aquilo que a todos pareceu no primeiro momento - sem repetições e camaras de vários angulos para ajuizar se dentro se fora, é aceitável, como seria se não o marcasse e fosse apenas livre directo. Mas a expulsão é correcta - e incontestada até pelo próprio jogador, que sabe ter tocado em James - e deixou o Paços em má posição o resto da primeira parte.
Da segunda parte, houve um assomo de vontade dos 10 do Paços em tentar aproximar-se, ainda que aos solavancos, da baliza de Helton - e este mostrou porque é o número 1, defendendo o que havia para defender. Depois, 4 minutos loucos: aos 52m Jackson amplia e marca o 26º golo da época, coroando-se melhor marcador do campeonato com mais golos do que Falcao e alcançando a brilhante meta de ter marcado a todos os clubes da 1ª Liga. E aos 56m Danilo é (bem) expulso por acumulação de amarelos após fazer uma falta idiota e plena de imbelidade no meio campo. E este gajo custou 18 milhões, mas nem o dinheiro das comissões (6 milhões) vale! Estou para ver como o vamos conseguir vender sem prejuízo...
E depois nada mais aconteceu. O Paços não conseguiu sequer o golo de honra, o FC Porto até podia ter aumentado a vantagem com um remate ao poste do enorme capitão Lucho. Deu ainda para entrar Castro, o coração de Dragão, Kelvin, para delirio dos adeptos agradecidos pelo golo do minuto 92 e Liedson, para despedida.
Do final do jogo, houve festa. De Paços de Ferreira ao Estádio do Dragão, passando pelos Aliados, Rio de Janeiro, Cabo Verde, rotunda do Marquês e onde houvesse um portista - e, porque não dizê-lo, onde houvesse um lagarto - comemorou-se a vitória deste campeonato mas também a derrota dos pré-anunciados campeões-lampiões que afinal não passam só de grandes melões!
27 titulos. 7 nos ultimos 8 anos, 8 nos ultimos 10 anos. Uma superioridade brutal. 1 derrota nas últimas 3 épocas. É preciso ter um grande melão para não reconhecer a superioridade e justiça do campeão. Foi campeão o mais regular, o que perdeu menos pontos e o que acabou a época sem derrotas - mais justiça do que isto não há.
Agora estou dividido para a Taça. Se a vontade que tenho é que o Vitória ganhe para fazer a festa no Marquês, penso que se ganhar não vamos poder começar a época a rachar melões (como alguns lampiões temem e escreveram, preferindo a derrota a jogar contra o FC Porto para não entrarem na época a perder...) e contra o Vitória não dá a mesma pica jogar a Supertaça... Seja como for, um jogo de cada vez, e neste que percam os lampiões, para a desgraça ser total!
Ah! Já agora, que se faça a vontade do Jasus, e que para o ano a época dele seja igual a esta, como ele pediu - 2º na Liga, eliminado da Champions e derrotado na Liga Europa.
Tri-campeão não é quem quer. É quem pode e tem categoria para isso. Nós!
FICHA DE JOGO
Paços de Ferreira-FC Porto, 0-2
Liga portuguesa, 30.ª jornada
19 de Maio de 2013
Estádio da Capital do Móvel, em Paços de Ferreira
Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa)
Assistentes: Nuno Pereira e Hernâni Fernandes
Quarto árbitro: Jorge Ferreira
PAÇOS DE FERREIRA: Cássio; Tony, Ricardo, Tiago Valente e Diogo Figueiras; André Leão, Luiz Carlos e Vítor; Manuel José (cap.), Poulsen e Josué
Substituições: Poulsen por Cohene (24m), Manuel José por Christian (intervalo) e Vítor por Hurtado (74m)
Não utilizados: António Filipe, Caetano, Nuno Santos e Filipe Anunciação
Treinador: Paulo Fonseca
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Varela
Substituições: Defour por Castro (78m), James por Kelvin (82m) e Varela por Liedson (89m)
Não utilizados: Fabiano, Izmaylov, Abdoulaye e Sebá
Treinador: Vítor Pereira
Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Lucho (23m, pen.) e Jackson (52m)
Cartões amarelos: Danilo (17m e 56m) e André Leão (78m)
Cartões vermelhos: Ricardo (22m) e Danilo (56m, por acumulação de amarelos)
PONTO DE SITUAÇÃO
34 vitórias, 8 empates, 4 derrotas
92 golos marcados, 25 sofridos
2 títulos conquistados, 3 títulos perdidos
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segunda-feira, 20 de maio de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
Jogo 45 - FC Porto, 2 x Visitante, 1 - A reviravolta que pôs Jasus de joelhos
O jogo: não foi grande coisa. Uns lampiões que vieram defender o resultado, cheios de medo e com uma equipa de tracção a trás (que foi ainda mais reforçada ao minuto 66 ao tirar o melhor jogador deles para meter um tosco defesa-central a fazer de trinco que nem no Corunha jogava) e que praticaram anti-jogo desde o primeiro minuto: perdiam tempo em todas as reposições de bola, atiravam-se para o chão com a corrente de ar, apoiados no colinho e miminho que o palhaço do gel lhes dava. O FC Porto no seu normal, com muita posse mas pouca produtividade e pouco rendimento - não muitos remates e menos golos ainda do que aquilo que era suposto para quem tem posses de bola superiores a 60% em quase todos os jogos, incluindo o de hoje.
O jogo não começou da melhor forma. O golo dos lampiões surge antes do nosso e deixou o estádio à beira de um ataque de nervos e desespero. Surgiu de uma estupidez: aquela discussão na linha, em lance defensivo, só serviu para distrair e desconcentrar os jogadores do FC Porto, que não souberam resolver o lance em condições e ainda deixaram o Lima livre para marcar. 0-1 na primeira ida à baliza do FC Porto.
No entanto, apesar de ter sentido o peso do golo, o FC Porto não baixou os braços e começou paulatinamente a aproximar-se da baliza dos lampiões que, se até aqui já faziam anti-jogo, agora excediam-se! O empate surgiu com alguma sorte, num ressalto sobre o emplastro, mas veio repor justiça no resultado. E assim concluiu-se a primeira parte.
Na segunda parte, uma entrada forte do FC Porto deixava antever que o golo da vitória iria surgir a qualquer momento. Mais ainda quando o Jasus tira o melhor jogador das galinhas e mete um defesa-central/trinco que nem no Corunha, quando estava em ultimo na Liga Espanhola, jogava. Tudo pelo resultado. E a estratégia das galinhas ia resultando, pois o FC Porto não marcava e a 15 minutos do fim perdia, por lesão, Fernando. E o brasileiro é daqueles jogadores que se nota mais a ausencia do que a presença em campo, pois com a sua saída percebeu-se que o FC Porto perdeu elasticidade e as saidas para o ataque não corriam tão bem. A entrada do Cardozo ainda me fez pensar, a mim como a outros na minha zona, que ainda íamos sofrer um golo de bola parada - o que podia ter acontecido uma única vez, num remate ao lado. Lucho cede o lugar a Kelvin, numa tentativa de dar mais velocidade e profundidade ao ataque, mas continua tudo na mesma. O relógio não pára e o golo não acontece, para desespero de um estádio que não pára de apoiar o clube. Já em desespero, aos 84 minutos, sai o mais fraco dos defesas laterais (Danilo, obviamente) e entra o levezinho Liedson. Os minutos continuam a passar, os lampiões continuam a fazer anti-jogo e o golo não surge. Até que, já nos descontos, uma jogada simples resolve tudo: Jackson no seu meio campo passa a bola a Kelvin, que a coloca rapidamente a meio do meio campo em Liedson, que a devolve para a entrada da área ao Kelvin, que a recebe picando-a para dentro da área e sem a deixar cair no chão, remata de primeira com o pé esquerdo para o canto oposto da baliza. Artur lança-se mas vê a bola passar e o estádio saltar de alegria, no 2-1 aos 91 minutos que todos aguardávamos, Jasus de joelhos simbolizava a derrota!
Ironia do destino, porque deve haver deuses do futebol como dizia o falecido relatador Jorge Perestrelo, ser um passe do "coxo" e quase inutilizado Liedson para o puto de 19 anos que quase pertencia à equipa B, Kelvin, marcar um golo soberbo. Dois suplentes garantiram, talvez, o titulo. Excelente ironia.
Estava feita a justiça, vencia a única equipa que procurou vencer o jogo, que teve mais tempo de bola, mais ataques, mais remates. A melhor equipa em campo, mostrava ser a melhor equipa do campeonato e assume novamente a liderança.
Agora depende só de si. Basta, como se tal fosse fácil, ganhar ao Paços de Ferreira na casa deles! Vai ser muito díficil, tão ou mais do que vencer as galinholas, mas é possível. E a equipa está ciente disso, já sabem que ainda faltam 90 minutos para ganhar. Mais uma final para disputar. E no FC Porto, as finais são para ganhar. O tri está mais perto, está a três pontos de distância.
Nota ainda para a maior parte dos lampiões que acham que fizeram uma época excepcional e que não mereciam não ganhar o campeonato. Ainda não perceberam que se a deles foi excepcional, a nossa foi ainda mais excepcional, pois é igual à dele mais um ponto e menos uma derrota - aliás, nas últimas 3 épocas perdemos apenas 1 jogo até agora - e ainda têm o desplante de se acharem melhores que nós. É por isso que perdem. Não sabem reconhecer a superioridade dos adversários. É por isso que cada vez mais gente gosta menos deles. Não sabem reconhecer o trabalho e o mérito dos outros, insultam-nos com a sua atitude de superioridade estatutária por decreto da imprensa que os bajula. Perderam ontem e vão perder na quarta contra o Chelsea porque não têm andamento para eles, nem têm a mentalidade do FC Porto para esses jogos importantes (como se viu ontem) e estão arrasados psicologicamente. E, talvez, se o árbitro deixar, vão perder contra o Vitória porque a hecatombe há-de ser total e os vimaranenses já merecem o caneco!
FICHA DE JOGO
FC Porto-Visitante, 2-1
Liga portuguesa, 29.ª jornada
11 de Maio de 2013
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 50.117 espectadores
Árbitro: Palhaço do Gel (Lisboa)
Assistentes: Tiago Trigo e Bertino Miranda
Quarto árbitro: Luís Ferreira
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson e Varela
Substituições: Fernando por Defour (73m), Lucho por Kelvin (79m) e Danilo por Liedson (84m)
Não utilizados: Fabiano, Abdoulaye, Castro e Sebá
Treinador: Vítor Pereira
Visitante: Artur; Emplastro, Luisão (cap.), Garay e André Almeida; Salvio, Matic, Enzo Pérez e Adeus John; Gaitán e Lima.
Substituições: Gaitán por Roderick (67m), Lima por Cardozo (73m) e Adeus John por Aimar (84m)
Não utilizados: Paulo Lopes, Melgarejo, Rodrigo e Urrega
Treinador: Jorge Jesus
Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Lima (19m), Varela (25m) e Kelvin (90m+2)
Cartão amarelo: Enzo Pérez (46m), James (56m), Matic (59m), Fernando (66m), Defour (80m), Artur (85m) e Helton (90m+3)
PONTO DE SITUAÇÃO
33 vitórias, 8 empates, 4 derrotas
90 golos marcados, 25 sofridos
1 título conquistado, 3 títulos perdidos, 1 título em disputa
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| Da alegria à tristeza de quem merece cada um dos sentimentos! (Gif do Público) |
O jogo não começou da melhor forma. O golo dos lampiões surge antes do nosso e deixou o estádio à beira de um ataque de nervos e desespero. Surgiu de uma estupidez: aquela discussão na linha, em lance defensivo, só serviu para distrair e desconcentrar os jogadores do FC Porto, que não souberam resolver o lance em condições e ainda deixaram o Lima livre para marcar. 0-1 na primeira ida à baliza do FC Porto.
No entanto, apesar de ter sentido o peso do golo, o FC Porto não baixou os braços e começou paulatinamente a aproximar-se da baliza dos lampiões que, se até aqui já faziam anti-jogo, agora excediam-se! O empate surgiu com alguma sorte, num ressalto sobre o emplastro, mas veio repor justiça no resultado. E assim concluiu-se a primeira parte.
Na segunda parte, uma entrada forte do FC Porto deixava antever que o golo da vitória iria surgir a qualquer momento. Mais ainda quando o Jasus tira o melhor jogador das galinhas e mete um defesa-central/trinco que nem no Corunha, quando estava em ultimo na Liga Espanhola, jogava. Tudo pelo resultado. E a estratégia das galinhas ia resultando, pois o FC Porto não marcava e a 15 minutos do fim perdia, por lesão, Fernando. E o brasileiro é daqueles jogadores que se nota mais a ausencia do que a presença em campo, pois com a sua saída percebeu-se que o FC Porto perdeu elasticidade e as saidas para o ataque não corriam tão bem. A entrada do Cardozo ainda me fez pensar, a mim como a outros na minha zona, que ainda íamos sofrer um golo de bola parada - o que podia ter acontecido uma única vez, num remate ao lado. Lucho cede o lugar a Kelvin, numa tentativa de dar mais velocidade e profundidade ao ataque, mas continua tudo na mesma. O relógio não pára e o golo não acontece, para desespero de um estádio que não pára de apoiar o clube. Já em desespero, aos 84 minutos, sai o mais fraco dos defesas laterais (Danilo, obviamente) e entra o levezinho Liedson. Os minutos continuam a passar, os lampiões continuam a fazer anti-jogo e o golo não surge. Até que, já nos descontos, uma jogada simples resolve tudo: Jackson no seu meio campo passa a bola a Kelvin, que a coloca rapidamente a meio do meio campo em Liedson, que a devolve para a entrada da área ao Kelvin, que a recebe picando-a para dentro da área e sem a deixar cair no chão, remata de primeira com o pé esquerdo para o canto oposto da baliza. Artur lança-se mas vê a bola passar e o estádio saltar de alegria, no 2-1 aos 91 minutos que todos aguardávamos, Jasus de joelhos simbolizava a derrota!
Ironia do destino, porque deve haver deuses do futebol como dizia o falecido relatador Jorge Perestrelo, ser um passe do "coxo" e quase inutilizado Liedson para o puto de 19 anos que quase pertencia à equipa B, Kelvin, marcar um golo soberbo. Dois suplentes garantiram, talvez, o titulo. Excelente ironia.
Estava feita a justiça, vencia a única equipa que procurou vencer o jogo, que teve mais tempo de bola, mais ataques, mais remates. A melhor equipa em campo, mostrava ser a melhor equipa do campeonato e assume novamente a liderança.
Agora depende só de si. Basta, como se tal fosse fácil, ganhar ao Paços de Ferreira na casa deles! Vai ser muito díficil, tão ou mais do que vencer as galinholas, mas é possível. E a equipa está ciente disso, já sabem que ainda faltam 90 minutos para ganhar. Mais uma final para disputar. E no FC Porto, as finais são para ganhar. O tri está mais perto, está a três pontos de distância.
Nota ainda para a maior parte dos lampiões que acham que fizeram uma época excepcional e que não mereciam não ganhar o campeonato. Ainda não perceberam que se a deles foi excepcional, a nossa foi ainda mais excepcional, pois é igual à dele mais um ponto e menos uma derrota - aliás, nas últimas 3 épocas perdemos apenas 1 jogo até agora - e ainda têm o desplante de se acharem melhores que nós. É por isso que perdem. Não sabem reconhecer a superioridade dos adversários. É por isso que cada vez mais gente gosta menos deles. Não sabem reconhecer o trabalho e o mérito dos outros, insultam-nos com a sua atitude de superioridade estatutária por decreto da imprensa que os bajula. Perderam ontem e vão perder na quarta contra o Chelsea porque não têm andamento para eles, nem têm a mentalidade do FC Porto para esses jogos importantes (como se viu ontem) e estão arrasados psicologicamente. E, talvez, se o árbitro deixar, vão perder contra o Vitória porque a hecatombe há-de ser total e os vimaranenses já merecem o caneco!
FICHA DE JOGO
FC Porto-Visitante, 2-1
Liga portuguesa, 29.ª jornada
11 de Maio de 2013
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 50.117 espectadores
Árbitro: Palhaço do Gel (Lisboa)
Assistentes: Tiago Trigo e Bertino Miranda
Quarto árbitro: Luís Ferreira
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson e Varela
Substituições: Fernando por Defour (73m), Lucho por Kelvin (79m) e Danilo por Liedson (84m)
Não utilizados: Fabiano, Abdoulaye, Castro e Sebá
Treinador: Vítor Pereira
Visitante: Artur; Emplastro, Luisão (cap.), Garay e André Almeida; Salvio, Matic, Enzo Pérez e Adeus John; Gaitán e Lima.
Substituições: Gaitán por Roderick (67m), Lima por Cardozo (73m) e Adeus John por Aimar (84m)
Não utilizados: Paulo Lopes, Melgarejo, Rodrigo e Urrega
Treinador: Jorge Jesus
Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Lima (19m), Varela (25m) e Kelvin (90m+2)
Cartão amarelo: Enzo Pérez (46m), James (56m), Matic (59m), Fernando (66m), Defour (80m), Artur (85m) e Helton (90m+3)
PONTO DE SITUAÇÃO
33 vitórias, 8 empates, 4 derrotas
90 golos marcados, 25 sofridos
1 título conquistado, 3 títulos perdidos, 1 título em disputa
domingo, 5 de maio de 2013
Jogo 44 - Nacional, 1 x FC Porto, 3 - Entrada à campeão, Estoril ajuda, nunca mais é sábado!
Não vi, porque me apanhou de saída de Macau para Portugal.
Não li muito sobre o jogo, porque andava por aeroportos e vôos de 8 horas.
Ganhamos, que é o que interessa. E soube, na madrugada do aeroporto de Dubai, que os lampiões empataram com o Estoril.
Sábado, uma final de vida ou morte... do campeonato!
Ficam as fichas. E a ansiedade. Nunca mais é sábado!
FICHA DE JOGO
Nacional-FC Porto, 1-3
Liga portuguesa, 28.ª jornada
4 de Maio de 2013
Estádio da Madeira, no Funchal
Árbitro: Cosme Machado (Braga)
Assistentes: Alfredo Braga e Tomás Santos
Quarto árbitro: Pedro Campos
NACIONAL: Gottardi; Nuno Campos, Miguel Rodrigues, Mexer e Marçal; Aly Ghazal, Moreno (cap.) e Jota; Candeias, Rondón e Mateus
Substituições: Moreno por Claudemir (intervalo), Mateus por Keita (intervalo) e Nuno Campos por Diego Barcellos (62m)
Não utilizados: Vladan, João Aurélio, Edgar Costa e Diogo
Treinador: Manuel Machado
FC PORTO: Helton; Danilo, Abdoulaye, Otamendi e Mangala; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Varela
Substituições: Fernando por Castro (69m), Varela por Defour (78m) e Lucho por Izmaylov (85m)
Não utilizados: Fabiano, Maicon, Liedson e Castro
Treinador: Vítor Pereira
Ao intervalo: 1-3
Marcadores: James (10m), Mangala (19m), Lucho (pen., 22m) e Candeias (pen., 27m)
Cartões amarelos: Mangala (25m), Candeias (29m), Fernando (51m), Helton (70m), Keita (89m) e Izmaylov (90m+1)
PONTO DE SITUAÇÃO
32 vitórias, 8 empates, 4 derrotas
88 golos marcados, 24 sofridos
1 título conquistado, 3 títulos perdidos, 1 título em disputa
Não li muito sobre o jogo, porque andava por aeroportos e vôos de 8 horas.
Ganhamos, que é o que interessa. E soube, na madrugada do aeroporto de Dubai, que os lampiões empataram com o Estoril.
Sábado, uma final de vida ou morte... do campeonato!
Ficam as fichas. E a ansiedade. Nunca mais é sábado!
FICHA DE JOGO
Nacional-FC Porto, 1-3
Liga portuguesa, 28.ª jornada
4 de Maio de 2013
Estádio da Madeira, no Funchal
Árbitro: Cosme Machado (Braga)
Assistentes: Alfredo Braga e Tomás Santos
Quarto árbitro: Pedro Campos
NACIONAL: Gottardi; Nuno Campos, Miguel Rodrigues, Mexer e Marçal; Aly Ghazal, Moreno (cap.) e Jota; Candeias, Rondón e Mateus
Substituições: Moreno por Claudemir (intervalo), Mateus por Keita (intervalo) e Nuno Campos por Diego Barcellos (62m)
Não utilizados: Vladan, João Aurélio, Edgar Costa e Diogo
Treinador: Manuel Machado
FC PORTO: Helton; Danilo, Abdoulaye, Otamendi e Mangala; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Varela
Substituições: Fernando por Castro (69m), Varela por Defour (78m) e Lucho por Izmaylov (85m)
Não utilizados: Fabiano, Maicon, Liedson e Castro
Treinador: Vítor Pereira
Ao intervalo: 1-3
Marcadores: James (10m), Mangala (19m), Lucho (pen., 22m) e Candeias (pen., 27m)
Cartões amarelos: Mangala (25m), Candeias (29m), Fernando (51m), Helton (70m), Keita (89m) e Izmaylov (90m+1)
PONTO DE SITUAÇÃO
32 vitórias, 8 empates, 4 derrotas
88 golos marcados, 24 sofridos
1 título conquistado, 3 títulos perdidos, 1 título em disputa
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Jogo 43 - FC Porto, 2 x Setúbal, 0 - Muita posse, pouco golo e até James falha penaltis também...
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| Imagem FC Porto |
Do que vi dos resumos e dos comentários, foi mais um jogo tipico do FC Porto deste ano - muito dominio de bola, mas pouco proveito. Muito pouco, até considerando que foi preciso esperar mais de uma hora pelo primeiro golo mesmo quando a posse andava na casa dos 80%. Ou seja, ninguém, incluindo e acima de tudo os jogadores, percebe para que raio que a equipa a bola. Para marcar golos, não é de certeza - porque marca muito poucos.
Enfim, para além disso, o futebol praticado é chato, previsível e muito pouco atraente. E vai valendo Helton que continua a ter umas intervenções fundamentais para manter a baliza do FC Porto a zero - mesmo que às vezes tire os adeptos do sério com isso.
O campeonato está entregue há muito - só os puramente crentes ainda pensavam que seria possível, mas um jogo à Capela deve ter arrumado com qualquer réstia de fé portista, como se viu nas declarações, tristes mais uma vez, de VP esta semana. Se era para moralizar o Estoril espicaçando-o, não me parece que resulte lá muito e tem a desvantagem de desmoralizar os nossos rapazes que, oficialmente, entraram de férias à espera da próxima época, já que o treinador deitou a toalha ao chão. Triste figura que faz, triste figura que nos faz passar.
Previsível, de há muito. Como previsível é que está a prazo muito curto - deste mês não passa. Ainda não se sabe quem vem aí, mas já circulam vários nomes - o ex-selecionador brasileiro Mano Menezes, Leonardo Jardim e Domingos parecem ser os nomes na linha da frente, mas já foi ventilado Paulo Fonseca e até Rui Faria, o eterno adjunto de José Mourinho. Também ao nível do plantel parece que tudo está já em andamento há muito - vários jogadores contratados (2 mexicanos e 2 portugueses do Vitória, sendo que estes não é certo que fiquem já na equipa principal) e uma entrevista do administrador financeiro que me pareceu um recado interno para os mais bem pagos que se quiserem continuar por cá, têm de rever em baixa o salário.
Do jogo mesmo, contra o Setúbal, que dizer mais? Muita posse, poucos golos. Lucho influente. James também falhou um penalti. Atsu apagado, Varela até esteve bem no seu lugar. Falta alma àquela equipa, falta aquela vontade de marcar 1, e depois outro, e depois mais outro... Falta líder. Vamos aguentando como podemos e ainda temos de aturar os mouros que conseguiram ir a uma final europeia 23 anos depois... nem que seja ao pontapé na cabeça dos adversários! O que vale é que o Chelsea não deve deixar escapar a Taça - não estou a ver o Abramovich a deixar as coisas assim tão simples... - e repetir, de forma invertida, o que fez o FC Porto de José Mourinho - ganhar as 2 competições em anos seguidos. Ao menos deixem-me ter esse prazer esta época... e já agora que deixem o Vitória jogar no Jamor a ver se tem hipóteses de ganhar... era um grande melão para os lampiões! E uma mini-alegria para nós...
FICHA DE JOGO
FC Porto-V. Setúbal, 2-0
Liga portuguesa, 27.ª jornada
27 de Abril de 2013
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 32.410 espectadores
Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco)
Assistentes: Nuno Pereira e Paulo Soares
Quarto árbitro: Paulo Brás
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson e Atsu
Substituições: Atsu por Varela (39m), Alex Sandro por Abdoulaye (intervalo) e Lucho por Defour (81m)
Não utilizados: Fabiano, Castro, Izmaylov e Liedson
Treinador: Vítor Pereira
V. SETÚBAL: Kieszek; Pedro Queirós, Frederico Venâncio, Jorge Luiz e Kiko; Ney Santos, Bruno Amaro (cap.), Paulo Tavares e José Pedro; Pedro Santos e Miguel Pedro
Substituições: Miguel Pedro por Jorginho (58m), Zé Pedro por Horta (71m) e Bruno por Makukula (82m)
Não utilizados: Fonseca, Amoreirinha, Bruno Gallo e Bruninho
Treinador: José Mota
Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Lucho (64m) e Defour (87m)
Cartão amarelo: Miguel Pedro (32m), Atsu (33m), Pedro Santos (37m), Paulo Tavares (77m), Kiko (80m) e Jorginho (84m)
PONTO DE SITUAÇÃO
31 vitórias, 8 empates, 4 derrotas
85 golos marcados, 23 sofridos
1 título conquistado, 3 títulos perdidos, 1 títulos em disputa
terça-feira, 23 de abril de 2013
Jogo 42 - Moreirense, 0 x FC Porto, 3 - O regresso às vitórias
Valeu pelo resultado.
O jogo, mais uma vez, foi fraco.
Sem alma, sem chama, sem vontade, sem pernas.
O Moreirense deu muito mais trabalho que o resultado transparece. Felizmente, tinhamos Jackson em dia sim e uma equipa que com um extremo de verdade (Atsu), em vez de um falso extremo (Defour) funciona muito melhor. Mesmo em dias fracos, um verdadeiro é melhor que um falso extremo e a diferença na produção da equipa faz-se sentir.
Fernando esteve bem a aproveitar a oportunidade na cabeça da área.
A defesa falhou muito, de tal forma que o melhor dos quatro defesas talvez tenha sido Danilo. E isso diz muito do mau jogo que os outros 3 fizeram...
No meio campo, James está com a cabeça fora do Dragão. Quando quer e aterra no jogo, é muito bom, mas a maior parte do tempo anda já a fazer listas mentais do que vai levar para a nova casa e coisas assim...
Enfim, venha o fim de época e o VP que vá à vida dele, para a Grécia ou Chipre ou Turquia, mas bem longe do Dragão, a ver se recuperamos o titulo para o ano que este ano a procissão já parou noutra Capela...
FICHA DE JOGO
Moreirense-FC Porto, 0-3
Liga portuguesa, 26.ª jornada
20 de Abril de 2013
Parque Desportivo Comendador Joaquim Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos
Árbitro: Marco Ferreira (Madeira)
Assistentes: Cristóvão Moniz e Sérgio Serrão
Quarto árbitro: Manuel Oliveira
MOREIRENSE: Ricardo Ribeiro; Ricardo Pessoa, Anilton, Aníbal Capela e Florent; Vinícius (cap.), Renatinho e Fábio Espinho; Wagner, Ghilas e Pintassilgo
Substituições: Wagner por Rafael Lopes (61m), Ricardo Pessoa por Paulinho (65m) e Anilton por Diego Gaúcho (74m)
Não utilizados: Ricardo Andrade, Kinkela, Belaid e Tales
Treinador: Augusto Inácio
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Atsu
Substituições: Lucho por Castro (74m), Atsu por Liedson (81m) e James por Izmaylov (87m)
Não utilizados: Fabiano, Quiño, Kelvin e Defour
Treinador: Vítor Pereira
Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Jackson Martínez (34m e 55m) e Fernando (52m)
Disciplina: nada a assinalar
PONTO DE SITUAÇÃO
30 vitórias, 8 empates, 4 derrotas
83 golos marcados, 23 sofridos
1 título conquistado, 3 títulos perdidos, 1 títulos em disputa
O jogo, mais uma vez, foi fraco.
Sem alma, sem chama, sem vontade, sem pernas.
O Moreirense deu muito mais trabalho que o resultado transparece. Felizmente, tinhamos Jackson em dia sim e uma equipa que com um extremo de verdade (Atsu), em vez de um falso extremo (Defour) funciona muito melhor. Mesmo em dias fracos, um verdadeiro é melhor que um falso extremo e a diferença na produção da equipa faz-se sentir.
Fernando esteve bem a aproveitar a oportunidade na cabeça da área.
A defesa falhou muito, de tal forma que o melhor dos quatro defesas talvez tenha sido Danilo. E isso diz muito do mau jogo que os outros 3 fizeram...
No meio campo, James está com a cabeça fora do Dragão. Quando quer e aterra no jogo, é muito bom, mas a maior parte do tempo anda já a fazer listas mentais do que vai levar para a nova casa e coisas assim...
Enfim, venha o fim de época e o VP que vá à vida dele, para a Grécia ou Chipre ou Turquia, mas bem longe do Dragão, a ver se recuperamos o titulo para o ano que este ano a procissão já parou noutra Capela...
FICHA DE JOGO
Moreirense-FC Porto, 0-3
Liga portuguesa, 26.ª jornada
20 de Abril de 2013
Parque Desportivo Comendador Joaquim Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos
Árbitro: Marco Ferreira (Madeira)
Assistentes: Cristóvão Moniz e Sérgio Serrão
Quarto árbitro: Manuel Oliveira
MOREIRENSE: Ricardo Ribeiro; Ricardo Pessoa, Anilton, Aníbal Capela e Florent; Vinícius (cap.), Renatinho e Fábio Espinho; Wagner, Ghilas e Pintassilgo
Substituições: Wagner por Rafael Lopes (61m), Ricardo Pessoa por Paulinho (65m) e Anilton por Diego Gaúcho (74m)
Não utilizados: Ricardo Andrade, Kinkela, Belaid e Tales
Treinador: Augusto Inácio
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Atsu
Substituições: Lucho por Castro (74m), Atsu por Liedson (81m) e James por Izmaylov (87m)
Não utilizados: Fabiano, Quiño, Kelvin e Defour
Treinador: Vítor Pereira
Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Jackson Martínez (34m e 55m) e Fernando (52m)
Disciplina: nada a assinalar
PONTO DE SITUAÇÃO
30 vitórias, 8 empates, 4 derrotas
83 golos marcados, 23 sofridos
1 título conquistado, 3 títulos perdidos, 1 títulos em disputa
terça-feira, 9 de abril de 2013
Jogo 40 - FC Porto, 3 x Braga, 1 - Foi à reviravolta, mas foi...
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| Kelvin abriu o livro, felizmente... |
Não vi o jogo, o sono foi mais forte que eu (estou em Macau, a +7 horas de fuso horário...) mas vi resumos e li comentários vários.
E li e vi o habitual. Equipa amorfa, apática, lenta de processos e má nas decisões, sem plano B e sem velocidade.
Começou a perder e se a serenidade dos adeptos já não seria muita, deve ter diminuído mais ainda com esse golo bracarense.
Felizmente, a equipa manteve alguma união mínima e acabou por conseguir dar a volta ao resultado, muito por "culpa" da inspiração de um miúdo que tem prometido muito mais do que aquilo que tem alcançado. Felizmente, naquela noite, alcançou dois golos em 3 minutos no fim do jogo que valeram a diferença entre empatar e arrepiar ainda mais o caminho do tri ou manter a equipa à tona dos quatro pontos de distância...
Comentário ainda para o despropositado não agradecimento da equipa no final aos adeptos e para as não só despropositadas como patéticas declarações do Helton sobre o assunto. Quando o Helton chegou ao FC Porto, já eu era sócio e adepto há mais tempo de o que ele tinha de vida. Quando o Helton sair do FC Porto, eu continuarei a ser sócio e adepto do FC Porto. A ir ao estádio vibrar com a equipa. E se os adeptos assobiam, não é por serem anti-Porto ou de outros clubes. É por serem 100% Porto, por terem visto esses mesmos jogadores fazerem muito melhor do aquilo que fizeram nesse jogo. E o problema não está nos adversários - eles já jogaram contra adversários muito mais fortes e fizeram muito melhor. Se há assobios é porque há a noção que são capazes de mostrarem um futebol muito melhor. E em vez de criticar os adeptos, não percebendo que há uma crise e muitos sacrificios dos adeptos para lá estarem no estádio a ver as suas estrelas a jogar e não os querem ver a arrastarem-se em campo, a perderem tempo sem sentido, a fazerem coisas que nem os miudos das escolinhas fazem. O problema dos assobios dos adeptos está nos jogadores e na equipa técnica - não sei se há ordenados em atraso ou prémios por pagar, não sei se há problemas de relacionamento entre os grupos de jogadores ou entre estes e os técnicos, não sei o que se passa. O que sei é que já vi (e escrevi aqui) o FC Porto fazer grandes jogos esta época - e o jogo de sábado foi uma porcaria, para ser simpático. Bem melhor esteve Lucho nas suas declarações...
Só espero que este sábado, joguem a final da taça da Liga bem... e para ganhar. Como alguém no FC Porto disse, as finais não se jogam, ganham-se!
FICHA DE JOGO
FC Porto-SC Braga, 3-1
Liga portuguesa, 25.ª jornada
8 de Abril de 2013
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 31.210 espectadores
Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)
Assistentes: Tiago Trigo e André Campos
Quarto árbitro: Pedro Vilaça
FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson e Defour
Substituições: Maicon por Abdoulaye (ao intervalo), Defour por Atsu (62m) e Lucho por Kelvin (76m)
Não utilizados: Fabiano, Quiño, Castro e Liedson
Treinador: Vítor Pereira
SC BRAGA: Quim; Baiano, Santos, Nuno André Coelho e Elderson; Custódio, Hugo Viana e Mauro; João Pedro, Mossoró e Alan (cap.)
Substituições: Mossoró por Carlão (68m), Hugo Viana por Rúben Micael (86m) e João Pedro por Hélder Barbosa (90m)
Não utilizados: Kritciuk, Haas, Rúben Amorim e Zé Luís
Treinador: José Peseiro
Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Alan (22m), James (37m) e Kelvin (83m e 86m)
Cartão amarelo: Quim (67m)
PONTO DE SITUAÇÃO
29 vitórias, 8 empates, 3 derrotas
80 golos marcados, 22 sofridos
1 título conquistado, 2 títulos perdidos, 2 títulos em disputa
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Jogo 39 - Académica, 0 x FC Porto, 3 - Castro, Coração de Dragão
Não foi fácil para mim assistir a este jogo. A diferença horária para Macau, onde estarei ainda mais umas semanas, é quase incompatível com a visualização de jogos em directo. Melhorou agora este fim de semana com a mudança de hora (passou de +8 horas para +7 horas de diferença para Portugal) mas mesmo assim não será fácil.
Em todo o caso, este consegui ver do principio ao fim, via internet porque o jogo escolhido pela RTP I (via TDM, canal de Macau) foi o dos lampiões esta semana...
E vi o mesmo de sempre.
Um FC Porto amorfo, com pouca chama, com um domínio inquestionável da posse de bola mas com um rendimento daí retirado residual. Logo a seguir ao intervalo, escrevi no Facebook: "27 ataques, 71% de posse de bola. 1 golo. Que sensação de desperdício de tempo e de saber o que fazer com a bola..." e este tem sido o comentário, mais letra menos letra, que tenho escrito e lido um pouco por toda a parte. E esta estatística explica o nosso 2º lugar na tabela. Bem podem pregar que até temos mais um ponto que o ano passado - vale-nos de muito isso, o canal história é para os lampiões, não é para aqui chamado quando não vamos à frente... E quando os lampiões comemoraram este fim de semana o seu 100º golo em competições este ano (e nós, como se vê abaixo, ainda nem aos 80 chegamos) sem ter a mesma posse de bola que temos, ainda mais perguntas ficam no ar... para que controlar assim? Que vantagens isso nos traz? Porque não concretizamos mais se até temos o melhor ponta de lança e melhor marcador do campeonato? E na minha modesta análise, as respostas apontam para o treinador: quer controlar assim porque quer ser como o Barcelona, o seu modelo de jogo; vantagens que traz é sofrermos poucos golos, somos de facto das melhores defesas da Europa (e estamos longe de ter dos melhores defesas da Europa, ao contrário de tempos não muito remotos); e não concretizamos mais porque o treinador é limitado ao seu trabalho de campo em jogo, não consegue adaptar e adaptar-se a procurar mais golos - aliás, bem pelo contrário, a substituição-tipo dele é de cariz defensivo ou de segurar o jogo, metendo defesas e médios em predominância aos atacantes - caso mais paradigmático são os breves minutos de utilização de Liedson ou de Sebá nos últimos 5 jogos, nos quais o FC Porto perdeu um e empatou dois... não é normal que não estando em vantagem no marcador, não aposte nos atacantes que tem disponíveis...
Enfim, do jogo, fraquinho, valeu a vitória que nos mantém 4 pontos atrás dos lampiões e com uma centelha de esperança que ainda seja possível (não vai ser, mas pronto... deixem-nos sonhar!) e acima de tudo por ver um Moutinho bem melhor e um Castro que só pela entrega, fervor, portismo e suor que entrega em cada lance, em cada minuto, em cada momento do jogo me deixa a sonhar com tempos em que tantos sentiam aquela camisola e a responsabilidade de a vestir dessa mesma forma. Hoje, para além de Castro, talvez só Lucho e Hélton sintam algo de parecido - e são ambos estrangeiros! Ao que isto chegou...
Pelo golo e acima de tudo pela comemoração, que ainda hoje me arrepia ao escrever sobre ela, CASTRO foi o homem do jogo! Merece muito mais oportunidades e aquilo que conseguiu, até agora, foi contra muitos preconceitos (ah e tal que não tem técnica, que é muito duro, que é muito impetuoso, que não tem visão de jogo...) e contra o treinador e contra empresários (que infestam aquele balneário) e até contra a SAD que prefere bem mais a aposta nas contratações que rendem comissões de compra e venda do que nos miúdos vindos da formação.
Castro, coração de Dragão! Parabéns!
FICHA DE JOGO
Académica-FC Porto, 0-3
Liga portuguesa, 24.ª jornada
30 de Março de 2013
Estádio Cidade de Coimbra
Assistência: 5.832 espectadores
Árbitro: Bruno Esteves (Setúbal)
Assistentes: Rui Teixeira e Mário Dionísio
Quarto árbitro: Rui Patrício
ACADÉMICA: Ricardo; João Dias, João Real, Flávio (cap.) e Hélder Cabral; Bruno China, Makelele e Marcos Paulo; Rodrigo Galo, Edinho e Wilson Eduardo
Substituições: Bruno China por Cleyton (59m), João Dias por Marinho (67m) e Wilson Eduardo por Cissé (86m)
Não utilizados: Peiser, Halliche, Keita e Ogu
Treinador: Pedro Emanuel
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho; James, Jackson e Izmaylov
Substituições: Lucho por Castro (74m), James por Defour (74m) e Danilo por Maicon (81m)
Não utilizados: Fabiano, Liedson, Abdoulaye e Kelvin
Treinador: Vítor Pereira
Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Mangala (15m), Danilo (52m) e Castro (89m)
Cartões amarelos: Bruno China (23m), Mangala (34m), Otamendi (62m) e João Moutinho (87m)
Cartões vermelhos: nada a assinalar
PONTO DE SITUAÇÃO
28 vitórias, 8 empates, 3 derrotas
77 golos marcados, 21 sofridos
1 título conquistado, 2 títulos perdidos, 2 títulos em disputa
Em todo o caso, este consegui ver do principio ao fim, via internet porque o jogo escolhido pela RTP I (via TDM, canal de Macau) foi o dos lampiões esta semana...
E vi o mesmo de sempre.
Um FC Porto amorfo, com pouca chama, com um domínio inquestionável da posse de bola mas com um rendimento daí retirado residual. Logo a seguir ao intervalo, escrevi no Facebook: "27 ataques, 71% de posse de bola. 1 golo. Que sensação de desperdício de tempo e de saber o que fazer com a bola..." e este tem sido o comentário, mais letra menos letra, que tenho escrito e lido um pouco por toda a parte. E esta estatística explica o nosso 2º lugar na tabela. Bem podem pregar que até temos mais um ponto que o ano passado - vale-nos de muito isso, o canal história é para os lampiões, não é para aqui chamado quando não vamos à frente... E quando os lampiões comemoraram este fim de semana o seu 100º golo em competições este ano (e nós, como se vê abaixo, ainda nem aos 80 chegamos) sem ter a mesma posse de bola que temos, ainda mais perguntas ficam no ar... para que controlar assim? Que vantagens isso nos traz? Porque não concretizamos mais se até temos o melhor ponta de lança e melhor marcador do campeonato? E na minha modesta análise, as respostas apontam para o treinador: quer controlar assim porque quer ser como o Barcelona, o seu modelo de jogo; vantagens que traz é sofrermos poucos golos, somos de facto das melhores defesas da Europa (e estamos longe de ter dos melhores defesas da Europa, ao contrário de tempos não muito remotos); e não concretizamos mais porque o treinador é limitado ao seu trabalho de campo em jogo, não consegue adaptar e adaptar-se a procurar mais golos - aliás, bem pelo contrário, a substituição-tipo dele é de cariz defensivo ou de segurar o jogo, metendo defesas e médios em predominância aos atacantes - caso mais paradigmático são os breves minutos de utilização de Liedson ou de Sebá nos últimos 5 jogos, nos quais o FC Porto perdeu um e empatou dois... não é normal que não estando em vantagem no marcador, não aposte nos atacantes que tem disponíveis...
Enfim, do jogo, fraquinho, valeu a vitória que nos mantém 4 pontos atrás dos lampiões e com uma centelha de esperança que ainda seja possível (não vai ser, mas pronto... deixem-nos sonhar!) e acima de tudo por ver um Moutinho bem melhor e um Castro que só pela entrega, fervor, portismo e suor que entrega em cada lance, em cada minuto, em cada momento do jogo me deixa a sonhar com tempos em que tantos sentiam aquela camisola e a responsabilidade de a vestir dessa mesma forma. Hoje, para além de Castro, talvez só Lucho e Hélton sintam algo de parecido - e são ambos estrangeiros! Ao que isto chegou...
Pelo golo e acima de tudo pela comemoração, que ainda hoje me arrepia ao escrever sobre ela, CASTRO foi o homem do jogo! Merece muito mais oportunidades e aquilo que conseguiu, até agora, foi contra muitos preconceitos (ah e tal que não tem técnica, que é muito duro, que é muito impetuoso, que não tem visão de jogo...) e contra o treinador e contra empresários (que infestam aquele balneário) e até contra a SAD que prefere bem mais a aposta nas contratações que rendem comissões de compra e venda do que nos miúdos vindos da formação.
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| Foto Facebook do André Castro |
Castro, coração de Dragão! Parabéns!
FICHA DE JOGO
Académica-FC Porto, 0-3
Liga portuguesa, 24.ª jornada
30 de Março de 2013
Estádio Cidade de Coimbra
Assistência: 5.832 espectadores
Árbitro: Bruno Esteves (Setúbal)
Assistentes: Rui Teixeira e Mário Dionísio
Quarto árbitro: Rui Patrício
ACADÉMICA: Ricardo; João Dias, João Real, Flávio (cap.) e Hélder Cabral; Bruno China, Makelele e Marcos Paulo; Rodrigo Galo, Edinho e Wilson Eduardo
Substituições: Bruno China por Cleyton (59m), João Dias por Marinho (67m) e Wilson Eduardo por Cissé (86m)
Não utilizados: Peiser, Halliche, Keita e Ogu
Treinador: Pedro Emanuel
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho; James, Jackson e Izmaylov
Substituições: Lucho por Castro (74m), James por Defour (74m) e Danilo por Maicon (81m)
Não utilizados: Fabiano, Liedson, Abdoulaye e Kelvin
Treinador: Vítor Pereira
Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Mangala (15m), Danilo (52m) e Castro (89m)
Cartões amarelos: Bruno China (23m), Mangala (34m), Otamendi (62m) e João Moutinho (87m)
Cartões vermelhos: nada a assinalar
PONTO DE SITUAÇÃO
28 vitórias, 8 empates, 3 derrotas
77 golos marcados, 21 sofridos
1 título conquistado, 2 títulos perdidos, 2 títulos em disputa
terça-feira, 19 de março de 2013
Jogo 38 - Marítimo, 1 x FC Porto, 1 - O adeus ao título?
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| Imagem FC Porto |
Mas o que vi, mais uma vez, não me agradou. Não apenas o resultado - que começa a ser o menos surpreendente atendo ao nível exibicional da equipa desde o principio de Fevereiro ou ao nível de forma física exibida por algumas das pedras nucleares ou pelas constantes (quase semanais) lesões musculares em treinos que desde Novembro passado acontecem com uma frequência que eu já não tenho memória de ver no FC Porto.
Tudo isto concorreu para o empate. Falta força nas pernas, falta força anímica. Mesmo que o domínio de bola seja alto, isso não se traduz em golos (já o digo há muito tempo) e pior que isso, agora começa a ser comprometedor com falhanços defensivos derivados de perdas de bola e falta de pernas para recuperar a posição no terreno, deixando os adversários em boa posição de ataque, remate e até golo.
É verdade que Jackson voltou a falhar um penalti - que nem foi muito mal marcado, só que o guarda-redes adivinhou o lado e a falta de confiança geral da equipa (e que se nota particularmente no nosso n.º 9) fez o resto.
Com este empate fica agora (e para já...) o FC Porto a 4 pontos do 1º lugar. Logo, ao contrário do que confiantemente disse VP a semana passada, o FC Porto já não depende apenas de si próprio. Aliás, como aqui denunciei, comentários desse calibre por norma são um assumir de deitar a toalha ao chão no FC Porto. Aqui, VP, não se usam calculadoras. Aqui ganham-se os campeonatos, ganhando os jogos, um a um, sem desperdícios como o do Olhanense, do Sporting ou deste Marítimo. E as eliminatórias contra "Málagas" são para ganhar, não são para ser eliminado e muito menos culpar o árbitro que fez o que tinha de fazer - VP é que não fez o que devia ter sido feito, poupar Alex Sandro e Defour nesse jogo devido aos amarelos...
Mesmo a questão de alinhar novamente sem portugueses não é positivo. Tenho para mim que a equipa, na ausência natural de Moutinho por lesão e até de Varela por má forma, deveria atirar para o onze inicial o Castro. Com todos os seus defeitos, tem uma enorme virtude: é, a par e até talvez mais do que Lucho, quem mais sente a camisola, o resultado e o que tem mais pulmões e estamina para correr sempre e lutar até cair para o lado.
A (dupla) desgraça está feita. A SAD foi avisada por muitos comentadores na blogosfera e nos foruns como o do LinkedIn várias vezes sobre as consequências da política de manutenção de VP, sobre as consequências da política de contratações em Julho e em Janeiro, sobre os défices detectáveis a olho nú no plantel. Sobre tudo isso, a SAD, a direcção geral e a direcção técnica pouco fizeram. Ligeiros ajustoes em Janeiro claramente insuficientes para o que faltava da época. Agora chora-se um campeonato quase perdido e que podia ter sido nosso se...
FICHA DE JOGO
Marítimo-FC Porto, 1-1
Liga portuguesa, 23.ª jornada
17 de Março de 2013
Estádio dos Barreiros, no Funchal
Árbitro: João Capela (Lisboa)
Assistentes: Ricardo Santos e Tiago Rocha
Quarto árbitro: Tiago Martins
MARíTIMO: Salin; Briguel (cap.), Roberge, Igor Rossi e Rúben Ferreira; Rafael Miranda, David Simão e Artur; Héldon, Sami e Suk.
Substituições: David Simão por Semedo (67m), Artur por Danilo Dias (75m) e Heldon por Kukula (88m)
Não utilizados: Ricardo, João Diogo, Luís Olim e João Guilherme
Treinador: Pedro Martins
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, Defour e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Atsu
Substituições: Atsu por Varela (10m), Defour por Castro (62m) e Varela por Izmaylov (73m)
Não utilizados: Fabiano, Maicon, Liedson e Abdoulaye
Treinador: Vítor Pereira
Ao intervalo: 1-1
Marcadores: James (34m), Suk (38m)
Cartões amarelos: Alex Sandro (27m), Otamendi (36m), Lucho (42m), Heldon (64m), Danilo (79m), James Rodríguez (80m) e Rúben Ferreira (84m)
Cartões vermelhos: nada a assinalar
PONTO DE SITUAÇÃO
27 vitórias, 8 empates, 3 derrotas
74 golos marcados, 21 sofridos
1 título conquistado, 2 títulos perdidos, 2 títulos em disputa
domingo, 10 de março de 2013
Jogo 36 - FC Porto, 2 x Estoril, 0 - Uma rapidinha
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| Imagem FC Porto |
Maicon regressou aos golos (e segundo o site do FCP aos bons jogos, recebendo até o prémio de MVP do jogo) logo aos 4 minutos e pouco depois, pelos 13 minutos, Jackson voltou a marcar de penalti, limpinho, assumindo o seu 23º golo no campeonato em apenas 22 jornadas!
E, ao que parece, terminou aí mesmo o jogo. Nada mais houve de especial. A não ser que se considere as entradas de Castro e Varela aos 56 minutos algo de especial, porque até esse momento o FC Porto esteve em campo sem qualquer português no seu onze, algo que eu, sinceramente, não tenho memória de alguma vez ter acontecido. Foi, por isso, um dia triste para o FC Porto, um dia em que foi mais FC Oporto e menos o nosso FC Porto... Este é um efeito da globalização que a mim, de facto, não me agrada. Gosto de estrangeiros e sou fã de alguns como Lucho, Helton ou Jackson, por exemplo. Mas este esvaziar de portugueses e em especial de formados na própria equipa deixa-me um vazio de balneário, de amor à camisola à flor da pele... Que não se repita muitas mais vezes (ou vez nenhuma!), é tudo o que desejo!
E quarta, 'bora lá comer uns caramelos a Málaga! É p'ra ganhar!
FICHA DE JOGO
FC Porto-Estoril, 2-0
Liga, 22.ª jornada
8 de Março de 2013
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 24.604 espectadores
Árbitro: Nuno Almeida (Algarve)
Assistentes: Pais António e Paulo Ramos
Quarto Árbitro: Nuno Pereira
FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, Lucho González (cap.) e Defour; James, Jackson Martínez e Atsu
Substituições: Lucho González por Castro (56m) e James por Varela (56m) e Defour por Izmaylov (72m)
Não utilizados: Fabiano, Quiño, Liedson e Abdoulaye
Treinador: Vítor Pereira
ESTORIL: Vagner; Mano, Yohan Tavares, Steven Vitória (cap.) e Jefferson; Gonçalo Santos e Diogo Amado; Carlitos, Evandro e Carlos Eduardo; Licá
Substituições: Diogo Amado por Luís Leal (57m), Carlitos por Gerso (75m) e Gonçalo Santos por Tony Taylor (75m)
Não utilizados: Mário Matos, Anderson Luís, João Pedro e João Coimbra
Treinador: Marco Silva
Ao intervalo: 2-0
Marcadores: Maicon (4m) e Jackson Martínez (13m, pen.)
Cartão amarelo: Luís Leal (90m+1)
PONTO DE SITUAÇÃO
27 vitórias, 7 empates, 2 derrotas
73 golos marcados, 18 sofridos
1 título conquistado, 1 título perdido, 3 títulos em disputa
segunda-feira, 4 de março de 2013
Jogo 35 - Sporting, 0 x FC Porto, 0 - Domínio infrutífero, campeonato mais distante
O próprio site do clube, no resumo do jogo, define bem o que se passou: "Domínio Infrutífero". E o problema é que este problema não é deste jogo, é pelo menos o 5º jogo consecutivo que isso sucede: Olhanense, Beira-Mar, Málaga, Rio Ave e Sporting.
Nas estatísticas de qualquer um destes 5 jogos, o FC Porto dominou de cima a baixo. Mais cantos, mais ataques, mais remates, muito mais posse de bola. E no entanto, o que conseguiu? EVVVE com 6 golos marcados e 2 sofridos. Muito pouco aproveitamento do dominio exercido nesses jogos. Para além disso, em comum a todos estes 5 jogos reli os meus comentários de jogos lentos, sem intensidade, sem ideias.
Ou seja, depois de um mês de Janeiro excepcional (quer em termos de resultados que foram excepcionais, quer em termos da irregularidade que esses resultados e exibições consecutivas demonstraram ser) entramos num mês de Fevereiro em que para além de voltarmos à normalidade exibicional do consulado VP, aliámos os resultados à tangente e fraquinhos e que nos puseram já 2 pontos atrás dos lampiões que, este ano, aliando alguma inteligência de gestão de plantel a um banco mais completo que o nosso e ao "colinho" dos árbitros (ver o penalti de ontem, marcado por uma mão de um jogador que está de costas para a jogada e não sabe que o Cardozo vai cabecear na direcção do braço dele) e que deixa o titulo deste ano uma quase miragem... A conversa de que eles ainda têm de vir cá ao Dragão é para embalar bébés - a realidade é que até essa jornada (a penultima) eu estou a ver o FC Porto a perder mais vezes pontos que os lampiões!
E as lesões que estes meses de Novembro até agora têm trazido, todas em treinos, a maior parte delas musculares, não têm ajudado nada. Moutinho, Mangala, Defour, Atsu, Varela, James Alex Sandro ou Maicon já tiveram todos problemas musculares, mais ou menos graves, nestes 3 meses - sendo que o regresso de todos os que já recuperaram se traduziu numa baixa de forma assinalável. E a falta de Moutinho no jogo de Alvalade foi enorme.
Se Lucho é o líder "espiritual" da equipa, como se viu no lance do 2º penalti do Jackson contra o Rio Ave, Moutinho é claramente o motor da equipa, aquele que pensa o jogo, que o acelera ou reduz a velocidade quando necessário, que faz os passes a rasgar, que encontra os espaços, que vem atrás buscar o jogo e o entrega no ataque como nenhum outro no plantel.
Ter posse de bola de 60% ou mais, como tem sido norma, não serve de nada se esse for o objectivo em si mesmo. Porque o objectivo dessa alta posse de bola é criar mais oportunidades de golo e, consequentemente, mais golos. Coisa que nos últimos 5 jogos não fizemos (1 golo por jogo e um jogo em branco)!
Pior ainda, no jogo de Alvalade conseguimos ter menos oportunidades flagrantes de golo que as jovens lagartinhas. Helton permitiu-nos sair a 0 de lá. Se o Jackson tivesse aquelas oportunidades que o Ricky teve, não sei se falhava...
Do jogo, Otamendi (apesar de um falhanço posicional que deu uma das mais claras oportunidades de golo dos lagartos) foi dos melhores, juntamente com Helton e com Fernando. Do resto, o que dizer? Entre o ter marcado presença em campo e o ausente absoluto, foi a ideia com que fiquei. Dominamos? Sim, mas para quê? Tínhamos o sinal mais e ascendente? Sim, mas para quê? Enfim, lá se foi a liderança e, espero eu, que não tenha ido o campeonato com ela... quando há estas disputas taco a taco, por norma o primeiro a ceder é o que perder...
Sexta mais um jogo complicado, daqueles que tiram campeonatos. Moutinho não deve ainda jogar, Mangala talvez não. A equipa não deve ser muito diferente da de sábado passado, esperemos que a atitude dos jogadores seja diferente para melhor, para muito melhor.
FICHA DE JOGO
Sporting-FC Porto, 0-0
Liga portuguesa, 21.ª jornada
2 de Março de 2013
Estádio José Alvalade, em Lisboa
Assistência: 27.436 espectadores
Árbitro: Paulo Batista (Portalegre)
Assistentes: José Braga e Valter Rufo
Quarto árbitro: Luís Reforço
SPORTING: Rui Patrício; Miguel Lopes, Tiago Ilori, Marcos Rojo e Joãozinho; Rinaudo (cap.), Eric Dier e Adrien; Labyad, Van Wolfswinkel e Capel
Substituições: Labyad por Bruma (60m), Adrien por Carrillo (75m) e Capel por Fakobo (80m)
Não utilizados: Marcelo, Cédric, Zezinho e Etock
Treinador: Jesualdo Ferreira
FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, Defour e Lucho (cap.); Varela, Jackson Martínez e Izmaylov
Substituições: Izmaylov por James (56m), Varela por Atsu (67m) e Defour por Liedson (81m)
Não utilizados: Fabiano, Castro, Abdoulaye e Sebá
Treinador: Vítor Pereira
Cartões amarelos: Izmaylov (38m), Marcos Rojo (44m e 78m), Maicon (70m), Fernando (86m) e Miguel Lopes (89m) e Bruma (90m+1)
Cartões vermelhos: Marcos Rojo (78m, por acumulação de cartões amarelos)
PONTO DE SITUAÇÃO
26 vitórias, 7 empates, 2 derrotas
71 golos marcados, 18 sofridos
1 título conquistado, 1 título perdido, 3 títulos em disputa
Nas estatísticas de qualquer um destes 5 jogos, o FC Porto dominou de cima a baixo. Mais cantos, mais ataques, mais remates, muito mais posse de bola. E no entanto, o que conseguiu? EVVVE com 6 golos marcados e 2 sofridos. Muito pouco aproveitamento do dominio exercido nesses jogos. Para além disso, em comum a todos estes 5 jogos reli os meus comentários de jogos lentos, sem intensidade, sem ideias.
Ou seja, depois de um mês de Janeiro excepcional (quer em termos de resultados que foram excepcionais, quer em termos da irregularidade que esses resultados e exibições consecutivas demonstraram ser) entramos num mês de Fevereiro em que para além de voltarmos à normalidade exibicional do consulado VP, aliámos os resultados à tangente e fraquinhos e que nos puseram já 2 pontos atrás dos lampiões que, este ano, aliando alguma inteligência de gestão de plantel a um banco mais completo que o nosso e ao "colinho" dos árbitros (ver o penalti de ontem, marcado por uma mão de um jogador que está de costas para a jogada e não sabe que o Cardozo vai cabecear na direcção do braço dele) e que deixa o titulo deste ano uma quase miragem... A conversa de que eles ainda têm de vir cá ao Dragão é para embalar bébés - a realidade é que até essa jornada (a penultima) eu estou a ver o FC Porto a perder mais vezes pontos que os lampiões!
E as lesões que estes meses de Novembro até agora têm trazido, todas em treinos, a maior parte delas musculares, não têm ajudado nada. Moutinho, Mangala, Defour, Atsu, Varela, James Alex Sandro ou Maicon já tiveram todos problemas musculares, mais ou menos graves, nestes 3 meses - sendo que o regresso de todos os que já recuperaram se traduziu numa baixa de forma assinalável. E a falta de Moutinho no jogo de Alvalade foi enorme.
Se Lucho é o líder "espiritual" da equipa, como se viu no lance do 2º penalti do Jackson contra o Rio Ave, Moutinho é claramente o motor da equipa, aquele que pensa o jogo, que o acelera ou reduz a velocidade quando necessário, que faz os passes a rasgar, que encontra os espaços, que vem atrás buscar o jogo e o entrega no ataque como nenhum outro no plantel.
Ter posse de bola de 60% ou mais, como tem sido norma, não serve de nada se esse for o objectivo em si mesmo. Porque o objectivo dessa alta posse de bola é criar mais oportunidades de golo e, consequentemente, mais golos. Coisa que nos últimos 5 jogos não fizemos (1 golo por jogo e um jogo em branco)!
Pior ainda, no jogo de Alvalade conseguimos ter menos oportunidades flagrantes de golo que as jovens lagartinhas. Helton permitiu-nos sair a 0 de lá. Se o Jackson tivesse aquelas oportunidades que o Ricky teve, não sei se falhava...
Do jogo, Otamendi (apesar de um falhanço posicional que deu uma das mais claras oportunidades de golo dos lagartos) foi dos melhores, juntamente com Helton e com Fernando. Do resto, o que dizer? Entre o ter marcado presença em campo e o ausente absoluto, foi a ideia com que fiquei. Dominamos? Sim, mas para quê? Tínhamos o sinal mais e ascendente? Sim, mas para quê? Enfim, lá se foi a liderança e, espero eu, que não tenha ido o campeonato com ela... quando há estas disputas taco a taco, por norma o primeiro a ceder é o que perder...
Sexta mais um jogo complicado, daqueles que tiram campeonatos. Moutinho não deve ainda jogar, Mangala talvez não. A equipa não deve ser muito diferente da de sábado passado, esperemos que a atitude dos jogadores seja diferente para melhor, para muito melhor.
FICHA DE JOGO
Sporting-FC Porto, 0-0
Liga portuguesa, 21.ª jornada
2 de Março de 2013
Estádio José Alvalade, em Lisboa
Assistência: 27.436 espectadores
Árbitro: Paulo Batista (Portalegre)
Assistentes: José Braga e Valter Rufo
Quarto árbitro: Luís Reforço
SPORTING: Rui Patrício; Miguel Lopes, Tiago Ilori, Marcos Rojo e Joãozinho; Rinaudo (cap.), Eric Dier e Adrien; Labyad, Van Wolfswinkel e Capel
Substituições: Labyad por Bruma (60m), Adrien por Carrillo (75m) e Capel por Fakobo (80m)
Não utilizados: Marcelo, Cédric, Zezinho e Etock
Treinador: Jesualdo Ferreira
FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, Defour e Lucho (cap.); Varela, Jackson Martínez e Izmaylov
Substituições: Izmaylov por James (56m), Varela por Atsu (67m) e Defour por Liedson (81m)
Não utilizados: Fabiano, Castro, Abdoulaye e Sebá
Treinador: Vítor Pereira
Cartões amarelos: Izmaylov (38m), Marcos Rojo (44m e 78m), Maicon (70m), Fernando (86m) e Miguel Lopes (89m) e Bruma (90m+1)
Cartões vermelhos: Marcos Rojo (78m, por acumulação de cartões amarelos)
PONTO DE SITUAÇÃO
26 vitórias, 7 empates, 2 derrotas
71 golos marcados, 18 sofridos
1 título conquistado, 1 título perdido, 3 títulos em disputa
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Jogo 34 - FC Porto, 2 x Rio Ave, 1 - Herói ou Vilão?
Foi um jogo de emoções, mas não foi um jogo emocionante.
Antes de mais, o momento do jogo: Jackson marca o penalti à Panenka, à semelhança do que já havia feito no inicio da época, mas desta vez falha! O público, no geral, não gostou. Porque o jogo estava ainda a 0, porque o FC Porto estava a jogar mal, naquele já tradicional jogo empastado, lento, sem ideias, sem criatividade, sem rasgos, naquele "deixa andar que isto resolve-se" até esse momento. A partir daí, se a coisa já não ia bem, piorou. Os nervos tomaram conta dos adeptos que não perdoavam o mínimo erro, dos jogadores que falhavam ainda mais do que o costume. Foi uma primeira parte Favaios em vez de ser o Vintage que nós exigimos sempre.
E isso leva-me ao segundo momento do jogo. Sobre o intervalo, novo penalti a favor do FC Porto. Jackson é animado por alguns colegas para marcar, mas claramente que não era essa a sua ideia. E o capitão fez então o seu papel: El Comandante foi buscar a bola e entregou-a a Jackson que foi assim "obrigado" a marcar o penalti novamente. Meio estádio assobiava, estupidamente, meio estádio aplaudia, correctamente, dando força e coragem ao nosso matador. E ele, desta vez, cumpriu, marcando, mesmo que o guarda-redes tenha adivinhado o lado e ainda tocado na bola. Aquilo que poderia ter sido um enorme problema de confiança para o nosso matador foi assim arrumado à gaveta superior direita da baliza de Oblak com a ajuda do grande capitão que temos, Lucho Gonzalez.
E na segunda parte a equipa melhorou, mais confiante que ficou com aquele golo a empatar o jogo em cima do intervalo, e o 2º golo de Jackson permitiu não só mostrar que ele havia superado aquele mau momento como ainda fazer as pazes com o público! Herói ou vilão? Herói, pois claro, herói da noite!
De salientar ainda os regressos de James e Defour, ambos ainda sem o ritmo necessário mas como claras opções para os próximos jogos. E ainda, sobretudo, a estreia de Quiño, o jovem colombiano que me surpreendeu porque jogou bem melhor do que aquilo que eu havia visto até agora ele fazer na equipa B (diga-mos, para ser simpático, que ele não tinha mostrado nada para estar ali) e conseguiu substituir um dos jogadores em melhor forma, Alex Sandro, sem que ninguém suspirasse por ele durante o jogo, quer a atacar, quer a defender.
No resto, nada de mais: Moutinho é o motor da equipa, que pensa e faz jogar, Lucho mesmo num momento menos fulgurante é o líder da equipa, Fernando esteve melhor que no jogo anterior, Varela continua aos altos e baixos, Maicon regressou aos maus velhos tempos de lentidão, chutos para o alto e passes errados em catadupa, Otamendi também está em boa forma a compensar quer Maicon, quer Danilo - que continua a ser uma nulidade, um jogador banalissimo que tarda em afirmar-se na equipa e que já tem os sócios nas bancadas à tabela... 18 milhões? Livra...
FICHA DE JOGO
FC Porto-Rio Ave, 2-1
Liga portuguesa, 20.ª jornada
23 de Fevereiro de 2013
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 27.859 espectadores
Árbitro: Artur Soares Dias (Porto)
Assistentes: Rui Licínio e Bruno Rodrigues
Quarto árbitro: Rui Fernandes
FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Quiño; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Varela, Jackson Martínez e Izmaylov
Substituições: Izmaylov por James (intervalo), Lucho por Defour (67m) e Varela por Castro (87m)
Não utilizados: Fabiano, Liedson, Abdoulaye e Kelvin
Treinador: Vítor Pereira
RIO AVE: Oblak; Lionn, Nivaldo, Marcelo e Edimar; Tarantini (cap.), Wires e Filipe Augusto; Braga, Bebé e Ukra
Substituições: Braga por Tope (66m) e Bebé por Diego Lopes (82m)
Não utilizados: Rafa, André Vilas Boas, André Dias, Del Valle e André Costa
Treinador: Nuno Espírito Santo
Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Braga(38m) e Jackson Martínez (45m+2, pen., e 77m)
Cartões amarelos: Marcelo (45m+1), Tope (68m), Ukra (80m) e Wires (90m+1)
Cartões vermelhos: nada a assinalar
PONTO DE SITUAÇÃO
26 vitórias, 6 empates, 2 derrotas
71 golos marcados, 18 sofridos
1 título conquistado, 1 título perdido, 3 títulos em disputa
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Jogo 32 - Beira-Mar, 0 x FC Porto, 2 - Outro jogo fraco mas com melhor resultado...
Parece que é oficial, terá terminado o período de bom futebol que a equipa exibiu entre os jogos contra os lampiões (inicio de Janeiro) e Vitória (inicio de Fevereiro) , 5 jogos de bom futebol e bons resultados.
Nos dois últimos, conta o Olhanense e agora este contra Beira-Mar, regressamos ao futebol lento, sem imaginação, sem ideias, de posse de bola inconsequente, muito passe para o lado e para trás, progressões lentas e sem aquela garra de querer resolver o jogo e procurar novo golo depois de marcar um.
E se contra os algarvios o resultado foi o que sabemos, ao menos contra os aveirenses o resultado foi melhor, o mínimo que é admissível para nos manter no topo da classificação e em busca do título.
De destacar do jogo de Aveiro o 20º golo do Jackson, cada vez mais um ponta de lança de primeira categoria atingindo à 19ª jornada o valor mínimo de golos que eu previa que ele seria capaz de atingir a época toda, tendo neste momento já tantos golos como o lampião que foi melhor marcador o ano passado e até mais um que o total de golos dos lagartos esta época! A parte má desta período de regularidade que Jackson atravessa é que a Europa já está de olho nele (por exemplo, Valdano já chamou a atenção para ele) e é neste momento o 3º melhor marcador na Europa, "apenas" atrás dos galácticos Messi e Ronaldo - esses têm um campeonato de golos deles aparte...
Outro facto relevante foi Izmaylov não só ter os 90 minutos do jogo (o que deve ter sido a primeira vez, para aí, nesta década...) como ainda foi o jogador que mais correu em campo (11.445 metros) o que não deixa de ser curioso quanto a ele, visto que nos lagartos ele raramente terminava um jogo como ainda se apresentava sempre lesionado...
Espero que na 3ª feira, frente ao Málaga, a equipa se apresenta bem melhor que neste dois jogos. Porque os espanhóis são acessíveis ao FC Porto, mas não a esrte FC Porto que jogou contra os algarvios e os aveirenses. Para a Liga dos Campeões pede-se um Porto Vintage e não um banal vinho de mesa...
Por último, a expulsão de Mangala e a ausência de Alex Sandro na próxima jornada. De Mangala, não digo que ele não merecesse ser expulso naquele jogo - fez algumas entrada um pouco mais duras ao longo do jogo (e não, não é por ser um jogador mais "fisico", é mesmo porque às vezes se excede) mas não por aquele lance aos 88 minutos. Ele saltou, muito alto como é habitual nele, e o defesa mal saiu do chão - isso não é amarelo, nem falta. Mas mesmo sem a expulsão, Mangala já tinha visto o 5º amarelo de uma série, pelo que já não jogaria o jogo contra o Rio Ave (sábado, 23/2, 20h15), o que também acontecerá com Alex Sandro pela mesma razão. E isso coloca um problema ao VP, que não tendo querido (ou podido...) ficar com Fucile, não tem para esse jogo nenhum dos jogadores que esta época cumpriram a posição. Resta Quiñones (que do que vi na equipa B é muito fraco para estas andanças) ou inventar outra alternativa: Maicon à esquerda depois de ter sido defesa direito?
FICHA DE JOGO
Beira-Mar-FC Porto, 0-2
Liga portuguesa, 19.ª jornada
15 de Fevereiro de 2013
Estádio Municipal de Aveiro
Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco)
Assistentes: Luís Marcelino e Jorge Cruz
Quarto árbitro: Renato Gonçalves
BEIRA-MAR: Rui Rego; Nuno Lopes, Hugo (cap.), Jaime e Hélder Lopes; Ricardo Dias, Fleurival e Rui Sampaio; Rúben Ribeiro, Yazalde e Nildo
Substituições: Rui Sampaio por Serginho (37m), Rúben Ribeiro por Abel Camará (61m) e Nuno Lopes por Bura (77m)
Não utilizados: Jonas, Dani Abalo, Pedro Moreira e Tozé
Treinador: Ulisses Morais
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Izmaylov, Jackson e Atsu
Substituições: Atsu por Maicon (65m), Lucho por James (72m) e João Moutinho por Castro (81m)
Não utilizados: Fabiano, Liedson, Kelvin e Sebá
Treinador: Vítor Pereira
Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Atsu (34m) e Jackson (73m)
Cartões amarelos: Nuno Lopes (27m), Mangala (31m e 88m), Alex Sandro (44m) e Hugo (51m)
Cartões vermelhos: Mangala (88m, por acumulação de amarelos)
PONTO DE SITUAÇÃO
24 vitórias, 6 empates, 2 derrotas
68 golos marcados, 17 sofridos
1 título conquistado, 1 título perdido, 3 títulos em disputa
Nos dois últimos, conta o Olhanense e agora este contra Beira-Mar, regressamos ao futebol lento, sem imaginação, sem ideias, de posse de bola inconsequente, muito passe para o lado e para trás, progressões lentas e sem aquela garra de querer resolver o jogo e procurar novo golo depois de marcar um.
E se contra os algarvios o resultado foi o que sabemos, ao menos contra os aveirenses o resultado foi melhor, o mínimo que é admissível para nos manter no topo da classificação e em busca do título.
De destacar do jogo de Aveiro o 20º golo do Jackson, cada vez mais um ponta de lança de primeira categoria atingindo à 19ª jornada o valor mínimo de golos que eu previa que ele seria capaz de atingir a época toda, tendo neste momento já tantos golos como o lampião que foi melhor marcador o ano passado e até mais um que o total de golos dos lagartos esta época! A parte má desta período de regularidade que Jackson atravessa é que a Europa já está de olho nele (por exemplo, Valdano já chamou a atenção para ele) e é neste momento o 3º melhor marcador na Europa, "apenas" atrás dos galácticos Messi e Ronaldo - esses têm um campeonato de golos deles aparte...
Outro facto relevante foi Izmaylov não só ter os 90 minutos do jogo (o que deve ter sido a primeira vez, para aí, nesta década...) como ainda foi o jogador que mais correu em campo (11.445 metros) o que não deixa de ser curioso quanto a ele, visto que nos lagartos ele raramente terminava um jogo como ainda se apresentava sempre lesionado...
Espero que na 3ª feira, frente ao Málaga, a equipa se apresenta bem melhor que neste dois jogos. Porque os espanhóis são acessíveis ao FC Porto, mas não a esrte FC Porto que jogou contra os algarvios e os aveirenses. Para a Liga dos Campeões pede-se um Porto Vintage e não um banal vinho de mesa...
Por último, a expulsão de Mangala e a ausência de Alex Sandro na próxima jornada. De Mangala, não digo que ele não merecesse ser expulso naquele jogo - fez algumas entrada um pouco mais duras ao longo do jogo (e não, não é por ser um jogador mais "fisico", é mesmo porque às vezes se excede) mas não por aquele lance aos 88 minutos. Ele saltou, muito alto como é habitual nele, e o defesa mal saiu do chão - isso não é amarelo, nem falta. Mas mesmo sem a expulsão, Mangala já tinha visto o 5º amarelo de uma série, pelo que já não jogaria o jogo contra o Rio Ave (sábado, 23/2, 20h15), o que também acontecerá com Alex Sandro pela mesma razão. E isso coloca um problema ao VP, que não tendo querido (ou podido...) ficar com Fucile, não tem para esse jogo nenhum dos jogadores que esta época cumpriram a posição. Resta Quiñones (que do que vi na equipa B é muito fraco para estas andanças) ou inventar outra alternativa: Maicon à esquerda depois de ter sido defesa direito?
FICHA DE JOGO
Beira-Mar-FC Porto, 0-2
Liga portuguesa, 19.ª jornada
15 de Fevereiro de 2013
Estádio Municipal de Aveiro
Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco)
Assistentes: Luís Marcelino e Jorge Cruz
Quarto árbitro: Renato Gonçalves
BEIRA-MAR: Rui Rego; Nuno Lopes, Hugo (cap.), Jaime e Hélder Lopes; Ricardo Dias, Fleurival e Rui Sampaio; Rúben Ribeiro, Yazalde e Nildo
Substituições: Rui Sampaio por Serginho (37m), Rúben Ribeiro por Abel Camará (61m) e Nuno Lopes por Bura (77m)
Não utilizados: Jonas, Dani Abalo, Pedro Moreira e Tozé
Treinador: Ulisses Morais
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Izmaylov, Jackson e Atsu
Substituições: Atsu por Maicon (65m), Lucho por James (72m) e João Moutinho por Castro (81m)
Não utilizados: Fabiano, Liedson, Kelvin e Sebá
Treinador: Vítor Pereira
Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Atsu (34m) e Jackson (73m)
Cartões amarelos: Nuno Lopes (27m), Mangala (31m e 88m), Alex Sandro (44m) e Hugo (51m)
Cartões vermelhos: Mangala (88m, por acumulação de amarelos)
PONTO DE SITUAÇÃO
24 vitórias, 6 empates, 2 derrotas
68 golos marcados, 17 sofridos
1 título conquistado, 1 título perdido, 3 títulos em disputa
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Jogo 31 - FC Porto, 1 x Olhanense, 1 - Eu não estava apreensivo?
Eu estava apreensivo e aqui perguntava-me se os jogadores do FC Porto que estavam entusiasmados com o jogo do Málaga estariam com a cabeça no tri ou na Liga dos Campeões e deixava a resposta para este domingo à noite...
A resposta foi a que eu não queria mas já adivinhava. Não estavam com a cabeça no tri. A atitude desta noite não foi a mesma dos últimos jogos - faltou intensidade, faltou velocidade, faltou pressão, faltou concentração. E faltou vontade de alguns dos jogadores.
Um a um.
Helton, não teve grande culpas e ainda teve umas saídas fora dos postes para cortar males maiores...
Danilo, uma absoluta nulidade: passou mal, centrou pior, rematou para o País de Gales, não defendeu bem, falhou uma recarga de golo feito, deveria ter saído ao intervalo...
Mangala, outro absurdo: que ele é melhor a atacar do que a defender, já eu o digo há imenso tempo, sendo que as suas melhores armas são o poderio físico e a velocidade; hoje, o poderio fisico ainda foi usando a espaços, mas a velocidade? Aos 7 minutos, foi comido em velocidade pelo Targino (ok, aceito!) e pelo Izmaylov no lance que deu o golo do Olhanense. E durante o jogo fez "n" passes disparatados e corridas de 30 metros com a bola para a seguir perder a bola numa finta idiota. Quase aposto que para a semana vai sentar o cú no banco e Maicon regressa ao onze... Já agora, Mangala a defende mal quanto ao seu posicionamento e não tem instinto de antecipar para onde o adversário vai passar a bola - Mangala é o mais parecido com Pepe que tivemos, mas enquanto o Pepe já sabe para onde a bola vai antes dela partir, Mangala precisa daquela fracção de segundo depois de ela sair dos pés do adversário para perceber isso - e contra jogadores como o Targino, isso é letal.
Otamendi não esteve mal, mas também não esteve bem... apesar de tudo, ainda terá sido dos menos maus...
Alex Sandro está como o Otamendi, apesar de que no lance do golo ele nem sequer tentou recuar e, salvo o erro (e não tenho agora esse certeza) terá sido ele a perder a bola que deu origem depois ao golo. Alex Sandro é fraco a defender mas excelente a atacar - no FC Porto os defesas laterais têm que ser bons atacantes porque 90% dos jogos da época eles não têm de defender. O problema é que a falta de capacidade defensiva (como mau posicionamento em campo, dar espaço para o adversário directo receber e controlar a bola, pouca vontade em recuperar a posição defensiva quando está integrado no ataque...) nos outros 10% dos jogos nota-se muito...
Fernando foi outra nulidade em campo, com passes para trás e para o lado e quase sempre para os pés dos adversários, pouca pressão e muito confuso. Saiu tarde...
Moutinho foi o melhor em campo, mas mesmo assim este foi um mau jogo dele, não foi aquele Moutinho esclarecido e que encontra soluções para a equipa.
Lucho também não estava nos seus dias, mas não foi dos piores. Mas não foi o Lucho de qualidade que me habituou a pisar no relvado (ou lá o que é aquela coisa verde que eles calcam) do Dragão...
Izmaylov estava a ser o melhor do FC Porto até à sua substituição, que não percebi. Se estava cansado, não parecia. Não estando a jogar mal (em especial se comparado com Danilo, Fernando e Varela) não percebi porque saiu, até porque ele é dos poucos capazes de fazer uma das poucas coisas que ia resultando, que era o remate de fora da área - dentro da área o Marcelo limpava a área de cabeça...
Varela foi outra nulidade, não atinava com os centros e atrapalhava-se com a bola, estava sempre a cair no chão, complicativo. Devia ter saído mais cedo.
Jackson foi herói e vilão num só jogo. Marcou o golo que não entreva de maneira nenhuma e nos valeu o empate, mas falhou o penalti, muito mal marcado, que nos colocava isolados na frente do campeonato.
Vitor Pereira igual a si mesmo. Não mexeu ao intervalo, que era o que qualquer treinador teria feito com a má exibição da primeira parte de Mangala, Danilo, Fernando e Varela. Tinha quatro jogadores que podiam sair. Nenhum deles deveria ter voltado do intervalo, mesmo que sejam 4 e as substituições autorizadas sejam apenas 3... Mas quem foi VP tirar apenas aos 60 minutos? Izmaylov, um dos mais esclarecidos... A entrada de Tozé, em todo o caso, foi bem pensada - desde a saída de Izmaylov que não havia quem rematasse de fora da área, uma das poucas formas de chegar à baliza e ele poderia conseguir fazer isso, bem como marcar livres - mas Moutinho não estava para aí virado...
Em resumo, perdemos 2 pontos. Não se admite que jogadores que jogaram como jogaram os dois jogos anteriores não tenham sido capazes de vencer este jogo - porque não se aplicaram nem metade do que se aplicaram nesses jogos. Aos 3 minutos eu já dizia que hoje isto ia ser dificil porque eles não corriam, devia ser do frio - e ainda não estava gelado com o golo do Olhanense uns minutos mais tarde... Menos mal que os lampiões empataram também com o Nacional, na Choupana, que nos mantém do topo da classificação mas em igualdade pontual e não por estarmos mesmo isolados. E que sirva de lição isto, pois a próxima escorregadela pode ser bem mais grave...
Quando o jogo acabou, estava capaz de bater nos jogadores do FC Porto, se acaso algum deles se atravessasse à minha frente naqueles minutos! Fico louco quando não ganhámos um jogo por inépcia própria. E, ao contrário do que VP disse no fim, nós NÃO quisemos ganhar. Muita posse, algum pendor atacante, mas não era uma vontade férrea nem inequívoca de querer ganhar. O resultado dos lampiões, que entusiasmou o público que entrou a comer a relva, apenas serviu para descomprimir mais os nossos jogadores. Não vi essa vontade de querer ganhar. E espero bem que contra o Beira-Mar já na próxima sexta eles rectifiquem não só o resultado como, acima de tudo, a atitude em campo. A liderança ali tão próxima e não a agarraram!
FICHA DE JOGO
FC Porto-Olhanense, 1-1
Liga portuguesa, 18.ª jornada
10 de Fevereiro de 2013
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 26.809 espectadores
Árbitro: Cosme Machado (Braga)
Assistentes: Inácio Pereira e Alfredo Braga
Quarto árbitro: António Augusto Costa
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Varela, Jackson Martínez e Izmaylov
Substituições: Izmaylov por Sebá (58m), Varela por Tozé (66m) e Fernando por Liedson (71m)
Não utilizados: Fabiano, Maicon, Castro e Abdoulaye
Treinador: Vítor Pereira
OLHANENSE: Bracali; Luís Filipe, André Micael, Maurício e Jander; Vasco Fernandes, Tiago Terroso e Rui Duarte (cap.); Babanco, Targino e Evandro
Substituições: Evandro por David Silva (59m), Babanco por Lucas (66m) e Luís Filipe por Nuno Piloto (76m)
Não utilizados: Ricardo, Nuno Reis, Leandro e Francesco
Treinador: Manuel Cajuda
Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Targino (7m) e Jackson Martínez (55m)
Cartões amarelos: Jander (64m), Fernando (72m), Nuno Piloto (78m), Targino (80m), Rui Duarte (83m) e Lucas (83m)
Cartões vermelhos: nada a assinalar
PONTO DE SITUAÇÃO
23 vitórias, 6 empates, 2 derrotas
66 golos marcados, 17 sofridos
1 título conquistado, 1 título perdido, 3 títulos em disputa
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| Imagem FC Porto |
Um a um.
Helton, não teve grande culpas e ainda teve umas saídas fora dos postes para cortar males maiores...
Danilo, uma absoluta nulidade: passou mal, centrou pior, rematou para o País de Gales, não defendeu bem, falhou uma recarga de golo feito, deveria ter saído ao intervalo...
Mangala, outro absurdo: que ele é melhor a atacar do que a defender, já eu o digo há imenso tempo, sendo que as suas melhores armas são o poderio físico e a velocidade; hoje, o poderio fisico ainda foi usando a espaços, mas a velocidade? Aos 7 minutos, foi comido em velocidade pelo Targino (ok, aceito!) e pelo Izmaylov no lance que deu o golo do Olhanense. E durante o jogo fez "n" passes disparatados e corridas de 30 metros com a bola para a seguir perder a bola numa finta idiota. Quase aposto que para a semana vai sentar o cú no banco e Maicon regressa ao onze... Já agora, Mangala a defende mal quanto ao seu posicionamento e não tem instinto de antecipar para onde o adversário vai passar a bola - Mangala é o mais parecido com Pepe que tivemos, mas enquanto o Pepe já sabe para onde a bola vai antes dela partir, Mangala precisa daquela fracção de segundo depois de ela sair dos pés do adversário para perceber isso - e contra jogadores como o Targino, isso é letal.
Otamendi não esteve mal, mas também não esteve bem... apesar de tudo, ainda terá sido dos menos maus...
Alex Sandro está como o Otamendi, apesar de que no lance do golo ele nem sequer tentou recuar e, salvo o erro (e não tenho agora esse certeza) terá sido ele a perder a bola que deu origem depois ao golo. Alex Sandro é fraco a defender mas excelente a atacar - no FC Porto os defesas laterais têm que ser bons atacantes porque 90% dos jogos da época eles não têm de defender. O problema é que a falta de capacidade defensiva (como mau posicionamento em campo, dar espaço para o adversário directo receber e controlar a bola, pouca vontade em recuperar a posição defensiva quando está integrado no ataque...) nos outros 10% dos jogos nota-se muito...
Fernando foi outra nulidade em campo, com passes para trás e para o lado e quase sempre para os pés dos adversários, pouca pressão e muito confuso. Saiu tarde...
Moutinho foi o melhor em campo, mas mesmo assim este foi um mau jogo dele, não foi aquele Moutinho esclarecido e que encontra soluções para a equipa.
Lucho também não estava nos seus dias, mas não foi dos piores. Mas não foi o Lucho de qualidade que me habituou a pisar no relvado (ou lá o que é aquela coisa verde que eles calcam) do Dragão...
Izmaylov estava a ser o melhor do FC Porto até à sua substituição, que não percebi. Se estava cansado, não parecia. Não estando a jogar mal (em especial se comparado com Danilo, Fernando e Varela) não percebi porque saiu, até porque ele é dos poucos capazes de fazer uma das poucas coisas que ia resultando, que era o remate de fora da área - dentro da área o Marcelo limpava a área de cabeça...
Varela foi outra nulidade, não atinava com os centros e atrapalhava-se com a bola, estava sempre a cair no chão, complicativo. Devia ter saído mais cedo.
Jackson foi herói e vilão num só jogo. Marcou o golo que não entreva de maneira nenhuma e nos valeu o empate, mas falhou o penalti, muito mal marcado, que nos colocava isolados na frente do campeonato.
Vitor Pereira igual a si mesmo. Não mexeu ao intervalo, que era o que qualquer treinador teria feito com a má exibição da primeira parte de Mangala, Danilo, Fernando e Varela. Tinha quatro jogadores que podiam sair. Nenhum deles deveria ter voltado do intervalo, mesmo que sejam 4 e as substituições autorizadas sejam apenas 3... Mas quem foi VP tirar apenas aos 60 minutos? Izmaylov, um dos mais esclarecidos... A entrada de Tozé, em todo o caso, foi bem pensada - desde a saída de Izmaylov que não havia quem rematasse de fora da área, uma das poucas formas de chegar à baliza e ele poderia conseguir fazer isso, bem como marcar livres - mas Moutinho não estava para aí virado...
Em resumo, perdemos 2 pontos. Não se admite que jogadores que jogaram como jogaram os dois jogos anteriores não tenham sido capazes de vencer este jogo - porque não se aplicaram nem metade do que se aplicaram nesses jogos. Aos 3 minutos eu já dizia que hoje isto ia ser dificil porque eles não corriam, devia ser do frio - e ainda não estava gelado com o golo do Olhanense uns minutos mais tarde... Menos mal que os lampiões empataram também com o Nacional, na Choupana, que nos mantém do topo da classificação mas em igualdade pontual e não por estarmos mesmo isolados. E que sirva de lição isto, pois a próxima escorregadela pode ser bem mais grave...
Quando o jogo acabou, estava capaz de bater nos jogadores do FC Porto, se acaso algum deles se atravessasse à minha frente naqueles minutos! Fico louco quando não ganhámos um jogo por inépcia própria. E, ao contrário do que VP disse no fim, nós NÃO quisemos ganhar. Muita posse, algum pendor atacante, mas não era uma vontade férrea nem inequívoca de querer ganhar. O resultado dos lampiões, que entusiasmou o público que entrou a comer a relva, apenas serviu para descomprimir mais os nossos jogadores. Não vi essa vontade de querer ganhar. E espero bem que contra o Beira-Mar já na próxima sexta eles rectifiquem não só o resultado como, acima de tudo, a atitude em campo. A liderança ali tão próxima e não a agarraram!
FICHA DE JOGO
FC Porto-Olhanense, 1-1
Liga portuguesa, 18.ª jornada
10 de Fevereiro de 2013
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 26.809 espectadores
Árbitro: Cosme Machado (Braga)
Assistentes: Inácio Pereira e Alfredo Braga
Quarto árbitro: António Augusto Costa
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Varela, Jackson Martínez e Izmaylov
Substituições: Izmaylov por Sebá (58m), Varela por Tozé (66m) e Fernando por Liedson (71m)
Não utilizados: Fabiano, Maicon, Castro e Abdoulaye
Treinador: Vítor Pereira
OLHANENSE: Bracali; Luís Filipe, André Micael, Maurício e Jander; Vasco Fernandes, Tiago Terroso e Rui Duarte (cap.); Babanco, Targino e Evandro
Substituições: Evandro por David Silva (59m), Babanco por Lucas (66m) e Luís Filipe por Nuno Piloto (76m)
Não utilizados: Ricardo, Nuno Reis, Leandro e Francesco
Treinador: Manuel Cajuda
Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Targino (7m) e Jackson Martínez (55m)
Cartões amarelos: Jander (64m), Fernando (72m), Nuno Piloto (78m), Targino (80m), Rui Duarte (83m) e Lucas (83m)
Cartões vermelhos: nada a assinalar
PONTO DE SITUAÇÃO
23 vitórias, 6 empates, 2 derrotas
66 golos marcados, 17 sofridos
1 título conquistado, 1 título perdido, 3 títulos em disputa
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Jogo 30: Vitória, 0 x FC Porto, 4 - Um jogo muito, muito bom! Mas estou apreensivo...
Antes do jogo começar, confesso que estava apreensivo com este jogo. Porque apesar de o FC Porto ter ganho quase sempre nos últimos anos lá, não é com facilidade que isso acontece porque em Guimarães este jogo é um dos jogos da época e a equipa por norma dá o que tem e o que não tem para não perder e, se possível, ganhar.
Ora tal apreensão passou-me logo nos primeiros porque vi novamente um FC Porto de qualidade, desperto, vivo, mandão, a carregar na área do adversário desde o principio.
E o golo madrugador, novamente como aconteceu no jogo anterior contra os galos de Barcelos, serviu para tranquilizar a equipa mas não para a descansar que, assim, continuou na sua busca pelo 2º. E os números finais da primeira parte assim o demonstram: 70% de posse de bola, 20 ataques e 7 remates mostram bem que não havia campos inclinados artificialmente nem coisa nenhuma que não fosse a supremacia de uma equipa sobre a outra que mal conseguia dar 3 toques seguidos na bola e nunca mostrou capacidade de discutir o jogo.
E se o primeiro golo foi de um Mangala que quando ataca os lances de bola parada ofensivos parece um elevador, subindo até ao impossível (é pena é que defensivamente não seja assim e que cometa muitos erros de passe e posicionamento defensivo...) a partir daí iniciou-se o espectáculo Cha-Cha-Cha. Pois, Jackson resolveu fazer jus à sua tripla alcunha e inaugurar na cidade-berço o seu primeiro hat-trick de azul e branco ao peito. Com estes 3 golos, leva já 18 golos na 1ª Liga e com uma fantástica média de mais de 1 golo por jogo do campeonato, é uma das melhores estreias de sempre no Dragão, superior até a Falcao! E isso se por um lado me deixa muito satisfeito - desde o inicio da época que digo que ele é jogador para marcar 20 golos por época com facilidade - por outro lado deixa-me apreensivo porque com tanta pontaria neste momento já anda meia Europa de olho nele...
Por último, uma palavra sobre VP. Parece haver neste momento em que o FC Porto fez, finalmente, uma sequência de alguns bons jogos consecutivos (desde o empate no salão de festas) de endeusar VP. Eu não o faço. Porque este VP que conseguiu agora estes jogos bons é o mesmo que do fim de Novembro ao principio de Janeiro (antes do jogo contra os lampiões) perdeu 2 jogos consecutivos sendo eliminado da Taça de Portugal, ganhou 3 jogos por um mísero 1-0 contra equipas fracas e mostrou um futebol fraco, sem força nem cor. VP está melhor do que a época passada? Sim, sem dúvidas, mau era que não tivesse evoluído num clube como o FC Porto! Mas terá ele competências necessárias para ser o treinador do FC Porto? Dou eu mesmo a resposta a este pergunta que muitos deram há uns anos em relação a Carlos Alberto Silva, ex-seleccionador do Brasil e então bi-campeão pelo FC Porto, ou que deram sobre Jesualdo tri-campeão e que não viram renovados os contratos: não, não tem!
Bem, resumindo, esta era uma das mais difíceis deslocações do FC Porto rumo ao tri e foi concluída com sucesso. Os jogos mais dificeis que teremos até ao fim da época, com excepção da ida à Alvalade bem próxima das eleições que têm conturbado o clube, são no Dragão, pelo que não há grandes desculpas para não conseguirmos o tri... se bem que declarações que li de alguns jogadores a dizerem que já estão entusiasmados com o Málaga (que é só na próxima terça) antes do jogo com o Olhanense este domingo deixam-me, naturalmente, apreensivo (novamente!) sobre a reacção dos jogadores no jogo contra os algarvios: terão eles a cabeça no tri ou na Liga dos Campeões? A resposta será dada domingo às 20h30...
FICHA DE JOGO
V. Guimarães-FC Porto, 0-4
Liga, 17.ª jornada
2 de Fevereiro de 2013
Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães
Assistência: 17.244 espectadores
Árbitro: Marco Ferreira (Madeira)
Assistentes: Cristóvão Moniz e Sérgio Serrão
Quarto árbitro: Pedro Campos
V. GUIMARÃES: Douglas; Alex, Freire, Paulo Oliveira e Addy; Tiago Rodrigues e Siaka Bamba; Ricardo, Barrientos e Marco Matias; Amido Baldé
Substituições: Barrientos por Crivellaro (61m), Alex por André (61m) e Ricardo por Machis (80m)
Não utilizados: André Pereira, João Ribeiro, Jona e Josué
Treinador: Rui Vitória
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Varela, Jackson e Izmaylov
Substituições: Lucho por Castro (70m) e Izmaylov por Sebá (70m) e João Moutinho por Liedson (76m)
Não utilizados: Fabiano, Maicon, Abdoulaye e Tozé
Treinador: Vítor Pereira
Ao intervalo: 0-2
Golos: Mangala (14m) e Jackson (36m, 56m e 72m)
Cartão amarelo: Varela (9m), Alex (35m), Barrientos (40m), Otamendi (65m)
PONTO DE SITUAÇÃO
23 vitórias, 5 empates, 2 derrotas
65 golos marcados, 16 sofridos
1 título conquistado, 1 título perdido, 3 títulos em disputa
Ora tal apreensão passou-me logo nos primeiros porque vi novamente um FC Porto de qualidade, desperto, vivo, mandão, a carregar na área do adversário desde o principio.
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| Foto Facebook do Blog "O Dragão" |
E se o primeiro golo foi de um Mangala que quando ataca os lances de bola parada ofensivos parece um elevador, subindo até ao impossível (é pena é que defensivamente não seja assim e que cometa muitos erros de passe e posicionamento defensivo...) a partir daí iniciou-se o espectáculo Cha-Cha-Cha. Pois, Jackson resolveu fazer jus à sua tripla alcunha e inaugurar na cidade-berço o seu primeiro hat-trick de azul e branco ao peito. Com estes 3 golos, leva já 18 golos na 1ª Liga e com uma fantástica média de mais de 1 golo por jogo do campeonato, é uma das melhores estreias de sempre no Dragão, superior até a Falcao! E isso se por um lado me deixa muito satisfeito - desde o inicio da época que digo que ele é jogador para marcar 20 golos por época com facilidade - por outro lado deixa-me apreensivo porque com tanta pontaria neste momento já anda meia Europa de olho nele...
Por último, uma palavra sobre VP. Parece haver neste momento em que o FC Porto fez, finalmente, uma sequência de alguns bons jogos consecutivos (desde o empate no salão de festas) de endeusar VP. Eu não o faço. Porque este VP que conseguiu agora estes jogos bons é o mesmo que do fim de Novembro ao principio de Janeiro (antes do jogo contra os lampiões) perdeu 2 jogos consecutivos sendo eliminado da Taça de Portugal, ganhou 3 jogos por um mísero 1-0 contra equipas fracas e mostrou um futebol fraco, sem força nem cor. VP está melhor do que a época passada? Sim, sem dúvidas, mau era que não tivesse evoluído num clube como o FC Porto! Mas terá ele competências necessárias para ser o treinador do FC Porto? Dou eu mesmo a resposta a este pergunta que muitos deram há uns anos em relação a Carlos Alberto Silva, ex-seleccionador do Brasil e então bi-campeão pelo FC Porto, ou que deram sobre Jesualdo tri-campeão e que não viram renovados os contratos: não, não tem!
Bem, resumindo, esta era uma das mais difíceis deslocações do FC Porto rumo ao tri e foi concluída com sucesso. Os jogos mais dificeis que teremos até ao fim da época, com excepção da ida à Alvalade bem próxima das eleições que têm conturbado o clube, são no Dragão, pelo que não há grandes desculpas para não conseguirmos o tri... se bem que declarações que li de alguns jogadores a dizerem que já estão entusiasmados com o Málaga (que é só na próxima terça) antes do jogo com o Olhanense este domingo deixam-me, naturalmente, apreensivo (novamente!) sobre a reacção dos jogadores no jogo contra os algarvios: terão eles a cabeça no tri ou na Liga dos Campeões? A resposta será dada domingo às 20h30...
FICHA DE JOGO
V. Guimarães-FC Porto, 0-4
Liga, 17.ª jornada
2 de Fevereiro de 2013
Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães
Assistência: 17.244 espectadores
Árbitro: Marco Ferreira (Madeira)
Assistentes: Cristóvão Moniz e Sérgio Serrão
Quarto árbitro: Pedro Campos
V. GUIMARÃES: Douglas; Alex, Freire, Paulo Oliveira e Addy; Tiago Rodrigues e Siaka Bamba; Ricardo, Barrientos e Marco Matias; Amido Baldé
Substituições: Barrientos por Crivellaro (61m), Alex por André (61m) e Ricardo por Machis (80m)
Não utilizados: André Pereira, João Ribeiro, Jona e Josué
Treinador: Rui Vitória
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Varela, Jackson e Izmaylov
Substituições: Lucho por Castro (70m) e Izmaylov por Sebá (70m) e João Moutinho por Liedson (76m)
Não utilizados: Fabiano, Maicon, Abdoulaye e Tozé
Treinador: Vítor Pereira
Ao intervalo: 0-2
Golos: Mangala (14m) e Jackson (36m, 56m e 72m)
Cartão amarelo: Varela (9m), Alex (35m), Barrientos (40m), Otamendi (65m)
PONTO DE SITUAÇÃO
23 vitórias, 5 empates, 2 derrotas
65 golos marcados, 16 sofridos
1 título conquistado, 1 título perdido, 3 títulos em disputa
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Jogo 29 - Jornada 16: FC Porto, 5 x Gil Vicente, 0 - Vermelhos, com um galinácio no emblema? Levam 5 porque as tradições ainda são o que eram...
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| Imagem FC Porto |
Vi uma equipa em campo com vontade de vencer desde o primeiro minuto, com vontade de marcar até que o árbitro apitasse para o final do jogo, a praticar bom futebol, ofensivo, objectivo, com um ritmo de jogo intenso. Tanto que chegou ao final da primeira parte com mais de 80% de posse de bola e acabou o jogo acima dos 75%. Porque não jogam, ou tentam jogar, sempre assim?
Os 5-0 finais, curtos, foram a consequência natural do jogo jogado. Mas houve também algum demérito do Gil, porque esta não parecia a equipa que nos "roubou" 5 pontos nos dois embates anteriores, não parecia o Gil que nos ganhou (a única derrota desde 1 de Janeiro de 2011 para o campeonato, salvo o erro) nem o que nos empatou na primeira jornada deste campeonato.
Mas o que vi ontem agradou-me. O melhor Danilo desde que este chegou (também não precisou de defender) e um meio campo e um ataque completamente endiabrados: ora eram tabelinhas em progressão à Barcelona, ora passes para o espaço, ora eram passes acrobáticos para dentro da área...
O golo madrugador ajudou a serenar o FC Porto e a baralhar e baixar os braços do Gil. Temi que o efeito do golo fosse ser o baixar de ritmo do jogo, mas felizmente isso não aconteceu. O FC Porto continuou a batalhar e a procurar o 2º que surgiu pouco depois, com felicidade para o Otamendi.
Até ao intervalo poderiam ainda ter sido marcados mais, mas no regresso das cabines recomeçou o espectáculo. Defour, no melhor jogo que fez de azul e branco, marcou um excelente 3º golo para o FC Porto logo no inicio.
Começou então a gestão do plantel por parte de VP, dando minutos a Izmaylov e Castro, primeiro, e a Sebá mais tarde. Mas nem por isso a equipa baixou de intensidade ou deixou de procurar mais golos.
O 4-0 surgiu com um bom cruzamento de Castro e Varela, cada vez mais atacante e menos extremo explosivo, a cabecear na área, faltavam 15 minutos para terminar a chacina galinácea. E continuava a cheirar a mais golos.
Até que em cima dos 90, o matador de serviço voltou a molhar o pão na sopa, que é como quem diz, a juntar mais um golo ao seu gordo pecúlio anterior de 14 e a destacar-se ainda mais na liderança da lista dos melhores marcadores, agora com 15 golos - e Jackson já leva 20 golos no conjunto das competições, como previ no inicio da época, ele é jogador para marcar 20 golos por época à vontade, o que irá superar largamente!
Regressa assim o FC Porto incontestavelmente à liderança do campeonato. Sem margens para dúvidas, o esforço dos jogadores recompensou, ver o FC Porto no lugar dele: em 1º. Rumo ao tri!
FICHA DE JOGO
FC Porto-Gil Vicente, 5-0
Liga, 16.ª jornada
28 de Janeiro de 2013
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 24.202 espectadores
Árbitro: Paulo Baptista (Portalegre)
Assistentes: José Braga e Valter Rufo
Quarto Árbitro: Luís Ferreira
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, Lucho (cap.) e João Moutinho; Varela, Jackson e Defour
Substituições: Defour por Izmaylov (62m), Fernando por Castro (68m) e Varela por Sebá (81m)
Não utilizados: Fabiano, Maicon, Abdoulaye e Kelvin
Treinador: Vítor Pereira
GIL VICENTE: Adriano Facchini; Éder, Halisson; Cláudio e Vítor Vinha; Luís Manuel e César Peixoto; Paulo Jorge, André Cunha (cap.) e Luís Martins; Hugo Vieira
Substituições: Vítor Vinha por Valdinho (22m), Paulo Jorge por Brito (ao intervalo) e Hugo Vieira por Sandro (68m)
Não utilizados: Vítor Murta, Yero, Luís Carlos e Tiero
Treinador: Paulo Alves
Ao intervalo: 2-0
Marcadores: Danilo (4m), Vítor Vinha (11m, p.b.), Defour (54m), Varela (74m), Jackson (89m)
Cartão amarelo: Mangala (44m), Cláudio (47m e 61m)
Cartão vermelho: Cláudio (61m)
PONTO DE SITUAÇÃO
22 vitórias, 5 empates, 2 derrotas
61 golos marcados, 16 sofridos
1 título conquistado, 1 título perdido, 3 títulos em disputa
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Jogo 28 - Setúbal, 0 x FC Porto, 3 - Mais um bis de Jackson
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| Imagem FC Porto |
O golo madrugador ajudou a serenar espiritos, mas tambem a baixar ainda mais o ritmo de jogo (que depois do jogo dos lampiões, voltou ao ritmo alentejano que tem sido tradicional) e a ausência de Fernando, por castigo, nem se fez notar por aí além - talvez porque o Setúbal nunca conseguiu ter capacidade de subir e consistentemente ter jogo, apenas um outro fugaz contra-ataque.
Na segunda parte, novamente mais do mesmo e nem a alteração ao intervalo de Maicon para o lugar do apagado Kelvin trouxe nada de novo.
De positivo, os golos de Jackson que continua a marcar e já conseguiu ser o jogador do FC Porto de primeira época com mais golos a par do longinquo Pena, atingindo já os 14 golos nos 15 jogos da primeira volta. O rendimento de Lucho que se tem mantido elevado, num patamar semelhante ao do ultimo ano antes de sair para Marselha. E ainda a exibição de Alex Sandro, talvez o melhor em campo e que, ao longo da época, se tem afirmado como um dos mais valiosos jogadores do FC Porto - em especial quando é preciso atacar, pois a defender, como ainda se viu em Marrocos no golo do tótó, ele apresenta muitas limitações.
Por último, só espero que a polémica que já começou a circular sobre a data do jogo (23 de Janeiro, mais de 4 semanas depois do jogo original) não venha a cair como mais uma bomba semelhante à que caiu com a Taça da Liga... porque se assim for, cabeças têm de rolar no departamento de futebol: uma vez pode ser deslize, duas vezes é incompetência!
FICHA DE JOGO
Vitória de Setúbal-FC Porto, 0-3
Liga portuguesa, 12.ª jornada
23 de Janeiro de 2013
Estádio do Bonfim, em Setúbal
Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)
Assistentes: Tiago Trigo e André Campos
Quarto árbitro: Hélder Malheiro
VITÓRIA DE SETÚBAL: Kieszek; Pedro Queirós, Miguel Lourenço, Jorge Luiz e Nélson Pedroso; Paulo Tavares, Bruno Amaro (cap.) e Bruno Turco; Jorginho, Meyong e Pedro Santos
Substituições: Pedro Santos por Cristiano (60m), Paulo Tavares por Bruno Gallo (70m) e Meyong por Bruninho (88m)
Não utilizados: Caleb, Amoreirinha, José Pedro e Ney Santos
Treinador: José Mota
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); Kelvin, Jackson e Varela
Substituições: Kelvin por Maicon (intervalo), Varela por Sebá (70m) e Defour por Castro (81m)
Não utilizados: Fabiano, Quiño, Abdoulaye e Tozé
Treinador: Vítor Pereira
Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Jackson Martínez (9m, pen., e 86m) e Lucho (90m+1)
Cartões amarelos: Miguel Lourenço (8m), Jorginho (31m e 84m), João Moutinho (34m), Cristiano (64m) e Bruno Gallo (75m e 78m)
Cartões vermelhos: Bruno Gallo (78m, por acumulação de amarelos) e Jorginho (84m, por acumulação de amarelos)
PONTO DE SITUAÇÃO
21 vitórias, 5 empates, 2 derrotas
56 golos marcados, 16 sofridos
1 título conquistado, 1 título perdido, 3 títulos em disputa
domingo, 20 de janeiro de 2013
Jogo 27 - FC Porto, 2 x Paços de Ferreira, 0 - E Izmaylov já marca, para desespero de Eduardo Barroso...
Num jogo como o tempo (frio, fraco e mau) o FC Porto conseguiu lograr o principal objectivo, que foi o de amealhar 3 pontos e manter a pressão sobre os adversários contra quem empataram na passada semana.
No entanto, todos nós esperávamos algo mais deste jogo - afinal, ganhar é bom mas não chega, pagamos muito dinheiro para vermos um bom espectáculo, entrega, empenho e paixão - de quem joga, porque de quem assiste ela não falta...
Do jogo, uma primeira parte que dominámos a nosso bel-prazer mas que não se traduziu em golos - e mesmo oportunidades foram poucas e a remate de fora da área.
Na segunda parte, graças ao golo logo ao abrir, totalmente fortuíto, de Alex Sandro, a equipa desanuviou um pouco, mas nem por descomprimiu e acelerou o jogo, que se manteve na mesma toada gelada e lenta, como a noite invernosa que estava.
Serviu, pelo menos, ainda para que Izmaylov molhasse a sopa a primeira vez de azul-e-branco e começasse a render juros. Pergunto-me eu seria mais uma maçã reabilitada no Dragão ou se o problema é da macieira de Alvalade? Cada vez mais a minha resposta tende para o problema ser a árvore e não o fruto...
FICHA DE JOGO
FC Porto-Paços de Ferreira, 2-0
19 de Janeiro de 2013
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 22.703 espectadores
Árbitro: Jorge Sousa (Porto)
Assistentes: Bertino Miranda e Álvaro Mesquita
Quarto Árbitro: Carlos Dias
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, Lucho (cap.) e João Moutinho; Defour, Jackson Martínez e Varela
Substituições: Varela por Izmaylov (59m), Defour por Kelvin (73m) e Lucho por Castro (82m)
Não utilizados: Fabiano, Maicon, Abdoulaye e Sebá
Treinador: Vítor Pereira
PAÇOS DE FERREIRA: Cássio; Diogo Figueiras, Tiago Valente, Ricardo e Antunes; André Leão e Luiz Carlos; Josué, Vítor (cap.) e Caetano; Cícero
Substituições: Luiz Carlos por Hurtado (61m), Caetano por Alvarez (75m) e Cícero por Poulson (87m)
Não utilizados: António Filipe, Cohene, Nuno Santos e Filipe Anunciação
Treinador: Paulo Fonseca
Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Alex Sandro (47m) e Izmaylov (78m)
Cartão amarelo: Alex Sandro (16m), Luiz Carlos (41m), André Leão (71m), Fernando (85m) e Josué (89m)
PONTO DE SITUAÇÃO
20 vitórias, 5 empates, 2 derrotas
53 golos marcados, 16 sofridos
1 título conquistado, 1 título perdido, 3 títulos em disputa
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| Mais uma maça podre ou será que o problema é da macieira? (foto FCP) |
No entanto, todos nós esperávamos algo mais deste jogo - afinal, ganhar é bom mas não chega, pagamos muito dinheiro para vermos um bom espectáculo, entrega, empenho e paixão - de quem joga, porque de quem assiste ela não falta...
Do jogo, uma primeira parte que dominámos a nosso bel-prazer mas que não se traduziu em golos - e mesmo oportunidades foram poucas e a remate de fora da área.
Na segunda parte, graças ao golo logo ao abrir, totalmente fortuíto, de Alex Sandro, a equipa desanuviou um pouco, mas nem por descomprimiu e acelerou o jogo, que se manteve na mesma toada gelada e lenta, como a noite invernosa que estava.
Serviu, pelo menos, ainda para que Izmaylov molhasse a sopa a primeira vez de azul-e-branco e começasse a render juros. Pergunto-me eu seria mais uma maçã reabilitada no Dragão ou se o problema é da macieira de Alvalade? Cada vez mais a minha resposta tende para o problema ser a árvore e não o fruto...
FICHA DE JOGO
FC Porto-Paços de Ferreira, 2-0
19 de Janeiro de 2013
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 22.703 espectadores
Árbitro: Jorge Sousa (Porto)
Assistentes: Bertino Miranda e Álvaro Mesquita
Quarto Árbitro: Carlos Dias
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, Lucho (cap.) e João Moutinho; Defour, Jackson Martínez e Varela
Substituições: Varela por Izmaylov (59m), Defour por Kelvin (73m) e Lucho por Castro (82m)
Não utilizados: Fabiano, Maicon, Abdoulaye e Sebá
Treinador: Vítor Pereira
PAÇOS DE FERREIRA: Cássio; Diogo Figueiras, Tiago Valente, Ricardo e Antunes; André Leão e Luiz Carlos; Josué, Vítor (cap.) e Caetano; Cícero
Substituições: Luiz Carlos por Hurtado (61m), Caetano por Alvarez (75m) e Cícero por Poulson (87m)
Não utilizados: António Filipe, Cohene, Nuno Santos e Filipe Anunciação
Treinador: Paulo Fonseca
Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Alex Sandro (47m) e Izmaylov (78m)
Cartão amarelo: Alex Sandro (16m), Luiz Carlos (41m), André Leão (71m), Fernando (85m) e Josué (89m)
PONTO DE SITUAÇÃO
20 vitórias, 5 empates, 2 derrotas
53 golos marcados, 16 sofridos
1 título conquistado, 1 título perdido, 3 títulos em disputa
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Jogo 26 - Lampiões, 2 x FC Porto, 2 - Perdemos 2 pontos ou ganhamos 1 ponto?
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| Artur acaba de oferecer o 2º golo do FC Porto! Foto FC Porto |
Um empate não é mau resultado, mas esperava-se mais quando se assistiu ao jogo. Também é verdade que se esperava menos atendendo ao momento de forma de ambas as equipas. No fundo, o desequilibrador foi mesmo o arbitro que permitiu inúmeras faltas violentas, algumas a roçar a agressão, de Matic e em especial de Maxi, ao longo de todo o jogo, tendo ambos terminado o jogo em campo (mais uma vez...) quando num jogo das competições europeias ambos teriam ido mais cedo para o balneário.
E talvez dessa forma o jogo não terminasse empatado.
Em todo o caso, o importante é que mantemos a invencibilidade e recuperamos um pouco da moral que havíamos perdido no final do ano com alguns resultados menos bons.
Em relação à equipa, como se esperava, Defour ocupou a vaga de James e encostado à direita, mas recuando mais que o colombiano na ajuda defensiva.E talvez dessa forma o jogo não terminasse empatado.
Em todo o caso, o importante é que mantemos a invencibilidade e recuperamos um pouco da moral que havíamos perdido no final do ano com alguns resultados menos bons.
Do jogo, uma primeira meia hora emocionante: golo cá, golo lá, muita velocidade, entrega e noção que o resultado poderia seguir por ali fora. Depois, as equipas encaixaram, baixaram o ritmo e a emoção começou a diminuir.
Depois deste frenesim inicial, o FCP assentou o jogo, o meio campo dominava e assentia que os lampiões jogassem apenas o que queria que eles jogassem. E o que o arbitro deixava, que no caso do Matic e do Maxi não era pouco, porque para além de futebol deixava-os jogar karate, kick-boxing e outros desportos marciais...
No final VP esteve bem para defender a sua equipa e cores com as declarações que produziu - até porque a imprensa já tentava então limpar a vergonhosa exibição do arbitro que poupou à expulsão os dois lampiões trauliteiros!
Destaque para as exibições de Moutinho (em grande momento de forma) e de Jackson - marcou mais um, igualando um record com mais de 40 anos onde um estreante marcou contra os lampiões e lagartos. Mas também para Lucho, um poço de liderança. Menos bem a defesa, em especial a defender, mas isso já não é sequer novidade. A VP também faltou audácia (bem, e banco também) para atacar os últimos 10 minutos e ganhar o jogo. A entrada de Castro pareceu-me bem, mas a de Abdoulaye era dispensável e preferia que fosse Sebá a entrar. Já Izmaylov não teve oportunidade de se mostrar, mas só o facto de estar apto a jogar e não se ter lesionado, já é positivo...
Agora há que ganhar este fim de semana ao surpreendente Paços de Ferreira e esperar por um deslize dos lampiões - e ele vai acontecer, não duvidem, com este empate eles perderam confiança e mais cedo ou mais tarde iniciam o habitual período de abaixamento de forma de meio da época.
Mas respondendo à pergunta do titulo, penso que, de facto, perdemos 2 pontos...
FICHA DE JOGO
Lanpiões-FC Porto, 2-2
Liga portuguesa, 14.ª jornada
13 de Janeiro de 2013
Estádio da Luz, na Mouraria
Árbitro: João Ferreira (Setúbal)
Assistentes: António Godinho e Luís Ramos
Quarto árbitro: Marco Ferreira
LAMPIÕES: Artur; Maxi (cap.), Jardel, Garay e Melgarejo; Salvio, Matic, Enzo Pérez e Gaitán; Lima e Cardozo
Substituições: Enzo Pérez por Carlos Martins (57m), Lima por Aimar (68m) e Gaitán por Ola John (87m)
Não utilizados: Paulo Lopes, Roderick, Bruno César e Kardec
Treinador: Jorge Jesus
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Defour, Jackson Martínez e Varela
Substituições: Defour por Izmaylov (75m), Varela por Abdoulaye (87m) e Lucho por Castro (90m+2)
Não utilizados: Fabiano, Kelvin, Sebá e Tozé
Treinador: Vítor Pereira
Ao intervalo: 2-2
Marcadores: Mangala (8m), Matic (10m), Jackson Martínez (15m) e Gaitán (17m)
Cartões amarelos: Enzo Pérez (47m), Matic (62m), João Moutinho (81m) e Maxi (85m)
Cartões vermelhos: nada a assinalar
PONTO DE SITUAÇÃO
19 vitórias, 5 empates, 2 derrotas
51 golos marcados, 16 sofridos
1 título conquistado, 1 título perdido, 3 títulos em disputa
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